Ela é
1 Ela é
Notas iniciais
Aos 11, ela é pirralha. É duas tranças ruivas e um nariz sardento. É a irmã enxerida de Albus que o segue para todo lugar. É Grifinória. É vestidinho de flores e laços. Ela é tagarela e irritante. É milhares de perguntas em uma tarde. É esperta e inquieta. É viciada em sapos de chocolate. É risadinha eufórica e inocente. É chata. É inconveniente. É apenas uma criança.
Aos 12, ela é independente. É a mais baixinha na sua roda de novos amigos. É atrasos constantes para o café da manhã com os primos. É torcedora árdua dos leões no quadribol. É péssima em poções. É mimada. É um cachecol grande demais cobrindo seu rosto. É ausência e silêncios nas minhas tardes. É distância. É processo de mudança.
Aos 13, ela é mau humorada. É inteligente, mas desleixada. É dar de ombros despreocupado e resposta irônica na ponta da língua. É um piercing no nariz, roupas folgadas e coturno. É teimosia. É revoltada. É terrível. É uma briga no castelo. É manchete na coluna de fofocas do Profeta Diário. É boca suja. É preocupação para a família. É enviada para a França nas férias. É uma fase passageira.
Aos 14, ela é popular. É corpo começando a se formar. É batom vermelho e brincos de argolas. É esperta demais para qualquer garoto. É a recusa de todos os convites para ir à Hogsmeade. É o ciúmes de Albus. É uma aposta entre os sonserinos. É a razão do meu soco em um amigo. É um humor ácido e ferino. É indiferente. É sorriso convencido. É dedicada. É espirituosa. É uma tarde na beira do lago comigo e todos os primos. É cabelo desarrumado pelo vento. É nariz com cobertura de chocolate. É engraçada. É uma dúvida.
Aos 15, ela é comprometida. É namorada de Lorcan. É decidida e segura de si. É brilhante em feitiços. É excelente estrategista e melhor do que eu em xadrez bruxo. É pensamentos recorrentes na minha cabeça. É sobrancelha arqueada e biquinho quando está irritada. É gritos estridentes e mãos agitadas quando está furiosa. É orgulhosa. É um rolar de olhos e um abraço para meu pedido de desculpas. É manhosa e chantagista. É implicância com o meu cigarro. É uma dançarina excelente na minha formatura. É animada e espontânea. É cabeça apoiada no meu ombro em uma dança lenta. É um suspiro na minha última noite em Hogwarts. É tentadora. É próximo demais. É um quase.
Aos 16, ela é encantadora. É saudade constante. É lembrança. É culpa. É arrependimento. É a causa do meu nervosismo com o reencontro. É minha amiga secreta no natal. É um gorro de joaninha de crochê e suéter verde com um L bordado. É mãos pequenas em volta de uma caneca grande de café. É mais bonita do que eu me lembrava. É olhares cruzados e desviados rapidamente. É conversa animada e prolongada durante a ceia. É lábios rosados com um sorriso fácil. É dedos gelados de frio na minha bochecha. É arrepio. É risada alta e não contida. É o beijo roubado embaixo do visco n’A Toca.
Aos 17, ela é amor recíproco. É o “sim” para o meu pedido. É olhos verdes intensos que me desarmam. É meu ponto mais fraco e também o mais forte. É carinho. É discussão. É a nora preferida dos meus pais. É um corpo pequeno na minha camisa grande. É pele quente com cheiro doce. É gemidos abafados. É dormir de conchinha. É sono agitado e espaçosa na cama. É calor aconchegante. É rosto amassado na manhã seguinte. É andar de mãos dadas em Hogsmeade. É uma surpresa para todo mundo. É planos para o futuro. É especial. É única. Ela é flor. É lírio. É Lily. Ela é a futura Sra. Potter-Malfoy. Mas para mim é apenas Lils. Sempre Lils.
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