El Intruso-O Sequestro
14 ...Conversas sinceras/Entregando algo importante! ...
Notas iniciais
...
Enquanto percorro minha sala de um lado para o outro percebo que Stana fica na porta boquiaberta com o que falo no telefone, ela esteve parada na porta durante toda a minha conversa com Albert impossibilitada de adentrar o cômodo.
Vejo seus olhos lacrimejarem, minha filha sempre foi forte, nunca chorou em minha frente, imagino porém como está sendo o sumiço de sua mãe, então acolho-a com meu casaco abraçando-a fortemente.
—_Filha não fique assim, acharemos sua mãe.
—_Pai não tente me acalmar quanto mais às horas se passam as chances da mamãe diminuem. Você nos poupou disso até agora, porém teremos de trabalhar juntos.
—_Pai, a Stana tem toda a razão, quanto mais agentes você puder disponibilizar melhor.
—_A verdade é que não quero parecer indefeso ao lado de vocês. Mas estou desesperado, não sei como prosseguir sem a mãe de vocês.
Ela sempre foi minha estrela guia, a voz calma em meu coração, e pensar numa vida longe dela é insuportável.
Tiro meus óculos, lágrimas começam a rolar embaçando minha visão.
...
Quando o médico chega noto que é o Alexander vestido com um jaleco, como ele pode ser o médico se ele é da CIA?
—_Dante-ele o cumprimenta- o que a senhora Avanzo tem?
—_Hoje pela manhã esteve mal, muita febre e vômito também.
—_Pode nos deixar a sós para a consulta?
—_Posso, mas sem gracinhas.
Dante encara Alex.
Ele sai do quarto fechando a porta atrás de si.
—_O que faz aqui?
Sussurro para Alexander.
—_Vim ver como está.
—_Mas você não é médico!
—_Fale mais baixo Sara.
Na verdade fiz medicina até o 7 período, só então parei.
—_Você é mesmo em figurão em Alexander.
—_Pode me chamar de Albert, só não na frente dele.
—_Você está com febre emocional Sara, isso é saudade.
—_Eu tô morrendo de saudade da minha família, não sei mais quanto tempo posso suportar.
—_Eu sei.
Vou te dar uma coisa, mas preciso que a guarde muito bem.
Ele tira um notebook de dentro da maleta de médico e me entrega.
—_Tome.
Quando se sentir segura de que Dante não apareça use-o para se comunicar com sua família e matar ao menos um pouco a saudade.
E lembre-se do acordo.
—_Tudo bem Albert e obrigada.
Digo com lágrimas rolando pelo rosto.
—_Ei não chore
Diz, secando meu rosto.
Acabaremos com isso o mais rápido possível.
...
Acordo aliviado, sempre que mentia para meus filhos minha consciência ficava pesada, agora, porém não mais, me sinto mais leve ao compartilhar o problema.
Caminho até o banheiro e encaro meu reflexo no espelho, só consigo ver uma barba por fazer e olhos avermelhados.
Ligo o chuveiro e a água quente que cai sobre minhas costas me faz relaxar por uns segundos apenas.
Encosto minhas mãos na parede buscando apoio e deixo a água escorrendo sobre meu corpo.
Saio do banho, abro a gaveta da pia e pego meu barbeador elétrico. Inclino a cabeça na intensão de ver melhor onde os pelos se concentram.
Quando saio do banheiro sinto cheiro de café, omelete e bacon vindos da cozinha.
Caminho até lá e vejo Stana se virando no fogão enquanto George mexe a tigela de salada de fruta.
Sento na bancada e fico lá observando os dois. Ge me serve café e salada de frutas e Stana me entrega um prato de omelete com bacon.
—_Filha sabe que isso é calórico né?
—_Sei, mas sei também que não está se alimentando direito, então coma.
Ela me dá um beijo na testa enquanto fala.
—_Preciso trabalhar, beijos e fiquem com Deus.
E sai porta a fora.
...
—_Vamos Matthew para seu treino?
—_Como assim treino?
Pergunta assustado.
—_Não acha que trabalhar no laboratório é só essa moleza certo?
Hoje te prepararei para o campo.
Vamos logo.
—_Stana isso é maldade.
Diz encarando a lista de treinamento.
—_Não é nada, vem aqui que te ensinarei a atirar.
—_Preciso colocar o colete?
—_Não Matthew, não vou atirar em você, ao menos não hoje.
Diz sorrindo maliciosamente.
—_Tudo bem.
—_Olhe segure a arma com as duas mãos, uma para atirar se for preciso e outra para apoia-la.
Fique de lado, um pé a frente do outro.
Desse jeito e atire.
Chego no serviço e vejo que Stana está treinando Matthew e para sua frustração ele erra o alvo.
—_Precisa se concentrar, senão errará sempre.
—_Como me concentrar com você do meu lado.
Resmunga baixinho.
—_Vamos de novo.
Vejo pelo vidro quando Stana se posiciona atrás de Matt e o ensina a atirar com suas mãos também na arma.
Dessa vez ele acerta o centro do alvo.
—_Viu não é tão difícil.
—_Ou a professora é muito boa.
Diz Matt em meio a um sorriso.
—_Agora testaremos suas habilidades em campo.
Vamos,venha, me bata com tudo.
—_Não vou bater em você.
Não bato em mulher.
—_Para de frescura e venha logo.
—_Não vou fazer isso.
Stana coloca as mãos na cabeça e insiste, Matthew vai com tudo para surrá-la e ela o derruba no chão com apenas uma mão.
—_Como é tão boa?
Pergunta surpreso.
—_Isso você terá que descobrir sozinho.
Fala enquanto sai o deixando largado no chão.
Ao empurrar a porta se depara comigo.
—_Pai.
Estava aí todo esse tempo acompanhando o treinamento?
—_Sim, vê se pega leve, acabou com ele.
Digo rindo.
—_Eu peguei leve pai.
—_Vá se trocar, essa roupa está muito apertada.
—_Claro que está apertada pai, é de ginástica.
—_Não ande pelo laboratório com ela.
—_Okay.
Pode deixar papai.
Fala irônica.
...
À noite caí, vou ao quarto de Dante conferir se ele está dormindo.
Entreabro a porta e confirmo, dorme como um bebê.
Vou até meu quarto pego o notebook e desço as escadas.
Chego à cozinha abro o notebook e sua tela se acende.
...TO BE CONTINUED
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