Ei, esse Seme é meu!
20 Felizes para... Sempre?
Notas iniciais
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TRÊS ANOS DEPOIS DOS TRÊS ANOS DEPOIS (?)
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On. Pov Autora
– VOCÊ NÃO PODE COMER A NOIVA ANTES DO CASAMENTO! – berrou Kise.
– M-Mas... Mas... – tentou contestar Kagami.
– Não, não e NÃO!
Kise arrancou um Kuroko seminu dos braços de Kagami que não detinha uma única peça de roupa e estava sentado na cama.
– Kise... – disse Kuroko envergonhado. – como entrou aqui?!
– Como sua madrinha eu não posso te deixar sozinho nem por um segundo!
– Mas Kise o casamento é amanhã...
– Justamente por isso que temos que te preparar hoje!
– M-Mas...
– QUANDO TEMPO VOCÊS PRETENDEM DEMORAR AÍ?! EU TÔ COM FOME!!! – ouviu-se Aomine berrar pelo lado de fora do apartamento.
Alguns vizinhos gritaram pedindo silencio e Kuroko se encolheu morrendo de vergonha. Kagami ignorou completamente fato de estar nu e se levantou, deixando a única coberta que escondia suas partes baixas escorregar para o chão, deixando todos no cômodo apreciarem-no da mesma maneira que veio ao mundo.
Kuroko ficou vermelho até os pés, viu eu Kise engasgou e desviou o olhar.
– SEU INDECENTE! – berrou o loiro. – ANDOU ENSINANDO ESSA FALTA DE EDUCAÇÃO AO MEU BEBÊ TAMBÉM?! KUROKOCCHI, VAMOS AGORA!!!
– Mas...
– TIRA AS MÃOS DO MEU NOIVO SEU LOIRO AGUADO!
– KUROKOCCHI É MEU BEBÊ E EU VOU LEVA-LO QUANDO EU QUISER!
– CALEM A BOCA CARALHO, SÃO SEIS HORAS DA MANHÃ! – gritou algum dos vizinhos.
Kise pegou um cobertor e enrolou Kuroko num casulo enquanto continuava a discutir, agora mantendo a voz mais baixa, com Kagami. O azulado não era ouvido e assim que Kise terminou de enrola-lo foi jogado de um lado para o outro.
– Me dá logo ele! – reclamou Kise.
– Por que eu vou te dar ele? O NOIVO É MEU, OK?!
Até que, diabos, umas Quartas e Quintas pessoas resolveram entrar no cômodo, arrombando a porta.
– ONDE ESTÁ NOSSA NOIVA FAVORITA?! – A voz escandalosa doeu nos ouvidos de todos.
– TEMOS A ROUPA PERFEITA PARA VOCÊ! – a outra voz quase terminou de rasgar os ouvidos dos rapazes no cômodo.
As duas outras madrinhas é que haviam entrado no local.
A rosada, Momoi, vestindo uma regata rosa como seus cabelos e calça skin escura junto a coturnos vermelhos berrantes estava de braços dados com a morena, Riko, que trajava uma saia plissada branca, moletom verde escuro e sapatilhas beges. Os cabelos castanhos de Riko haviam crescido bastante nos últimos anos, alcançava-lhe as costas e ela os prendia num rabo de cavalo baixo. Já Momoi havia cortando as mechas cor-de-rosa um pouco abaixo dos ombros, alegando que todo aquele cabelo dava muito trabalho. Havia uma câmera fotográfica pendurada em seu pescoço.
As duas Ainda Fujoshis arrancaram Kuroko da disputa, segurando uma de cada lado do “pacote” e saíram correndo do cômodo, em direção ao carro em que um Aomine impaciente se encontrava ao volante.
– Até que enfim! – o moreno quase gritou de alegria. – aff, por que demoraram tanto?
– Kagami queria fazer uma segunda rodada matinal com o Tetsu-chan. – disse Momoi simplesmente.
Aomine engasgou ao mesmo tempo em que Kise entrava no carro e ouviam os berros furiosos de Kagami vindos da janela do apartamento.
– ME SOLTEM! – reclamou Kuroko debatendo-se no “casulo”.
– Ah, claro, desculpe-nos por isso Kuro-chan. – Riku desfez o casulo.
O azulado respirou fundo, e se encolheu, não era para menos, ele trajava apenas uma box quadriculada junto há uma camiseta com estampa do Black Sabbath que lhe alcançava a metade das coxas. Os cabelos arrepiados e as bochechas coradas por toda a agitação que acabara de passar.
– Oh, por Kami-sama Tetsu-chan! – disse Momoi segurando o nariz. – você está tão adorável! – segurou firmemente a câmera pendura no pescoço. – isso merece uma foto!
Riko segurou o menor com força para que não fugisse enquanto Momoi tirava dezenas de fotos.
– Oye, deixem o Tetsu em paz por um segundo! – reclamou Aomine sem tirar os olhos do transito.
– Chatooooooooo! – Momoi estirou a língua.
– Deixe elas se divertirem Daiki. – disse Kise fazendo um bico. – temos que aproveitar os últimos momentos de solteiro do Kurokocchi! E isso me lembra... – abriu um largo sorriso e olhou para o azulado. – sua despedida de solteiro!
Kuroko e Aomine engasgaram enquanto Momoi e Riko gritavam de satisfação, alegando que colocariam câmeras em todos os lugares.
– Mas ainda são... – Kuroko puxou o pulso de Momoi e olhou seu relógio. – seis e meia da manhã! Pra que me buscaram tão cedo?!
– Hoje será seu dia de príncipe Kurokocchi! Eu já programei tudo! Ah, e falamos com sua mãe, ela está voltando da Itália e chegara amanhã pela manhã, como o casamento é a tarde ficará tudo bem! E ela vai trazer o namorado dela, ok?
– NAMORADO?! QUE NAMORADO?!
– O namora oras! Achou mesmo que uma versão sua com peitos iria ficar sozinha por causa de um divorcio? – interveio Aomine.
– Ele nunca ficava em casa mesmo. – murmurou Kuroko. – mas a mamãe nunca me falou nada sobre um namorado!
– Deixe-a ser feliz Kuro-chan! – disse Riko.
– É! – concordou Momoi. – e ela nos mandou uma foto dele, GENTE O HOMEM É UM GATOOO! E tem uma bundinha LINDA!
– Ok, mas... EI, QUE HISTÓRIA É ESSA DE “UMA VERSÃO MINHA COM PEITOS”?
– E não é? – Aomine ergueu uma sobrancelha.
– Daiki, respeite a mãe do Kurokocchi! – disse Kise com um tom choroso. – mesmo que por causa dela ele nunca me verá tão familiarmente! Nunca vou ser uma mamãe para ele! – um enorme bico formou-se em seu lábios e lagrimas dramáticas correram por seu rosto.
– Pare de chorar, senão seu rosto vai ficar inchado e não vai poder fazer aquela sessão de fotos depois de amanhã. – disse Momoi. – eu já falei mil vezes com o chefe que você é emotivo e tal, mas nem toda a maquiagem do mundo disfarça suas olheiras pôs-choro Kise!
O loiro rapidamente engoliu o choro e olhou para Aomine.
– Você não liga de eu ficar com olheiras Daikiiiiiiii? – perguntou manhosamente.
– Não, se bem que, na maioria das vezes elas são culpa minha. – deu os ombros.
Kise ficou completamente vermelho, ouvindo mais gritos fanáticos vindos das garotas e Kuroko se encolheu no banco de trás tapando os ouvidos.
– Daiki, não fale essas coisas na frente do nosso bebê! – reclamou apontando para Kuroko.
Aomine parou no sinal vermelho e seus olhos se voltaram para Kise, guiou a mão direita pela coxa do loiro e acariciou-a.
– Diz isso como se ele nunca houvesse feito nada parecido... – inclinou-se sobre o esposo e aproximou os lábios carnudos das orelhas levemente avermelhadas pela vergonha. – ou quem sabe... – baixo significativamente a voz, deixando-a mais grossa. – não acha que ele seja capaz de fazer tudo o que já fizemos?
Momoi e Riku agarraram-se aos braços do azulado, murmurando coisas desconexas enquanto filetes de sangue escorriam por seus narizes e um forte rubor tomava suas bochechas.
Aomine já aproximava os lábios da pequena e rosada boca de Kise, até que ouviram varias buzinas.
– AOMINE O SINAL JÁ ABRIU! – gritou Kuroko.
O moreno suspirou irritado e deu partida no carro, xingando há tudo o que existia, arrancando reclamações de Kise que alegava que Kuroko era muito novo para escutar aquilo.
“Temos a mesma idade...” pensou o azulado emburrado.
Depois de mais alguns quilômetros estacionaram em frente há um pequeno prédio de cor creme. Kise pegou algumas roupas e uma sandália na mala do carro, entregando-as para Kuroko. O menor rapidamente se trocou e desceu do automóvel, sendo guiado pelos outros. Adentraram o prédio e uma mulher com um coque alto e óculos os acompanharam até uma sala branca repleta de camas sofisticadas cobertas por tecidos finos e macios.
– O que estamos fazendo aqui? – perguntou Kuroko erguendo uma sobrancelha.
– Bom. Primeiro teremos uma sessão de massagem, depois de limpeza de pele, fontes termais, provas de lingeries, troca de roupas, e depois... – sorriu maliciosamente. – sua despedida de solteiro!
– Mas você não disse que eu era seu bebê puro e tal? – Kuroko recuou. – por que preciso ir há uma despedida de solteiro?
– Ah meu caro Kurokocchi, por que acha que não te obriguei há ir a minha despedida de solteiro? – ergueu uma sobrancelha enquanto sorria. – eu queria te fazer uma surpresa e, acredite você vai adorar tudo o que planejei.
“Tenho um mau pressentimento sobre isso” pensou Kuroko temeroso.
Off. Pov Autora
“Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama".
William Shakespeare
On. Pov Kasamatsu
– Nh... Kiyoshi-kun... – gemi arqueando a coluna.
Miyagi massageou minha cintura com os dedos ágeis, puxando meu quadril de encontro com sua ereção, estocando com veemência.
Apoiei minhas mãos na bancada de mármore, sentindo a fraqueza de minhas pernas ao ser estocando em pé.
– A-Ao menos f-feche a torneira... – consegui dizer em meio aos gemidos.
O loiro-caramelado inclinou-se ainda mais sobre mim, estocando mais fundo. Esticou o braço e fechou a torneira da pia que não detinha mais nenhum prato sujo. Logo suas mãos voltaram ao meu corpo, mapeando todos os lugares possíveis, girou-me, sem sair de dentro de mim e me sentou no balcão, estocando com ainda mais força.
– Aaah... K-Kiyoshi... – agarrei-me aos seus ombros, marcando sua pele com minhas unhas médias.
O maior mordia meu pescoço em meio há seus gemidos baixos e roucos, um arrepio percorreu meu corpo, comprimindo ainda mais minha entrada e o corpo de Miyagi estremeceu.
– Oh, céus... Como pode ser tão gostoso... – sussurrou o loiro-caramelado enquanto apertava meus mamilos com força.
– Nh... Aaah... Isso é... T-Tão bom...
Segurei sua nuca e o puxei para meus lábios, tomando-o num beijo necessitado enquanto afundava as mãos em seus cabelos macios e cheirosos. Miyagi agarrou minha cintura e pressionou ainda mais nossos corpos, aprofundando o contato e fazendo-me chegar violentamente há um orgasmo.
Continuou a estocar-me e gemer ainda mais alto ao sentir minha entrada comprimir-se, prensando-o ainda mais. Mordeu meu lábio inferior e puxou-o entre os dentes antes de preencher a camisinha.
Saiu de dentro de mim, ofegante, amarrou a camisinha e a jogou certeiramente na lixeira da área de serviço.
Respirei fundo e sai do balcão, por alguns segundos perdi o controle das pernas por alguns segundos, mas logo consegui colocar-me de pé e tratei de juntar minhas roupas espalhadas pelo chão.
– Não vai ficar? – perguntou Miyagi enquanto ajeitava suas próprias roupas.
– Até parece. – falei enquanto me abaixava para pegar minha camisa, sorri ao constar que não dava para ele ver meu rosto. – tenho muito o que fazer, além de que a despedida de solteiro do Kuroko é hoje.
– Hm... – Miyagi fez um barulho com a garganta, ele nunca fora muito próximo de Kuroko, por isso, não fora convidado para a despedida, a não ser que eu o levasse junto. – e vão ter muitos rapazes lá?
– Considerando que vai ser uma despedida de solteiro gay – ri nasalmente. – claro que terão. Dezenas.
– Hm... E você vai sozinho?
– Acho que sim. – como era divertido provoca-lo.
– Hm.
Sabia que estava se aproximando, mas fingi não perceber enquanto vestia minha camisa de costas para ele.
– Eu... – falou, estava realmente perto. – não quero que vá.
– Isso seria uma falta de consideração com o Kurok-
– Não vá. – abraçou-me por trás, afundando o rosto na curva de meu pescoço. – eu não... Não vou deixar.
Respirei fundo, adorava a maneira como ele me tratava, e temia que eu o deixa-se. Pode ser sádico, mas ele era simplesmente tão...
Girei sobre meus calcanhares e agarrei ao pescoço do loiro-caramelado. Colando nossos corpos.
– Então... Eu vou, e você também. – sorri enquanto acariciava seu rosto. – quem sabe eu até pegue o buque amanhã, o que acha?
Miyagi prendeu a respiração, processando tudo o que eu havia falado e, do nada, pegou-me no colo e me atirou no sofá, quase o virando.
Antes que eu pudesse reagir, seu corpo já estava sobre o meu e seus lábios tomavam os meus tão desesperadamente que eu mal conseguia corresponder.
– Está falando sério? — disse ele num folego só.
Sorri de canto e dei-lhe um estalado beijo na bochecha.
– Sim.
Miyagi tornou a tomar meus lábios, sem deixar nenhuma brecha para eu me desvencilhar.
– Não vou deixar você sair da minha vista hoje por nada nesse mundo! – disse determinadamente.
Pois é... A tarde iria ser longa...
Off. Pov Kasamatsu
“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...”
William Shakespeare
On. Pov Kuroko
– NÃO! NÃO! NÃAAAAAAAOOOOOOOO!!! – gritei enquanto corria.
– TETSU-CHAN! NÃO HÁ NADA DE MAL NISSO!
– EXATAMENTE! VAI FICAR PERFEITO KURO-CHAN!
– NUNCA QUE EU VOU VESTIR ISSO!
– VAI SIM! POR BEM OU POR MAL! – berrava Kise. – ESCOLHA!
– EU ESCOLHO NENHUM DOS DOIS!!!
– PAREM DE GRITAR QUE EU QUERO DORMIR! – berrou Aomine erguendo a cabeça que estava apoiada em seus braços.
– Por favor, se os senhores pudessem fazer menos barulho nos agradeceríamos. – disse a pobre atendente.
– Desculpe-nos pelos transtornos. – falou Aomine. – ele logo vão parar.
– TETSU-CHAN NOS AVISAMOS! VAI RIKO, EU ESCOLHO VOCÊ!
– RIKOOOOOOOOOOOOOOOO!!! – a morena saltou sobre mim.
Uma corda tirada de sabe se lá onde, foi usada para amarrar meus pulsos. Momoi ajudou Riko a me segurar enquanto eu me debatia e logo fui jogado dentro do provador novamente.
– Agora sim... Continuemos... – disse a rosada com um sorriso macabro.
Riko retribuiu com o mesmo sorriso e troxe AQUILO.
– NÃO! NÃO! NÃAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOOO!!!
Off. Pov Kuroko
“Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor”.
William Shakespeare
On. Pov Akashi
– Rápido Shuuzou, já estamos bem atrasados! – reclamei.
– Acalme-se Akashi. – disse o moreno descendo a escadaria. – já estou pronto!
– Mas a despedida já começou há meia hora!
– Eles não vão sair do lugar, calma. – riu Nijimura.
– Hunf. – fiz um bico e olhei novamente para o relógio na parede da cozinha.
– Vamos, fique calmo. – Nijimura deu-me um rápido selinho. – vai ser divertido.
Será que ia?
Mais ou menos, dois anos depois de terminarmos, quando Kuroko estava se formando, tornamos a nos falar, e, por incrível que pareça nos tornamos amigos. Foi um processo longo e um tanto doloroso, mas conseguimos.
E até que nos tornamos bom amigos.
É... Ukes se entendem.
E pelo visto... Nossos Semes também.
O moreno acariciou meu rosto com as pontas dos dedos e sorriu carinhosamente.
– O que foi? – perguntei desfazendo a carranca.
– É que... Você não mudou nada desde que nos conhecemos. Nunca deixou de ser o garoto que eu amo... Mesmo depois de ter conseguido abrir sua firma de salões, ainda tem tempo para seu pobre marido advogado criminal.
Revirei os olhos e mordi de leve a mão que me acariciava.
– E você continua o mesmo manhoso, melodramático, romântico de sempre. – sorri de canto. – venha logo, já são agora quarenta minutos de atraso.
– Está bem. – o moreno desligou as últimas luzes da casa enquanto rodava a chave do carro entre os dedos.
Tranquei a casa enquanto Shuuzou manobrava o carro, fechei o portão e entrei no banco ce passageiro.
– Aja o que houver essa noite. – falei. – saiba que eu te amo.
Nijimura soltou uma risada nervosa e pisou no acelerador.
– Sim. – disse ele. – aja o que houver...
Off. Pov Akashi
“Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto,
mas posso escolher o que fazer a respeito”
William Shakespeare
On. Pov Midorima
– Desculpe, o senhor não pode entrar.
– O QUE?! – sim, eu gritei.
Assim que chegamos ao local que seria a despedida de solteiro, haviam duas portas e dois seguranças em cada uma. Assim que Takao entrou na porta a direita, eu fui barrado.
– Por que não posso?
O rapaz vestido de preto pegou uma prancheta e observou-a por alguns segundos.
– Seu nome está na lista dos Ukes.
– O QUE?! – sim, eu vou ficar gritando. – COMO ASSIM?!
– Aquele ali era seu Seme, certo? – apontou para Takao que sumia no corredor.
– Sim, mas...
– Então, a sua porta é a da esquerda. – apontou para a outra. – sinto muito, mas não pode entrar.
– M-Mas...
– OH! MIDORIMA-KUN! – gritou alguém.
Himuro aproximava-se de mim com um enorme sorriso no rosto, ele havia saído da porta à esquerda. Havia um colar de plumas brancas em seu pescoço e uma corrente em um dos braços.
– Finalmente chegou! – disse ele ainda sorrindo. – estávamos preocupados, venha! – segurou meu braço e me arrastou até a porta da esquerda.
– Espere eu...
– Ah, eu fiquei sabendo! Virou Uke né? – o moreno sorriu malicioso.
Meu rosto ficou tão vermelho que não há como descrever, passamos direto pelos seguranças e meus olhos quase saltaram das orbitas quando adentrei o local.
POR KAMI-SAMA, O QUE ERA AQUILO?!
Off. Pov Midorima
“É através desse tal sentimento, a saudade,
que sobrevivo quando estou longe de você.
Ela é o alimento do amor que encontra-se distante...”
William Shakespeare
On. Pov Ogiwara
– CARA, NUM DÁ PRA IR MAIS RÁPIDO NÃO?! – berrou Alex.
– Senhora, eu já estou há setenta por hora! O máximo aqui é sessenta!
A loira fez um enorme bico e tornou a se ajeitar inconformada no banco.
– Affs, vou te falar, os taxistas em Manhattan são bem melhores viu!
O pobre rapaz que dirigia o automóvel se encolheu e a loira cruzou os braços irritados, ressaltando os enormes e naturais peitos que tinha.
Vi Michael segurar uma risada e aconchegou a cabeça sobre meu ombro, entrelaçando nossos dedos.
E antes que perguntem, esse era meu namorado.
Quase noivo.
Alex havia nos apresentado na faculdade, Michael era simplesmente fascinante!
Possuía cabelos castanhos claros encaracolados como os de um anjo, belos e intensos olhos verdes com tons amarelados, lábios rosadinhos e um belíssimo corpo escultural ligeiramente farto nos quadris. Uns seis centímetros mais baixo que eu.
– Estou doido para conhecer o Kuroko pessoalmente! – disse Michael com um belo sorriso.
– Você vai gostar dele. – afirmei. – é um grande amigo meu.
– Isso é se a gente chegar a tempo! – Alex bateu nas próprias pernas irritadas. – DÁ PRA ACELERAR ESSA PORCARIA?
– Alex, seja mais educada! – repreendeu-a Michael.
– Esse estresse todo é por que o Thomas não pode vir, eu aposto. – sussurrei para Michael.
– EU OUVI ISSO! – berrou Alex lançando-me um olhar mortal. – e saiba que ele não veio por que teve que fazer uma viagem de urgência por causa de alguns problemas na empresa, ok? Hunf!
Segurei uma risada junto a Michael e beijei a mão do menor.
– Vai ser divertido. – falei com um ar risonho.
E certamente seria, se tudo tivesse sido planejado por Kise, certamente que ele não decepcionaria...
Off. Pov Ogiwara
“Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade”.
William Shakespeare
On. Pov Autora
Riko, Momoi e Kise conferiam tudo. E sorriram ao constar que todos já haviam chegado.
– Está na hora... – disse Kise. – tragam nossa atração principal.
Momoi e Riko sorriam cumplices e correram para o camarim.
Afinal, o que é um espetáculo sem uma musa não é?
– Kuro-chan está na hora. – disse Momoi adentrando o cômodo.
– Está pronto Tetsu-chan?
– E-Eu não sei... – admitiu um envergonhado Kuroko que se escondia atrás das cortinas do provador.
– Ele já está pronto? – perguntou Kise adentrando o quarto.
– Ele tá com vergonha. – sussurrou Riko.
– Não podemos força-lo tanto assim. – sussurrou Momoi do outro lado.
– Ok. Podem deixar que eu resolvo isso.
As Fujoshis deixaram o cômodo e Kise fechou a porta, indo em direção há Kuroko.
– Kurokocchi, está na hora da estrela entrar. – ele disse através das cortinas.
Do outro lado, um Kuroko ainda demasiadamente envergonhado se encolhia contra o espelho, sem coragem de tornar a encarar seu reflexo.
– Kise eu... – engoliu em seco. – estou com medo.
– Medo? – o loiro ergueu uma sobrancelha.
– Sim... E-Eu... Deveria mesmo me c-casar com o Taiga amanhã?
– O que está dizendo Kurokocchi?
– Eu quero dizer... É que... Essa é a coisa certa há fazer? Eu e ele... – o azulado sentia os olhos ficarem úmidos. – não vamos terminar como os meus pais né?
Os olhos de Kise se arregalaram, então era esse o medo de Kuroko?
Sorriu pacificamente e falou expondo o máximo de confiança que conseguia em sua voz.
– Tetsuya, vai ficar tudo bem.
Os olhos do menor se arregalaram e ele soltou o próprio corpo que estava encolhido.
– Eu também... Também fiquei meio inseguro antes de me casar com o Daiki, mas... – olhou para a belíssima aliança no anelar. – Mas eu o amo. Incondicionalmente. Ele pode ser um idiota, chato e mal humorado, mas eu o amo de qualquer maneira. E que estar ao lado dele, para sempre. E o Kagami... Ele te ama muito, consigo ver isso na maneira que ele olha para você. E eu tenho certeza de que ele vai ficar ao seu lado sempre, nos momentos bons ou ruins, e não se preocupe...
Kise deu dois rápidos passos para frente, abrindo subitamente toda a cortina de uma vez.
O azulado arregalou os olhos e se encolheu ainda mais no susto, os olhos marejados fixos nos calorosos de Kise.
–... Eu e o Aomine sempre estaremos aqui para te proteger.
Kise estendeu a mão para Kuroko, num pedido gentil e mudo.
O menor enxugou as pequenas lagrimas que teimavam em escorrer e agarrou a mão do menor.
Não precisava ter medo.
Amava a Kagami.
E Kagami o amava.
Nada mais importava.
– Vamos lá. – disse Kise com um enorme sorriso.
O menor assentiu positivamente com a cabeça e deixou-se ser guiado pelo maior.
Admitindo ou não, tudo seria muito...
...Divertido.
Off. Pov Autora
“A longa distância apenas serve para unir o nosso amor.
A saudade serve para me dar
a absoluta certeza de que ficaremos para sempre unidos...”
William Shakespeare
On. Pov Kagami
– Estou preocupado com o Tetsuya. – admiti.
Aomine riu e deu mais um gole na bebida.
– Relaxe, nada de mal vai acontecer. – disse ele sem desviar o olhar das apresentações feitas.
– Não é que seja algo ruim, mas... A Riko e a Momoi ajudaram a planejar o outro lado da festa... Tenho medo do que elas aprontaram.
– Fique tranquilo. E apenas curta a festa. – disse Takao com um sorriso.
Ele se colocou de pé e bateu na garrafa com uma colher.
– EI PESSOAL, OLHEM PARA CÁ! – gritou. – NOSSO QUERIDO AMIGO ESTÁ MUITO RECEOSO AQUI, O QUE ACHAM DE RELAXA-LO?!
Ouviram-se vários gritos em coro e algumas piadas maliciosas. Kagami amaldiçoou mentalmente Takao enquanto as cortinas se abriam e cinco garotos saiam detrás delas.
Todos vestiam nada mais do que box’s e braceletes de couro. Meia-calça quadriculada arrastão pretas nas pernas torneadas e coxas grossas. Dois seguravam chicotes e os outros três, algemas com pequenas plumas vermelhas. Mascaras preta cobriam metade de seus rostos.
Kagami estava sentado numa enorme cadeira na cor vermelho-vivo e macia.
– ESSE AQUI É O FUTURO MARIDO! – gritou Takao apontando para Kagami.
Três dos garotos de aproximaram, dois com chicotes e um com algemas.
– Você é um macho alfa muito mau... – disse um deles que segurava um chicote, este possuía cabelos loiros e repicados junto há olhos incrivelmente azuis.
– Machos alfas maus devem ser punidos. – disse o outro que também segurava um chicote, esse era muito branco, com cabelos pretos e olhos de mesma cor.
O que segurava as algemas, com cabelos castanhos escuros e olhos acinzentados, posicionou-se entre minhas pernas e prendeu minhas mãos enquanto os outros dois sentaram nos braços da cadeira e passaram a acariciar meu corpo com os chicotes.
Há se um dia Kuroko fizesse algo assim...
O de cabelos castanhos se pôs de pé num movimento rápido e abriu minha camisa, arrancando todos os botões. Os chicotes passaram a movimentar-se com ainda mais veemência em meu abdômen, circulando os mamilos e acertando algumas vezes minhas coxas por cima da calça.
O loiro inclinou-se sobre mim, deixando seu hálito quente roçar em meu ouvido.
– Um macho muito, muito mau... – sussurrou com a voz sexy enquanto o de cabelos pretos esfregava sua coxa sobre a minha
Se eu não amasse incondicionalmente o Kuroko, traçava esses três nesse exato momento.
E só Kami-sama sabe o que acontecerá pelo resto da noite...
Off. Pov Kagami
“O que você faz quando ninguém te vê fazendo?
Ou o que você iria fazer se ninguém pudesse te ver?”
Capital Inicial
On. Pov Kuroko
A luz alta sobre meus olhos quase me cegou, e ela conseguiu exibir toda a roupa que eu usava.
Um vestido branco que só cobria um terço de minhas coxas repleto de renda e babados. Meia calça também brancas e sapatilhas tão claras quanto à roupa. Meus cabelos estavam cuidadosamente penteados com uma pequena franja. E delicadas luvas sem dedos com lacinhos no pulso cobriam minhas mãos.
– O QUE ACHAM DO NOSSO NOIVO?! – sim, era Kise gritando animadamente ao microfone.
Ouvi gritos eufóricos e percebi que TODOS OS UKES estavam lá.
Isso vai dar merda...
Não pude segurar uma risada ao ver Midorima ali, o esverdeado parecia levemente deslocado, mas não tive pena dele.
Akashi, Kasamatsu, Himuro... Todos, mas...
Onde estava Ogiwara?
Vagando o olhar, reparei num garoto, provavelmente estrangeiro pelos traços, que eu nunca havia visto antes. Ele sorriu um pouco corado para mim e a ficha caiu.
Aquele era o namorado que Ogiwara falara para mim por email.
– Bem... Agora é que começa o show! – disse Kise chamando minha atenção.
Me levou para um banco branco e alto (como os de bares) no meio do palco e me deixou ali sozinho ao descer do lugar.
Morto de vergonha. Era assim que eu estava.
As luzes coloridas piscaram com muito mais velocidade e força, a luz branca desviou-se de mim para o outro lado do palco.
E ali...
HAVIA
UM
LINDO
GATO
GOSTOSO
SENSUAL
RAPAZ
VESTIDO
DE
POLICIAL!
A gritaria foi tanta que superou a música alta que provinha das caixas de som.
O rapaz possuía a pele bronzeada, cabelos escuros e costas largas. A camisa totalmente desabotoada exibia um peitoral incrivelmente definido. Os lábios eram avermelhados e carnudos, os olhos azuis contrastando totalmente com o resto. Coxas grossas e torneadas, aquele homem exalava um aroma sexual.
POSSUA-ME! ME JOGA NA PAREDE E ME CHAMA DE LAGARTIXA QUE EU PIRO!
Ele se aproximou lentamente...
OH MINHA MÃE DO YAOI, ATÉ OS PASSOS DAQUELE HOMEM ERAM ATRAENTES?
Ele ficou com o corpo há pouquíssimos centímetros do meu, coloco as mãos nas costas e tirou dali um par de algemas.
– Então você é o noivo safado desta noite? – disse ele com um sorriso malicioso.
Todos no salão gritaram histericamente e até consegui ouvir a voz de Kasamatsu em meio há ele gritando:
– EU QUERO SEU CORPO NU NUMA TRAVESSA!
Hm... Digamos que nos últimos anos ele havia se tornado bem atrevido...
O rapaz flexionou os músculos e inclinou-se sobre mim, apoiando um joelho no banco entre minhas pernas e segurando meus braços para trás.
Ele sorriu, só que dessa vez mais carinhosamente, e piscou.
– Você pode me chamar de Alan gracinha. – ao retirar as mãos, percebi que estava algemado.
– O QUE DEVEMOS FAZER COM ESSE NOIVO ATREVIDO? – gritou ele.
– ELE DEVE SER PUNIDO! – claro que era Kasamatsu gritando.
– SIM, PUNA NOSSO NOIVO! – gritou Kise animadamente.
– EU ACHO QUE NÃO CONSIGO SOZINHO! – devolveu Alan com um sorriso de canto. – PRECISAREI DE AJUDA!
Ele pôs dois dedos na boca e assoviou. Em seguida, mais dois rapazes entraram no palco, trajando roupas diferentes, mas eram claramente policiais.
Eles ficaram um de cada lado enquanto Alan posicionava-se atrás de mim, roçando o peitoral definido em minhas costas.
MEO DEOS, EU VOU TER UM ORGASMO ASSIM.
Os que estavam ao meu lado acariciavam suavemente minhas coxas, separando minhas pernas, se eu não estivesse tão envolvido com a situação estaria morrendo de vergonha.
– Deixe eu ser seu amante nesta noite... – sussurrou Alan sensualmente contra meu lóbulo.
Fraquejei e tive que segurar nos braços dos outros dois para não cair.
Faz mal querer ter outra despedida de solteiro?
Os rapazes ao lado começaram a dançar com o ritmo eletrônico e sexual da música, jogando ao mesmo tempo suas camisas no chão e tornando a se aproximar de mim enquanto as mãos ágeis de Alan passeavam por minha cintura.
TÁ CALOR AQUI HEIN?
Os rapazes em nenhum momento pararam com seus movimentos que insinuavam coisas nada castas enquanto suas mãos passeavam por minhas coxas e Alan assoprava o hálito quente em meu cangote.
– Garotinhos maus merecem ser punidos... – murmurou apertando meus quadris com um pouco de força.
OK.
EU JÁ POSSO TER UM ORGASMO.
Off. Pov Kuroko
“Ninguém merece ser só mais um bonitinho [...]
Adulto ou criança,
O importante é ser você! Mesmo que seja estranho, seja você!
Mesmo que seja bizarro!”
Pitty
On. Pov Autora
Pela manhã, apenas oito stripers, seis seguranças, três fujoshis, um loiro e um moreno se lembravam de tudo o que havia acontecido.
Bem... Quase tudo.
– RÁPIDO COM ESSA BUDEGA! – berrou Riko.
– Calma sua doida! – agora era Momoi. – Tetsu-chan tem que ser o noivo perfeito!
Kise já estava próximo ao altar junto há Aomine, eles eram os padrinhos de Kuroko. Do outro lado, Himuro e Murasakibara eram os padrinhos de Kagami. O juiz de paz já se encontrava ao centro, e ao seu lado, um Kagami Taiga nervoso e ansioso se encontrava. A mãe de Kuroko também estava de pé junto ao namorado que devia ter por volta de uns quarenta e cinco anos, com cabelos grisalhos penteado com gel para trás e um belíssimo terno.
Kagami vestia um smoking preto muito bem alinhado com seu porte e costas avantajadas. Uma pequena miosótis no bolso do paletó (N/A: Para que não sabe, as miosótis são pequenas flores azuis que significam “amor eterno e verdadeiro”, são as minhas favoritas!), os sapatos sociais escuros, os cabelos avermelhados cuidadosamente penteados e mãos suadas pelo nervosismo.
E o pai de Kuroko?
Bem, este era um homo fóbico que sumiu após o divorcio.
Afinal, todos devem saber que nem tudo são flores.
Kagami havia sido rejeitado pela família após contar-lhes que era gay, e que iria se casar com Kuroko. Foi deserdado e expulso de casa. Sua mãe se apiedara e cedera apenas um pequeno apartamento que possuíam. Ele ainda mantinha contato com ela, mas o pai não queria nem mais saber de sua existência.
No caso de Kuroko foi diferente.
O pai já estava sumido mesmo, nunca fora um homem presente, então para ele tanto fazia. Já sua mãe simplesmente surtara de felicidade, alegando que não importava o sexo, “raça” ou status, se ele estivesse feliz, ela estaria feliz. Deu completo apoio a relação dos dois e os ajudou a se estabilizarem financeiramente já que eram apenas universitários. Ou melhor, Kuroko era, pois Kagami já havia se formado em engenharia elétrica e exercia a profissão, Kuroko ainda precisava de mais um ano para se formar em História, e meio ano para terminar Letras.
Não havia nenhuma certeza de que conseguiriam se manter no futuro. Fosse economicamente ou socialmente.
Só havia uma única certeza:
Aquele amor duraria para sempre.
E foi exatamente isso que Kagami sentiu ao ver Kuroko entrar de braços dados com Shigehiro no local.
O azulado estava lindo.
Com seu smoking branco, tão alvo quanto sua pele leitosa. Delicado e ao mesmo tempo firme, o rosto um pouco corado. Os olhos azuis brilhavam, os cabelos macios devidamente penteados, um pouquinho de maquiagem aqui e ali, destacando ainda mais a beleza única que seu noivo possuía.
Não via mais nada.
Não ouvia os choros de felicidades vindos de Alex, nem os baixos gritinhos de Momoi e Riku, nem as lagrimas silenciosas que a mãe de Kuroko permitia escorrer enquanto seu namorado apertava carinhosamente sua mão. Não via o raro sorriso que Murasakibara permitia vir aos lábios, o a felicidade de Himuro ao ver o melhor amigo casando com aquele que amava. Não via Kasamatsu dar um pequeno beijo na bochecha de Miyagi e murmurar “quem sabe não seremos os próximos”? Não via Shigehiro sorrindo carinhosamente para Kuroko, como se deixa-se um irmão partir. Não via Takao segurar a cintura de Midorima e dar um sorriso confiante em direção há Kuroko, ou sequer via Akashi com a cabeça apoiada sobre o peito de Nijimura e a troca de carinhos amorosos entre eles. E nem todos os outros convidados.
Ele só via Kuroko.
E Kuroko só via há ele.
Só aquilo em si era perfeito e certo.
Shigehiro deu um abraço em Kuroko antes de entrega-lo há Kagami, aproximou os lábios do ouvido do menor e sussurrou baixinho:
– Seja feliz meu smurf.
Kuroko riu baixo e assentiu positivamente com a cabeça. Shigehiro aproximou-se de Kagami e apertou sua mão, sussurrando para o ruivo:
– Não se preocupe. O que se faz numa despedida de solteiro, fica na despedida de solteiro. – piscou para o ruivo que deu um sorriso sem graça e se pôs ao lado de Kuroko.
O juiz de paz começou a falar, mas ambos os noivos mal ouviam-no, não conseguia para de olhar um para o outro e sorrir.
– Kagami Taiga – disse o homem. – aceita Kuroko Tetsuya como seu companheiro?
Kagami sorriu e apertou carinhosamente a mão do menor.
– Aceito.
– E você, Kuroko Tetsuya, aceita Kagami Taiga como seu companheiro?
Os olhos de Kuroko encontraram os de Kagami, e ali ele podia ver seu futuro.
Incerto, impreciso e desconcertante.
– Aceito.
Houveram alguns segundos de silencio durante a troca de alianças, as mãos de ambos tremiam e suavam, mas era tudo tão inseguro, tão terno que não havia mais o que temer.
– Então agora eu os declaro marido e companheiro. – o rapaz piscou para Kagami. – pode beijar o noivo se quiser.
Agora sim, conseguiam ouvir os gritos eufóricos vindos de todos enquanto seus lábios se encontravam num beijo casto, carinhoso e amoroso.
Com direito há mais gritos, choro e chuva de arroz. Kagami estranhou por um segundo, em algum momento do caminho, abraços e bagunça, a mão de Kuroko soltara da sua e o menor sumira.
– OYE! TETSUYA?! – gritou ele, mas seus gritos eram abafados por outros.
Empurrou “delicadamente” os outros convidados, até perceber que os mesmos faziam uma espécie de roda ao seu redor. Deixando-o sozinho no meio.
– Ei o que...
Outro pedaço do circulo abriu, revelando um envergonhado Kuroko...
VESTIDO DE NOIVA.
Kagami sentiu que podia morrer feliz.
O menor estava com o rosto pegando fogo, o vestido branco tomara que caia se ajustava tão bem ao seu corpo que se não soubessem, diriam que é uma garota.
Segurava um belíssimo buque repleto de rosas frescas. O vestido tocava ao chão, mas dava para se perceber que ele estava descalço.
– T-T-Te... – o maior nem conseguia pronunciar seu nome.
Ele sorriu envergonhado para Kagami e disse:
– A noiva deve jogar o buque, certo?
Virou-se de costas, o circulo se tornava uma meia-lua. Ukes gritavam desesperadamente e debatiam-se para ter um melhor ângulo do buque.
Kuroko riu e começou a contar.
– Um...! Dois...! TRÊS! – atirou o buque.
Gritos, unhas, lagrimas e sangue.
E o buque caiu logo em quem?
– NÃO ACREDITO! – berrou um moreno. – SHIN VAMOS CASAR! – pulou em cima do namorado.
Midorima ainda estava atordoado com tudo aquilo. ELE SEQUER ESTAVA NO MEIO DA BRIGA E O BUQUE TINHA QUE CAIR EM SUA CABEÇA?!
Enquanto Takao fazia mil juras de amor para um Midorima paralisado, Kuroko ria histericamente. Alex havia tirado sabe-se lá de onde um copo repleto de cerveja e bebia tudo em goles longos enquanto gritava com Momoi e Riku.
Kuroko foi puxado para trás pela loira e sentado numa cadeira branca.
Alguém empurrou Kagami para frente, fazendo o mesmo cair de joelhos.
– OYE O Q-
Antes que pudesse terminar de falar, de alguma maneira, forma, sem lógica, Kagami caiu COINCIDENTEMENTE NO MEIO DAS PERNAS DE KUROKO POR DENTRO DO VESTIDO.
Ah o azulado ficou vermelho, E COMO FICOU. Em seguida passou para branco e seu rosto ficou inexpressivo.
Kagami sentia a morte chegando de alguma maneira... E sentia a perda de algumas noites na lua de mel...
Alex pendurou-se no ombro de Himuro completamente bêbada enquanto ria. Riko estava ao lado do namorado, Hyuga, segurando o cachorro que dará de presente de casamento há Kuroko, Nigou (com o qual Kagami não se daria bem, mas isso é outra estória), ela também ria. Momoi não perdera nenhuma cena e fotografara tudo enquanto segurava o sangramento que teimava em escorrer por seu nariz. Murasakibara furtara alguns doces da mesa, Akashi sorria de canto e Nijmura se perguntava de onde sua prima saíra, e por que estava agarrada ao braço do SEU ruivo.
Aomine sem querer acertara Kise com o cotovelo ao ver Kagami com a cabeça entre as pernas do SEU BEBÊ. Sim, agora ele assumira a posição de Kise que havia liberado completamente Kuroko, mas isso não significava que Aomine havia feito o mesmo!
Outros três convidados tentaram segura-lo há beira de lagrimas. Kagami ainda estava paralisado e da cor de um pimentão no meio das pernas de Kuroko.
O resto dos convidados, ou ria, ou chorava, ou estava poker face com a situação.
É...
Acho que aquele era o verdadeiro “Happy End” para os nossos heróis.
Apenas uma coisa continuava certa:
Todos eles estariam juntos.
E, dessa vez, era para sempre.
"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer... "
William Shakespeare
THE END! (DE VERDADE AGORA)
Off. Pov Autora
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Por que ainda continua lendo?
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Acabou mesmo!
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HOHOHO AGUARDO-OS ANSIOSAMENTE EM OUTROS PROJETOS!
Izzy: EI SUA PSICOBAKA, NÃO SE ESQUEÇA DE FALAR DE MIM!
Manuke: Calma amore, eu já ia falar!!!
Izzy: *bico* Hunf, acho bom mesmo!
Manuke: Ok! AHAM! *tosse* O que minha Uke linda quer dizer é que gostaríamos muito que vocês nos acompanhassem no nosso queridíssimo Talk Show! “BOLINHO DE LIMÃO”, uma parceria de “Paradoxoalizar” com “Aquela Fujoshi”!
*A Plateia pira*
Izzy: Que será apresentado por mim, essa diva linda que vos fala!
Manuke: E eu também! *acerta microfone na cabeça da outra*
Izzy: MAS EU SOU MAIS BONITA E IMPORTANTE!
Manuke: QUE SE FUCK-SE! SE AUTO SUICIDE-SE A SI MESMA QUE EU QUE VOU APRESENTAR ESSA BUDEGA!
Izzy: MAS EU VOU APARECER MAIS!
Manuke: O CARA*** QUE VAI!
Izzy: VEM AQUI VADIA! *devolve “microfonada”*
Manuke: A VADIA É VOCÊ! *invoca pokemon sabe-se lá de onde* BUNEARY VAI!
Buneary: BUNEARY!!!!!!!
*Morte, sangue, gritos da plateia*
Ikki/ Secretário de Manuke eternamente assediado pela mesma: Bom, resumindo tudo, só queríamos pedir que nos acompanhassem nesse querido e amado Talk Show, “Bolinho de Limão”! Ficaríamos muito felizes se puderem o fazer, vemo-nos na estreia, até lá!
Manuke: IKKI CADÊ SEU UNIFORME DE MAID?! POR ACASO EU DEIXEI VOCÊ TIRAR?!
Izzy: VOLTE AQUI SEU MEIO PEDAÇO DE GENTE QUE EU VOU ENFIAR UMA ESCALIBUR NO SEU...
Ikki: CENSURA, OLHA A CENSURA!
*Mais sangue e mortes*
Manuke: *desvia de uma Ikkiada (PERA, ELA JOGOU O MEU IKKI?!)* ESPERO PODER VER VOCÊS FUTURAMENTE QUERIDOS PÔNEIS AMOROSOS! MORDIDINHAS E JA NEE!!
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Outras fanfic's Yaoi de minha autoria:
Bolinho de Limão (em parceria com Aquela Fujoshi) — Talk show — Categorias variadas — Casais variados — (+16)
Eles não precisam saber, certo?– Kuroko no Basket — AoKuro & KagaKuro, etc... (+18)
Yellow – Projeto Original (+18)

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