El Intruso-O Sequestro
3 ...Algumas e intrigantes descobertas!...
Notas iniciais
...
A essa altura do campeonato já tenho o plano todo em mente, e apesar de não estar com nenhuma escuta, é como se estivesse, aliás, minha ligação com o Grissom e toda a equipe vai além de escutas.
...
O laboratório anda agitado essa manhã, sem a ida de Sara tudo tem sido muito corrido.
Conheço o fato de porque a minha esposa precisava resolver um problema em particular, mas sei que estou envolvido até a garganta pelo que parece.
O fato dela não ter aparecido essa manhã faz meu estômago dar voltas, Sara sempre liga ou manda mensagem e hoje ela não fez nada disso.
Algo está errado e ela corre perigo, sinto isso porque desde que acordei minha respiração não flui direito e meu peito está apertado.
Peço que Catherine rastreie o celular dela, porque todas as vezes que ligo vai direto para a caixa postal e isso está me deixando louco.
—_Catherine, você pode rastrear o celular da Sara para mim, só que em sigilo?
—_Gil, o que houve? Você está pálido.
—_A Sara sumiu, estou sem conseguir falar com ela e minha preocupação está me matando.
—_Meu Deus Grissom?!
A loira se surpreende pelo meu desespero.
—_Você já contou aos seus filhos?
—_Contar Catherine? O que você quer que eu conte?
Que a mãe deles me falou que teria um encontro com um bandido e eu a deixei ir? Não posso.
—_Vou rastrear para você, daqui a pouco volto com os resultados.
—_Obrigado Catherine.
Agradeço passando as mãos sobre meu cabelo acinzentado.
A tarde passa lentamente e algum tempo depois Catherine volta com os resultados.
—_Gil, o celular foi descartado e desligaram o GPS, o último lugar que rastreei foi aqui em Las Vegas, no estacionamento do nosso prédio.
—_Estacionamento?
A que horas Catherine?
—_Logo pela manhã.
—_Droga, o que Sara fazia aqui logo pela manhã?
—_A pergunta não é o que ela fazia aqui logo pela manhã Gil, mas o que você fazia aqui!
Responde a loira cuspindo as palavras.
Não consigo acreditar que Catherine esteja desconfiando de mim.
—_Então... não acredita em mim?
—_Em você?
Pergunta desorientada.
—_Você acabou de dizer.
—_Não acredito é que você deixou aquele vagabundo sair daqui ileso na primeira vez.
—_Você não acha que é ele, ou acha?
—_Pensa comigo Gil, a Sara reabre um caso antigo que você não pode ficar sabendo, desaparece misteriosamente e alguém arma para você estar na garagem nesse horário, isso me parece coisa dele.
—_Nessa sua teoria só tem uma coisa errada Catherine.
—_O quê?
—_O cara do estacionamento.
Não era eu.
...
Após a refeição Dante me guia pela cintura até a sala de estar. Ao adentrar a sala fico analisando o ambiente imóvel esperando por sua autorização.
—_Sara, sente-se, por favor.
Após autorizar sento-me no sofá bege de três lugares e ele na outra extremidade do mesmo sofá.
Percebo que ao lado há uma adega móvel, de onde Dante puxa uma de suas garrafas.
Olho cautelosamente cada movimento dele e a facilidade com a qual abre a garrafa e me serve uma taça.
Espero que ele também se sirva e tome um gole, só assim beberico o meu vinho.
—_Sempre desconfiada, uma verdadeira Sidle.
Quando realmente vai confiar que não vou fazer nada para te ferir?
—_Quando você me deixar ir embora.
—_Sara, você sabe onde estamos não sabe.
—_Na verdade, faço ideia, mas não sei exatamente em que área.
—_Estamos nas montanhas da Costa Rica.
—_O quê? Nas montanhas?
A minha expressão muda drasticamente e diria que para assustada, me recomponho e lhe respondo.
—_Você acha mesmo que a distância vai impedir o Grissom de me achar?
—_Acho que não.
Mas se a distância não impedir a falta de provas certamente vai.
Ele me leva ao Jardim para que eu possa ver as rosas que plantou especialmente para mim.
Surpreendo-me ao olhar o ambiente. É todo coberto com rosas vermelhas que em determinada época ficam pretas.
Hoje elas estão todas vermelhas, o que significa que está na época.
—_Viu Sara, sua flor preferida, as rosas que ficam negras fora de estação.
Juro que elas estiveram como a escuridão até você chegar.
Agora elas estão assim, vermelhas, da cor da paixão, do amor, do nosso amor Sara.
...TO BE CONTINUED
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