Ei, esse Seme é meu!

12 Can't Remember To Forget You – Shakira and Rihanna


Notas iniciais
Tava de boas escutando a radio e começa a tocar essa música... ME APAIXONEI COMPLETAMENTE POR ELA! Fui pesquisar a tradução e .... KYAAAAAAA!!!! ERA PERFEITA PARA MURAHIMU (eu acho... >.

“Deixei um recado na cabeceira da cama

Disse que não era para repetir os erros de ontem

O que eu tenho mania de fazer quando se trata de você”

On. Pov Himuro – Flash Back

– Que ridículo! – ria um dos garotos. – você parece uma menininha! Bichinha! – gargalhou.

Os outros o acompanharam nas risadas, apenas me encolhi ainda mais contra a parede. Eu queria sair dali, mas não conseguiria, haviam cinco me encurralando além de eu ser magrelo e fraco.

Quero sair daqui.

Depois de mais algumas maldosas piadas, um deles puxou meu cabelo, quase arrancando-o.

– Arf’s! – disse. – pra que esse cabelo de garota? Você é tão esquisito! – empurrou meu rosto.

Um deles atingiu minhas pernas com um chute e caí no chão. Encolhi-me, doía menos ao receber os pontapés. Doíam, mas assim conseguia aguentar sem perder a consciência. O problema é quando atingiam os hematomas das outras vezes.

Quero sair daqui.

Segurei minha voz, não iria gritar, não daria esse gostinho a eles. Mas era impossível impedir as lagrimas que escorriam quentes por meu rosto sujo de terra.

Quando atingiram-me em cheio na boca do estomago, não pude evitar o grito de dor que teimou em rasgar minha garganta.

Quero sair daqui.

Mais um. E outro. Incontáveis. Todo o meu corpo latejava. Droga, meus ferimentos recém-cicatrizados estavam abrindo...

– SOLTEM-NO!

Estremeci com a voz grossa que perfurou meus ouvidos. Mas estavam sem força para abrir os olhos, todos os meus músculos doíam.

Ouvi barulhos de pancadas, gritos, passos, mas não sabia identificar de quem vinha.

Só sei que depois de alguns minutos, senti uma mão carinhosa tocar meu rosto.

– Você está bem? – perguntou a voz grave de antes, num tom suave.

Com certo esforço, consegui abrir meus olhos, deparando-me com um roxo. O roxo mais lindo que eu já vi.

O garoto a minha frente devia ser bastante alto, apesar do rosto jovem, devia ter a minha idade, por volta de uns sete/oito anos. Possuía cabelos quase na altura dos ombros, completamente roxos. Um rosto de traços finos, e ao mesmo tempo másculos. Longos cílios que emolduravam perfeitamente seus olhos ametistas.

Ele...

Era lindo.

“Só vejo o lado bom, uma memória seletiva

O jeito que ele me faz sentir, sim, me prende

Nunca conheci alguém tão diferente”

– Hm... Você está todo roxo. – disse ele. – parece uma uva.

No minuto seguinte, fechei a cara.

– Não têm moral pra falar isso! – quase perdi a voz ao falar. – você que parece uma uva ambulante!

O arroxeado ergueu uma sobrancelha e olhou para a sacola que segurava, depois pra mim, e para a sacola. Depois de um minuto fazendo isso inclinou o pescoço em minha direção e disse:

– Você parece um nestle© chocolate branco, misturado com Diamante negro©.

– An? – franzi a testa.

Ele tocou suavemente meu lábio inferior, com a ponta dos dedos e limpou o pouco de terra que se encontrava ali.

Detalhe: Eu continuava deitado feito um feto no chão.

– Será que tem o mesmo gosto...? – murmurou, só não sei se foi para mim, ou para si mesmo.

– Do que está...

Ele lambeu meu lábio inferior.

MAS O QUE...

– É doce mesmo! – exclamou animadamente.

QUAL. O. PROBLEMA. DESSE. GAROTO?

Odeio ser tão branco. Devia estar da cor de um pimentão.

Ele lambeu, DE NOVO, meu lábio inferior e sorriu satisfeito. Num movimento rápido me colocou em seu colo e começou a andar.

– Ei! O que está fazendo? – fiz uma careta ao falar, abrir a boca doía.

– Vou cuidar de você. – disse simplesmente.

OI? O QUE EU PERDI?

– E p-por que faria isso? – que se dane a dor.

– Por que sim.

VOU ESTRANGULAR ESSE GIGANTE.

Ele me carregou por algumas ruas, sob os olhares abismados dos que nos viam, mas parecia não vê-los. Apenas murmurava coisas como “duas colheres de açúcar”, ou “meia hora no forno”.

Definitivamente, esse garoto É estranho.

Chegamos à frente de uma casa marrom, ela possuía um jardim enorme por trás dos portões brancos com quase três metros de altura. Três carros na garagem, piscina, terraço...

ESSE GAROTO É RICO?

Tadaima.– disse calmamente ao entrar no local.

Três empregadas, ISSO MESMO, TRÊS EMPREGADAS, o receberam e fui levado para um quarto do segundo andar (É. A MALDITA DA CASA TINHA SEGUNDO ANDAR). Normalmente, teria protestado, mas nas minhas condições, se mexesse um dedo acho que eu entrava em coma.

Fui deitado numa cama ENORME e as empregadas trataram de cuidar de meus ferimentos, me arrancando quase gritos de dor ao tocar-me.

– Precisa de mais alguma coisa Murasakibara-sama? – disse uma delas.

O garoto de cabelos longos negou, as três se curvaram e saíram do cômodo. Ele me olhou com a expressão tediosa enquanto comia uma barra de prestigio©.

– Quem é você? – finalmente consegui perguntar.

Ele engoliu o alimento e tornou a me encarar, com o rosto todo sujo de doce.

– Murasakibara Atsushi.

“Lá vamos nós

Ele é uma parte de mim, agora,

ele é uma parte de mim

Por isso, onde você vai, eu vou”

– E por que meu trouxe aqui?

Ele não respondeu, apenas pegou outro doce na sacola e comeu.

– ME RESPONDE! – gritei.

O mesmo terminou de comer (DE NOVO) e tornou a me olhar.

– Por que eu quis.

VOU. SOCAR. ESSE. GIGANTE.

– Eu vou sair daqui. – falei levantando-me, falhando miseravelmente.

Agilmente, o arroxeado se levantou e segurou minha cintura, jogando-me de volta pra cama.

– Não, vai ficar.

– Por quê?! – reclamei.

– Por que sim.

– Vai se fu... – ele enfiou a porcaria de um pirulito na minha boca.

– Não fale essas palavras feias.

Cuspi o doce fora e tentei me levantar. Mas ele me empurrou novamente para cama, e convenhamos, AQUELE GAROTO TINHA QUASE O DOBRO DO MEU TAMANHO. Deitou-se sobre mim e segurou meus pulsos.

– Quietinho. – disse ele.

E só.

Ficou ali, em cima de mim, eu tentei protestar, mas não adiantou. Estaria tudo bem... Mas isso foi até sentir alguma coisa úmida em meu pescoço.

– O QUE ESTÁ FAZENDO?! – gritei usando mais força.

Consegui afasta-lo minimamente, e consegui ver um fino fio de saliva no canto de sua boca, e esse fio seguia até...

Meu pescoço?

– Seu gosto é muito bom. – disse ele, ainda com aquela cara de peixe morto.

– P-PERVERTIDO! – gritei o empurrando com toda a força que tinha.

Era o mesmo que empurrar uma parede .

– Nee... Qual o seu nome? – perguntou aproximando novamente os lábios de meu pescoço.

– Se me soltar eu respondo! – falei desesperado.

O arroxeado afastou-se um pouco, ainda segurando meus pulsos e me olhou, a espera de uma resposta.

– Tatsuya Himuro. – falei virando o rosto.

Seus olhos ametistas caçaram os meus, era impossível desviar.

– Murochin é meu. – disse ele por fim.

– O que?

– Murochin é meu novo doce. – umedeceu os lábios e atacou meu maxilar.

“Não consigo me lembrar de te esquecer

Continuo me esquecendo de te deixar ir embora

Mas quando você olha para mim, a única lembrança

É de nós nos beijando na luz do luar”

– O-Oye! – debati-me. – o que pensa que está fazendo?!

Seus lábios subiram por meu maxilar, até o queixo, chupando-o e subindo ainda mais. Seus lábios roçaram nos meus, no momento em que tentaram viola-los, o mordi com muita força.

Ele se assustou com minha atitude e separou os lábios dos meus, um filete de sangue escorria no meio de sua boca.

– ME SOLTE AGORA! – exigi.

Murasakibara fez o que pedi e ficou me observando com os olhos brilhando.

– Doce. – disse ele.

– An? – Senhor! Dai-me paciência antes que eu bata nesse cara...

– Sua boca. – aproximou-se novamente, arg! Eu mereço! – é tão doce!

– Não sou doce porra nenhu...

Ele calou meus lábios com os próprios, atacando-os num beijo profundo.

– Hm... N-N... Hm...! – tentei afasta-lo novamente.

DROGA! POR QUE EU TINHA QUE SER TÃO FRACO?

Minhas pernas amoleceram, sua língua explorava minha boca com avidez, enroscando habilidosamente na minha. Aquele era o meu primeiro beijo! Mal sabia como respirar!

Parei de me debater, sentindo falta de ar. Murasakibara separou os lábios dos meus e deixei minha respiração quente bater em seu rosto, meus olhos lacrimejavam e minhas bochechas sempre brancas deviam estar extremamente coradas naquele momento.

– Murochin. Você é lindo. – falou acariciando minhas bochechas.

Aquilo seria uma cena engraçada já que ele era quase vinte centímetros mais alto que eu, mas, no meu lugar, não via nem um pouco de comédia nisso.

– Deixe-me ir... – sussurrei.

Ele afastou a franja de meu olho, a ponto atrás do olho.

– Eu quero ver Murochin de novo. Eu querooo...! – disse manhosamente.

O maior se inclinou em minha direção, deixando seus cabelos afagarem meu rosto.

– Eu quero. – repetiu.

Senti meu rosto ruborizar violentamente e desviei os olhos para o chão.

– E-Está b-bem! Mas n-não faça esse tipo de c-coisa novamente! – consegui dizer.

Ele sorriu. E seu sorriso era o mais bonito que eu já havia visto.

Nos tornamos amigos, até eu me mudar para fora do país.

Nesse dia, tudo mudou.

Fim do Flash Back

“Não consigo me lembrar de te esquecer (x2)

Volto de novo

Desço do trem, me deito na sua cama

Repito os erros de ontem

O que eu estou tentando dizer é para não esquecer”

– Himurochin! Rápido!Rápido! – dizia Murasakibara há uns cinco passos a frente de mim.

– Já estou indo! – terminei de fechar a loja.

A dona do local havia precisado sair mais cedo, ela pediu que eu fecha-se e que entregasse a chave a ela amanhã. Concordei e agora já eram oito da noite, a chuva de meteoros começaria em mais ou menos meia hora.

Murasakibara estava ansioso, não parava quieto e balançava a sacola de doces em sua mão. Apesar de seu tamanho, ele ficava fofo daquela maneira.

– Himurochiiiiiin!!!

– Já estou indo! – falei controlando uma risada, como ele era mimado!

Guardei a chave no bolso do casaco preto que vestia por cima da camisa xadrez e fui atrás de Murasakibara que andava a passos rápidos.

Ele moveu o cachecol, ajeitando-o sobre o rosto e vi sua respiração no ar frio. O inverno parecia sem fim.

Alcancei-o e logo seguimos por um caminho que cruzava o parque que nos levaria à uma pequena colina. Por onde seria melhor ver os meteoros.

Perdi-me observando sua expressão calma e alegre.

Adorava vê-lo sorrindo daquele jeito infantil.

“Você só vê o lado bom, uma memória seletiva

O jeito que ele me faz sentir, o jeito que ele me faz sentir

Nunca agi de uma forma tão idiota

Lá vamos nós”

Subimos rapidamente a pequena colina e sentamos no gramado, balancei as pernas no pequeno precipício e olhei a hora no celular. Ainda faltavam dez minutos para os fogos começarem.

Ao meu lado, obviamente, Murasakibara abria seu milésimo pacote de doce naquele dia. Como é que ele não morre com diabete? Vai entender...

– Quer um pouco Himurochin? – perguntou sorridente.

Observei o chocolate em sua mão e assenti com a cabeça. Inclinei-me para perto dele, a fim de morder o doce.

Abocanhei um pedaço e mastiguei. Limpei um pouco de chocolate de meu lábio inferior.

– Uau! – falei. – esse é realmente bom, onde comprou? – ergui o olhar. – ei! Murasakibara-kun está me ouvindo?

Ele observava atentamente minha boca, parecia hipnotizado. Com certeza corei e virei o rosto em direção ao céu.

O arroxeado pareceu acordar de seu transe e olhou também. Ficamos alguns minutos em silencio, até ele se pronunciar.

– Himurochin, você é...

“Ele é uma parte de mim, agora, ele é uma parte de mim

Por isso, onde você vai, eu vou

não consigo me lembrar de te esquecer”

Nesse momento, um brilho forte iluminou o céu, chamando nossa atenção.

INCRÍVEL!

Coloquei-me de pé num salto, observando admirado as “estrelas cadentes” que cruzavam belamente o céu escuro. Elas brilhavam fortemente e iluminavam a escuridão como luzes de natal.

– Que lindo! – falei completamente encantado com tanta beleza. – pena que só vai acontecer novamente daqui a cinquenta anos!

Junto à “estrelas cadentes”, um pouco de neve começou a cair, misturando-se a luz das mesmas.

Era uma cena inigualável.

– Não é lindo Murasakibara-kun? – falei olhando para o arroxeado.

Meus olhos encontraram os seus, que me observavam admirados.

O que foi? – perguntei e sorri, colocando minhas mãos atrás das costas, balançando meu corpo para frente e para trás. – encantado com minha beleza? – ironizei.

– Sim.

“Continuo me esquecendo de te deixar ir embora

Mas quando você olha para mim, a única lembrança

É de nós nos beijando na luz do luar”

Meu rosto esquentou instantaneamente.

– E-Eu estava brincando! – desviei meus olhos para o chão.

Murasakibara aproximou-se de mim, observando detalhadamente meu rosto.

– Você... – disse ele num sussurro, uma estrela cadente brilhou perto de nós, iluminando seu rosto. – Murochin?

“Não consigo me lembrar de te esquecer

Eu roubo e mato para ele continuar comigo

Faço qualquer coisa para esse cara”

Outra estrela, dessa vez, fazendo-me ficar cego por uns instantes, quando tornei a ver, tudo estava embaçado.

– Murochin, é você? – ele tocou as pequenas lagrimas que começaram a descer por meu rosto. – é você mesmo?

– Você... – prendi a respiração. – s-se lembrou...?

“Eu daria a minha última moeda para abraçá-lo hoje á noite

Faço qualquer coisa para esse cara

Eu roubo e mato para ele continuar comigo

Faço qualquer coisa para esse cara

Eu daria a minha última moeda para abraçá-lo hoje á noite

Faço qualquer coisa para esse cara”

Ele abriu um largo sorriso, escorregando os longos dedos de meu rosto para meu pescoço, logo em seguida levando-os aos lábios e lambendo-o.

– É você mesmo! – o sorriso em seu rosto brilhou, seus olhos se acaloraram. – de verdade! É você Murochin!

“Não consigo me lembrar de te esquecer

Continuo me esquecendo de te deixar ir embora

Mas quando você olha para mim, a única lembrança

É de nós nos beijando na luz do luar”

Segurou meu braço com cuidado, trazendo-me para perto de si, inclinando-se em minha direção. Pequenas lagrimas cristalinas escorriam em seu rosto, igualando-se as minhas.

– Eu senti a sua falta Murochin...- sussurrou.

– Atsushi... – seus lábios cobriram os meus.

Meu querido gigante... Finalmente você conseguiu se lembrar de mim!

“ Não consigo me lembrar de te esquecer

Mas quando você olha para mim, a única lembrança

É de nós nos beijando na luz do luar”

“Não consigo me lembrar de te esquecer”

Off. Pov Himuro