Notas iniciais
quando você ver um (*) é pq tem um comentário meu que deixarei em notas finais.
Ai está o capitulo yaoi...
sim!
nunca pensei que escreveria algo do tipo (tirando a historia que eu e uma amiga protagonizamos como "Pink e Cerebro: Os ratinhos gays")... por isso não espere muito de mim...

Se divirtam.

- Vovô!!! – gritou a menina enquanto se jogava nos braços do Sargento Ichiro Kojima. Ele não parava de sorrir, acariciou delicadamente os cabelos da neta, esta começou a dar vários beijos, isso o fazia sorrir ainda mais. Depois de beijos, gritinhos e sorrisos os dois se abraçaram bem forte, um abraço que tentava matar toda a saudade que eles sentiam um do o outro, um abraço que não davam fazia tempos. Nos olhos de Mayumi lágrimas começaram a surgir, ela apoiou sua cabeça no ombro do velho e a ponto de chorar lhe disse:

- É tão bom ver o senhor. Estava me sentindo muito sozinha.

Ele voltou a acariciar seus cabelos e com uma voz suave e doce lhe respondeu:

- Não precisa ficar assim. Agora estou aqui e não chora no meu uniforme, é novo... – deu um sorriso.

A menina se afastou e começou a olhá-lo da cabeça aos pés. O Sargento Kojima aparentava uma ótima forma, tinha fortes músculos, uma boa postura, seus cabelos grisalhos só lhe davam mais charme, nem muita ruga tinha, aparentava ser bem mais novo, sem dúvida era um bom partido para qualquer senhora. Quem o via achava que ele se cuidava muito, mas o segredo para toda essa jovialidade eram os incansáveis exercícios na juventude e a ótima alimentação que tinha. May sorria enquanto olhava para o avô e disse:

- Hm... Vovô tá gatão hein? Todo cheio de pose, com essas várias medalhas... Veio assim só pra me deixar com inveja né? Estou toda acabada e você ai... Inteiraço.

O velho sorriu e abraçou a neta com um dos braços a levando para dentro do apartamento:

- Nasci pra ser um galã minha querida, não importa em que fase da vida.

Sendo levada pelo avô ela só pode fechar a porta com os pés e continuou a caminhar, enquanto o olhava fazendo uma careta divertida:

- Um galã nada modesto, né?

- Modéstia nunca foi o meu forte. – ele a soltou e começou a olhar para o bagunçado apartamento. — E parece que organização não é o seu... Mas que bagunça é essa? – O quarto da menina estava todo revirado, várias de suas roupas pelo chão, pratos sobre o sofá, coisas indecifráveis pousando sobre o tapete, sua cama cheia de papéis, entre outras coisas... Lá estava um verdadeiro caos.

A menina coçou a cabeça enquanto olhava para toda bagunça, ela sabia que o avô estava certo, mas só em partes... Ali estava mesmo um caos, mas...

- Ah vô... Acabei de sair do hospital né? Queria que aqui tivesse tipo um palácio de uma princesa?

O homem passou o indicador sobre um móvel, seu dedo saiu imundo e ele fez uma cara muito feia. Após isso limpou a sujeira na calça e voltou a olhar para a menina que agora estava recolhendo as roupas do chão...

- Eu sei... Mas parece que isso aqui não é limpo faz anos... – Foi caminhando em direção a cama. O apartamento da jovem Mayumi não era grande, na verdade era bem minúsculo, só tinha três cômodos, cozinha, banheiro e um quarto que servia de sala ou vice-versa, isso dependeria da visão de quem olhasse. Ela levou um pouco de suas roupas para a máquina de lavar que ficava escondida bem no canto do banheiro e jogou tudo lá dentro, depois voltou falando:

- Ah... vô... Antes do incidente acontecer eu tava trabalhando em um caso...

Ichiro se sentou sobre a cama afastando os papéis:

- Ah... entendo... E esse caso te tomou todo o tempo...

A menina começou a organizar as fichas colocando uma por cima da outra, separando as que tinha lido das que não, enquanto isso falava:

- Foi um caso muito importante e perigoso...

- Me fale sobre isso... Eu não acompanhei nada. Na verdade quando você me ligou dizendo que tinha levado um tiro quase que eu morri do coração. Você falou aquilo com tanta naturalidade. – ele a olhava.

A menina parou de organizar os papéis e levantou a blusa deixando a cicatriz do ferimento a bala a mostra:

- Olha o que me rendeu o caso...

Seu avô olhou para o ferimento atentamente, só havia um minúsculo ponto, a bala era calibre 22, uma das mais perigosas, logo depois abriu um sorriso:

- Que lindo contemplar o primeiro ferimento a bala da minha amada netinha. Só que isso parece que foi grave...

- É vô... Mas eu estou bem. Não foi nada muito grave não, fica tranqüilo, mas eu não quero falar sobre isso. – a menina abaixou a blusa e se sentou na cama colocando as fichas por cima das pernas e abaixando um pouco a cabeça, parecia que aquele assunto a incomodava muito.

Seu avô a beijou na cabeça e deu-lhe um abraço confortante:

- Não fica assim. Eu não vou te perguntar mais nada... Sei que esses assuntos te abalam... Só não entendo porque você decidiu seguir essa carreira e praticamente me obrigou a te ajudar e conversar com um monte de gente pra que logo depois dos estudos entrasse para o curso e depois para a policia e... – foi interrompido.

- Ah vô... – a menina se levantou e ficou parada na frente dele com as mãos na cintura, dizia com um sorriso meigo no rosto: — Você sabe que eu não gosto de perder tempo... e eu tinha que usar toda sua influencia pra fazer o que eu tanto queria né?

O velho ergueu uma das sobrancelhas e disse se fingindo de sério:

- Então é isso que sou pra você... Alguém que só pode ser usado?

Ela o abraçou novamente e lhe dá um estalado beijo no rosto:

- Não vovô! Que isso? Eu te amo muito...

- Eu sei, eu sei... – sorriu.

May se sentou em seu colo envolvendo seus braços no pescoço do outro e perguntou olhando em seus olhos e parecendo bem curiosa:

- Mas me diz... como você chegou aqui tão rápido? Mau te liguei e você já veio bater na minha porta... Fiquei besta...

- É que eu pedi um favor a um amigo e ele me emprestou um jatinho, eu queria te fazer uma surpresa...

Agora a moça o abraçou bem forte:

- Eu amei essa surpresa. Amei muito e muito.

O velho ria cada vez mais. Só que depois de um tempo também se demonstrou curioso:

- Hm... Agora que você falou, eu vou perguntar... Por que você me ligou tão desesperada, praticamente implorando pra eu levantar tantos dados? É pra um caso?

- É sim vô... Mas isso é uma longa história...– A menina se sentou na cama e começou a olhar para as fichas que o avô tinha lhe passado por fax.

Já era noite no Japão. Os meninos do THSK estavam em mais um raro momento de descanso, na verdade muitos dos seus produtores, empresários e etc tinham colocado a cabeça no lugar e entendido o trauma pelo que Hero passara, o fofo tinha que descansar um pouco... Os outros meninos também levaram vantagem nessa, na verdade nada foi fácil pra eles nos últimos dois meses, mas tudo estava voltando ao seu devido lugar. Max tinha saído para dar uma volta na cidade, Micky foi a um barzinho se divertir com outros amigos, Xiah foi ao cinema ver um filme que estava muito querendo ver e Hero tinha saído sem contar pra ninguém aonde iria, ele planejava ir à casa de May entregar sua blusa, ligara mais cedo para a delegacia e a atendente tinha lhe passado o endereço da garota. YunHo era o único que permanecia no apartamento. Estava deitado no sofá perdido em seus pensamentos. Sentia uma intensa angustia e aflição, pensava em como estava desesperado com a idéia de Jae se interessar por alguém. Ele conhecia o ex, sabia exatamente como ele agia quando sentia algo em especial por uma pessoa, algo que iria além de “agradecimento” ou amizade e via nos olhos de Jae que lá no fundo estava surgindo um sentimento especial, até mais que especial, dele pela jovem policial Mayumi. Em meio a suspiros infelizes ouviu a porta bater, olhou para a mesma e viu Hero passando como um foguete em direção ao quarto, não pensou duas vezes, se levantou e foi atrás. Quando chegou o encontrou procurando algo na gaveta, se aproximou e perguntou:

- Por que voltou? Pensei que fosse sair e voltar só mais tarde.

- Esqueci uma coisa. – respondeu o outro que já estava se levantando, já tinha encontrado o que procurava. – Mas agora já to saindo de novo... — o mais velho ia sair quando foi segurado pelo braço. Olhou para Yun que estava bem sério e bateu com o braço fazendo com que ele o soltasse:

- O que foi hein? Por que tá agindo dessa maneira? – disse Jae com a mesma seriedade.

- A gente precisa conversar e muito... – o líder demonstrava na forma de olhar que não deixaria Hero sair depois da “tal conversa”... Mas ele nem se importou, apenas voltou a andar em direção a porta do quarto e dizia:

- Deixa pra quando eu voltar, agora tenho mesmo que ir.

Mas Yunho andou mais rápido que Hero, fechou a porta e se virou para o outro que estava com cara de que não entendia nada, estava parado, apenas olhando para ele, que mais uma vez falou:

- Nós precisamos conversar e você não vai sair daqui enquanto não me ouvir...

Naquele momento JaeJoong sentiu seu estomago se contorcer de preocupação, o olhar de Yunho para ele era dos mais sérios possíveis, um olhar que causaria medo em qualquer um. Então o moreno percebeu que o melhor era ouvir o que o outro tinha a lhe dizer para depois pensar em alguma coisa, em algo que poderia fazer.

- Fala então Yun... Estou ouvindo... – disse ele com uma voz que queria que parecesse segura, mas que acabara por sair trêmula.

No apartamento de Mayumi Hayashi ela e o avô continuavam a conversar. A menina já tinha lhe contado toda sua “aventura” e o Sargento estava mais que orgulhoso, demonstrava isso no olhar. Nunca tinha pensado que a menina seria tão corajosa e eficiente, sem dúvida seria o orgulho do pai, Ryuichi Hayashi, se este ainda vivesse. A menina também tinha esquecido toda a modéstia, falava que foi praticamente ela que resolveu todo o caso sozinha, que se não fosse ela tudo teria sido muito pior e muitas coisas mais... Quando finalmente terminou de contar vantagens, se sentou e voltou a olhar os papéis, agora parecia preocupada e demonstrou quando disse:

- Mas eu sei que nada ainda está terminado. Eu ainda vou descobrir quem é o cúmplice... — ela olhava para a pilha de papéis e tirou um qualquer.

O senhor se levantou e ficou andando calmamente de um lado para outro com um ar pensativo. Ele disse:

- Então foi para isso que você me pediu todas essas informações? Já têm suspeitos?

- Sim! Eu sei que a pessoa está muito próxima ao grupo... Só que até agora não encontrei nenhuma informação que pudesse me fazer acreditar em um suspeito em potencial. – ela olhava fixamente para o papel, o lia nos mínimos detalhes, buscava por qualquer uma informação comprometedora, poderia ser a mais irrelevante, mas ela estava ali para descobri-la...

- Hm... Agora que você me falou eu me lembrei de uma coisa... deixe-me ver... – ele pegou algumas fichas e procurava por algum nome em especial. May o olhava cheia de curiosidade.

- O que foi vô? Você viu alguma coisa suspeita?

- Vi sim... – ele tira um dos papéis: — É aqui está. Ryota Tanaka. – ele entregou o papel à neta que o pegou rapidamente e começou a lê-lo. Enquanto isso Ichiro falava:

- Ele é o segurança. Parece que tem 32 anos, sua ficha me pareceu limpa a principio, mas logo depois descobri que quando jovem ele participou de um assalto infeliz a um banco, era adolescente ainda... Tinha apenas 14 anos e os seus cúmplices todos eram maiores, entre eles estavam seu irmão, Ryotaro Tanaka, parece que era o líder e disse que obrigou o irmão a participar do roubo, por isso e por ser menor o garoto saiu limpo nessa, mas dois anos depois cometeu outro delito, foi flagrado com 10 kg de cocaína, ia repassar, mas foi pego em flagrante. Só que também conseguiu escapar, só teve que prestar alguns serviços comunitários... Mas alem dele têm mais dois que eu achei meio suspeito...

- Mais? – ela o olhou meio surpresa.

- Sim! Quando estava lendo eu vi mais duas fichas. Espera que eu encontro rapidinho. – procurou e tirou mais uma. – Shigeo Ueda... – entregou a ficha para a menina e voltou a procurar, achou a outra. -... e Kaori Onuky.

Logo ao ouvir o nome de Kaori, Mayumi fez uma cara de pensativa e comentou:

- Kaori... já ouvi esse nome...

- Bom... – o Sargento voltou a se sentar ao seu lado da cama. – Essa ai não cometeu nenhuma infração, mas o que me chamou a atenção nela foi que essa talzinha passou um meses internada em um clinica psiquiátrica...

- Ãn? – o olhou com uma de suas caras mais surpresas.

- É... Ela tinha uns transtornos de personalidade estranhos... Parece que foi mandada pra essa clinica porque estava perseguindo constantemente um de seus ex-namorados... Ela é muito doida. Ah! E se você ainda não se lembrou... Ela é a assessora de imprensa desses meninos ai...

- Claro! – a morena estapeou a testa. – A desgraçada com voz irritante. – naquele mesmo instante lhe veio à mente a outra entrando na sala sem pedir permissão enquanto ela e Sousuke conversavam com os meninos e, principalmente, a piscadinha que ela deu para o tenente. Ao se recordar disso Mayumi sentiu um profundo ódio, mas logo acabou controlando-o e perguntou sobre o terceiro suspeito:

- E esse Shigeo? O que ele fez?

O senhor disse enquanto lustrava uma de suas medalhas no lado esquerdo do peito, aquela era seu orgulho. Ganhou em uma operação por ter resgatado mais de 10 reféns das mãos de um grupo terrorista.

- Bom... Ele a meu ver é o mais perigoso. Pelo que eu entendi ele é o diretor da maior parte dos clipes desses meninos ai que sempre esqueço o nome...

- Tohoshiki vô... Tohoshinki... – disse ela sorrindo.

- É... Isso ai... Mas... Na ficha dele consta duas agressões, em uma delas chegou até torturar uma das vitimas...

- Torturar? – May pareceu se interessar mais sobre esse caso do que sobre os outros, lia a ficha do homem.

- -Sim. Uma tortura clássica. Pegou a mulher, a amarrou e começou a cortá-la com giletes bem afiadas... Depois ainda jogou água salgada por cima... Foi preso por dois anos, no primeiro crime, que só foi uma agressão em um bar... Sabe como é... Estava bêbado e saiu estapeando um qualquer que fez um comentário que ele não gostou... Por esse delito só pagou fiança e saiu...

- Ele é bem estranho... – ela olhava para a foto. – Mas como alguém pode contratar uma pessoa dessas?

- O homem também passou por tratamento psicológico e se recuperou, foi o que disseram. E além do mais... Isso foi há bastante tempo e ele também é amiguinho de um empresário desse To-Toho...

- Tohoshinki vô. É tão difícil de lembrar?

- Nem é, mas eu não fico me importando muito com bandas desse tipo. Curto mais música clássica.

- Isso tá é parecendo desculpa... Acho que a idade está afetando sua memória, velhinho...

- Mais respeito hein? – se levantou o homem ameaçando tirar o cinto. – Ainda posso te dar uma surra... – ele dizia sorrindo e sem nenhuma autoridade.

- Há Há! Você nunca me bateu. Não vai ser agora...

- Pra tudo há uma primeira vez, sua danadinha.

- Há há há! Pára vô...

Os dois estavam as gargalhadas quando mais uma vez tocam a campainha.A menina se levanta:

- E agora? Quem é?

No apartamento dos meninos o clima ainda estava pesado. Hero estava sentado sobre a cama, parecia preocupado. YunHo estava de pé e o olhava fixamente, seu ar de seriedade ainda permanecia.

- Anda logo! Você fica me olhando desse jeito... Fala!

O líder se sentou ao lado do outro, ficou calado por alguns momentos, parecia pensar no que vai dizer. Aos poucos começou a dar suas primeiras palavras que não passaram de:

- Eu... eu...- passou as mãos sobre a cabeça.

Hero estava muito ansioso e disse elevando a voz:

- Hein? O que? Você o que?

- Pára! Não grita comigo! – disse ele também elevando a voz fazendo com que o mais velho instantaneamente parasse e o olhasse assustado.

Yun o olhou, agora seguramente, respirou fundo e finalmente falou sem gaguejar:

- Não estou gostando do seu comportamento nos seus últimos dias... Você está aéreo, parece que só fica pensando em outra coisa, em outro alguém. Não conversa direito com os outros membros. Você está estranho e eu sei que é por causa dessa tal agentezinha...

JaeJoong só o ouvia.

- Eu não estou gostando disso. Qualquer dia desses a gente vai voltar à ativa por completo e você não vai poder ficar com esse seu ar meio alienado... E alem disso... – YunHo suspirou, logo depois abaixou a cabeça e disse meio envergonhado:

-... eu estou com muito ciúme dela. (*)

Jae o olhou, ficou calado. Depois também abaixou a cabeça, estava pensativo e ficou assim por alguns segundos. Yun o olhava de canto, queria ver qual seria a reação dele, que balançou negativamente a cabeça e logo depois lhe respondeu olhando em seus olhos:

- Por que faz isso Yun? Por quê?

- Isso o que? – disse ele sem entender o que Jae queria dizer.

- Isso... – se levantou. – Dizer que tem ciúmes... A gente não tem mais nada e que tivemos foi um erro.

Logo ao ouvir a palavra “erro” o líder sentiu um forte aperto no coração. “Como assim um erro?” pensava ele profundamente magoado. Seus olhos se encheram de lágrimas, nunca pensou que ouviria isso do... seu amor. Levantou-se logo após um sentimento de fúria ocupar o de mágoa. Disse com tons ásperos e grosseiros:

- Como você pode dizer que tudo o que vivemos foi um erro? Foi maravilhoso e você sabe. Quando estava comigo nunca reclamou de nada.

Hero coçou a cabeça meio sem jeito e sem olhar direto para o outro disse:

- Foi bom... Mas sei lá... Eu esperava mais alguma coisa e você sabe, já falei inúmeras vezes. Esse não é o meu maior gosto.

Mais uma vez Yun se sentiu profundamente magoado e agora, alem de tudo, ofendido:

- Como assim? Esperava mais alguma coisa? Sempre dei o melhor de mim e te amei incondicionalmente. Todos viam, todos vêem na verdade, porque nada mudou. – ele estava apertando os lençóis contra a mão, sua raiva ainda não tinha passado.

- Desculpa Yun... Mas eu não posso mais corresponder, não como você merece. É bom aceitar isso... – Jae é direto e sem rodeios. (*)

Toda sinceridade deixava Yunho destruído, ele não conseguia suportar aquelas palavras tão honestas, elas partiam seu coração. Já sem forças pra defender todo o sentimento que sentiu e que ainda sentia pelo seu companheiro de banda, a única coisa que poderia fazer era... chorar. E foi isso que fez. Lagrimas discretas rolaram pelo seu rosto. Ele não se sentia orgulhoso por chorar na frente de alguém, ainda mais de Jae, mas naquele momento era inevitável.

Ao ver seu... ex se entregando as lagrimas Hero se sentiu fraquejar. Não gostava de vê-lo daquele jeito, antes de qualquer coisa eram amigos e um amigo não gosta de ver outro chorando. Então ele se abaixou, o olhou e disse enquanto acariciava delicadamente o rosto do líder a fim de secar suas lágrimas:

- Hei! Não precisa ficar assim. – Hero colocou a blusa de May que estava segurando no chão e agora com ambas as mãos segurou o rosto de Yun fazendo com que este também o olhasse.

- Não gosto de te ver sofrendo...

Yunho o olhou, limpou suas lagrimas e tirou as mãos de Jae de seu rosto rispidamente. Ele tinha visto o que o outro tinha vindo buscar e mais uma vez elevou sua voz:

- Me deixa! Vai procurar a dona dessa coisa. – chutou a blusa de May fazendo com que fosse parar no pé da cama. Levantou-se empurrando Hero, que caiu sentado e saiu batendo a porta do quarto.

Hero se levantou, ficou pensativo por alguns segundos, logo depois pegou a blusa de Mayumi e saiu também.

Voltando ao apartamento de Mayumi...

A moça abriu a porta e se deparou com Sousuke, na mesma hora fechou a cara e cruzou os braços.

- Não vai me convidar pra entrar? – perguntou ele que trazia uma pizza e uma garrafa de refrigerante na mão.

Ela apenas abriu a porta e o deixou entrar, não dizia nada. Ele entrou, nem percebeu que ela tinha visita, a propósito, ao vê-lo Kojima se levantou e pões-se a olhar fixamente para o tenente que nem percebia. Sou colocou a pizza sobre uma mesa e ao seu lado o refrigerante e logo depois tirou seu casaco. Voltou-se para Mayumi que fechava a porta e disse:

- Sai do trabalho e vim direto pra cá, Eu sei que pizza não é o melhor pra uma pessoa que ainda está em recuperação, mas no caminho foi a única coisa que achei foi uma pizzaria e. como eu sei que você não pode se esforçar e nem cozinhar decidi trazer... dizia ele apenas vendo naquele apartamento Mayumi.

- Ham-ham... – o sargento limpava a garganta. Só então Sou percebeu sua presença e o olhou. Virou-se para May perguntando:

- Er... Quem é o “velhinho”? (*)

A policial apenas ficou calada e com um ar serio. Já Kojima nem tinha ligado muito para o “velhinho”, mas se aproximou dando passos calmos e parando bem a frente do tenente. O olhou de cima em baixo e apenas disse com uma expressão tranqüila, mas ao mesmo tempo intimidadora:

- Posso ser velhinho, mas tenho certeza de que se te pegar não vai sobrar nada, nem seus ossos moleque.

Sousuke apenas riu. May percebendo que o clima poderia esquentar ainda mais tratou logo de apresentá-los, isso seria uma ótima forma de um saber quem era o outro, assim tudo ficaria melhor, pelo menos era o que ela esperava...

- Er... – ela andou quase que correndo e se pôs no meio dos dois que se olhavam não muito amigavelmente. – Vô, esse é Sousuke Hashimoto, o jovem e competente tenente que eu já tinha te falado e Sousuke, esse é o meu avô, o Sargento Ichiro Kojima, mas não preciso nem falar muito dele, todos os conhecem e tenho certeza de que você também...

Sou ficou por um tempo mudo, besta. Não conseguia acreditar que tinha chamado o Sargento Kojima de velhinho minutos atrás. O jovem já tinha ouvido muitos contando as honrosas historias do Sargento e sempre o admirou sem ao menos o conhecer... Ele não sabia que o amor da sua vida tinha como avô aquele homem, Sou não tinha lido aquilo no relatório dela, a menina tinha proibido que revelassem aquele parentesco, pelo menos para aquele trabalho, era meio contraditório já que ele a tinha ajudado tanto... Mas... Vai entender a cabeça das mulheres...

O rapaz limpou as mãos nas calças e as estendeu cumprimentando o senhor:

- É uma honra conhece-lo Sargento. Me perdoe, não sabia que se tratava do senhor, mas foi só uma brincadeira. — sorriu sem jeito

O tenente permanecia de mão estendida enquanto o senhor Kojima estufava o peito, colocava as mãos para trás e o olhava com um pouco de desdém. Ele então olhou para a neta que em resposta lhe deu um olhar de desaprovação e só então apertou a mão do rapaz, que já estava muito envergonhado por ter sido menosprezado. O velho só disse:

- Não se importe e obrigado. – estava muito sério.

Mayumi deu um suspiro aliviado quando ouviu a campainha tocar novamente.

- Ah! Que droga! Quem deve ser dessa vez? Que dia agitado hoje... Daqui a pouco até o Papa vai aparecer aqui. – esbravejou e caminhou batendo os pés. Quando abriu a porta seu coração pulou e ela abriu um imenso sorriso.

- Hero! – disse ela com uma voz doce e cheia de surpresa.

Ao ouvir aquele nome o jovem tenente imediatamente olhou para a porta e ao ver seu rival um imenso sentimento de ódio e ciúme brotou dentro de si.

O avô da menina apenas reparava no olhar besta dela, que mais uma vez estava parecendo uma idiota tendo aquele deus na sua frente. Já o cantor apenas a olhava e sorria abertamente.

Notas finais
(*¹)= nháááá...que fofo o Yun... *w*
(*²)= dumall o Jae nessa meu....
(*³)= todo mundo achou de chamar o pobre Ichiro de velhinho?

=B'

quem poderia dar nota para o "momento yaoi YunJae"?

umbeijoeumqueijo pra quem comentar.