El Intruso-O Sequestro
10 ...Incertezas/Jantar ingestivo(parte I)!...
Notas iniciais
...
Me aproximo da bancada onde está Matthew com um olhar morto, cabisbaixo e com o telefone em mãos.
Toco seus cabelos os bagunçando e pergunto:
—_O que aconteceu rapaz?
—_Meu pai.
Disse a ele sobre meu primeiro emprego e ele nem deu importância.
Retruca triste.
—_Ele não deu importância, porque não sabe o filho maravilhoso tem.
Qual é Matthew, hoje você deu conta de casos que nem os veteranos conseguiriam dar.
—_Obrigado supervisor Grissom.
—_Rapaz, não estamos mais em nosso horário de trabalho, agora não sou seu supervisor, sou seu parceiro de serviço.
—_Então amigos?
—_Amigos.
Digo apertando sua mão firmemente.
...
Dante pega as chaves do carro na bancada da cozinha e me avisa que fará compras, portanto voltará mais tarde.
—_Sara vou sair para fazer umas compras está faltando algumas coisas, devo voltar no final da tarde.
—_Tudo bem, quando chegar o jantar estará pronto.
—_Não precisa Sar, hoje jantaremos fora.
—_Jantaremos?
—_Sim.
Não se preocupe, comprarei nossos trajes.
Dante sai e bate a porta me deixando sozinha na cozinha.
Assim que ouço o motor do carro ligar, corro para perto da mesa misteriosa com passagem para o porão.
Desço as escadas cuidadosamente com a lanterna e surpreendo-me ao encontrar o local completamente evacuado como se nada que vi estivesse ali um dia.
Vou caminhando observando o local e chego a me arrepiar por ser tão obscuro.
No final encontro uma porta feita de madeira bruta com grandes puxadores de aço soldados.
A aparência da porta me lembra dos castelos medievais que possuíam o mesmo tipo de tranca.
Ouço uma respiração do outro lado da porta e decido abri-la. Tento uma vez e o puxador nem levanta, não sei ao certo, mas deve pesar aproximadamente cinco quilos só o puxador da porta.
Tento de novo e consigo mover apenas uma greta para frente.
Na terceira a porta toda se abre e antes de olhar o que tem lá dentro recobro o ar.
Inspiro e expiro, enchendo e esvaziando meus pulmões de ar.
Adentro a sala secreta e um tigre feroz avança sobre mim, jogo meu corpo para trás na intensão de me proteger e tudo que o tigre consegue é arranhar minha perna.
Saio de lá rapidamente temendo o animal selvagem e imaginando que os assuntos de Dante são bem maiores do que eu imaginava.
Horas mais tarde Dante volta da cidade com algumas sacolas na mão e uma caixa grande e me entrega.
—_Sara comprei pra você, abra, por favor.
Abro a caixa e me deparo com um belo vestido vermelho sangue.
—_Sei que veste tamanho seis, porém achei que quatro ficaria melhor.
Subo as escadas e vou direto para meu quarto, lá encho a banheira, pego um livro da pequena estante ao lado da cama e entro no banho.
Lembro que esqueci de pegar a toalha e caminho nua até a cama, com a essência de rosas por todo o corpo.
A maçaneta de minha porta gira e vejo a silhueta de Dante enquanto me cubro com a toalha.
—_Jesus.
Desculpe-me Sara.
Diz Dante tentando desviar o olhar sem sucesso.
—_Você não pode abrir a porta do meu quarto a qualquer momento.
Grito com Dante.
—_Perdão, já estou de saída.
Ele bate a porta e eu a tranco.
Arrumo meus cabelos em um coque semisolto e faço uma maquiagem clara. Coloco o vestido que cai perfeitamente bem em meu corpo, ah como ele tem bom gosto.
Desço as escadas e o avisto na sala, encarrando os sapatos.
Ao me avistar, Dante se esquece de qualquer coisa que tenha feito antes, agora era só eu e ele, seus olhos brilham, seu rosto se ilumina e seus lábios se abrem em um largo e leve sorriso.
Oferece-me a mão e nos encaminhamos ao carro.
Enquanto guia o carro me encara pelo vidro retrovisor, esbarrando insistentemente seus olhos nos meus.
Chegando a festa me auxilia a sair do automóvel e a fenda do vestido deixa minha perna exposta.
Adentramos o ambiente com boa música e pessoas finas. Todas elas olham para mim e os olhares masculinos pairam sobre o decote superior.
Dante senta em uma das mesas próximas a varanda e o negociador aparece puxando a cadeira a nossa frente.
—_Alexander...
Ele se levanta para cumprimentar o negociador.
...Essa é minha esposa Sara.
—_Prazer Sra. Gonzáles.
Alexander beija minha mão sem tirar os olhos dos meus.
...
...TO BE CONTINUED
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