Ela é o Cara
7 Final de semana em Hogsmeade
Notas iniciais
Na parte noroeste de Hogwarts, numa travessia tendo uma estrada pavimentada apenas para a transição de pedestres nos finais de semana, vários jovens do terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo ano escolar passavam pela entrada do vilarejo por uma abertura entre dois muros com estrutura alta, formados por pedras grandes e velhas. O Vilarejo de Hogsmeade era um povoado cheio de pequenas casas, sobrados conjugados, lojas e lanchonetes. Todas as construções provinham do século XV no estilo medieval, com revestimento de pedra e madeira fortificada na fachada, os telhados eram na maioria altos e inclinados, construídos para suportar os acúmulos de neve no inverno. As calçadas eram encobertas por pedras de ardósia de tamanhos assimétricos e variados, com janelas e portas de madeira. As paredes eram revestidas de tijolos vermelhos de aparência antiga e, no alto, bem no alto dos telhados inclinados, haviam as costumeiras chaminés fumegantes. No geral, todas as residências tinham um aspecto de antiguidade, como se não tivessem mudado muito através do tempo.
No entanto, como se houvéssemos sido tele transportados para o futuro, as construções diferenciavam-se inteiramente do exterior para o interior. Reconstruídas e restauradas, por dentro, as residências modificavam-se completamente, aderindo às várias modernidades que o século vinte e um poderia oferecer. Contendo equipamentos eletrônicos, máquinas, armários e decorações de última geração, assim como, de variados gostos e estilos. Por isso, os estabelecimentos locais tinham um aspecto único, cada um com uma personalidade diferente. Uns tinham como inspiração a cultura local, outros em comidas típicas de país estrangeiros e outros até mesmo em animais de estimação exóticos, por fim, todos acabaram criando sua própria identidade. Desta forma, isso fazia com que Hogsmeade fosse tão especial para os seus muitos fiéis visitantes e frequentadores.
Localizada na parte central do vilarejo, havia uma pequena lanchonete muito charmosa, o Três Vassouras, que pertencia a uma senhora conhecida na região por sua beleza jovial e encantadora, Madame Rosmerta. Interiormente, a lanchonete possuía um estilo jovem e descontraído, com pôsteres de bandas famosas espalhados por todos os cantos; para onde quer que se olhasse lá estavam The Beatles, The Rolling Stones, The Who, The Smiths, The Cure e The Clash, não obstante Madame Rosmerta era aficionada por bandas que começavam com a inicial The no nome, todavia, isso era apenas um detalhe. Por esses e outros motivos, o estabelecimento atraia muitos alunos de Hogwarts, visto que eram ali que todos encontravam a famosa cerveja amanteigada. Uma bebida exclusiva, já que somente Madame Rosmerta possuía a receita completa, pois seus funcionários escolhidos a dedo por ela mesma sabiam apenas concluir a bebida, sendo sempre formulada com antecipação. De acordo com ela, a receita fora uma herança de família, portanto, só deveria ser passada de geração após geração. Mas, sendo filha única de pais sem irmãos e sem ter tido filhos ao longo da vida, muitos especulavam que aquela bebida revigorante iria deixar de existir num futuro próximo. Outros diziam que Madame Rosmerta deveria ter tido um filho perdido pelo mundo, sendo que a qualquer momento um desconhecido poderia aparecer querendo reivindicar seu legado. Porém, certamente, todos sabiam que Madame Rosmerta acumulara muitos admiradores com o passar dos anos, mesmo assim, ela continuará solteira.
Sendo um vilarejo com poucos habitantes, as pessoas gostavam de ficar especulando sobre tudo que acontecia em Hogsmeade para passar o tempo. Desta forma, como praticamente nada de extraordinário acontecia ali, já era de se esperar que qualquer fofoca se espalhasse mais rápido que uma lebre para sobreviver do lobo faminto. Era fácil ver indivíduos curiosos espionando entre os pequenos vãos das cortinas nas janelas, escondendo-se nas moitas para ouvir conversas alheias ou com a orelha pregada por detrás das portas.
De qualquer modo — deixando as fofocas de lado —, lá estavam três rapazes acomodados confortavelmente numa mesa de frente para a vitrine do Três Vassouras, podendo ter uma boa visão do vai e vem de pessoas que passam em frente a pequena lanchonete naquela tarde de sábado nublada.
Observando atentamente, todos eles poderiam ser classificados de uma só forma: terrivelmente entediados, fitando nada que fosse importante na verdade.
— Será que vai chover hoje? — disse Joey Jenkins monotonamente, ele era um dos atacantes do time de futebol e naquele instante estava debruçado por sobre a mesa remexendo num dos potinhos de açúcar à sua frente, sem se importar realmente com tempo.
— Hunf, quem se importa... — retrucara Dean Thomas levemente irritado, mesmo que fosse totalmente fora do contexto, ele continuou. — Aposto que todo mundo que está passando aí, está rindo da nossa cara pensando: “Vejam, os patéticos zero à esquerda, que não conseguem nem pegar uma mosca morta”.
Deprimente, todos eles sabiam que aquilo era muito deprimente. Mas, infelizmente, era verdade. Por isso, o principal artilheiro dos Lions acabou rindo do que o seu colega de time dissera, mesmo que não houvesse graça alguma.
— É o nível está bem baixo mesmo — Harry constatara com um sorriso mórbido, num gesto automático passou a mão entre os cabelos fazendo com que ficassem ainda mais bagunçados do que já eram.
— Poxa, eu achei que isso seria um bônus depois de conseguir entrar para o time... — persistiu Dean resmungando. — Por que, fala sério, qual é o nosso problema? Quero dizer, o Malfoy tem a Pansy Parkinson a disposição e mais um monte de outras garotas. Ron vive se agarrando pelos cantos com a Lavender. Até os outros caras do time devem estar pegando alguém por aí...
— É, resumindo, somos patéticos — atestou Joey sem ânimo.
— Ah qual é, não somos patéticos — discordou Harry na defensiva. — Ok, eu sei que não saímos com garotas há um tempinho, mas... — dizia ele, recebendo dois olhares céticos em troca. — Ok, está bem, há bastante tempo. Mas isso não quer dizer que não pegamos ninguém.
— Harry, estamos na seca cara. Na real, não chove e não molha. Nadinha, tipo assim, mais deserto que o Sáara — falou Joey demasiadamente.
Harry e Dean fecharam ainda mais a cara — se é que isso era possível —, depois do que Joey dissera, pois sabiam que ele estava certo.
— Pelo menos tem uma parte boa se ganharmos o campeonato de futebol desse ano — alegou Harry, tentando animar os amigos e também a si mesmo —, a comemoração pós-campeonato na casa do Draco.
Numa mudança súbita de humor, Dean e Joey se entreolharam e abriram um sorriso maroto num interesse mútuo, pois estavam compartilhando a mesma concepção que Harry tinha ao dizer aquilo.
— Ah, com certeza, as festas na mansão do Malfoy sempre têm garotas gostosas... — Joey concordou animadamente.
— E melhor ainda, são garotas que gostam de beber, ou seja... — concluiu Dean com uma expressão maliciosa olhando para Harry e Joey. — Garotas bêbadas.
Como se aquelas fossem palavras-chave para ser requisitado imediatamente Draco Malfoy apareceu num segundo, surgindo meio que por passe de mágica mesmo.
— Garotas bêbadas? — repetiu ele rapidamente, acomodando-se na mesa junto com eles. — Seja o que for, podem contar comigo.
— Aí o Barney Stinson — disse Harry impressionado com a rapidez da aparição do loiro. — Da onde foi que você veio cara?
— Na verdade, eu estava aqui o tempo todo — constatou Draco com presunção, olhando para o lado e acenando discretamente para uma garota muito bonita com cabelos castanho-dourado presos num coque encaracolado, sorrindo ela retribuiu o aceno saindo da lanchonete logo depois. — Lola e eu estávamos sentados bem aqui pertinho de vocês.
— Quando você diz perto, você quer dizer...
— O suficiente para ouvir todo o drama melodramático? Sim — alegou Draco sem olhar para os três de modo indiferente.
— Que ótimo — Dean lamentou mais uma vez. — Agora, até a tal da Lola deve estar rindo da nossa cara também.
Mas, foi Draco que acabou rindo do comentário. Harry, Dean e Joey franziram o cenho não entendendo o que ele achara tão engraçado naquilo e sentindo-se ofendidos.
— Na verdade, não acho que ela tenha prestado muita atenção no que vocês estavam dizendo — constatou ele, com um sorrisinho de canto.
— Como não? Se você ouviu, ela deve ter escutado também.
— Não exatamente, porque Lola estava... digamos assim, ocupada com outras coisas... — alegou Draco de modo sugestivo. — Mas, como eu sou multitarefas, consegui ouvir tudo o que vocês disseram. E, sinceramente, não acho que seja tão ruim...
— Ah claro, falou o cara que está toda semana com uma garota diferente — atentou Harry revirando os olhos.
— Se vocês querem saber, isso é meio cansativo às vezes.
Harry, Dean e Joey se entreolharam mais uma vez, com expressões que diziam claramente que estavam pensando a mesma coisa; Draco estava ficando maluco.
— Se tá brincando né? — Joey falou ceticamente.
— Não, podem acreditar — constatou o loiro com convicção. — Sair sempre com uma garota diferente, sem ter compromisso, já tá ficando meio chato.
Como se tivessem escutado uma piada extremamente engraçada, os três caíram na risada. Mas, Draco não se afetou com a reação deles e continuou com o semblante sério. Percebendo que Draco não estava de zoação, Harry foi o primeiro a parar de rir.
— Cara, você não pode estar falando sério — disse o moreno sem conseguir acreditar.
— Ok, eu sei. Por causa do meu histórico, vocês podem não acreditar no que estou dizendo, mas é a verdade. Eu nunca quis ser igual ao meu pai, só que acabei percebendo que estou fazendo as mesmas coisas que ele fazia — revelou o loiro. — Ele sempre foi mulherengo, e por causa disso destruiu o relacionamento que tinha com a minha mãe. Ela pediu o divórcio sem pensar duas vezes, e hoje ele fica por aí se lamentando pelos cantos por ter cometido o maior erro da vida dele. Eu não quero fazer a mesma coisa que meu pai fez. Por isso, eu vou começar a procurar alguém que queria algo mais sério. Mesmo que seja uma tarefa difícil... Sabe, resistir as tentações.
Harry, Dean e Joey estavam boquiabertos com caretas de espanto idênticas. Contudo, não puderam dizer nada após a súbita declaração do loiro, pois foram interrompidos por um tinido característico da porta de entrada da lanchonete.
TRIIM TRIIM
O som da sineta da porta soou indicando a entrada de duas pessoas. Eles observaram um ruivo alto com sardas pelo rosto, fazer um gesto de cavalheirismo ao deixar uma moça de estatura baixa e cabelos castanho-escuro entrar primeiro pela porta. A garota apenas sorriu em agradecimento e passou movimentando-se com muita pressa, desaparecendo pela porta dos fundos do estabelecimento que dizia: “Somente para Funcionários”.
Aquilo acabou passando despercebido pelos rapazes, pois um Ron Weasley visualmente empolgado logo acomodou-se na mesa em que eles estavam.
— E aí galera! — falou o ruivo animadamente com um grande sorriso no rosto sardento. — Está um lindo dia hoje, não acham?
Sem entender toda aquela animação, eles apenas encararam o recém chegado.
— Não. Com certeza, vai chover — respondeu Joey tediosamente, indicando um céu nublado pela vitrine da lanchonete.
— Nossa, é mesmo, parece que está vindo uma tempestade por aí — Ron concordou ao dar uma olhadela sem perder o brilho de alegria no olhar. — Então, o qual é a boa?
Conhecendo o amigo há tanto tempo como conhecia, Harry sabia qual era o motivo de toda aquela animação por parte do goleiro dos Lions, mesmo assim, queria confirmar seu palpite.
— Só umas ideias malucas do Malfoy — revelou brevemente sem dar maiores informações e foi logo jogando a sua deixa: — Então UonUon, a LáLá foi pro shopping fazer compras hoje?
Encarando maldosamente o amigo, Harry viu que Ron ficara sério e desconfortável de repente, tanto pela menção a namorada quanto pelos apelidos desnecessários ditos num tom de deboche. O que confirmou o seu palpite.
— Sim, ela foi. E eu já falei para você parar de usar esses apelidos ridículos Harry... — respirando fundo, Ron acabou pensando em voz alta sem perceber — Não sei até quanto tempo eu vou continuar a suportar esse namoro.
Num coletivo “iiiiiiihhh” por parte dos rapazes, ele percebera que acabara de confessar que já não estava aguentando o seu relacionamento possessivo com Lavander, o que poderia lhe causar sérios problemas depois.
— Tá esperando o que, ferrugem? — falou um Draco convicto. — Acaba logo com isso cara.
Dean e Joey concordaram.
— Eu já falei isso mil vezes — constatou Harry.
— Ata, vocês falam como se fosse fácil fazer isso — disse ele com frustração. — Lavender é maluca. E quanto eu digo maluca, eu estou falando literalmente. Tanto que ela me dá medo às vezes.
— Cof-Cof-co-arde, Cof-Co-varde — Harry tossiu falsamente.
Isso fez ele receber um olhar assassino por parte de Ron.
— Já declarou o seu amor não correspondido pela Cho, Harry? — revidou Ron. — Quem é o covarde aqui, hein cabeça de porco espinho?
— Ei nem vem, a Cho não tem nada haver com isso.
— Ah tem sim, já que você nunca teve coragem de chegar nela.
— Tem certeza de que você quer começar a discutir, quem nunca teve coragem de chegar em alguém aqui?
Sendo uma indireta por algo que somente os dois sabiam, Harry e Ron ficaram se encarando duramente.
— Meninas, meninas — começou Draco em tom de deboche, tentando apaziguar as coisas. — Não comecem a discutir a relação agora, isso não são modos de damas comportadas.
— Cala a boca, Malfoy! — disseram os dois em conjunto.
Draco ergueu os braços em forma de rendição, fazendo Dean e Joey caírem na risada. Logo, Harry e Ron acabaram deixando aquela breve discussão de lado e todos voltaram a conversar normalmente sobre o assunto de sempre para passar o tempo: futebol.
Enquanto discutiam as melhores táticas para o time, Harry acabou vendo um indivíduo muito inconveniente passando em frente a lanchonete do outro lado da rua.
— Ah não, mais que merda — xingou ao perceber quem era. — Rápido, se escondam se não o McLaggen vai perceber que estamos aqui.
Todos entenderam imediatamente do que se tratava, pois rapidamente cada um deles se escondeu ao seu modo, abaixando as cabeças, virando o rosto, baixando o capuz e até se jogando por de baixo da mesa. O outro rapaz, alto e corpulento, atravessou a rua e foi em direção a lanchonete — deixando o grupo apreensivo — olhando pela vitrine, ele franziu o olhar a procura de algum conhecido, logo acabou desistindo ao não avistar ninguém, e foi embora.
— Nossa, essa foi por pouco — disse Joey ao sair de baixo da mesa.
— É foi mesmo — concordou Dean, ao baixar o capuz da jaqueta. — Ainda bem que ele não viu a gente...
— Eu não sei se vocês sabem... — soou uma voz feminina fazendo os cinco quase caírem das cadeiras com o susto. — Por isso vou esclarecer, nesse estabelecimento eu não permito esse tipo de conduta inadequada.
Madame Rosmerta estava parada com os braços cruzados na ponta da mesa, encarando duramente cada um deles. Com as cabeças abaixadas parecendo crianças pegas no flagra ao aprontar uma travessura, nenhum deles ousou dizer nada. Com exceção de um:
— Rosmerta, a quanto tempo... — disse Draco galantemente com um sorriso de canto. — Como vai?
A mulher estava com uma expressão carrancuda, mas ao olhar para o rapaz loiro arregalou os olhos em surpresa ao provavelmente reconhecê-lo de algum outro lugar.
— Draco — ela falou somente, dando uma pausa e mudando completamente o semblante para neutralidade, ignorou a repreensão anterior e disse: — O que gostariam de beber rapazes?
Os outros quatro ficaram absolutamente surpresos e curiosos com a mudança repentina que o colega de time causou na mulher. Mas, não questionaram nada.
— Cinco cervejas amanteigadas, a melhor bebida da região. Não é mesmo? — disse Draco insinuando alguma coisa ao dizer aquilo.
A mulher e o rapaz loiro se encararam por alguns segundos, como se aquelas palavras significassem algo que somente eles sabiam. Depois, ela apenas girou nos calcanhares e gritou para a sua funcionaria que limpava o balcão de atendimento:
— Astoria, prepare cinco cervejas. Rápido.
Astoria franziu a testa ao olhar para a patroa, demonstrando não ter gostado nada do modo e tom com que Madame Rosmerta exigiu o pedido. Porém, concordou apenas com um "Sim, senhora" e retirou-se novamente para o fundos do estabelecimento.
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Ginny estava numa pilha de nervos, esperando, como dissera Hermione: "O momento certo para agir."
Elas estavam instaladas num quarto relativamente pequeno da estalagem e casa de chá, Madame Puddifoot. A estalagem ficava de frente para a lanchonete Três Vassouras, por isso do cômodo de onde elas estavam era possível ver através da janela, nitidamente, os rapazes sentados numa mesa de frente para a vitrine do estabelecimento.
Haviam chegado ali um pouco antes dos garotos. Espiaram Harry, Dean e Joey chegarem primeiro na lanchonete, depois viram Draco aparecer sabe-se lá de onde e por último, viram Ron entrar na lanchonete junto com uma garota que não conheciam. Então, quando estavam prestes a entrar em ação... Viram os garotos se esconderem de uma figura inesperada para que não fossem vistos ou reconhecidos, recebendo uma breve repreensão da dona do estabelecimento. E isso fez Hermione repensar uma pequena, mas importante parte do plano...
— Você vai ter que entrar pelos fundos — constatou ela ao observar a cena.
— Mas, por quê?
— Porque eles não podem ver você e reagirem como quando viram o McLaggen. E se você entrar pela porta da frente, eles vão fazer exatamente isso — explicou Hermione. — Então, você vai pelos fundos.
Ginny sabia perfeitamente que era melhor não discutir, afinal não tinham tempo para pensar em outra alternativa, por isso concordou com a morena sem fazer maiores perguntas. Depois que Hermione explicou a ela como iria entrar pela porta dos fundos da lanchonete, elas espiaram mais uma vez pela janela e viram os rapazes bebendo cerveja amanteigada e conversando tranquilamente.
É agora. Vai funcionar. Tem que funcionar.
— Ok. É agora... — Hermione olhou para a tela do computador em cima da mesa, acionando um comando e aproximando-se do microfone conectado, falou — Está ouvindo bem?
— AÍ! — gritou Ginny quando sentiu uma rápida e forte dor no ouvido causada pelo som alto do mini microfone. — Sim, bem até demais!
— Desculpe. Esqueci de regular o volume — falou uma Hermione encabulada, com um sorriso de canto.
Depois de checarem mais uma vez se o equipamento estava funcionando corretamente — por insistência de Hermione —, Ginny saiu do quarto indo em direção a lanchonete. Enquanto Hermione observava os rapazes pela janela da estalagem, Ginny evitou especificamente andar pela rua principal do vilarejo, por isso, ela teve que dar uma volta enorme por detrás de todas as casas quando conseguiu chegar até os fundos da lanchonete, assim como Hermione havia explicado. Olhando para os muros altos de pedra que circundavam todas as casas na parte de trás, Ginny percebeu um detalhe muito importante...
— O portão está trancado — Ginny falou sozinha, sabendo que Hermione ouviria.
— Droga, é claro que está trancado — soou a voz irritada de Hermione no ouvido de Ginny, repreendendo a si mesma por não ter previsto isso antes.
— E agora? O que eu faço?
— Consegue pular? — sugeriu a morena e Ginny olhou para o muro de pelo menos uns dois metros e meio de altura, com divisões de vários portões de ferro entre as residências.
— Posso tentar. Mas, não vai ser fácil...
Porém não houve tempo, pois no mesmo instante Ginny percebeu alguém destrancando o cadeado do portão para em seguida ouvir o ranger das dobradiças gastas se abrirem. A mesma garota que viram entrar na lanchonete junto com Ron, surgiu no campo de visão de Ginny segurando um enorme saco de lixo.
— O que está fazendo aqui? — questionou ela com uma expressão intrigada.
Merda.
— Ãããã... — hesitou em responder e pelo silêncio Hermione também não sabia como sair dessa, o que era uma novidade. Por isso, Ginny não tivera outra alternativa há não ser usar a sua sinceridade. — É que eu não... eu não quero entrar pela porta da frente, aqueles caras não podem me ver...
Tanto Ginny, quanto Hermione prenderam a respiração. Se aquela garota resolvesse delatar o intruso para Madame Rosmerta, o plano todo iria por água a baixo.
Astoria encarou o rapaz ruivo e percebeu um certo desespero nele. Ela não era do tipo que se importava muito com estranhos, mas a sua intuição dizia que era melhor não fazer nada. Afinal ele só não queria encarar, logo de cara, aqueles idiotas de plantão. Não seria um problema e ela não estava muito afim de saber o motivo...
— Ok. Mas se alguém perguntar, eu não te vi aqui e você conseguiu entrar pulando o muro — avisou ela laconicamente.
Aliviada Ginny concordou. Astoria deu passagem para o rapaz ruivo, jogou o lixo fora e depois trancou o portão novamente. Dentro da cozinha, ela foi logo dizendo:
— É só se abaixar e passar pela porta — instruiu a garota. — Ninguém vai te ver. Madame Rosmerta está lá em cima.
Sem pensar duas vezes Ginny fez exatamente o que ela disse. Dentro do salão com várias mesas relativamente cheias e muito falatório, avistou os rapazes sentados numa mesa mais afastada de onde ela estava, conversando e rindo sem notarem que Geff estava ali.
— Entrei — informou ela para Hermione.
— Ótimo, agora você sabe o que fazer...
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— Cara diz aí, porque o treinador colocou aquele mongoloide no time? — Joey perguntou enquanto bebia, desfrutando lentamente a sua cerveja amanteigada, assim como todos os quatro.
— Porque ele é bom — alegou Harry dando de ombros. — E por mais que ele seja insuportável, Sirius sabe que precisamos dos melhores jogando dentro de campo.
Todos eles resmungaram com a resposta.
— Olha só — Ron começou dizendo. — Você é o capitão do time e afilhado dele. Aposto que se você disser que quer o mané fora, ele vai concordar.
— O ferrugem tem razão — apoiou Draco sob o olhar aborrecido de Ron com menção ao apelido. — Você é o único que pode convencer o treinador Black a tirar aquele pé no saco do time.
Harry inspirou e expirou, sabendo que ficaria irritado se eles insistissem muito naquilo, já que ele não queria voltar a falar com seu padrinho há não ser que fosse absolutamente necessário.
— É, pode até ser que sim. O problema é que eu não estou exatamente numa boa com o Sirius agora... Então, isso não vai rolar.
Com a resposta convicta, todos perceberam que Harry não daria maiores motivos ou informações sobre a briga que tivera com o padrinho. Por isso, não insistiram.
— Ei Ron, aquele não é o seu primo? — Dean falou logo depois, ao reconhecer Geofrey sentado de costas para eles no balcão de atendimento.
— Como isso é possível? O cara brotou simplesmente do nada ali? — respondera Ron num tom baixo, para que somente eles ouvissem.
— Sei lá, pergunta isso pro Draco foi ele que conseguiu entrar aqui sem ninguém perceber...
— Calma aí, eu só cheguei bem cedo com a Lola, não tenho nada haver com o ruivo bichona ali — retrucou Draco. — Sem ofensas Ron.
— Isso não foi uma ofensa, imbecil — resmungou Ron fuzilando Draco com o olhar. — Ele é tão desconhecido pra mim quanto é pra vocês...
— Droga, ele viu a gente. Espalhem-se, e não deixem espaço para ele sentar — Harry falou rapidamente, vendo Geofrey sorrindo ao se levantar e se aproximar da mesa deles.
Os cinco se largaram nos bancos, esticando as pernas e se acomodando preguiçosamente nos acentos para que não sobrasse nenhum lugar propositalmente.
— E aí galera — Geff cumprimentou animadamente. — Posso me sentar aqui com vocês?
Todos os cinco se entreolharam com receio.
— Ããã sabe o que é... — Ron hesitou em dizer.
— Dificilmente... — Draco completou implícito, sem fazer contato visual.
Joey e Dean desviaram o olhar constrangidos.
— Então, é que estamos meio sem espaço por aqui agora — Harry expôs diretamente, num falso lamento.
Geofrey olhou para todos eles, sem demonstrar nenhuma reação.
— É verdade... Mas, acho que posso dar um jeito nisso — constatou abrindo um largo sorriso. — Dá uma chegadinha pra lá Harry...
Sem pedir permissão Geofrey se acomodou no pequeno espaço que sobrará ao lado de Harry, jogando o corpo para o lado e apertando o espaço entre Harry e Joey sentando na outra ponta e ficando de frente para Ron, que estava ao lado de Draco e Dean.
Os cinco se entreolharam mais uma vez incomodados, Harry olhou para Ron que olhou de volta para Draco que olhou para Harry, todos com expressões que diziam "a culpa é sua". Geofrey aparentemente não percebeu nada.
— Então, sobre o que vocês estavam falando?
— Nada demais...
— Duvido. Aposto que estavam falando sobre futebol, não é mesmo?
— É, pois é...
Alguns apenas sorriram sem emoção como resposta e outros continuaram em silêncio.
— E as garotas?
— O que tem elas? — Harry falou sem demonstrar interesse na conversa.
— Estão pegando quantas? — Geff insinuou com uma sobrancelha erguida.
— Porquê? Tá interessado em entrar na fila?
Geofrey riu com vontade.
— Qual é cara, não sou desses. Na verdade, eu estou achando meio dificil me livrar de algumas garotas grudentas, sabe como é né.
— Sei, só acredito vendo... — ironizou Harry incrédulo fazendo Ron, Draco, Dean e Joey rirem.
TRIIM TRIIM
A sineta soou ao abrirem a porta da lanchonete, e por ela entrou uma garota claramente classificada como atraente pela imediata reação de interesse de todos os rapazes ao olharem para ela.
— Gata na área e se aproximando — anunciou Dean com empolgação.
Com botas pretas de cano alto, num vestido curto acinturado com formatos geométricos em tons de vermelho e uma jaqueta preta de couro cobrindo os ombros, a garota se aproximou da mesa de onde os rapazes estavam com um sorriso provocativo emoldurado pelos seus lábios vermelhos no rosto maquiado com perfeição. Mas, ela não olhou para ninguém além de Geofrey...
— Olá Geff — ela falou lentamente com todas as letras, jogando o cabelo castanho-claro para lado e colocando as mãos em cima da mesa, sem tirar nem por um segundo o contato visual com Geofrey. — Estava com saudades de você.
— Katie, também senti a sua falta — Geofrey disse ao se levantar da mesa, segurando pela cintura a garota atraente chamada Katie. — O que está fazendo aqui?
— Fiquei sabendo que você saiu de Holloway, me disseram que você tinha vindo para cá. E sabe, eu não aguentei essa distância, por isso eu tinha que te ver... — ela abraçou Geofrey pelo pescoço mordendo os lábios provocativa, ele girou o corpo com Katie e a fez se sentar na ponta da mesa ficando no meio entre suas belas pernas.
Abraçando Katie e deixando-a ficar de costas para os rapazes — que continuaram assistindo a cena completamente boquiabertos —, Geofrey sussurrou alguma coisa no ouvido da garota fazendo-a gargalhar e jogar a cabeça para trás. Depois, Katie imitou o gesto sussurrando algo muito mais instigante pela expressão de divertimento de Geofrey que retribuiu apalpando uma das coxas de Katie com vontade.
— Eu vou ter que ir — disse ela em seguida, fazendo beicinho.
— Poxa, que pena. Eu gostei muito da sua visita.
— Gostou mesmo?
— Com certeza, você é uma em um milhão. Sem igual e sem precedentes.
Katie abriu um sorriso gigantesco, pulando nos braços de Geofrey.
— Awwwn Geff, você é tão incrível — Katie disse dramaticamente com vestígios de lágrimas nos olhos pela emoção.
— Não. Eu não sou nada, comparado a você...
Ainda sorrindo, Katie pegou seu celular no bolso e o passou para Geofrey.
— Me passa o seu número?
Sem hesitar Geofrey digitou o número rapidamente no smartphone e o devolveu para ela.
— Nós falamos depois? — quis saber Katie.
— Com certeza.
— Tchau, rapazes.
Katie então girou nos calcanhares indo em direção a saída, mas antes deu uma olhada rápida para trás, piscando para Geofrey. Logo, ela havia indo embora.
— Nossa, achei que ela nunca mais fosse sair daqui — revelou Geofrey, sentando-se novamente ao lado de Harry. — Já deu pra ver que essa aí é grudenta pra caramba!
Os cinco olhavam para Geofrey como se ele fosse um extraterrestre, completamente estupefados.
— O que foi isso? — Ron indagou piscando várias vezes.
— Uma garota me passando o número dela... — respondeu Geofrey dando de ombros.
Harry riu balançando a cabeça, atordoado.
— É, uma garota — argumentou ele —, podemos dizer que hoje você está empatado com o Draco...
Todos deram risada, mas a atenção deles acabou sendo desviada para uma outra figura que apareceu na vitrine da lanchonete, olhando para dentro, ela acenou alegremente ao reconhecer Geofrey entre todos eles.
— Ah não, fala sério... — resmungou Harry, sem conseguir acreditar. — Outra garota.
TRIIM TRIIM
A sineta soou mais uma vez e a mesma garota bonita da vitrine apareceu, com a sua pele sedosa cor amorenada e seus cabelos pretos amarrados num rabo de cavalo alto, ela sorriu abertamente ainda na soleira da porta. Vestindo jeans skinny numa mocassim branca que combinava perfeitamente com a blusa clara com decote V, mostrando e acinturando a bela curva dos seus seios. A garota de origem mulata se aproximou lentamente de onde eles estavam...
— Eu não acreditei quando aquela Katie oferecida me contou que você estava aqui — contou a garota —, por isso eu tinha que te ver com os meus próprios olhos.
Geofrey se levantou mais uma vez aproximando-se dela e deixando um espaço mínimo entre seus corpos, mas não a tocou.
— Você é o meu vício Angel — ele falou num tom sedutor direcionando o olhar para o seu colo sem disfarçar as intenções.
— E você é o fogo que intensifica a minha vontade.
— Você me encanta e me fascina.
— E você é o homem que eu quero, agora, e sempre.
Geofrey correspondeu sorrindo apenas, pegando a mão dela e beijando o dorso galanteamente.
Os cinco apenas observaram a cena totalmente em silêncio. Na verdade, não sabiam como agir diante do surpreendente atributo de Geofrey em relação as mulheres.
— Nos vemos mais tarde? — sugeriu a garota com um sorriso de canto.
— Com certeza.
— Eu te mando uma mensagem — disse ela deslizando as mãos pelo peito de Geofrey, se aproximou do seu rosto ficando muito perto de beijá-lo, fazendo os rapazes ficarem na expectativa. — Te vejo depois...
Quando a garota virou de costas, Geofrey aproveitou a deixa e deu um leve tapa em seu belo traseiro. A garota apenas olhou para trás e mordeu o lábio inferior, olhando Geofrey de cima abaixo, com as mãos nos bolsos Geofrey apenas sorriu sedutoramente para ela.
— Essa com certeza está no papo — vangloriou-se, logo depois que a garota havia saído.
— Como você consegue? — quis saber Dean atônito.
— O que? — Geofrey riu fazendo-se de desentendido e mudou logo de assunto. — Vou ali pegar uma cerveja, vocês querem?
Nenhum deles disse nada, pois estavam muito ocupados pensando no que tinham acabado de ver. Entendendo o silêncio como um não, Geofrey ainda em pé, virou-se para ir até o balcão de atendimento.
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— Uma cerveja amanteigada, por favor — Ginny pediu para a mesma garota que havia encontrado nos fundos da lanchonete. Acabou percebendo o olhar avaliador e desconfiado da garçonete em direção à Geofrey, mas não soube identificar o motivo. Em seguida, viu a garota anotar o pedido e desaparecer dentro da cozinha.
Ginny olhou ao redor verificando se não havia alguém por perto.
— Deu certo — falou baixinho precionando o ouvido quando teve certeza de que ninguém mais ouviria.
— Sim, deu certo — concordou Hermione animadamente. — Eu sabia que eles iam acreditar...
— Homens são realmente muito tapados — Ginny riu junto com Hermione, sentindo-se satisfeita por terem completado o plano.
TRIIM TRIIM
Virando a cabeça para ver quem havia entrando na lanchonete, Ginny não acreditou no que estava vendo, ou mais precisamente, não acreditou em quem estava ali naquele momento.
Não pode ser, essa maluca agora não.
— Eu estou procurando meu namorado, Geofrey Weasley — anunciou Gabrielle Delacour, em alto e bom som para todo mundo que quisesse ouvir.
— Ah não mais que merda — Ginny girou a cabeça rapidamente, antes que fosse reconhecida.
— O que houve? Quem é essa garota? — Hermione perguntou apreensiva.
— A namorada maluca e perseguidora do meu irmão. Se ela me ver aqui, vai perceber que eu não sou o Geofrey.
Gabrielle estava frenética, olhando para todo os lados, quando notou em uma mesa mais próxima um grupo de rapazes, sendo que um deles era ruivo. Sem pensar duas vezes, como uma onça prestes a atacar, ela foi em direção à eles.
— GEOFREY, POR QUE VOCÊ NÃO ME RESPONDEU! — gritou ela quando chegara até aonde eles estavam.
— Ei, calma aí moça — dissera Ron, erguendo os braços em redição. — Eu não sou o Geofrey.
Furiosa, Gabrielle rangeu os dentes e voltou a procurar Geofrey olhando para todo os cantos e lados da lanchonete. Acabou encontrando uma outra pessoa com cabelos ruivos tentando passar despercebida, seu namorado fugitivo estava sentando numa mesa se escondendo atrás de uma coluna.
— GEOFREY, EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ. VOCÊ ME DEVE UMA EXPLICAÇÃO! — gritou ela mais uma vez, atraindo a atenção de todos os clientes da lanchonete. Ginny saiu de onde estava, tentando ficar o tempo todo de costas para Gabrielle.
— EU NÃO TE DEVO NADA SUA MALUCA!
Todos que estavam na lanchonete pararam o que estavam fazendo para assistir a briga que estava acontecendo. Enquanto isso, Gabrielle tentou se aproximar mais uma vez de Geofrey, mas ele esquivou-se novamente passando por de baixo do balcão de atendimento.
— Sim, você me deve. Tem que me dizer porque nunca mais atendeu as minhas ligações! O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM VOCÊ GEOFREY WEASLEY!?
Encondida e abaixada por detrás do balcão, Ginny sabia que tinha que fazer alguma coisa que fizesse aquela garota ir embora. Já que ela estava fazendo aquele showzinho para chamar a atenção de todos que estavam ali, a única alternativa era aproveitar a situação...
— O PROBLEMA NÃO SOU EU! — ela gritou para que todo mundo ouvisse. — Eu só não quero mais ver essa sua cara falsa, ridícula e possessiva na minha frente. Acabou, eu não quero mais nada com você Gabrielle!
Os cochichos se intensificaram ao redor.
— O QUE!? NÃO, VOCÊ NÃO PODE TERMINAR COMIGO! — ela estava revoltada batendo os pés com birra.
— SIM, EU POSSO. ESTOU TERMINANDO COM VOCÊ, AQUI E AGORA!
— Não, ninguém nunca terminou comigo antes! — indignada Gabrielle estava prestes a chorar de raiva.
— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! — brandou Madame Rosmerta ao pé da escada ao ver o tumulto que estava acontecendo na sua lanchonete.
— É melhor você ir embora — avisou Astoria sabendo que Madame Rosmerta poderia expulsar todo mundo se aqueles dois continuassem a fazer escândalo.
— Você me paga Geofrey — Gabrielle ameaçou fervilhando de raiva para que somente o seu ex-namorado à ouvisse.
Enraivecida, Gabrielle compreendeu que não tinha mais nada para fazer ali. Ela girou nos calcanhares e saiu, batendo porta a fora.
— Nossa, valeu por me livrar dessa... — Ginny sussurrou agradecida para que somente Astoria ouvisse.
Com seriedade, Astoria apenas colocou a cerveja amanteigada no balcão.
— Isso não foi um favor — respondeu ela e nem ao menos olhou para Geofrey.
Num lampejo de luz causado por uma forte trovoada, um raio apareceu riscando o céu nublado por alguns segundos e rapidamente foi embora. Naquele momento, uma forte chuva estava caíndo do lado de fora.
O que fizera Ginny repensar se tivera muita sorte. Ou muito azar.
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Alguns instantes depois, Geofrey voltou a se sentar na mesa com todos os rapazes.
— Cara, agora é oficial, eu sou seu fã — anunciou Joey sorrindo animado.
— Eu ainda não sei se você é muito corajoso ou muito maluco por conseguir terminar com aquela garota — disse Ron impressionado.
— E eu preciso saber o que você faz para conseguir todas essas garotas — Dean dissera empolgado.
— Não sei, não hein, tô achando que ele é um cara muito bem dotado. É a única explicação pra tudo isso — Draco debochou rindo.
Ginny olhou para Harry esperando que ele também dissesse alguma coisa.
Harry apenas observou Geofrey por alguns segundos, com neutralidade.
— Ok, eu confesso que estava errado — revelou ele. — Agora a gente sabe que você é o Cara com letra maiúscula. E pode ter certeza, vou te pedir algumas dicas depois.
Geofrey assumiu uma postura digna de sua virilidade recém conquistada.
Ginny lançou um breve olhar através da vitrine da lanchonete, vendo uma Hermione parada na janela da estalagem sorrindo muito satisfeita por seu plano ter dado certo.
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Algumas explicações: Vocês provavelmente perceberam que eu estou fazendo referências com alguns seriados de comédia como Friends e I How Met Your Mother, mas isso é porque eu sou muito fã dessas séries e com certeza no decorrer da estória irei fazer mais algumas referências, por isso não estranhem. Tanto que eu me inspirei em alguns personagens dessas séries para acrescentar na personalidade de alguns personagens da fic também. Enfim, espero que vocês gostem disso.
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