Capítulo 6

De volta à LA

Estrada para Los Angeles, 210 km de San Diego

1 ano depois

Dominic Toretto estacionou na estrada praticamente deserta àquela hora da madrugada e desceu do carro. Os pneus estavam travando e o motor fazendo um barulho estranho. Ele desceu do carro e abriu o capô para checar o motor. Uma fumaça cinza e fedorenta se espalhou pelo ar de imediato e Dom deu uma tossidela.

- Por que isso agora, companheiro?- Dom indagou ao carro como se conversasse com um amigo. – Tantos anos juntos e você quer me deixar na mão agora?

Seu velho chevelle vermelho, companheiro de tantas aventuras estava pedindo arrego. Dom deveria saber que isso poderia acontecer mais cedo ou mais tarde, afinal ele não se desgrudara do carro mais desde que Letty fugiu dirigindo nele junto com León para o México cinco anos atrás. Desde então, a quilometragem do carro vinha sendo danificada e ele não se preocupara muito em consertá-lo, apenas o manteve funcionando.

- Eu juro que se você funcionar agora prometo trocar o seu óleo, fazer umas modificações legais e mudo até a pintura!- prometeu Dom.

Mas o carro não queria mesmo saber de conversa e continuou pregado na estrada, mesmo depois de várias tentativas de Dom de fazer o motor funcionar. Se ao menos tivesse uma oficina ali por perto, ele poderia fazer um pequeno conserto que quebraria o galho até que chegasse à Los Angeles. Cansado e aborrecido, Dom retirou sua mochila do bagageiro e foi para a beira da estrada pedir uma carona. Mas quem daria carona a um marmanjo sozinho na estrada de madrugada? Provavelmente pensariam que ele era um fugitivo da justiça e é claro que estariam certos no final.

Cerca de meia hora de espera depois sem passar uma alma pela estrada, Dominic avistou luzes vindo de longe. Era um enorme caminhão de carga, daqueles que transportavam móveis. Perfeito! Pensou Dom. Se houvesse espaço no caminhão e o motorista decidisse lhe dar carona, ele poderia passar desapercebido na entrada da cidade transportando seu chevelle no bagageiro do caminhão.

Como estava escuro, ele apressou-se em pegar sua lanterna de emergência no carro e fez sinal para que o caminhão parasse, rezando para que o fizesse. O caminhão parou e uma loira robusta de boné vermelho colocou a cabeça para fora da janela:

- E aí, bonitão? O que é que tá pegando?

- Estou tendo problemas com o meu motor.- respondeu ele. – Faço idéia do que seja, mas sem as ferramentas necessárias...

A mulher balançou a cabeça neativamente:

- Hombre, a oficina mais próxima fica a uns 400 km daqui. Está indo pra LA?

- Isso mesmo!

- Que sorte a sua. Também estou indo pra lá. Quer uma carona?

- Com certeza.- respondeu ele animado. – Mas eu não queria ir embora e deixar o meu chevelle aqui, sabe? O carro é como se fosse meu melhor amigo.

A mulher sorriu.

- Eu sei bem como é. Também amo o meu caminhão. Mas a gente põe o seu chevelle pra dentro, não tô carregando muita carga mesmo.

- Valeu mesmo, moça!- disse Dom.

Ela abriu a porta do caminhão e desceu. Era mais alta do que parecia quando estava lá dentro e tinha um jeito durão de ser que era próprio de mulheres que dirigiam nas estradas. Preso ao cinto da calça ela tinha uma pistola que deveria estar carregada. Isso respondia porque ela se mostrara tão solícita e despreocupada em ajudá-lo.

- Eu sou Rosita, e você?- indagou ela depois que eles embarcaram o carro dele e entraram no caminhão para partir.

- Dom.- respondeu ele.

- Gosto do seu nome. È viril, como você.

Dom sorriu.

- O que está indo fazer em LA, Dom?

- Eu tenho assuntos pendentes pra resolver por lá.

- Está certo!- comentou Rosita. – Minha avó, que Deus a tenha, costumava dizer “nunca deixe para amanhã o que pode ser feito hoje.”

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Los Angeles

5 anos antes

Dom entrou na oficina segurando o macaco que tinha ido buscar em sua maleta de ferramentas secretas atrás da porta da cozinha quando encontrou Bryan outra vez enfiado em sua garagem e cercando Mia. Ele até que gostava do garoto, mas não suportava ver sua irmã tão derretida por ele. Conhecia suficiente homens como Bryan Spilner, que tinham carinha de anjo e sorriso fácil, sempre prontos para mais uma conquista e ele não queria que Mia se magoasse. Passara a vida inteira protegendo-a de decepções como a que poderia ter com Bryan. Tudo o que ele queria era que sua irmã tivesse uma vida diferente da dele, fazendo a coisa certa.

Ao vê-lo na oficina, Bryan pareceu um pouco inseguro, como sempre costumava ficar quando estava diante de Dom. Ele soltou Mia do abraço carinhoso que lhe dava e disse a Dom:

- Eu já estava de saída. Tenho umas coisas para fazer.

- Dirija com cuidado.- disse Dom muito sério, tentando fingir indiferença à cena romântica que tinha acabado de presenciar entre os dois.

- Tchau, Mia.- disse Bryan se afastando em direção à saída da oficina.

- Tchau.- ela respondeu.

Quando Bryan se foi, Dom perguntou à irmã num tom de voz autoritário:

- Você não tinha que estar estudando pra prova ou algo assim?

- Não se preocupe com isso, Dom. Eu sei muito bem quais são as minhas responsabilidades.- respondeu ela, cheia de si.

- È claro que eu me preocupo e sempre irei me preocupar!- retrucou ele.

- Me deixa em paz!- Mia reclamou e saiu da oficina.

Nesse momento, Letty que trabalhava embaixo de um dos carros, empurrou-se para fora deitada no descanso com rodinhas. Ela se levantou e o chamou:

- Hey Dom, você não acha que a sua irmã merece se divertir um pouco de vez em quando?

- È claro que eu acho que ela merece se divertir.- ele respondeu segurando a tampa do capô de outro carro. Ficou pensando por alguns segundos antes de acrescentar: — Tudo o que eu faço nessa vida é pela felicidade dela!- Dom soltou o macaco no chão com força. — Ela não pertence a isso aqui!- ele frisou a oficina. – Além do mais, por que você se importa tanto, Letty?

- Ela já está bem grandinha para tomar suas próprias decisões, homem.- disse Letty sem se abalar com o tom de voz alto que ele estava usando com ela.

- Olha, Letty... – ele começou a dizer, mas desistiu de discutir e já estava dando as costas a ela quando Letty o puxou pelo braço. – Você não tem que se preocupar, não importa o que aconteça, ela sempre vai estar do seu lado.

Dom sentiu sua fúria abrandar e indagou a ela que o encarava com aqueles olhos lindos que ele tanto adorava, os cabelos presos em um bagunçado rabo de cavalo:

- E você? Também vai estar sempre ao meu lado?

- Talvez.- respondeu ela com ar sedutor já começando a desabotoar os botões do macacão dele. A melhor parte de brigarem era fazerem as pazes logo em seguida.

- Talvez...- Dom repetiu no mesmo tom que ela, sorrindo e se deixando seduzir.

Eles se olharam por alguns segundos, os rostos quase colados.

- Você sabe que não precisa ser assim tão durão...

Dom se aproximou um pouco mais e aspirou o cheiro dos cabelos dela. Letty brincou roçando seu rosto no dele antes de começar a beijá-lo devagar, inserindo a língua aos poucos na boca dele.

Ele estava gostando muito do que estavam fazendo e a beijava de volta da mesma maneira lenta e ritmada que ela o beijava, sentindo seu corpo se arrepiar com o risinho abafado que ela deu.

Logo as mãos grandes dele ganharam vida e ele as pressionou duramente contra o traseiro cheio e arredondado dela, com força suficiente para levantá-la do chão. Letty deu um risinho de surpresa.

- Cuidado!- ela brincou se apoiando com ambas as mãos no peito dele.

Ele caminhou com ela em seu colo pela oficina, Letty rodou no ar uma flanela que tinha nas mãos, dizendo baixinho em tom provocador:

- Uh! Sabia que eu gosto de você?

Dom a carregou até um pequeno sofá encostado a uma das paredes da oficina e deixou-se ficar lá ainda com ela em seu colo. Faminto por ela, ele mergulhou a cabeça no pescoço dela e desceu para os seios, beijando-os por cima da camiseta branca e surrada que ela vestia.

- Hummmm... – ela deu um gemidinho de propósito porque sabia que ele adorava.

- Sabe o que eu quero fazer com você agora, não sabe?

Ela riu e afastou um pouco o corpo do dele para tirar a própria camiseta ficando apenas com o sutiã esporte branco.

- Não, eu não faço a menor idéia.- disse ela.

Ele a fitou como se estivesse prestes a devorá-la, suspirou e olhou em volta.

-Acho que o que quero fazer talvez não deva ser feito aqui... Alguém pode chegar!!- Dom disse, mordendo o queixo dela, e apertando o corpo de Letty contra ele devagar.

- Dane-se! Eu quero você agora!- Ela disse sorrindo de maneira maliciosa.

Esse era o sinal que Dom precisava.

Com um sorriso largo na face ele voltou a apertar o traseiro dela com vontade, voltando sua atenção aos seios pequenos e bonitos que o chamavam dentro do sutiã.

Letty sentia seu corpo inteiro se arrepiar diante da vontade que Dom sempre demonstrava por ela e ela nunca perdia a chance de ver esse olhar estampado na face dele.

Dom fechou os olhos e sentiu o cheiro da pele macia dela, contrastando com o cheiro de óleo e graxa da oficina, não havia lugar melhor para estar com ela do que em seu ambiente preferido. Mordendo o ombro dela, ele deslizou a alça do sutiã, beijando todo o caminho, antes de colocar a mão às costas dela e abrir o fecho, vendo os seios saltarem a sua frente.

Sorrindo ele passou o rosto por eles antes de passar os lábios devagar. Letty fechou os olhos e deixou outro gemidinho rouco sair de seus lábios. Dom deslizou a mão pelas costas dela, bem devagar antes de passá-las para frente e abrir a calça dela, sempre atento ao que se passava pela face dela.

Letty era sempre muito forte e decidida, mas nesses momentos ela se permitia se deixar dominar um pouco por ele, deixando de lado o seu jeito “sou eu quem manda aqui” para se tornar a mulher linda e feminina por quem ele se apaixonara.

Ele se levantou com ela ainda em seu colo e se aproximou novamente do carro, deixando-a de pé, antes de abrir-lhe totalmente a calça e deixá-la deslizar pelas pernas fortes e bem torneadas dela.

Por alguns momentos ele parou e ficou admirando o corpo dela, vestido apenas com uma pequena calcinha preta e delicada.

- Ah bella mia...- ele sussurrou beijando-lhe a bochecha. – Vem aqui!

Letty sentiu as pernas fracas de desejo quando ele a chamou assim. Como ela, Dom também tinha seus momentos de se mostrar romântico e carinhoso, principalmente quando estavam a sós. Abraçando-a, ele a trouxe de volta ao sofá, dessa vez empurrando o encosto para deitá-la. Dessa vez ele queria vê-la. Queria vê-la enquanto se amavam.

- Está se divertindo?- ela indagou com um sorriso vendo o olhar de apreciação dele em seu corpo.

- Sempre.- Dom respondeu com aquela voz grave e profunda que a deixava toda arrepiada.

Ele deslizou as mãos grandes pelos quadris dela e tirou-lhe a calcinha com um puxão, arrancando-a do corpo de Letty. Ela alargou os olhos em surpresa diante da força e desejo dele.

- Acho que despertei a fera!- ela comentou rindo.

- Sim, como sempre eu estava quietinho e você veio me tentar...tudo culpa sua.

Dom voltou a sorrir de lado, fazendo-a tremer, enquanto ele abria a própria calça, mas não totalmente. Ele queria tocá-la um pouco.

As mãos dele buscaram os seios dela, apertando-os devagar, sorrindo quando ela se empurrou contra ele, com a boca aberta, ofegante.

Ele ficou apenas alisando-os por um tempo, antes de descer as mãos pelas costelas dela, devagar, sentindo a delicada e sedosa pele morena dela contra seus dedos.

- Eu poderia tocá-la o dia todo e ainda não me sentiria contente...- Ele deslizou um dedo até o umbigo dela e sorriu. – Sua pele é a mais perfeita que eu já toquei...

Letty queria falar, mas a forma como ele estava venerando seu corpo a impedia de dizer qualquer coisa, mesmo se ela quisesse.

Ele viu a forma como ela o olhava e sabia que ela estava mais do que pronta para ele. Letty abriu-lhe os braços e Dom deixou que a parte de baixo do macacão deslizasse junto com sua boxer.

Letty suspirou e abriu os lábios antes de dizer:

- Venga, hombre!

Ele se deitou sobre ela, beijando-a com paixão e uma das mãos dele perdeu-se entre as coxas dela, acariciando-a intimamente. Letty gemeu um pouco mais alto e Dom a segurou pelo quadril, erguendo as pernas dela e preparando-se para amá-la quando ambos ouviram passos à entrada da garagem. Imediatamente eles ficaram mudos, mas Letty estava contendo o riso ao ver o olhar de pânico no rosto de Dom.

- Mia, é você?- ele indagou.

- Sou eu, Dom.- falou Vince com sua voz arrastada e displicente. – Está trabalhando no carro do almofadinha? Porque eu queria te falar que...

- Vince, se você quiser que continuemos amigos é melhor ir embora daqui agora mesmo!- disse Dom depressa com uma nota ameaçadora em sua voz.

- Mas por que... – Vince começou a dizer sem se aproximar do lugar onde eles se escondiam.

Letty puxou Dom pela nuca e lhe deu um beijo molhado, gemendo alto de propósito somente para expulsar Vince da oficina. Apesar de seu cérebro lento, ele entendeu de imediato o porquê não podia se aproximar.

- Ah, desculpem aí!- disse ele. – Não sabia que estavam...

Embaraçado, Vince deixou a oficina imediatamente. Quando ele saiu, Letty estava rindo e Dom não pôde deixar de rir também.

- Você é uma menina má!

- E posso ser muito mais... – ela argumentou empurrando o corpo forte de Dom de cima dela somente para trocar de lugar com ele.

- È mesmo?- ele retrucou agarrando-a pela cintura enquanto ela se sentava em cima dele. – Que tal me mostrar isso agora?

Ela deu outra risadinha e deixou que os corpos deles se conectassem, encaixando-se com perfeição. Ambos fecharam seus olhos, deixando um suspiro alto e satisfeito sair de seus lábios enquanto seus corpos se moviam juntos rumo ao êxtase.

Dom parou um pouco de se mover dentro dela, apenas olhando-a, voltando a beber da visão dela diante dele, entregue, nua, cheirosa e ela era toda sua.

- Letty...Letty... – ele murmurou entre suspiros de deleite.

- Quem é Letty?- indagou uma voz de repente, invadindo seu belo e delicioso sonho.

- Como é?- perguntou Dom acordando tão de repente que quase bateu a cabeça no teto do caminhão.

- Você estava suspirando e chamando por Letty. – respondeu Rosita, divertida. -Chamou o nome dela pelo menos duas vezes.

- Acho que acabei pegando no sono.- foi tudo o que ele respondeu, um tanto embaraçado com sua própria fraqueza. Voltar à Los Angeles e reencontrar Letty depois de um ano inteiro sem vê-la estava mexendo com suas emoções.

- Tudo bem, não precisa me dizer quem ela é! Certas lembranças temos o direito de guardar para nós mesmos, especialmente as boas!- riu a caminhoneira, voltando a concentrar sés olhos na estrada. Já estava quase amanhecendo.

Eles passaram por uma placa de boas-vindas: — Bem-vindo à Los Angeles. Dom sentiu sua ansiedade aumentar. Estava muito perto de rever Letty outra vez, ele podia sentir.

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República Dominicana

Soledad colocou as notas valiosas sobre o balcão e Letty apressou-se em contá-las, uma a uma. Não era muito dinheiro, mas somando com o que já tinha seria suficiente para retornar à Los Angeles e procurar um lugar razoável para ficar. Quando chegasse lá decidiria a quem procuraria para pedir ajuda porque sabia que não poderia ficar circulando livremente pela cidade ou as mesmas pessoas que a tinham feito fugir às pressas de LA a ameaçariam de novo e Letty não queria mais fugir. Sua filha merecia um futuro melhor do que esse.

- Está tudo certo?- Soledad perguntou em seu inglês arrastado.

- Si, gracias. (Sim, obrigada)- Letty respondeu.

- Tem certeza de que vai mesmo embora?

- Eu preciso ir. Já está mais do que na hora.

Soledad olhou para Caterina que balançava as perninhas curtas deitada em uma cadeirinha e fazia barulhinhos como se estivesse conversando com elas.

- Oh, Letty, eu te disse que poderia cuidar da menina pra você até que pudesse voltar. Você nem mesmo sabe onde vai ficar em LA, como vai cuidar da nina? (menina).

- Eu agradeço tudo o que fez por mim, Soledad.- disse Letty. – Pelo emprego na oficina do seu irmão, por ter me emprestado dinheiro para as despesas médicas da gravidez e por me ajudar com a Cat...

- Não precisa me agradecer! Você trabalhou duro e já pagou por cada centavo que te emprestei.- disse a mulher de meia idade, puxando Letty para um abraço. – Saiba que eres uma hermana para mi (és uma irmã para mim). Se um dia precisar de um lugar pra ficar novamente, é só me procurar. Mi casa es su casa.

Letty abraçou Soledad de volta e em seguida guardou todo o seu dinheiro em uma bolsinha de couro que prendeu no cinto da calça, colocou sua pesada mochila nas costas e segurou a cadeirinha que transportava a pequena Caterina.

- Vaya com Dios, amiga!- disse Soledad quando Letty subiu no micro-ônibus que a levaria para longe daquela terra poeirenta e saudosa onde ela encontrou amigos que a ajudaram a superar momentos difíceis. Mas agora já era hora de voltar e enfrentar seus próprios medos.

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Los Angeles

Mia estava atrasada para o trabalho e tomou seu café da manhã caminhando pela casa e ajeitando algumas tarefas domésticas que vinha negligenciando nos últimos dias por falta de tempo. Depois que recebera o telefonema de Dom avisando que estava voltando, ela andava muito nervosa.

Sabia que ele não faria nada para prejudicá-la em sua vida decente e honesta, mas não era por si mesma que Mia temia, e sim pela segurança de Dom. Onde ele andava com a cabeça para pensar em voltar à Los Angeles? Só podia ser por causa de Letty. Mia sabia que Dom não poderia viver muito tempo longe dela. Mas havia coisas que ele não sabia, verdades que Mia não se atreveria a contar a ele e sequer sabia o paradeiro de Letty. Dominic provavelmente surtaria se não conseguisse encontrá-la.

Ela terminou seus afazeres mais urgentes e já estava colocando a bolsa nos ombros para ir trabalhar quando a campainha tocou. O coração dela bateu mais depressa. Seria Dom regressando à luz do dia? Depressa ela correu para a porta para atender, ansiosa por abraçar o irmão. No entanto, não era Dominic quem lhe batia à porta naquela manhã e sim a última pessoa que ela esperava ver depois de tanto tempo.

- Bryan? O que está fazendo aqui?- indagou ela de cenho franzido, sem esconder sua surpresa ao vê-lo.

Continua...