Notas iniciais
''Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios.'' -Efésios 5:15 Boa tarde leitores. Esse é o penúltimo capítulo eu e Nay esperamos que alcançamos suas expectativas,nesse projeto. Boa leitura! --Bruh GSR Sidle

...

Exatamente as 19:00 horas passo na casa de Nayane, saio do veículo e toco a campainha da enorme casa.
Ela atende e a olho de cima em baixo, tão diferente da garota que vejo no Kart, ainda mais encantadora. Quando dou por mim estou a encarando-a freneticamente sem cumprimenta-la.
—Oh desculpe-me. É que... -dou uma pausa- fiquei impressionado.
Percebo que ela cora na mesma hora em que solto a frase e pego em sua mão, encaminhando a jovem moça até o lado do carona.
Durante o trajeto conversamos.
— Como você soube onde moro?
— Esqueceu que sou CSI?
— Não sabia ao certo se viria.
— Um fato sobre mim, sempre cumpro meus compromissos.
— Então sou um compromisso que precisou cumprir?
— Não -encosto o carro em uma das vagas do restaurante — quero que você seja minha conquista.
Encaro-a profundamente e seus olhos castanhos cintilam enquanto encaram os meus meio assustados.
Adentramos o restaurante francês e nos deparamos com o chef caminhando de mesa em mesa, cortejando os clientes.
— Como você sabia... — ela para de falar — esqueci, você é CSI.
Dou uma risada e puxo sua cadeira para que se sente.
O chef vem até nossa mesa e pergunta sobre o menu.
— Quero o prato mais delicado que tiver, para combinar com a moça.
— Rapaz de sorte, tenho um belo prato para combinar com a delicadeza dessa jovem.
— Me conte como uma jovem linda que nem você foi parar no Kart. Estou curioso.
— Bom, por onde posso começar. O restaurante e o kart são coisas de família.
— Por isso trabalha lá?
— Também. Estou lá porque pretendo abrir um buffet. Faço gastronomia, 4 período.
— Qual a sua idade? Se não for lhe incomodar responder a essa pergunta.
— Tenho 18 anos. E você?
— 20.
— Não precisa me informar sobre sua história de como é CSI.
— Você já sabe? Mas eu nunca te disse.
— Você não é o único com habilidades tecnológicas.
O chef trás uma tortilline perfeitamente moldada junto a um vinho tinto.
Após o jantar vamos ao cassino que fica na ala sul do restaurante, caminhamos até o bar e peço dois drinks. Em certo momento pego o drink da mão da bela jovem e o coloco sobre o balcão. Me aproximo dela e pego em sua mão.
— Sabe, desde que te vi senti que tínhamos algo em comum. Uma atração especial. Eu te amo Nay.
Não dando tempo para que respondesse, afundo meus dedos em seu cabelo sedoso e a beijo carinhosamente.
***
Stana
Hoje é o dia do meu encontro com o Matt, o que será que ele pensou para o dia de hoje? Será que está tão ansioso como eu? Bobagem, devo estar mais.
Olho no relógio e são seis horas da tarde, ele me buscará as oito e meia o que significa que posso me arrumar com tranquilidade. Abro meu closet e tiro um vestido que comprei especialmente para hoje e o coloco sobre a cama.
Fecho a porta e ligo o som enquanto preparo a banheira para um banho de sais. Aqueço a água e entro no banho, ensaboando todo o corpo ao som da música.
Meia hora depois saio e me enxugo colocando o roupão e secando o cabelo com o secador a medida que emolduro as mechas.
Paro em frente ao espelho do quarto e me sento de frente para a mesa de maquiagens e preparo a pele deixando evidente os olhos e a boca, com maçãs bem marcadas dando ênfase ao cabelo.
Confiro a hora, 19:30, passo uma loção por todo o corpo e me perfumo. Em seguida ponho o vestido vermelho com decote generoso e paro em frente ao espelho admirando meu próprio corpo esbelto com o modelo. Coloco as jóias e os sapatos e dou uma última olhada no espelho, são 20:30.
***
Olho pelo olho mágico e encontro Matthew com os cabelos arrumados no gel e smoking preto com gravata borboleta. Quando abro a porta o pego conferindo o relógio, ao notar minha presença acerta a postura e me cumprimenta.
— Boa noite Sr. Grissom.
— Boa noite Matthew. Stana já está vindo. — e sumo atrás da porta.
— Senhor Grissom, espere. — reapareco após o pedido. — Pode deixar que cuidarei bem dela.
—Eu sei que vai. — sorrio enquanto o encaro, como se eu já tivesse certeza de que seria ótimo com minha filha.
Stana aparece na porta, ao vê-la Matthew fica boquiaberto com a forma em que sua beleza se evidência. Envolve seu braço no dela, abre a porta de seu carro para que entre e fecha depois de acomada-la no assento do carona. Dá uma pequena corridinha envolta do automóvel, abre sua porta, acena pra mim e se vai.
*
Adentrando o restaurante fino e elegante percebo que Matt já fez reservas e somos guiados a uma mesa ao ar livre de frente ao parque de diversões. Todo o jantar é a luz de velas e o pego encarando-me nos olhos e não no decote como muitos homens. Ele é diferente, tem um frescor e uma inteligência que não deixam de ser objetos de admiração.
Quando acabamos de jantar ele me envolve pela cintura e me conduz para fora do estabelecimento e vamos em direção ao parque. Chegando lá sinto um vento gelado bagunçando meus cabelos e me abraço. Matt tira seu paletó e o coloca delicadamente sobre meus ombros. Nos sentamos em um banco próximo e sou envolvida pelos braços fortes dele. Paro para olha-lo e seus olhos verdes estão brilhantes como se todo o amor dentro de seu coração transparece-se neles. Matthew acaricia o meu rosto e levanta meu queixo com firmeza dando-me um beijo apaixonado, levo minha mão a sua nuca aprofundando o contato e Matt invade minha boca com seus lábios macios. De um jeito carinhoso o afasto para fitar-lhe os olhos enquanto mordo meus lábios. Ele pega em minha mão levando-a até o seu coração.
— Está sentindo? Ele bate assim desde a primeira vez que te vi. Senti que era especial, e foi questão de tempo até me apaixonar. Quero me desculpar pelo meu pai, mas acredite não sou como ele...
O interrompo colocando meus dedos em seus lábios.
— Ei, não fale mais nada. Não me peça desculpas, sei que não é como ele.
— Stana, eu te amo, sempre te amei.
— Também te amo Matt.
E o beijo de volta, agora com mais fervor do que antes, ambos finalmente entregues para desfrutar dessa paixão.
***
Dante
Acordo em um quarto claro com uma enorme luz em meu rosto e vejo homens de verde correndo de um lado para o outro, pisco algumas vezes para saber se não estou sonhando. Um homem de azul caminha até mim e vira-me de costas, aplicando uma anestesia geral. Antes de fechar os olhos mais uma vez e desfalecer sobre a mesa de cirurgia olho para a minha perna imóvel com uma grande barra de ferro. Eu sobrevivi.
***
— Amor, estou sentindo uma sensação ruim.
— Talvez seja só um enjôo amor.
— Acho que não Gil, algo não está certo. Tem certeza de que viu o Dante morto?
— Sim amor. Ele estava esticado na calçada, o DML precisou tirar o corpo com a pá praticamente, de tão danificado.
— Se é assim. — beijo-o carinhosamente tentando mandar para bem longe tudo que me aflige a respeito de Dante.
***
Dante
Um tempo depois acordo e vejo uma face igual a Sara a minha frente. Fixo os meus olhos na intensão do borao se tornar uma imagem concreta. Olho para ela e seus olhos são azuis, é Sofia.
— Achei que te perderia dessa vez. — ela diz com lágrimas nos olhos.
— Foi quase. — digo com a voz rouca — O que aconteceu na minha perna?
— Uma parte do nosso plano deu errado e custou essa cirurgia. — ela diz dando um pequeno sorriso.
— Quando estava na van — dou uma pausa — vi um corpo onde deveria estar o meu. — engulo em seco.
— É, precisamos fazer parecer uma morte perfeita.
— Uma morte perfeita? Eles vão descobrir quando fizerem os exames de sangue que aquele cara não sou eu.
— Não vão não.
— Edward! — ponho as mãos na cabeça — Sofia, como você foi capaz? Porque fez isso com meu irmão.
— Antes ele do que você.
— Não acredito que você o matou. — cerro os punhos e lágrimas quentes caem, escorrendo por minhas bochechas vermelhas de raiva.

...TO BE CONTINUED

Notas finais
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