Ela É Demais - Thiefshipping
11 Depilação!!!
Notas iniciais
Bakura estava andando pela rua com as mãos no bolso da calça, não estava muito contente, Mariku tinha acabado de mandar uma mensagem para ele ir a casa dos Ishtar bem no meio da tarde em um sábado. O albino odiava sair durante os sábados, era um dos poucos dias que ele tinha paz, nada de escola, nada de deveres para fazer, nada gente o enchendo. Mas agora ele estava indo para a casa do loiro mais psicótico que ele já conheceu pra fazer sabe-se lá o quê.
Ele parou em frente a porta dos Ishtar e tentou ouvir algum ruído do lado de dentro, mas nada, o que era estranho, quando Mariku estava a casa era barulhenta, TV, som ou ate mesmo gritaria, mas estava silencioso. O albino ergue uma sobrancelha desconfiado, não era normal o loiro o chamar em um sábado, só esse fato já era um bom motivo para desconfiar, agora ele parece não estar.
Ele estava prestes a bater na porta, se Mariku não estivesse ele o mataria quando o encontrasse, mas foi interrompido por um grito vindo de dentro da casa, era um grito feminino, concluiu que Ishizu deveria estar no museu, o que ele agradeceu, então só restava uma pessoa que poderia ter gritado, Marik. O albino virou a maçaneta e para sua surpresa a porta estava aberta, ele entrou na casa desconfiado.
- Marik! – ele chama olhando para a sala e nada, ele só consegui ouvir um murmuro baixo, que pareciam estar xingando ou algo parecido – Marik! – ele chama novamente parado no meio da sala.
- Aqui... – veio a resposta com a voz meio chorosa – Na cozinha... – a loira geme. Bakura corre ate a cozinha esperando ver a loira com um problema serio, cortada por uma faca ou algo do tipo, mas não, ele encontra a garota sentada em uma cadeira com o pé em cima da outra, ela segurava com uma mão algo que parecia um palito de madeira. Bakura olha para ela atordoado, não esperava ver isso, ele se aproxima dela com cautela.
- O que é tudo isso? – ele pergunta olhando para a bagunça que era a mesa, Marik solta um longo suspiro acompanhado por um gemido antes de responder.
- Depilação... – ela murmura jogando a cera que acaba de puxar em um lixinho ao lado e passa mais cera na perna fazendo careta já imaginando a dor, Bakura olha para ela tentando segurar a risada, todo aquele escândalo por causa disso? Ele revira os olhos – Isso dói sabia? – a loira protesta o olhando irritada.
- Tanto faz, não sou eu quem esta sentindo. – Bakura diz dando de ombros e se senta em uma cadeira para que pudesse ver a loira, que revira os olhos levando a mão ate a cera para poder puxar.
- Você não esta ajudando em nada... – ela murmura mordendo o canto do lábio para não gritar, respira fundo, engoliu em seco, fecha os olhos e puxa a cera de uma vez só. Seus olhos se arregalam e solta um grunhido estrangulado, Bakura gargalhava dela.
- Você é um idiota, você sabe disso? – o albino diz entre as gargalhadas, ele se levanta e se senta na cadeira onde Marik apoiava a perna, ele pega a tigela e a colher de madeira para espalhar a cera antes de ela poder dizer algo ele já estava passando uma quantia considerável em sua perna. A garota sente seu rosto esquentar e fica nervosa sem saber o que fazer.
- Bakura...? – ela diz sem entender nada, o albino se limita a murmurar um 'Hm?' sem dar muita atenção a ela – O que você esta fazendo?
- Não é obvio? Estou tentando ajudar um idiota a se depilar. – Marik ia comentar que essa frase foi muito estranha, mas achou melhor deixar para lá, ela não estava em condições para isso agora, já que Bakura estava prestes a puxar a cera.
O albino puxa de uma só vez e sorri divertido para ela – Merda! Dá pra fazer isso com mais delicadeza!? – a loira esbraveja esfregando a perna – Como isso dói! Quem inventou isso deveria ser punido, não sei como as garotas conseguem aguentar isso! – o albino revira os olhos para as reclamações dela.
- Você não aguenta sentir uma dorzinha e já sai chorando. – o albino zomba, Marik o olha irritado – Não deveria olhar para mim dessa forma, estou te ajudando não se esqueça. – ele se inclina mais perto dela e sorri maldosamente – Eu posso te fazer sentir muita dor...
- Bakura eu juro que... – Marik soltou outro grito por causa da cera e olha novamente irritada para o albino, que se divertia com tudo isso.
- Você jura o quê Marik? – ele pergunta maliciosamente, Marik pensou em ter ouvido um tom sedutor, mas ignorou isso e se concentrou em ficar irritado com o albino – Então? Vai se comportar? – a loira bufa cruzando os braços e fazendo careta olhando para o lado oposto da cozinha – Vou tomar isso como um sim. – o albino diz rindo e puxa mais uma vez a cera.
- Bakura! – a loira protesta fazendo o rapaz pálido rir mais ainda.
oOOo
- Afinal, por que você esta aqui? Pensei que odiasse sair de casa aos sábados. – Marik pergunta terminando de arrumar a bagunça que tinha feito na cozinha. O albino estava debruçado sobre o balcão observando ela arrumar as coisas.
- E eu pensei que seu irmão soubesse disso. – ele rosna ignorando totalmente o fato da loira saber disso – Falando nele, onde o bastardo esta? – a loira se vira para ele com uma sobrancelha erguida.
- Mariku saiu. Ele não disse para onde ia nem que horas voltava. – a loira o informa, Bakura grunhi e da um soco no balcão, Marik revira os olhos, ela caminha ate a geladeira e pega duas latas de refrigerante.
- Aquele idiota me paga por me fazer vir aqui! – ele reclama rangendo os dentes em irritação, Marik coloca uma lata no balcão em frete o albino e se senta em um banquinho que estava do lado dele.
- Eu ficaria agradecida se você estrangulasse ele por mim. Só porque eu sou uma garota agora ele acha que eu aprendi a fazer comida. – ela diz casualmente e bebe de seu refrigerante, Bakura solta um longo e ruidoso suspiro.
- Já que estou aqui, vou esperar ele... – a loira o olha com a testa franzida – O quê? Ate parece que eu vou ir agora, depois de ter saído da minha casa pra nada. Pelo menos eu tenho que esperar ele. – ele diz calmamente e toma um gole de sua bebida.
- Tudo bem... Eu não me importo. – a garota diz suspirando e apóia os cotovelos no balcão e o rosto nas mãos – Só não me atrapalhe.
- Como se você fizesse algo de muito importante, Princess. – Bakura diz sarcástico revirando os olhos, a egípcia bufa em irritação – Você vai ter que me aguentar aqui, por pelo menos... – ele olha para o relógio na parede da cozinha – Umas duas ou três horas. – ele diz sorrindo presunçoso, Marik solta um ruído de desagrado e vai ate a sala pisando fundo fazendo o albino rir.
- Isso vai ser muito divertido. – ela ironiza e se joga no sofá de bruços ligando a TV. Bakura sorri largamente ele vai ate a sala e para atrás do sofá se inclinando contra o encosto deste e olha para a TV onde Marik parou em uma daqueles series chatas sobre a vida adolescente, já não bastava ele estar na adolescência? Agora teria que ver um bando de idiotas e seus dramas.
- Não tem outra porcaria pra você assistir? – ele pergunta caminhando ate o outro sofá e se joga nele despreocupadamente, Marik revira os olhos e muda de canal em um programa de entrevista. Bakura olha para a loira estreitando os olhos.
- Feliz? – ela pergunta sorrindo presunçosamente, ele revira os olhos se levanta e pega o controle da mão dela ignorando os protestos da loira e muda de canal parando em um filme.
- Que ótimo, não posso assisti o que quero na minha própria casa. – a garota resmunga ainda de bruços, Bakura, que estava de pé em frente a loira olha para trás com uma sobrancelha erguida e sorri de canto se jogando para trás caindo em cima da loira – Bakura! Sai de cima Fluffy! – ela grita se debatendo, o que faz o albino rir mais ainda.
- O que você vai fazer agora Marik? – ele pergunta tentando parar de rir, mas falha miseravelmente, a loira consegue se virar de frente para ele e tenta o empurrar para o chão, mas Bakura era muito pesado para a garota.
- Bakura... Você é muito pesado... – ela resmunga emburrando e cruza os braços, o albino ri e começa a se levantar.
- Acho que sou suficiente magro. – ele se apoiando com uma mão no encosto do sofá, mas ele escorrega no carpete e cai de volta em cima da loira – Merda... – ele reclama tentando se endireitar, e nem se tocou que estavam muito próximos um do outro.
Marik arfou. Seu coração falhou por um segundo e voltou a bater descontroladamente, sentiu o nervosismo aumentar a cada segundo, a loira não podia ver, mas tinha certeza que estava vermelha. Se desajeitou quando Bakura levantou e foi parar no chão. O Touzoku olhou para a garota estirada no chão, que reclamava do baque, e revirou os olhos.
- Você é desajeitada mesmo. – ele diz estendendo a mão para ajudar a se levantar, Marik olha para a mão pálida e depois para o carpete e se senta puxando as pernas para perto de seu peito, o albino ergue uma sobrancelha – O que você tem? – ele pergunta e se senta ao lado dela.
- Não é nada importante... Eu só... – ela morde o lábio com força, precisava inventar uma desculpa aceitável, não queria dizer que estava nervosa por causa dele ter caído em cima dela! O rapaz pálido suspira em irritação passando as mãos nos cabelos – Eu não sei se vou ficar bem na festa. Eu já me sinto estranho quando estou perto de uma pessoa imagina perto de quase a escola inteira?
- Era isso? – ela assente – Marik, não precisa se preocupar tanto. Você tá se virando muito bem ate agora. E outra coisa, não precisa ficar tentando ser quem você não é perto de mim ou do Ryou, a gente sabe que você é o pirralho irritante. – Marik o olha um pouco admirado e sorri.
- Nunca pensei que ouviria você dizer isso pra mim, Fluffy. O fim do mundo deve chegar mais cedo. – Bakura revira os olhos caminhando para fora da sala, ela o olha com uma sobrancelha erguida – Onde você vai?
- Acho que já vou indo... O idiota do seu irmão não vai chegar tão cedo. – ele diz suspirando em irritação – Diga a ele que eu vou mata-lo da proxim...
- Fica. – ele olha para ela franzindo a testa e boca ligeiramente aberta tentando formular uma frase, mas seu cérebro tinha parado de funcionar por um instante depois do pedido – É chato ficar aqui sozinha, não tem nada de interessante na TV. – ele pisca algumas vezes saindo de seu estado de choque e sorri maliciosamente.
- Esta querendo ficar mais tempo comigo, Princess? – ela cora arregalando os olhos e se atrapalha um pouco ao se levantar.
- C-claro que não! D-de onde você tirou essa ideia!? Eu só não gosto de ficar sozinha! Isis só vai chegar bem mais tarde e o Riku nem sei... – ela diz corando e se levanta parada de frente para o albino.
- Tudo bem, se você insiste. – ele da de ombros casualmente e se joga de volta ao sofá – Eu quero um refrigerante. – ele diz sorrindo largamente, a loira para e olha para ele perigosamente com uma sobrancelha erguida – Se quiser que eu fique.
- Mudei de ideia, fora da minha casa agora! – ela diz apontando para a porta com descaso, Bakura sorri de canto.
- Você sabe que não quer que eu faça isso. – ele diz com malicia e se esparramada mais ainda no sofá, ela rosna cerrando os punhos e vai ate a cozinha, deixando um albino rindo.
oOOo
Marik solta um grito se encolhendo no canto do sofá tentando se esconder atrás das almofadas enquanto Bakura ria da loira. Eles decidiram assistir a um filme, mas para escolher o gênero tiraram na sorte e Bakura escolheria dessa vez, Marik só não esperava que os gêmeos albinos tivessem o mesmo gosto para filme, terror e para seu desgosto, Mariku tinha coleção de filmes desse tipo.
Marik, odiava filmes de terror por lembrar de coisas desagradáveis. E agora ele estava na sala de sua própria casa assistindo um filme que ele nem gostava ao lado de um albino idiota que o tirava do serio.
- Marik, é só um filme... – Bakura diz balançando a cabeça casualmente e cruza os braços sem desviar o olhar da tela.
- Você acha que eu não sei? – ela diz áspera e faz beicinho – Mas eu não consigo controlar... Isso me trás más lembranças... – não teve tempo de terminar a frase, um grito de mulher na TV a fez esconder o rosto entre as mãos.
Bakura ergueu uma sobrancelha para o que ela tinha dito, mas achou melhor não perguntar – Por favor, Marik... Ate Ryou assisti esses tipos de filmes. – o albino suspira – Tudo bem! Vou tirar... – ele resmunga se levantando. Ela o observava tirar o filme do DVD abraçada as pernas.
Bakura se sentou ao lado dela e eles ficaram em silêncio, não era exatamente constrangedor, mas nenhum dos dois sabia o que dizer. Ela se mexeu um pouco tentando achar uma posição mais confortável.
- Acho que já vou... – o albino diz se levantando de onde estava. Os olhos ametistas cresceram em desespero, não conseguiria ficar sozinho em casa depois de assistir um dos filmes de seu irmão.
- Espera! – ela diz fazendo Bakura a olhar com uma sobrancelha erguida em confusão – É serio... Não gosto de ficar sozinha. Principalmente depois de assistir esse tipo de filme.
- E por que você tem tanto medo desses filmes? Tenho certeza que você esta ciente de que é apenas um filme. – o Touzoku diz num tom divertido não acreditando que ela poderia ficar assim só por ter assistido metade de Sexta-feira 13. Ele espera uma resposta e cruza os braços.
A loira o olha por baixo da franja – Eu matei minha mãe... – o albino a olha com uma sobrancelha erguida um pouco perplexo, a loira estava se encolhendo mais ainda no canto do sofá por causa do olhar que ele lhe lançava – Eu não queria... Foi um acidente. – ela diz erguendo o rosto para encarar o rapaz pálido.
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