Notas iniciais
MEO DEOS EU VI UM EMO FEIO! Ok, muito normal começar as notas iniciais assim... MAS GENTE ERA UM EMO FEIO! ESSA RAÇA EXISTE! Não, minto. Ele não era feio, era normal. Fiquei chocada na hora do tipo "eles existem! Eles existem!". Mas voltando a fic... O titulo tá com esse "?" por que eu não sei qual o nome da banda. Só conheço a música por que é um dos encerramentos de Togainu no chi, se alguém conhecer, por favor me diga o nome! >.< bem, vamos ao cap!

“A fotografia desbotada

Trazer de volta a memória

A vida tinha um significado

E você deu o que tinha que ser”

On. Pov Kise

No final... Aomine estava certo.

Kasamatsucchi realmente estava dando em cima de mim, mas... Arg. É difícil pensar sobre isso.

– Kise, tudo bem? – perguntou-me Kurokocchi.

Eu o havia encontrado no terraço do colégio,ele estava chorando compulsivamente e assim que me viu desabou em meus braços, chorando feito uma criança ao se machucar.

– Estou. – dei um meio-sorriso.

– Mentiroso. – ele me encarou com aqueles enormes olhos azuis. – eu te conheço desde os seis anos Kise, sei quando está mentindo.

Baixei o olhar e suspirei.

– Tem razão...- sussurrei. – não está nada bem.

– Tem haver com o Aomine?

– Como você sabe?

Ele deu os ombros e olhou para teto.

– O clima entre vocês dois no dia em que fui viajar estava estranho. Pensa que não percebi?

– Hm. – deitei-me em minha cama e apoiei os braços atrás da cabeça. – sim... Nos. Hm. “Brigamos”.

– Por que?

Corei furiosamente ao lembrar-me do que Kasamatsucchi havia feito.

– N-Nada. – falei escondendo o rosto no travesseiro.

– Ô Kise suas orelhas estão vermelhas. – Kurokocchi as puxou.

– Ai, ai! – reclamei. – isso dói!

O azulado riu e deitou-se ao meu lado. Isso me lembrou daquele dia antes das férias, quando eu o... Hm... “Violei” por assim dizer. Isso não me ajudou a pensar...

– Kurokocchi. – falei.

– Hm?

– Desculpa pelo o que eu fiz contigo naquele dia.

– “Naquele dia?”, se refere há...

– Sim.

Ele de u um sorriso calmo e deu um beijo suave em minha testa.

– Está tudo bem. Isso é estranho, mas... Não é como se alguma coisa na minha vida fosse normal.

Ri de suas palavras e afaguei seus cabelos. Ele era tão pequeno para sua idade.

– Vai me dizer qual foi o motivo da briga agora? – insistiu.

Suspirei e soltei seus cabelos.

– Você não vai desistir não é?

– Não.

Sorri de canto e o puxei para mim, deitando sua cabeça em meu peito e ele se aconchegou, envolvendo minha cintura com os braços enquanto eu afagava seus cabelos.

– Aominecchi ficou com ciúmes do Kasamastucchi.

– Kasamatsu? Aquele seu senpai?

– Esse mesmo.

– Mas por quê?

– Hm.. O Kasamatsucchi gosta de mim. Nos saímos juntos uma vez, mas... Aominecchi interveio e me... “Roubou”, por assim dizer. – ah Kami, como era constrangedor falar sobre aquilo. – o senpai me ensina a tocar guitarra... – e contei tudo a Kurokocchi, menos a parte em que Kasamatsucchi havia me assediado.

Ele me escutou atentamente e quando terminei senti suas mãozinhas afagarem meu rosto num carinho quase que fraterno.

– Vai ficar tudo bem. – disse ele com um sorriso gentil. – eu sei como se sente.

“Agora, tudo é apenas um borrão para mim

Pergunto se você pode ver”

Kurokocchi estava realmente triste, eu podia ver em seus olhos vazios. Ele desabafara comigo e agora estava me deixando desabafar com ele, nos tínhamos um laço muito forte um com o outro. E apesar de todas as brincadeiras sabíamos quando um precisava do outro.

Essa é a diferença entre amigo e colega.

Pena que a maioria das pessoas não a percebe.

– Você o ama, não é?

– Sim. – respondi.

– Então por que não tenta conversar com ele? Explicar a situação?

– Você sabe como o Aominecchi é... Nunca irá me dar ouvidos.

– Já tentou?

– Não, mas...

– Então tente! – o menor se colocou de pé e ajeitou as roupas amassadas. – eu tenho algumas atividades para terminar, vou fazer a minha pesquisa na biblioteca. – pegou uma apostila e o estojo. – nos vemos mais tarde.

Deu-me um beijinho na bochecha e saiu do quarto.

Sentei-me na cama e cocei minha nuca. Como era trabalhoso ter um namorado. Sempre pensei que quando namorasse seria tudo as mil maravilhas, cheio de encontros, romances e tal... E quando finalmente consigo um, não é nada disso.

– ARG! – puxei meus cabelos e me joguei na cama, esperneando. – NÃO CONSIGO PENSAR!

Nesse mesmo instante a porta do quarto abriu e uma voz rouca disse:

– Finalmente percebeu isso loira? – tinha que ser Aominecchi.

Assustei-me ao ouvir sua voz e me sentei na cama, ajeitando meus cabelos.

– Isso não é da sua conta. – falei rispidamente.

O que? Eu ainda estava chateado, ok?

Coloquei-me de pé e me preparei para me retirar do quarto. Assim que cheguei perto da porta, senti uma mão firme agarrar meu pulso e fui virado bruscamente, sendo imprensado na mesma.

– Ei! O que você...

O moreno colou seu corpo ao meu, socando a parede ao meu lado e empurrando uma cocha descaradamente sobre meu membro coberto. Consegui ver seus olhos por um segundo antes do mesmo dirigir seus lábios ao meu ouvido e sussurrar roucamente:

– Já faz um mês. – com a outra mão agarrou minha cintura, colando ainda mais nossos corpos. – ainda não escolheu?

– M-Me solte... – sussurrei tentando empurra-lo, mas de nada adiantou.

“Diga-me uma história

Com um final feliz

Pesquisando a razão

Por que meu coração está batendo”

– Me diz loira, como está se satisfazendo? – a mão que segurava minha cintura deslizou sem pudor algum para minha bunda, apertando-a com força. – só ou... – colou seu hálito quente a minha pele. – está tendo a ajuda de alguém?

Meu rosto ruborizou violentamente ao lembrar-me novamente do que Kasamatsucchi fez e gaguejei:

– M-Mas é c-claro q-que não.

Assim que o disse, o moreno mordeu com força meu pescoço, me fazendo gritar.

– Mentiroso. Está com o cheiro dele. – moveu ambas as mãos em direção as minhas nadegas, apertando-as despudoradamente. – me diz... Aquele maldito te tocou aqui? – moveu sua cocha. – aqui? – lambeu meu pescoço. – ou... – uma das mãos puxou minha calça para baixo enquanto a outra deslizava por minha bunda e seus dedos acariciavam entre minhas cochas por cima do tecido. – aqui?

Senti minhas pernas ficarem bambas, minha respiração atrapalhou-se num gemido baixo.

– P-Pare... – gaguejei.

“No entanto, o sorriso

Tão longe

Ainda assim, eu sei o que eu vejo”

– Então Ryouta... – acariciou meu pescoço com a ponta do nariz. – ele é melhor do que eu? – continuou a acariciar o local, massageando-o habilidosamente. – é mais satisfatório do que eu? – levou dois dedos a boca e depois os dedos por dentro da box branca que eu usava. – ele realmente é bom assim quando te toca aqui? – penetrou-me com um de uma vez.

Arqueei as costas e gemi alto ao senti-lo me invadir daquele jeito.

Há um mês que eu sequer me tocava. Muito menos Aominecchi. Ao senti-lo assim... Fez todo o desejo que eu reprimia voltar numa avalanche.

“Em seus olhos

Seus olhos

A luz ainda brilha

Em seu coração

Seu coração

O amor vivo”

– N-Não faça isso... – consegui dizer ao tentar manter o controle de minhas pernas.

O moreno esfregou sua ereção contra a minha ainda por cima das roupas e colocou mais um dedo, fazendo-me quase gritar novamente. – n-não...

Eu não queria fazer aquilo agora. Nos dois precisávamos conversar, não podíamos manter um relacionamento tão inseguro como aquele. Onde nenhuma das partes confia no outro. Se fosse assim, não duraríamos mais que quatro meses.

– Aominecchi... – sussurrei sentindo minha voz falhar. – precisamos c-conversar...

– Você finalmente me escolheu? – seu rosto foi em direção ao meu, colando nossos narizes. – vai se afastar daquele cara?

Ah, Kami, eu me perdia naqueles olhos azuis tão escuros. Tão belos e confusos... Mas isso não era hora para me distrair.

– Por favor... Precisamos conversar... – tentei parecer sério, mas era difícil quando sentia meus olhos lacrimejarem, meu rosto queimar, e minha boca salivar tamanho era o prazer.

“Mesmo que tudo enfraqueça para a escuridão

Sempre somos um

Sim, nós somos um”

– Por favor... Daiki... – sussurrei.

O corpo dele paralisou no mesmo segundo.

Depois de alguns segundos retirou seus dedos e enterrou o rosto em meu ombro, abraçando-me com força.

– Desculpe... – murmurou.

Retribui seu abraço e ficamos assim por alguns longos minutos. Aominecchi sabia que quando eu estava realmente sério o chamava pelo primeiro nome, apesar de tudo, ele respeitava meu limite.

Pelo menos, na maioria das vezes.

– Eu nunca te traí. – afundei o rosto em seu pescoço. – confesso que... Kasamatuscchi até tentou algo – nesse momento o moreno debateu-se. — mas não deixei que continuasse. – apertei meus braços ao redor de seu pescoço. – eu te amo. Nunca te trairia. Você precisa aprender a confiar em mim.

“Você perdeu o futuro

Eu perdi o passado

Juntos no crepúsculo

Nosso voto na última

Mas e se eu...

E se eu...

Às vezes me faz pensar”

O corpo do moreno relaxou e ele se afastou lentamente.

– Me perdoe... – sussurrou. – eu... Sou um idiota... Eu nunca...

– Shh. – coloquei um dedo sob seus lábios. – está tudo bem. — Você... Me ama, não é?

Ele fez que sim com a cabeça e mordeu o lábio inferior.

– Mas aquele cara...

– Shh. – dei-lhe um selinho demorado e me afastei. – não vamos falar disso agora, ok? Eu estou aqui, você está aqui. Nos amamos, então nada mais importa, ok?

Ele novamente fez que sim com a cabeça e acariciou meu rosto suavemente.

– Não sei o que eu faria sem você... – sussurrou.

– Pois eu sei. Se livraria disso aqui sozinho. – apertei descaradamente seu membro por cima da calça. – o que acha de resolvermos isso?

– Kise, desde quando você é tão...

O calei com um beijo e o empurrei para a cama.

A tarde ia ser longa...

Off. Pov Kise

“Mas em seus olhos

Seus olhos

A luz ainda brilha

Em seu coração

Seu coração

O amor vivo”

On. Pov Himuro

– Incrível! – disse Murasakibara admirado. – Himuchin você é incrível!

Sorri e lhe estendi a bandeja repleta de doces.

Murasakibara havia me levado há uma loja que ficava perto do colégio, precisavam de um ajudante lá, um trabalho de meio período duas vezes na semana, então eu topei. O arroxeado ficara pasmo com minha facilidade em fazer qualquer tipo de doce, e sempre estava na loja durante o meu turno. Se bem que ele estava lá praticamente todos os dias...

– Tome Himuro-san. – a velha senhora, dona do estabelecimento, entregou-me um envelope. – nunca tivemos tantos clientes como agora, seu salario é mais que merecido.

Sorri para ela e me arrumei para ir em bora. Guardei o avental e troquei de roupas, pondo um simples jeans rasgado com uma camiseta preta e all star básico.

Se eu sou Emo?

Percebeu agora?

– Himuchin! Demorou! – reclamou Murasakibara pondo um pockt na boca.

– Desculpe... – sorri de canto. – não estava encontrando meus tênis.

– Hm. Vamos. – o arroxeado estendeu o braço e pegou minha mão, entrelaçando seus dedos aos meus. – nee, Himuchin, seus dedos estão gelados.

– A minha pele é fria... – senti meu rosto esquentar.

– Hm. Venha cá. – o maior me puxou para si.

Prendi a respiração a senti-lo me abraçar. Ele era tão quente, aconchegante, me encaixava perfeitamente em seus braços.

– Eh? Himuchin é realmente frio! – disse tocando meus braços.

– D-Deve ser por que sou muito branco. – dei a primeira desculpa que me veio à cabeça (N/A: todas as pessoas muito brancas que eu conheço têm a pele fria, alguém aí sabe explicar o por que?). – O t-toque de recolher já v-vai tocar, temos que voltar.

Murasakibara suspirou pesadamente e encarou-me, os olhos ametistas fixos nos meus.

– Hm... Seus olhos parecem feitos de chocolate. – disse ele.

– Chocolate?

– Sim. – segurou cuidadosamente meu rosto com suas mãos enormes. – você parece um nestle© chocolate branco com pedaços de diamante negro© Himuchin. – sua expressão dicou curiosa. – hm, será que têm o mesmo gosto?

– O q... – ele lambeu meus lábios.

“Mesmo que tudo enfraqueça para a escuridão

Sempre somos um

Sim, nós somos um

Sempre somos um”

– É realmente doce! – exclamou animado como uma criança.

Kami-sama...

– Himuchin, você está vermelho.

– É i-impressão sua! – dei as costas e acelerei o passo. – v-vamos logo!

Aquilo que ele havia feito não era “anormal”, quando nos conhecemos há anos atrás, aconteceu a mesma coisa.

Pena que ele não se lembrava de mim.

“Sempre somos um”

Off. Pov Himuro

Notas finais
*-------------* enton mi amores... Vou focar um pouquinho mais nos outros casais a partir de agora, ok? CALMA. Kuro-chan ainda é nosso querido protagonista, mas tava sendo privilegiado demais U.U a partir de agora focarei mais no aprofundamento das relações entre os personagens (filosofei!). E o passado de vários também irá aparecer! Mordidinhas e até o próximo cap!