Ei, esse Seme é meu!

5 Goodbye – Avril Lavigne


Notas iniciais
GENTE, EU TÔ MUITO PUTA! MUITO É POUCO, EU TÔ FUDEROSAMENT* PUTA! ROUBARAM O CARRO DA MINHA MÃE, MAS ISSO NÃO É O PIOR! AQUELES FILHOS DE UMA **** APONTARAM UMA ARMA NA CABEÇA DA MINHA IRMÃZINHA DE TRÊS ANOS! TRÊS! VOCÊS TÊM NOÇÃO DO QUANTO ELA FICOU TRAUMATIZADA?! PUT* ** *****! QUAL O PROBLEMA DESSA GENTE?! Felizmente, ninguém se machucou... MAS PORRA EU JURO QUE UM DIA ACHO ESSE DESGRAÇADOS E COLOCO OS DOIS NA CADEIA PRA VIRAREM MULHER DE PRESO! Hunf... Enfim. Esse cap eu escrevi há tempos, então não foi afetado pela minha fúria. Ele é dedicado a Klaine, uma leitora lindíssima que sempre me acompanha! Te amo fofa!

“Adeus, adeus

Adeus, meu amor

Eu não posso esconder,

não posso esconder

Não posso esconder o que veio”

On. Pov Kuroko

– Agora você vai me ouvir. – disse Kagami.

Tentei escapar dali, mas ele socou a parede ao lado de minha cabeça e eu paralisei.

– Me deixe ir! – reclamei tentado empurra-lo.

O mesmo segurou meus pulsos e agilmente me girou, prendendo meus pulsos no alto de minha cabeça e encostando o peito em minhas costas.

– Eu já falei que você vai me ouvir, nem que seja a força.

Prendi a respiração e meu coração falhou numa batida.

– P-Por favor... Solte-me... – choraminguei.

Kagami ignorou meus apelos e me imprensou com ainda mais força contra a parede. Ofeguei, ele moveu a mão livre até meu abdômen e acariciou a pele exposta.

– Naquele dia... O Himuro estava bêbado...

– MENTIROSO! – gritei. – ESSA É A PIOR DESCULPA DE TODAS!

– É VERDADE!

– NÃO ACREDITO EM VOCÊ!

– POR QUE NÃO?

– POR QUE VOCÊ ESTAVA O BEIJANDO! NA CAMA! POR QUE EU ACREDITARIA EM VOCÊ?!

– POR QUE EU TE AMO!

Minha respiração atrapalhou-se ao ouvir suas palavras. Fora dita tantas vezes nos três meses que ficamos juntos, mas todas as vezes me atingiram em cheio.

– Mentiroso... – murmurei.

– Deixe eu terminar! – aproximou os lábios de meu ouvido. – Himuro guarda um estoque de vodca aqui no quarto! Ele bebe pra caramba! Ele encheu a cara naquele dia, e começou a ver “Murasakibaras” em todos os cantos! Ele sempre amou aquele viciado em doces desde quando eram crianças! Himuro estava tão bêbado que achou que eu era o Murasakibara! Eu tinha acabado de tomar banho, estava me trocando, então do nada ele tirou a roupa e me jogou na cama! Eu tentei impedi-lo, empurrando seus ombros, mas ele me beijou quanto tentei protestar, e você chegou justamente nessa hora! Por favor, acredite em mim!

“Tenho que ir, tenho que ir

Tenho que ir e deixá-lo sozinho

Mas sempre saiba,

sempre saiba

Sempre saiba que eu te amo tanto”

Perdi a fala.

Então era isso?

Durante todo esse tempo que eu achei que ele estava me traindo, era só isso...?

Idiota.

Burro.

Estupido.

Imbecil.

Lerdo.

Retardado.

As lagrimas automaticamente vieram aos meus olhos. Eu queria bater em mim mesmo por ser tão... Arg!

“Eu te amo tanto

Eu te amo tanto”

– Tetsuya...

– CALA A BOCA! MAS QUE MERDA! TEM IDEIA DE COMO ESTOU ME SENTINDO?!

Kagami me soltou e perdi o equilibrou das pernas, caindo sobre os joelhos e comecei a bater a cabeça na parede.

– DROGA! DROGA! DROGA! TODO ESSE TEMPO EU ACHEI QUE VOCÊ TAVA ME TRAINDO! SABE O QUANTO FOI HORRÍVEL PARA MIM? PORRA! EU BEIJEI VOCÊ! EU SAÍ COM VOCÊ! EU DEI A MINHA BUNDA PRA VOCÊ! PORRA, EU TE FIZ UM BOQUETE! TEVE ATÉ UMA VEZ QUE VESTI A MERDA DUMA FANTASIA DE COELHO, POSIÇÕES IMPROVÁVEIS PARA O CORPO HUMANO E O CARALHO A QUATRO! PUTA MERDA! SABE COM QUANTAS PESSOAS EU TRANSEI DEPOIS QUE A GENTE TERMINOU E NENHUMA ME SATISFEZ!? AGORA EU SAIBO QUE VOCÊ NUNCA ME TRAIU E TE TRATEI DESSE JEITO HORRÍVEL POR TODO ESSE TEMPO! EU QUERO MORRER!

“Adeus, olhos castanhos

Adeus, por ora

Adeus, raio de sol”

Durante todo o tempo que falei continuei batendo a cabeça na parede, a ponto de nem senti-la mais. Meu nariz ficou entupido de tanto chorar. Enxuguei o rosto com a barra da camisa de Akashi e continuei largado ali no chão.

Até ouvi uma risada.

Isso mesmo, uma risada.

AQUELE FILHO DUMA RAPARIGA MAL COMIDA ESTAVA RINDO DE MIM!!!

– QUAL A GRAÇA?! – berrei.

O ruivo se contorcia e gargalhava feito um retardado, abraçado a barriga. Lagrimas escorriam por seu rosto.

– N-Não... É que... – mais uma crise de risadas. – você... É tão fofo... Eu te amo tanto...

Meu rosto corou furiosamente e mordi o lábio inferior, segurando um soluço.

– Me beija.

“Cuide de si mesmo

Tenho que ir, tenho que ir

Tenho que ir e deixá-lo sozinho

Mas sempre saiba,

sempre saiba

Sempre saiba que eu te amo tanto”

– An?

– Me beija! Me faz seu... – mais lagrimas escorreram por meu rosto. – outra vez...

“Eu te amo tanto

Eu te amo tanto”

Kagami agarrou minha cintura e me levantou tão rápido que nem consegui processar. Logo em seguida fui jogado violentamente contra a cama e os lábios do ruivo quase devoraram os meus.

– Eu esperei tanto pra te ter novamente... – murmurou adentrando uma das mãos em minha camisa. – tanto... – tomou meus lábios num beijo necessitado, tão intenso que um filete de saliva escorreu pelo canto de minha boca.

“Canção de ninar, distraia-me com suas rimas

Canção de ninar

Canção de ninar, ajude-me a dormir hoje à noite

Canção de ninar (canção de ninar)”

“Eu tenho que ir (adeus)

Eu tenho que ir (adeus)

Eu tenho que ir (adeus)”

– Esse cheiro... – sussurrou Kagami.

– Hm...?

– Esse cheiro é dele... – o ruivo quase rosnou. – essas marcas são dele...

Mordi o lábio inferior e desviei o olhar.

– Você fez com o Akashi hoje, certo?

– S-Sim... – gaguejei nervoso.

Kagami levantou-se furiosamente e passou as mãos nervosamente no cabelo, pegou o paletó de Akashi que eu usava antes e se afastou.

– Vou acabar com a raça desse desgraçado...!

– An? – sentei-me na cama. – espere! TAIGA!

Ele correu para fora do quarto e trancou a porta por fora.

– TAIGA! TAIGA ABRA ISSO! – soquei a porta. – ABRA AGORA!

Ele não me respondeu e ouvi suas passadas rápidas ecoarem pelo corredor.

Droga! DROGA! O que vou fazer? Não posso sair pela janela, estou no terceiro andar! Pensa Kuroko, pensa!

RIKU!

É ISSO, A RIKU!

Coloquei minha cabeça para fora da janela e comecei a gritar:

– MANGÁS YAOIS DE GRAÇA! ESTOU DANDO MANGÁS YAOI DE GRAÇA!

No MILÉSIMO DE SEGUNDO seguinte, a porta do quarto foi arrombada, voando para o outro lado do cômodo enquanto uma Riko e uma Momoi com olhos brilhando entraram no quarto.

– ONDE? QUANDO? QUEM?! – berrou Riku.

Passei direto por elas, ignorando seus rostos confusos por completo e corri como nunca!

Kagami vai fazer uma besteira, eu preciso impedi-lo!

Off. Pov Kuroko

“E deixá-lo sozinho

Mas sempre saiba (adeus)

Sempre saiba

Sempre saiba (adeus)

Que eu te amo tanto”

On. Pov Akashi

Já falei que odeio meu trabalho?

Pronto, eu odeio meu trabalho.

O secretario de Midorima (Takao), me entregara uma pilha de papeladas sobre a administração dos clubes.

– Mas não era para o Midorima estar resolvendo isso? – falei.

– S-Shin-san está ocupado no momento. – gaguejou Takao todo vermelho.

– Hm, certo, saia.

Ele quase caiu ao sair da sala e revirei os olhos. Aquele menino era um desastre.

Peguei um dos relatórios, não se passaram nem dois segundo e alguém bateu novamente na porta.

– ENTRE. – falei um tanto irritado.

A primeira coisa que reconheci foi a cabeleira escura, para logo em seguida ser devorado pelos belíssimos olhos azul-acinzentado escuro.

– Finalmente te achei, vim aqui mais cedo, mas você não estava. – disse aquela voz rouca.

Meus olhos abriram tanto que achei que fossem sair das órbitas.

– SHUUZOU?! – berrei.

– Senti sua falta também. – riu o moreno.

– O que está fazendo aqui?

– Que pergunta, hein? Eu vou estudar aqui.

– Mas como...

– Depois eu explico, mas agora... — aproximou-se me encarando seriamente. – precisamos conversar.

– Shuuzou eu...

“Eu te amo tanto (adeus, canção de ninar)

Eu te amo tanto (adeus)

Eu te amo tanto (adeus, olhos castanhos)

Eu te amo tanto (adeus)”

A porta da sala abriu-se com uma pancada alta, quase rachando a parede e um Kagami furioso passou por ela.

– AKASHI SEU FILHO DA PUTA! EU VOU TE MATAR! – quase estourou meus tímpanos de tão alto que gritou.

– MAS QUE PORRA EU FIZ DESSA VEZ? – gritei de volta.

– SABE MUITO BEM O QUE FEZ COM O MEU NAMORADO!

– QUAL O TEU PROBLEMA?! O TETSUYA ESTÁ NAMORANDO COMIGO AGORA! ACEITE DE UMA VEZ!

Então o ruivo fez a última coisa que eu esperava que fizesse.

POR QUE ESSE RETARDADO TÁ RINDO?!

– Engraçado isso... – disse ele sorrindo maldosamente. – por que agora pouco nos dois estávamos quase transando.

– Está mentindo!

– Estou? – ergueu o braço, me mostrando uma peça de roupa. – e isso aqui é o que? – jogou-a para mim.

Peguei a vestimenta e observei. Era o casado do uniforme, o que tinha demais? Então analisei-o melhor, e bem no cantinho, perto da gola, havia uma pequena marca de identificação.

Aquele casaco era meu.

Era o casaco que Kuroko pegara emprestado.

“Eu te amo tanto

Eu te amo tanto”

– Seu... – falei.

– O que está acontecendo aqui? – finalmente Shuuzou se manifestou.

Kagami pareceu finalmente reparar o garoto e ergueu as sobrancelhas, esquecendo a fúria por um segundo.

– Você não é o garoto dessa manhã? – disse ele.

– Sou... Kagami Taiga, certo?

– Sim. Mas o que você está fazendo aq...

– VOCÊ TOCOU NO MEU NAMORADO! – explodi. – COMO OUSA?!

– SEU?! – mais risadas. – TETSUYA É MEU AGORA! NUNCA MAIS IRÁ TOCA-LO!

Avancei para cima dele com o punho erguido, ia bater nesse maldito até que ele sangrasse.

Ele avançou também, erguendo o punho. No momento em que estávamos próximos de acertar o outro, a voz angelical de Kuroko nos parou.

– PAREM! – berrou ele colocando-se entre nós. – NÃO BRIGUEM!

– Tetsuya... – sussurramos ao mesmo tempo.

– Parem com isso! – chorou o azulado. – parem com essa disputa idiota! Não aguento mais isso!

As pernas dele estavam tremulas, sua respiração descompassada e os olhos vermelhos de tanto chorar.

– Por favor... – sussurrou baixando a cabeça.

Kagami e eu nos afastamos, fuzilando um ao outro com o olhar.

– Vamos Tetsuya. – disse Kagami.

Kuroko ergueu a cabeça, alternando o olhar entre mim e ele, apertando nervosamente as mãos.

– SERÁ QUE DÁ PRA ALGUÉM ME EXPLICAR QUE MERDA TÁ ACONTECENDO AQUI?! – explodiu Shuuzou.

Kuroko olhou para ele e suspirou.

– Nada. – disse o menor, e saiu da sala.

Ia segui-lo, Kagami também, mas Shuuzou se colocou na frente da porta e falou:

– Olha, eu não sei o que está acontecendo aqui, mas pelo o que vi ele precisa de um tempo, deixem-no a sós.

Kagami e eu tornamos a nos encarar, desviando e suspirando em seguida.

Ele passou bruscamente por Shuuzou, seguindo no corredor pelo lado oposto ao qual Kuroko ia. Enterrei as mãos no rosto e me encostei a mesa, suspirando pesadamente.

– O que você ainda tá fazendo aqui? – perguntei olhando para Shuuzou.

O moreno baixou o olhar e foi até mim, segurou minhas mãos e as afastou de meu rosto, encarando-me determinadamente.

– Eu quero você novamente.

“Adeus, olhos castanhos

Adeus, meu amor”

Off. Pov Akashi

Notas finais
HOHOHOHOHO MORRAM NA ANSIEDADE AGORA!