Ela é Demais!
1 Capítulo 1 - A aposta.
Notas iniciais
Então, quero acrescentar que apesar de ser baseado no filme, eu não me prenderei muito a ele, vou tomar minhas próprias liberdades! Espero que gostem...
P.O.V FELICITY
O celular tocou me despertando. Emiti um suspiro de protesto, minha vontade era de desliga-lo, vira-me de volta para a parede e voltar a dormir profundamente. Mas aquela parte nerd que vivia em mim, aquela que eu não conseguia ignorar por mais que eu quisesse fez com que eu me erguesse da cama e tomasse meu banho, arrumasse minhas coisas e descesse rapidamente pelas escadas, e me apressasse em fazer o café da manhã. Quando terminei de comer lembrei que meu carro estava quebrado e que eu deveria pegar uma carona com meu irmão, e conhecendo Tommy eu teria que implorar bastante por sua carona. Olhei para o balcão limpo a minha frente, eu não costumava fazer seu café da manhã, mas por uma carona há coisas que você deve enfrentar.
- Tommy. – O chamei através da porta trancada do seu quarto. – Tommy... – Bati na porta de leve. – Tommy fiz seu café da manhã. — Gritei sem mais paciência. Eu conhecia Tommy ele já estava acordado, não por gostar de ir a escola, mas por gostar de ser visto na escola, ele estava me provocando, encarei seu suco e cogitei a possibilidade de presenteá-lo com um pouco da minha saliva, inclinei minha cabeça e já me preparava para cuspir em seu copo quando a porta se abriu. Sorri para ele, enquanto engolia e ele me encarava com um olhar suspeito, mas mesmo assim pegando o prato com sanduiche e seu suco.
- Do que você precisa irmãzinha? – Perguntou com um sorriso que eu tinha certeza era razão das garotas de nossa escola esquecerem completamente o que era dignidade.
- Apenas alimentar meu querido irmão. – Sorri.
- Ok. – Balançou a cabeça assentindo. – Desço em cinco minutos, esteja no carro ou vou sem você. – Falou antes de fechar a porta na minha cara. – Sorri para a porta antes de me virar e ir descer as escadas novamente. Não é que não nos déssemos bem, pelo contrario era dessa maneira que no entendíamos, Tommy era bastante protetor comigo e carinhoso, ele era divertido, mas ele estava naquela fase idiota de bad boy, apenas um olhar seu e parecia que as calcinhas das garotas onde estudávamos simplesmente sumiam, ele tem aquele jeito encantador que faz com que toda garota queira ser o motivo de seu sorriso, infelizmente ela não percebiam que o sorriso de Tommy era o mesmo para todas, eu amo meu irmão, mas ele não presta. Ele quebrava o coração de uma garota com a mesma facilidade com que amarrava os sapatos, e chegava a ser patético. – Você disse cinco minutos. – Reclamei quando ele se aproximou, eu estava encostada no capô de seu carro.
- Eu pensei que você ia desistir. – Piscou, revirei os olhos e entrei no carro. Aqui está algo mais para se saber de Tommy: Ele não é meu irmão de sangue. Nossos pais se casaram quando tínhamos 14 anos, e se eu não sou interessante para Tommy agora, muito menos naquela época, Tommy me conquistou com seu sorriso fácil, logo havíamos virado amigos, e passei a considera-lo como irmão, eu penso que nossos pais respiraram aliviados ao perceber que não tínhamos quaisquer interesses amorosos um pelo outro. – Já pode sair maninha. – Escutei Tommy falar, só então percebi que já havíamos estacionado.
-Obrigada Tommy. – Murmurei aten de me inclinar e beijar sua bochecha, ele apenas deu um piscada acompanhada de um sorriso, sorri em retorno e abri a porta, meu sorriso se esvaiu quando encarei quem se aproxima, havia apenas uma pessoa pior que Tommy, Oliver Queen, se Tommy tinha o poder fazer as calcinhas sumirem, Oliver conseguia com que as garotas sequer as usassem, dei um último aceno a Tommy antes de me afastar, infelizmente eu teria que passar por ele.
- Olá coração. – Falou enquanto eu passava, seu habitual sorriso no rosto, o apelido que implicava carinho não passava de uma provocação.
- Queen. – Devolvi encarando-o brevemente e seguindo meu caminho, um dia ele pararia de me chamar assim, ao menos era o que eu ficava repetindo.
POV OLIVER
Observei Felicity se afastar com o queixo erguido, seu cabelo escuro recolhido em um rabo de cavalo, por ela sequer me cumprimentaria, só o fazia por minha insistência em chamar sua atenção, desviei o olhar da figura feminina e encarei Tommy que estava encostado na lateral de seu carro observando sua “irmã” se afastar.
- Eu tenho certeza. – Falei chamando sua atenção. – Que a temperatura cai pelo menos uns 10 graus sempre que sua irmã fala comigo.
- Sinto desaponta-lo Oliver. –Sorriu. – Mas Felicity não conversa com você, ela apenas te tolera.
- Eu não tenho ideia do por que ela não me suporta. – Comentei. – Eu sempre a tratei bem.
- Fique tranquilo. – Bateu no meu ombro de leve. – Ela odeia os homens no geral.
- Ela é lésbica? – O encarei incrédulo, eu nunca tinha visto ela com um cara, mas algo me dizia que não era isso.
- Não! – Negou prontamente. – Ao menos eu acho que não. – Pareceu pensar no assunto e deu de ombros. – Quis me referir a homens como nós.
- Como nós? – Soltei uma risada. – As garotas nos amam! – E para comprovar isso duas garotas passaram por nós e acenaram entusiasmadas. – Viu?!
- Sabe algo que precisa entrar em sua cabeça? – Perguntou após acenar para as garotas distribuindo se charme e começar a caminhar, o segui curioso com o rumo de sua conversa. – Felicity não é como as outras garotas. Felicity faz parte de um tipo especial de garota, que vem com o aviso “Não se aproxime”. Você não está preparado para esse tipo de garota, por que você não pode tê-la e simplesmente largar, uma vez que você se aproxima você está ferrado, nem tão cedo você a tira do seu sistema.
- Sei... – Na verdade eu não sabia, ela parecia ser uma boa garota, mas o que a fazia melhor do que as outras? — E por que você está falando isso para mim?
- Só para você ter algo para pensar. – Retrucou. – E como foram as férias? – Perguntou quando atingimos o pátio.
- Foram boas, esquiei com meus pais e Thea. – Dei de ombro. – Você iria gostar. – Acrescentei não muito interessado em falar sobre minhas férias. — Sabe o que eu estava pensando? – Perguntei mudando de assunto, ele me encarou aguardando. – Falta apenas oito semanas para o fim das aulas...
- Eu sei. – Concordou. – Empolgante não é mesmo.
- Eu não sei. – Confessei. – Em oito semanas não terei mais isso, aqui eu sou um verdadeiro rei, eu sei qual é o meu lugar, eu sou presidente da turma, jogador de futebol, e tenho uma namorada incrível, fora daqui, eu sou apenas Oliver Queen, a mercê das vontades da mãe e sem saber se quero aprender os ofícios do meu pai. – Suspirei.
- Eu vou lhe dar um conselho Ollie. – Sorriu. – Apenas aproveite essas oitos semanas, talvez encontre a resposta nelas.
- Você com razão me assusta Tommy. – Ri.
- Talvez eu tenha que evitar contato com Felicity. – Brincou. – E olha só. – Acenou com a cabeça as garotas que se aproximavam. – Olha se não é minha loira favorita! – Tommy brincou quando Sara se aproximou, ela devolveu seu sorriso enquanto meneava a cabeça, ele a abraçou rapidamente.
- Oi Ollie. – Me cumprimentou antes de dá um breve abraço em Tommy . – Onde está Felicity? – Perguntou franzindo o cenho.
- Você sabe que nunca vai encontrar conosco. – A respondeu. Ela por sua vez beijou seu rosto e se afastou dizendo que precisava encontra-la, Sara se dava melhor com Felicity do que com sua própria irmã, o pensamento me fez encarar as outras duas garotas que se aproximavam com um semblante um pouco mais fechado, infelizmente para mim, uma delas era minha namorada.
- Bom dia. – Inclinei-me para beija-a, mas ela desviou seu rosto fazendo com que o beijo acabasse sendo em sua bochecha. Percebi vagamente que Iris havia se afastado e que Tommy também saia.
- Ollie. – Laurel me encarou franzindo o cenho, sua voz era manhosa e exibia um biquinho, que antes eu considerava atraente e recentemente encontrava totalmente irritante. – Precisamos conversar. – Essa era sem dúvida nenhuma as palavras que qualquer homem evitava escutar de sua namorada, ela só podiam significar duas coisas: Ou você pisou feio na bolsa, ou ela pisou, qualquer dessas opções levavam apenas a um resultado: Término de namoro.
POV FELICITY
- Felicity! – Levantei minha cabeça ao escutar o chamado de Sara. Deixei de lado as peças em cima da mesa e aguardei que ela se aproximasse.
- Olá Sara. – Sorri a cumprimentando. – Tenho cinco minutos antes de fechar aqui e a aula começar. – A informei.
- Eu só precisava saber se você já encontrou um par para o baile? – Pergunto puxando uma cadeira e se sentando, estava tão empolgada que se eu gostasse do baile entraria no clima junto a ela. – Falta apenas seis semanas.
- Eu encontrar um par Sara? – Sorri. – Você sabe que não gosto desse tipo de evento, e que mesmo que eu gostasse eu não encontraria, a final minha única opção seria Barry, e ele me fez o favor de começar a namorar Cailtin. – Brinquei fingindo estar chateada. Ambos eram meus amigos, e eu tinha sido uma das que mais havia torcido por esse namoro.
- Sim você encontrar um par. – Repetiu. – Não me venha com autopiedade Felicity. – Apontou o dedo, resisti à tentação de afasta-lo com um tapa. – Você é linda, e inteligente, qualquer garota aqui seria sortudo levando-a para esse baile. – Ri com isso, eu tinha o cabelo escuro, usava maquiagem forte e roupas pretas, eu era o oposto do que os caras daqui gostavam, eu era conhecida como Felicity a esquisita.
- Bem, eu não estou interessada. – Retruquei, o que não era uma mentira. – Eu espero que você se divirta Sara, mas ninguém será capaz de me convencer a ir a este baile.
POV TOMMY
- Ela terminou comigo. – Oliver repetiu incrédulo. – Simplesmente disse que não queria mais, nenhuma razão concreta, simples assim, me dispensou. – Segurei minha vontade de rir, Oliver estava contrariado, mas eu sabia que era mais pela ideia de ser dispensado do que por um coração partido, ele e Laurel namoram por muito tempo, e compartilharam o status do casal popular, a única coisa que estava machucada em Ollie era seu ego. – Ainda disse que não me preocupasse que iriamos juntos ao baile. – Acrescentou incrédulo. Não pude evitar minha risada, me laçou um olhar duro em resposta.
- Deve ter sido difícil para você. – O provoquei. – Deve está sofrendo. – Isso fez com que risse.
- Eu não estou sofrendo. – Protestou. – Eu estou com raiva.
- Ela não era o amor de sua vida? – Brinquei.
- Nenhuma mulher será. – Riu. – Isso é besteira, estou chateado com o fim do namoro, mas qualquer garota pode ser substituída, por qualquer uma.
- Eu não tenho certeza disso Ollie. – Segui o provocando. – Estamos falando de Laurel Lance, vocês namoram desde o fundamental, se conhecem há mais tempo que isso, e sua mãe a adora. – Dei de ombros. – As garotas querem ser como ela, os garotos querem transar com ela. – Ergui minhas sobrancelhas. — Eu quero transar com ela. – Talvez eu estivesse exagerando, mas vê seu olhar irritado era impagável. – Laurel Lance pode não ser substituível.
- Você está errado. – Negou. – Tire toda aquela roupa elegante, maquiagem e arrogância e não sobrará muito para se desejar. – Falou determinado. – Escolha qualquer uma aqui, vista-a da maneira certo, com o namorado certo, e pronto, em seis semanas ela será a rainha do baile. – Sua última frase fez algo se estalar em mim, com um cliquei, uma ideia que poderia ser algo divertido para se contar mais tarde e que poderia fazer o mundo de Oliver virasse de cabeça para baixo, e essa ideia se fez mais forte quando a vi atravessar o gramado.
- Você está certo disso? – Perguntei evitando soltar um sorriso que me denunciasse, encarando minha adorável meia irmã equilibrar várias pastas em suas mãos.
- Claro que sim. – Reafirmou convicto.
- Que tal uma aposta? – Sugeri. — Que tal testarmos essa sua teoria? Isso se você acredita fielmente que é capaz. – O provoquei.
- Sim. – Respondeu decidido após escutar o desafio em minha voz. – Qualquer garota da escola. – Girou o corpo procurando.
- Espere. – Pedi batendo em seu ombro. – Esse é meu desafio, e se é por qualquer garota, sou que tenho que escolher não você.
- Está bem. – Concordou.
- Deixa eu ver. – Bati as mãos e esfreguei em sinal de empolgação, fingia analisar o local apesar de saber para onde eu apontaria. – Ali! – Apontei no exato momento em que minha irmãzinha caiu e levou tudo o que carregava para o chão.
- Você só pode está brincando!
- Qualquer garota, foi o que você disse. – Retruquei.
- Mas ela me odeia! – Protestou.
- Bem, você tem seis semanas para mudar isso. – Não pude evitar o sorriso que se seguiu ao imaginar o inferno que Ollie teria tentando conquistar Felicity Smoak.
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