Ela é minha...

3 Onde nós estamos.


Notas iniciais
ola! Chegando com um cap quentinho e com gosto de trufa com licor... hehehe! espero que gostem, recomendo que leiam escultando uma musica que deixarei com o link no cap ok! :> Sim eu shipo Cupcake com o Jaime( não gosto da pipa a menina com o gorro... O>O muito obvio! eu acho que a gordinha teria um amor mais platônico e mais sofrido hehehe)

Minha mente estava uma bagunça. Uma bagunça grande de compunção e aflição. Depois de tanto tempo sem saber o que sentia, finalmente consegui me expressar. Tarde demais. Esse seria o erro que carregaria pelo resto da minha existência. Decidi voar para norte. Mais precisamente minha casa. Onde eu, Jack Frost e Jackson Overland Frost, nasci. O lugar que eu chamo de lar mudou consideravelmente nos últimos séculos, bem diferente das imagens que eu tenho em minha memorias. Ah! As memorias. Não posso mais evocar nada do meu passado que a imagem daquela mulher de cabelos pratas como a lua aparecia para me assombrar. Assombrar minhas emoções.

Preciso constantemente fugir dessas memorias, desse terrível remorso. O que eu sempre faço para mudar meu foco de pensamento é buscar algo interessante e me distrair com isso, em geral são as crianças. Sim, usar as crianças para me distrair. Esquecer. Belo espécime de guardião estou me tornando. Mas eu precisei seguir essa rotina por décadas para não sucumbir ao desespero. Infelizmente mesmo preso ao corpo de um adolescente minha mente envelhece. Já vi montanhas inteiras desaparecer, cidades crescendo enquanto outras findavam, pessoas morrer e se isso tudo não me bastasse ainda sou assombrado por esse fantasma que me penitencia todos os instantes de meu dia. Novamente isso acontecia, sempre acontecia, memorias do passado que querendo se apoderar de mim. Foquei-me em encontrar alguma criança ante de decair ainda mais.

Avistei na esquina, se escondendo atrás de uma cerca de madeira. Uma menina, gordinha e usando uma saia de frufru cor de rosa. Seu corpo inclinado assistindo a alguma cena que acontecia depois da cerca. O nome dela era Cupcake, ou era assim que todos a chamavam. Não pude esquecer o nome de todos os amigos de Jaime. Afinal eles nos ajudaram a vencer Breu noite passada.

Assisti de longe o que ela estava fazendo. Poderia estar brincando de esconde-esconde. Olhei para os lados não vi mais nenhuma criança. Só então me toquei que ela espiava alguma coisa. O que podia ser? Decidi me aproximar, não esperei ser respondido nem nada assim. Mesmo que tudo tenha acontecido ontem, Sandman cuidou para que tudo fosse interpretado como um sonho, somente um sonho.

— Eai Cupcake! Me diga o que você está fazendo?

— Ah! Jack! – Ela pulou de susto como se tivesse sido pega fazendo alguma peraltice, colocou a mão no coração parecia quere acalmá-lo. – Me assustou. – Ela se assustou? Eu que me assustei. Achei que não me via mais. – Você ainda lembra do meu nome. – Sorriu em seguida, ligeiramente mais calma.

— Claro que lembro! – Depois de Jaime ela foi a primeira criança que me viu. – Não poderia esquecer seu nome. E você ainda me vê ? – Um enorme sorriso apareceu em meu rosto.

Ela gargalhou levemente, pareceu quere disser que era impossível esquecer daquele dia maluco. Que por mais todos dissessem que era um sonho.

— Então. O que estava fazendo? – disse me inclinando buscando ver o que ela via, mas vi somente algumas crianças eram Jaime e sua irmã brincando de fazer boneco de neve. – Eu só tó vendo o Jaime e a irmã dele.

— Hum... eu... – Ela corou na mesma hora. Brincava com dos dedos e começou a esfregar seu pé na perna freneticamente, constrangida demais. – Estava pensando se podia ir brincar com ele...

Claro que tinha entendido aquele constrangimento todo, não precisei ser um gênio para perceber. Cocei meus cabelos nitidamente nervoso. Aquela menina olhava o Jaime. E bem o motivo para isso era óbvio, ela se apaixonou por ele. Não sou muito de enrolar, ou não mais, o que sei é que se há algo para dizer sou livre o suficiente para o fazer. Claro que não segurei minha língua de trapo.

— Entendi, tá gostando do Jaime.

— Hã! Hum... É- Desviou o olhar para o chão e suas bochechas que antes eram rosas agora estavam vermelhas florescente.

— Fica Fria. – disse entre risos ao vê-la toda desconcerta. – Só acho que você devia ir brincar com ele.

— Não! – Entristeceu-se – Eu sou, estranha... ele não gosta de mim, ninguém gosta de mim... — Os olhinhos se moveram na direção que Jaime estava. – Ele tem medo de mim. Todos têm medo de mim.

Essas palavras me lembraram aquela menininha loira que chorava em seu quarto, não quero me lembrar dela, não agora, mas não tive como não lembrar. Tudo estava na mente dela. Todo o medo e a agonia que ela sentia, ela melhor que ninguém descobriu uma forma de vencer.

— Uma vez uma pessoa me ensinou uma coisa. O medo nos impede de ver a melhor parte da vida. – Me lembrei da voz dela, mulher de cabelos soltou me olhando sem me ver, pela sacada de seu quarto. – E pelo medo fazemos escolhas onde o risco é menor. – Sorri leve com a sensação de nostalgia, uma boa emoção. – Ele é um bom garoto, não vai te tratar mal. Melhor ficarem juntos o quanto puder... – engoli minhas palavras antes que falasse algo que me fizesse lembra da parte ruim dessa história.

— Você já teve um primeiro amor? – Esforços jogados por agua a baixo.

— Pri-primeiro amor? – Agradeci mentalmente por não corar, um meio sorriso sem jeito estampou em minha cara. Claro que eu tinha, ou melhor tenho. Esse sentimento ainda estava vivo dentro de mim, talvez a única coisa realmente viva em mim. – Sim!

— Como ela é?

— Como ela é? – Minhas sobrancelhas se espremeram tentando tirar da minha mente uma definição para ela. – É minha lua, minha melhor amiga, minha guardiã, minha corajosa medrosinha. Ela foi incrível uma grande rainha. A mais bela de todas. – Voltei a me lembrar da parte ruim dessa história, da minha lua, senti o clima a minha volta pesar as nuvens ficarem densas, era esse meu poder que sempre expressava minhas emoções igual ao dela. A saudade me inundou novamente quis fugir dessa emoção, daquele lugar.

— Foi... – A menina meio hesitante pareceu quere perguntar algo eu rezei para que ela não concluísse seu pensamento e fizesse a tão temia pergunta. – Então ela morreu? – oh! Merda ela fez. Não podia fugir disso por mais que eu quisesse. Respirei fundo e disse:

— Sim. – Não tive foça de colocar nenhuma expressão contente em meu rosto, nada nem um meio sorriso, nem mesmo meus olhos tive coragem de desviar do chão. Evitei contar qualquer coisa desnecessária. Era a minha dor o meu fardo e não o da menina. Ela parecia entender e permaneceu quieta por alguns segundos.

— Entendo. – disse por fim. – Deve doer muito.

— É. Mas tudo bem... – Tentei rir, mas não sei se pareceu bem uma risada. – Não se pode voltar no tempo. Né?

— Não. Obrigada Jack! — disse se animando. – Sabe você é meu guardião preferido. – Ela me abraçou. Eu gelei, foi a terceira pessoa humana que me abraçava desde o dia que tornei o espirito de inverno e isso ainda era estranho, não ser atravessado.

Ela me soltou, se despediu de mim balançando os braços fortemente e meio desengonçada. Em seguida correu para perto do menino moreno. Ela pediu permissão para começar a brincar. Não vi confissão amorosa, nem nada do tipo. Acho que essas coisas tem uma idade certa para acontecer, e eu? Bem perdi minha oportunidade. Olhei uma última vez para os três que brincavam com gargalhas. Sinceramente não senti mais tão à-vontade, acho que se eu for brincar com eles, vou acabar dizendo algo para piorar minha situação além do mais a neve que começava a caia indicando o quão decepcionado estou.

Expirei o ar de meus pulmões e sai daquele lugar. Se eu permanecesse muito tempo ali com certeza criaria uma nevasca e fui terminantemente proibido, por Norte, em criar geadas fora tempo determinado por ele. Voei em direção a fábrica. Agora que sou um guardião tenho acesso livre para lá. Queria pregar algumas peças, me divertir, ser livre, para assim mudar meus pensamentos. E também tinha que voltar a minha marcação na lista negra. Já que Norte disse que retirou meu nome de lá.

— Jack Frost! – Norte berrou tão alto que mesmo estando a metros da oficina eu pude escutar. – Rápido encontrem aquele moleque dos infernos!

—Hey, Hey! Para que querem me encontrar? Eu nem aprontei, ainda! – disse entrando dentro do grande salão me sentando em uma mesinha qualquer.

— Você é um guardião, não é para ficar fazendo nevasca fora de época! – Cruzou os braços sobre o peito, me dá medo quando ele fala desse jeito.

— Wow. Eu não quis fazer nevar, mas chamar aquilo de nevasca? É exagero, eu chamaria só de uma nevinha. – Me referia a pouco quando eu conversava com Cupcake e ela tocou em um assunto ruim.

— Chama aquilo de nevinha? – O velhote apontou para uma espécie de espelho gigante posicionado no canto da sala.

— Um espelho? Grande coisa. – Revirei os olhos.

Eu estava a ponto de sair daquela fabrica, quanto exageros esse guardiões podem fazer por um pequeno descontrole. Mas então pelo espelho, que começou a transmitir imagens, uma verdadeira nevasca, densa e cheias de ventos e pela imagem dava para ver os pinheiros congelarem.

— Não foi eu quem fez isso.

— Não foi? – falou incrédulo. – Só falta você me dizer que existe outra pessoa com poderes como o seu. – completou com ironia.

Gargalhei, claro que ele estava certo em desconfiar de mim. Nunca dei muitos motivos para confiança. E agora algo estranho acontecia e é claro que eu seria o grande culpado. Obviamente não existia ninguém vivo com os mesmos poderes que eu. A única criatura nesse mundo com os mesmos poderes, ou mais poderosos, que o meu era a minha Elsa, mas ela estava morta congelada... ou talvez...

—não...não... – Minha mente pensou alto demais. Poderia talvez ela estar viva? – Mas eu chequei umas duzentas vezes e não estava. – Comecei a andar em círculos em um monologo intenso. – Podia de alguma maneira ela...

Fui afogado por uma onda de esperança que me engoliu. Ela podia estar viva?!? Podia estar me esperando!? Não me importei com o falatório de Norte, nem me sujeitei a escuta-los. Ergui voo dirigindo-me ao tumulo. Viajem pareceu longa, minha mente se ocupava em pensar as mil e uma possibilidade de ela estar viva. Poderia ter derretido, ou mesmo um pouco de sua consciência voltava a ativa. Então a incerteza resolveu bater à porta da esperança com as malditas indagações perturbadoras. E se não for ela? E se ela não ter descongelado? E se for uma armadilha do Breu? Como me odeio por ter essas indagações, mas qualquer coisa que fosse eu descobriria e se fosse o Breu o deteria.

As primeiras rajadas de vento desequilibram meu voo, a nevasca era realmente forte. Toneladas de neve nas nuvens espeças impediam de voar alto demais, tive que diminuir a altitude. Tentei voar até o epicentro de tudo aquilo. Se havia alguém responsável por isso esse alguém estria no lá. A minha volta toda a paisagem estava congelada: rios, montanhas e arvores cobertas por uma espeça camada de neve branca. Tão magicamente como começou, a nevasca, cessou. Então minha visão ampliou-se e um ponto reluzente e azul.

< https://www.youtube.com/watch?v=lrF814OnFQ4 >

Ali em meio a uma paisagem de gelo sentada em um banco. Estava ela. Calma fitando o horizonte. Majestosa, magnífica, exuberante. O magnetismo funcionou na mesma hora não consegui me conter e voei para sua direção. Para seus braços. Para seu calor. A abracei, eu: Jack Frost e Jackson Overland Frost, a amo, sempre amei. Seu corpo era mais quente do que eu me lembrava, mais macio do que minha memória podia guardar. A apertei seu corpo contra o meu com força. Ergui voo a girando no ar. Seu perfume espalhando no ar. Ah! Seu viciante cheio de vinho doce, entrava pelas minhas narinas cravando sua presença dentro de mim. Como senti falta desse cheiro. Seus olhos azuis como o mar, arrebatadores debaixo dos longos cílios loiros. Descemos vagarosamente até nossos pés tocarem o chão. A razão e o raciocino sussurraram em meus ouvidos.

— Você...Você pode me ver? – Esperei o que pareceu ser uma eternidade até ela falar com um sorriso de solstício.

— Sim. Jack Frost. – disse acariciando meu rosto.

Uma grande gargalhada explodiu de meu peito, ribombando por todo meu corpo. Ela me via! A apertei contra meu peito, seu cheiro de vinho doce me fez esquecer tudo e então a beijei. Nossos lábios meio desajeitados dançavam pela primeira vez no ritmo que o coração dela ditava. A seu coração batia forte, e como se fosse o meu. As minhas batidas. Sua boca quente como sempre, me tomava por inteiro, em um beijo desesperado e intenso, como se tudo fosse desaparecer como se fossemos desaparecer ao vento. E se fossemos não deixaríamos de sentir os lábios molhados e cheios de sabor, seu gosto inebriante me conduzia a querer mais e mais dela. Minhas mãos traçavam em seu corpo os caminhos sinuosos de sua curva. E ela em seus deslizavam por minha barriga a subiam ao meu peito. Parecia querer tomar-me como sua realidade. Meus pulmões pediam ar, mas eu não precisava respirar, minha Lua teve que me impedir e se afastar ofegante, com seu rosto iluminado, igual ao daquele dia em seu quarto.

— Minha Lua. – sussurrei em seu ouvido.

Seus dedos brancos e delicados ainda estavam em meu moletom, segurei seu pulso delicado e beijei ambas as mãos. Amava aqueles dedos, graciosos, quentes e vivos. O olhar dela fixado em mim as longas pestanas que escondiam o mar azul, inclinei meu corpo e beijei seus olhos, eles me viam, me enxergavam nunca imaginei que desejaria tanto esse momento, nem mesmo qual alegria me traria. Meu peito parecia explodir, não com batidas cardíacas, mas de alegria. O vazio tomado e preenchido pela vida, por Elsa: seu cheiro, seu sabor, seu amor... Tudo nela me completava. Meu egoísmo, de ser seu sol, seu único sol, para fazer ela a mulher mais feliz do mundo crescia ao passo de meus sentimentos. Corpos ainda colados em um abraço os dedos se entrelaçando. Puxei-a pela nuca, para que ela olhasse unicamente para mim.

Nossos lábios se tocaram novamente, em um encontro quente cheio de vida e desejo. Minha língua acabou sendo mais atrevida do que devia, passou os limites de seus lábios buscando explorar os sabores de dentro de sua boca molhada.

— Oh! – Ela se assustou com isso e se afastou levemente com seus graciosos dedos segurando os lábios. – O que foi... – Corou, um lindo tom rosa grená em suas bochechas.

— Beijo francês. – Respondi com um sorriso levemente constrangido. Sou um idiota, isso era um beijo de língua, algo que só os casais modernos fazem, não medievais. – Me desculpe.

— N-Não es-está tudo bem. – Segurou meu rosto com seu par de mãos quentes, me convidando a beija-la novamente.

Eu o fiz, beijei-a mas dessa vez foi a língua dela que ousou vascular mais. Seus lábios molhados, os meus claro que eram secos. Mas o sabor da boca dela me fazia esquecer tudo a minha volta. Ficamos como duas crianças aprendendo a brincar com um novo brinquedo em um empasse, divertido e quente. Pequenos choques elétricos corriam meu corpo com aquele beijo. Estava feliz, muito feliz, querendo mais dela, mais da minha lua. A apertei em meus braços. Ela soltou de minha boca tomando ar e depois suspirou em meus braços. Eu ri, meus dedos correram pelos nos de seus cabelos loiros. Eu a amava. Como fui um idiota em não perceber isso antes? Um grande trapalhão. Quase a perdi. Mas agora nunca a deixarei, nunca.

—Elsa, eu vou ficar com você. Quero que você seja minha. Somente minha.

— Isso é um pedido de casamento? – disse desafiadora, me fazendo perder a razão nos dois sentidos.

— Eu Vou me tornar humano e então vou te querer completamente “minha”. – falei a milímetro de seu rosto. Sorri triunfante ao ve-la corar.

— E-então eu serei... – antes que ela falasse qualquer coisa tornei a beijá-la.

Meu pedido para o Papai Noel é me tornar humano e como tal poderei ser dela. E ela poderá ser minha. O Papai Noel Jamais nega um pedido de alguém que está em sua lista de bonzinhos. Os anos se passariam e nós envelheceríamos juntos, até o momento que juntos, segurando a mão um do outro, olhando nos olhos um do outro, lembraríamos de nosso passado, de todo o passado, e diremos que tudo valeu a pena. Que a espera valeu a pena. E nossos filhos naquela noite nos trarão lírio e rosas brancas celebrando nossa eterna promessa.

O FIM...

...É apenas o começo de outra história.

Notas finais
Sim o ultimo cap ficou assim... Jack Pedindo para Norte para ele ser Humano... Afinal um desejo não pode ser negada para um bonzinho.( e não seria. Jack Realmente virou humano nessa fic) Fala galera. é o ultimo cap dessa fic. espero que tenha divertido a todos muito obrigada por lerem. não esqueçam de comentar, curtir, favoritar. se você acompanhou até aqui eu acho que mereço, né?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!