Notas iniciais
Oi pôneis da terra! Ah, bem, essa música fui uma leitora que recomendou (ou era leitor?), só que eu esqueci quem foi... '-' NÃO ME BATA PESSOA QUE RECOMENDOU. Identifique-se nos comentários >.< beeeeem, cá está um pouquinho mais sobre Shuuzou e Akashi (fãs de AkaKuro controlem-se por favor!). OUTRA COISA QUE QUERIA FALAR, eu continuo puta da vida, adivinhem por que? 1° Não encontraram nem o carro, nem os bandidos. 2º Desde aquele dia minha irmã tá doente, acordando a noite e vomitando. Praticamente toda noite temos que correr para o hopital, ela fica com febre, vomita, fica branca, desmaia e repete o ciclo. Toda noite. ARG. ME SINTO INUTIL. Eeeeenfim. Chega disso e vamos ao cap! (é que é tão bom desabafar com vocês *-*). Vou fazer o possível para que minhas noites mal dormidas e tempo ocupado não atrapalhem a fic! Mordidinhas e nos vemos nas N.F.

“Não fique tão confortável assim.

Porque nós ainda estamos separados.

Não choramingue como uma criança

Porque ''nós'' nem sequer começamos”

On. Pov Akashi – Flash Back

Acho que eu nunca conseguiria agradar meus pais.

“Akashi, você é uma vergonha para nossa família” diziam eles.

“Cabelereiro? Que ridículo! Vai morrer na pobreza” suas vozes ecoavam em minha cabeça.

“Gay? Não! Eu não vou aceitar que filho meu seja gay! Vai aprender a ser homem nem que seja a base da porrada”!

Eles realmente me amam? Por que se sim, não parece. Certamente que ir morar no dormitório do colégio não é má ideia.

Me disseram que o primeiro ano é o mais difícil, com mais conteúdo e a carga horaria de estudo aumenta drasticamente, o maior numero de reprovações vêm justamente no início do Ensino Médio.

Tomara que eu não reprove.

Mas acho que é cedo demais para pensar isso, já que as aulas mal começaram. Pelo menos todas as minhas coisas já foram despachadas para o dormitório.

– Akashi... – sussurrou uma voz grave. – acorde, já chegamos...

Senti uma mão tocar delicadamente meu ombro.

– Vamos Akashi, acorde...

“Não quero um amor como uma criança brincando com fogo

Eu estou tremendo um pouco, mas eu estou bem

Não, pra ser sincera eu...”

Bocejei e abri os olhos, movendo minha cabeça que estava apoiada no ombro de Shuuzou. Ele me ajudou a levantar, segurando minha mão, e seguimos para fora do vagão, ele me guiando, pois eu ainda estava sonolento.

Começaríamos a morar no dormitório hoje, no dia anterior haviam terminado de descarregar nossas coisas.

O colégio não era longe da estação de trem, até chegar lá eu já havia despertado completamente, mas, acho que por precaução, Shuuzou ainda segurava minha mão. Estou esquecendo-me de algo?

Ah, sim.

Shuuzou é meu namorado.

Conhecemo-nos no sétimo ano. Lembro muito bem já que eu era quase dez centímetros mais baixo do que hoje em dia. Ele foi meu primeiro amigo, meu primeiro amor, e meu primeiro namorado.

E, honestamente, espero que fiquemos juntos para sempre! Shuuzou me ama, e isso é o suficiente para mim.

“Eu ainda odeio o cara que me deixou

Meu coração ainda treme tão friamente e eu...”

Chegamos ao dormitório, no qual em um golpe de sorte acabamos por ficar no mesmo quarto! Teríamos que dividi-lo com tal de Midorima (segundo a listagem no painel em frente ao dormitório), mas isso não importa desde que eu estivesse junto a Shuuzou!

Larguei minha bolsa numa das camas e analisei o quarto, vendo algumas caixas no canto dele e procurei minhas coisas, ajeitando-as no armário, Shuuzou fez o mesmo.

Depois de alguns minutos, um garoto com cabelos esverdeados entrou no quarto, analisando-o.

– Olá. – disse ele. – vocês são Akashi Seijuro e Nijimura Shuuzou?

– Sim. – ergui uma sobrancelha. – você é...?

– Midorima Shin. Seu colega de quarto. – curvou-se brevemente. – é um prazer conhece-los. – estendeu a mão.

Apertei-a, um tanto curioso, pois seus dedos estavam repletos de bandagens, mas achei melhor não perguntar, vai que o cara tem alguma doença ou algo do tipo...

– Eu sou o Akashi, e ele o Shuuzou. – apontei para o moreno. – espero que nos demos bem.

O esverdeado sorriu de canto ajeitou os óculos, retirando-se do cômodo logo em seguida.

– Não fui com a cara dele... – disse Shuuzou.

– Você nunca vai com a cara de ninguém. – revirei os olhos.

– Não é verdade, me encantei com você a primeira vista.

Pronto. O modo bajulador dele havia sido ligado.

– Ha-ha. Muito engraçado. – ajoelhei-me no chão e tornei a guardar as coisas dentro do armário.

– Hunf. – ele fez um bico. – você não vê quando eu preciso de carinho?

– Isso não falta de carinho, é manha mesmo. – dei uma risada e fechei o armário, logo em seguida olhei para o moreno. – arrume logo isso – apontei para seus objetos espalhados pelo chão. – sabe o quanto detesto desorganização.

– Parece minha mãe falando. – fez outro bico. – Akashiiiiiii, eu quero cariiiiiiinho... – disse manhosamente.

– Termine de arrumar suas coisas. – revirei pela enésima vez os olhos naquele dia e sentei na cama, retirando o moletom de meu uniforme. – que calor que faz aqui... – reclamei.

– Ar-condicionado serve para esse propósito. – apontou para o aparelho preso a parede.

Estirei a língua para ele e peguei o controle do aparelho que estava em cima de uma escrivaninha, regulando o ar para que ficasse em 20° graus.

Shuuzou resmungou algo e se jogou ao meu lado na cama.

– Ei, preguiçoso! – reclamei. – termine de arrumar suas coisas!

– Mas eu não querooooo... – disse com a voz arrastada. – eu quero o Akashiiii...!

– Levanta logo dái... – empurrei-o com o pé.

Num movimento ágil, o moreno agarrou meu tornozelo e me puxou. Perdi o equilíbrio e bati minhas costas na cama.

– Eu disse que queria você Akashi. – seus olhos agora estava sérios.

“Sinto sua falta (x5)”

O moreno se colocou de quatro acima de mim, segurando meus pulsos contra os lençóis agora bagunçados da cama.

– Akashi... – sussurrou colando seus lábios ao meu lóbulo. – por que você é sempre tão chato comigo? Hunf... Eu só quero carinho...

– Shuuzou...

– Shh... – silenciou meus lábios com os dele.

Correspondi ao seu beijo carinhoso, entrelaçando nossas línguas lentamente, apenas aproveitando o momento. As mãos do maior logo se direcionaram a minha cintura, apertando-a possessivamente.

– Akashi... – sussurrou novamente.

Seu rosto estava corado, os lábios avermelhado pelo longo beijo que trocamos e os olhos claros me devoravam com tamanho fervor que minha pele se arrepiava.

– Eu te amo... – selou novamente nossos lábios.

“Não seja tão alegre assim.

Porque nosso mundo ainda está escuro.

Como eu posso sorrir alegremente? (O que?)”

Não pretendia avançar o sinal, mas Shuuzou não tinha nenhum senso de pudor, logo adentrou as mãos em minha camisa, massageando meu abdomem.

– Hm... S-Shuuzou... – gemi jogando a cabeça para trás.

O moreno aproveitou-se disso e começou a chupar meu pescoço. Os dedos hábeis continuavam a explorar minha pele, seus lábios famintos não cansavam de degustar meu pescoço, subindo para o queixo e logo tomando meus lábios novamente.

Coloquei os braços em volta de seu pescoço, o trazendo mais para mim.

– Eu te amo... – sussurrou novamente. – muito...

– Aaah... – gemi ao sentir uma de suas mãos adentrarem minha calça. – e-eu também... T-Te amo...

E mais uma vez, nos unimos em um só. Queria que pudéssemos ser assim para sempre.

Eu só não sabia...

Que o amor um dia pode acabar.

Off. Pov Akashi – Fim do Flash Back

“Se você olhar de perto,

eu estou triste.

Eu sei por que eu já passei por isso

Eu não gosto do amor calculado como o dos adultos.”

On. Pov Autora

Akashi sentou-se de uma vez na cama, despertando de seu sonho. Ou chamaria aquilo de pesadelo?

Havia algo quente escorrendo por seu rosto.

– Lagrimas...? – murmurou tocando as pequenas gotas salgadas. – por que...?

Olhou o relógio na parede. Eram quatro da manhã. Bagunçou os cabelos nervosamente e tornou a se deitar na cama, quase arrancando os cabelos de tanto puxa-los.

– Droga... – murmurou. – por que eu tinha que sonhar logo com isso...? – mordeu o lábio inferior com força.

Ninguém o veria ali, então ele podia chorar em paz.

◦◦◦

“Eu só estou cansada, mas eu estou bem.

Não, pra ser sincera eu...

Eu ainda odeio o cara que me deixou

Meu coração ainda treme tão friamente e eu...”

◦◦◦

Kuroko rolava de um lado para o outro na cama. Não conseguia dormir de jeito nenhum, e supostamente teria que acordar em três horas. Ah, por que não conseguia simplesmente fechar os olhos, relaxar e adormecer?

– Kise... – murmurou cutucando o loiro que dormia na cama ao lado.

O de cabelos dourados balbuciou alguma coisa e abriu lentamente os olhos.

– O que foi Kurokocchi...? – murmurou com a voz rouca pelo sono.

– Não consigo dormir...

– Hm... O com quem está falando Kise...? – agora Aomine acordara.

Ele estava sem camisa, com um braço envolto da cintura fina do loiro. Vestia apenas uma calça de moletom preta e uma perna por cima das desnudas do loiro que trajava apenas uma camisa do moreno e uma box branca.

– Kurokocchi. – respondeu o loiro. – ele não consegue dormir.

– Venha cá Tetsu. – o moreno esticou o braço, chamando-o.

– Venha Kurokocchi. – murmurou Kise estendendo o braço também.

O menor pegou seu travesseiro e foi até a cama em que eles estavam, abriram espaço e deitou entre os dois, ficou muito apertado já que a cama era de solteiro, mas coube. Ambos se viraram em minha direção ao azulado, Aomine pôs um braço apoiando sua cabeça enquanto Kise descansava um braço sobre sua cintura.

– Boa noite Kurokocchi... – murmurou Kise beijando-lhe uma bochecha.

– Dorme logo e para de ser fresco Tetsu. – Aomine apertou a outra.

O azulado fechou os olhos, aspirando o delicioso aroma que vinha dos dois...

“Amo tanto esse idiotas...” pensou antes de finalmente dormir.

Off. Pov Autora

“...Sinto sua falta (x5)

O amor da minha juventude está terminando assim.

Você tem que ser feliz.”

On. Pov Shuuzou

Era difícil me desacostumar com as camas desse lugar. Um ano e meio longe daqui havia feito muita coisa mudar...

Levantei-me, não dividia um quarto com ninguém já que esse havia sido aberto após a lotação dos outros.

Que novidade... Eu estava sozinho.

Como sempre.

Espreguicei-me e fiz minha higiene pessoal. Quando terminei de me arrumar ainda faltavam vinte minutos para as aulas começarem, tempo o suficiente para eu ir falar com Akashi.

Provavelmente, ele estaria terminado de se arrumar a essa hora. Penteando os cabelos para o lado, cortando umas pontas aqui e ali. Ou se perguntando se seria melhor ter o olho apenas da cor do lado direito, ou do esquerdo como sempre fazia quando esta comigo.

Será que ele havia mudado muito durante esse tempo que não estivemos juntos?

“Mesmo que se passe muito tempo,

nós ainda lembraremos um do outro.

Aquele tempo em que ainda havia "nós"”

Fui até seu quarto, era o mesmo de um ano e meio atrás. Ia bater na porta, até que ouvi a voz abafada de Akashi através dela.

– Eu não entendo... – dizia ele, parecia abatido.

– Me perdoe Akashi... – a outra voz me era familiar, eu só não lembrava da onde. – não posso mais continuar com isso, precisamos terminar.

– Mas...

– Desculpe... Eu realmente sinto muito... Mas eu... Não te amo...

Ouvi um baque alto, e logo em seguida a porta abriu-se violentamente, um garoto de cabelos azulados, acho que o de ontem, saiu correndo enquanto soluçava.

Olhei para dentro do quarto. Akashi estava no meio dele, totalmente paralisado, mais branco que papel e com os olhos cheios de lagrimas.

– Tesuya... – sussurrou tombando seus joelhos no chão. – DROGAAAAA!!!

Pegou A Tesoura que estava caída ao seu lado, segurando-a com tanta força que a torou ao meio.

Seus olhos encontraram os meus, senti o chão sumir aos meus pés.

Ele me olhava, da mesma maneira do dia em que terminamos. Abriu os lábios trêmulos e sussurrou com a voz falha:

– Shuuzou...

“Aquele tempo em que ainda havia "nós"”

Off. Pov Shuuzou

Notas finais
EXATO! Nosso Kuro-chan terminou com o Aka-chan! >.< olha o que eu falei sobre se controlarem viu? HIA-HIA-HIA! E... Tô esquecendo alguma coisa... Ah, é! *coça a garganta* KYAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! EU DESCOBRI POR QUE JAPONÊS TEM PINTO PEQUENO! (?????). Meu professor de história explicou (????), por causa da migração para diferentes áreas do planeta, o japão, por ser frio, o corpo humano precisava se aquecer. Reparam que praticamente todo japonês é baixinho? Isso é por que ele "atrofiou", para poder aproximar os orgãos, e quanto mais próximo, mais aquecido eles ficam. Os olhos "gordinhos" e puxados são, literalmente, uma camada de gordura que se acumula para se aquecerem. Automaticamente seus "amiguinhos" diminuem para se manterem aquecidos! Por isso os africanos são maiores! Precisam ter os órgãos distantes para sentirem menos calor, consequentemente seus "amiguinhos! são bem grandes! XD belo assunto para ser citado numa nota final, né? Se leu até aqui receba mais mordidinhas e até o próximo cap!