Efêmera Ilusão
16 Capítulo XVI: Adam e Megan.
Notas iniciais
Duas semanas se passaram e eu completei meus quatro meses de gravidez, logo eu e Josh poderemos saber o sexo do bebê e Josh está em êxtase por isso.
Estamos encaixotando tudo para a mudança, que acontecerá amanhã de manhã. Estou muito animada com o rumo novo que nossas vidas irão tomar a partir de amanhã, e também porque agora vou ter minha própria família, só de pensar que serei mamãe um sorriso bobo surge em meu rosto. Espero que meu filho seja lindo e dedicado como o pai dele.
–Posso saber qual o motivo para o sorriso? – Josh me abraça por trás, beijando meu ombro.
–Estava pensando no quanto ficaria feliz se nosso filho nascesse parecido com o papai dele, gentil, dedicado, bonito, perfeito... – viro-me para ele, enganchando meus braços em seus ombros e beijo sua boca carinhosamente.
– Eu já falei o quanto amo você hoje? – Josh tem um sorriso apaixonado no rosto.
–Hum... Deixe eu ver... Acho que sim, mas pode repetir – dou risadinhas.
–Eu amo você, amo... amo... amo... e... amo – ele fala entre selinhos estalados.
–Vamos terminar de encaixotar essa bagunça, precisamos fazer isso de anoitecer, quero estar bem relaxada amanhã para poder arrumar tudo no nosso novo lar. – beijo-o mais uma vez.
Na mudança, ocorreu tudo como o planejado. Como estamos no meio da bagunça em nosso novo apartamento e não tenho como cozinhar algo para nós, minha mãe convidou-nos para almoçar lá.
Enquanto Josh dirige, percebo que ele está concentrado em seus pensamentos e resolvo interferir.
–Porque essa cara séria? No que você ta pensando – coloco minha mão em sua coxa, aguardando uma resposta.
–Estava apenas pensando... Depois de almoçarmos na casa da sua mãe, poderíamos encomendar o quarto do bebê, assim já fica tudo pronto.
–Você não acha muito cedo ainda para comprar o quarto? Temos que pintar as paredes e nem sabemos o sexo ainda... – olho confusa para ele.
–Eu sei amor, mas nós podemos apenas encomendar, você não queria os móveis do quarto na cor branca? – ele me olha rapidamente, voltando sua atenção para o trânsito.
–Sim... Você tem razão, podemos encomendar. Estava pensando em pintar as paredes de um amarelinho claro. – mordo o lábio, em dúvida – você gosta? De amarelo?
–Eu gosto do que você gostar – ele sorri carinhosamente – mas se você quer pintar de rosa ou azul... De qualquer jeito saberemos o sexo do bebê semana que vem. Podemos esperar.
–Amarelo claro fica bom, quero amarelo, sendo menina ou menino.
Minha mãe preparou uma salada Caesar deliciosa, já estou no segundo prato, ultimamente tenho comido muito, tenho que cuidar para não ganhar muitos quilos a mais.
–Vocês vão almoçar e ficar mais um pouco não é? Você está se mudando hoje e eu já estou com saudades, filha... – minha mãe passa a mão na minha.
–Não vai dar mãe... Eu e Josh vamos encomendar o quarto do bebê hoje a tarde, mas prometo vir lhe visitar em breve. Só preciso organizar tudo no apartamento. Você sabe como eu sou devagar com arrumações e pretendo ter o apartamento organizado para a chegada do bebê – solto uma risada, Josh coloca a mão em meu joelho e sorri.
–Até lá espero que já tenhamos terminado de arrumar tudo – ele diz.
–Eu ajudo vocês nas horas vagas, é só me avisar. – minha mãe diz, comendo um pouco de sua salada.
–Nós vamos deixar uma cópia das chaves do apartamento com você, sogrinha – Josh ri para minha mãe – sempre que quiser aparecer, será bem vinda.
–Só avise antes de ir entrando no apartamento mamãe... Vai que Lex e Josh estejam em um momento íntimo e a senhora atrapalhe! – Patt se manifesta, fazendo todos rir, coro na hora e Josh se engasga.
–Tudo bem, Joshua. Todos sabemos como meu sobrinho foi concebido. – Charlie ri, dando palmadas nas costas de Josh.
–Amor, olhe este quarto. – mostro a revista que folheio para Josh, onde há um quarto de bebê com as paredes em um tom marrom clarinho. – podemos pintar as paredes dessa cor e colocar os detalhes de azul ou rosa, dependendo do sexo do bebê.
Eu e Josh aguardamos enquanto o vendedor da loja faz o orçamento do quartinho do bebê. Escolhemos um berço americano, uma poltrona confortável macia, que será ótima para os momentos de amamentação, um criado mudo e um guarda-roupa pequeno.
–É uma boa idéia. Você prefere essa cor do que amarelo claro? – ele me olha, sentando na cadeira ao meu lado, em frente ao balcão da loja.
–Eu acho que fica melhor, mais original... – coloco minha mão na sua.
– O que você quiser Lex, é só escolher – ele sorri – mas se você quer minha opinião, eu também prefiro a segunda opção.
–Então é isso, quero este. – faço biquinho, esperando que ele me beije e ele o faz, rindo da minha cara.
Quando voltamos para o apartamento já está escurecendo. Comemos comida chinesa sentamos no sofá em frente a TV, olhamos um seriado que Josh gosta. Ele está totalmente concentrado no seriado e eu prefiro não falar muito para não estragar seu prazer. Homens...
–Você não sabe como eu queria tomar uma cerveja agora... Acompanhando essa comida deliciosa então... Hum! – digo fazendo beicinho e encarando sua cerveja suando de gelada.
–Daqui cinco meses você poderá tomar uma dessas, não fique triste – ele debocha da minha cara, puxando minhas pernas para seu colo e acariciando-as.
–São nessas horas que me sinto triste por ser mulher. – bufo e Josh cai na gargalhada.
Ele volta a se concentrar na TV e meus pensamentos voam para longe. Penso na primeira vez em que fiquei com Josh, na primeira vez em que transamos... No sexo maravilhoso que esse homem faz, me deixando louca como se fosse a primeira vez todas as vezes que me toca. Será que Josh amava Megan como me ama agora? O pensamento me incomoda e me sinto idiota por ter pensado nessa garota. Porque ela anda tão quieta, tão... Desaparecida? Por um momento sinto medo. Medo de que ela esteja tramando algo e eu não tenha ciência nenhuma disso.
–Você tem falado com Megan? – pergunto a Josh, olhando-o séria.
–Não. Porque está me perguntando isso? – ele me olha confuso, dando um gole em sua cerveja.
–É estranho ela estar tão quieta, do nada...
–Não se preocupe, ela não seria capaz de fazer mal a você. Ela não é tão ruim assim.
–Eu espero que você não esteja a defendendo. – olho-o intensamente, esperando sua reação.
–E eu não estou, não tenho motivos pra isso. E você sabe muito bem. Agora chega desse assunto. – ele me dá um beijo casto na boca, e sinto que ele ficou um pouco bravo com o que falei.
Volto a pensar em tudo. Quantas meninas Josh já deve namorado? Com quantas meninas ele já deve ter transado?... Queria lhe perguntar se ele já transou com a Violet, mas não sei qual seria a reação dele, agora. Não quero estragar essa noite.
–Você já transou com a Violet? – não consigo me conter e as palavras saem rápido de minha boca. Merda, Lex!
–Hoje você está impossível – ele responde, impassível, evitando me olhar.
–Ok, transou. Já entendi. – olho para meus dedos, me sentindo enciumada. Estou sendo ridícula. Ele nem me conhecia quando isso aconteceu...
–Porra, Alexandra! Sim, transei. Mas eu nem sonhava em conhecer você. – dou um pulo com o modo que ele fala – na verdade... Quando te conheci naquela festa eu pensei que nem conseguiria ficar com uma garota gostosa e difícil como você. E agora estamos aqui, praticamente casados. – ele força um sorriso, tentando consertar sua impaciência de segundos atrás.
–Vou me deitar, às vezes fico meio idiota, perguntando coisas sem sentindo... – levanto-me do sofá, indo em direção ao corredor.
–Lex, desculpe... Eu não quis ser estúpido. – ele segura meu braço, beijando minha mão.
–Boa noite – falo, assentindo e indo para o quarto.
Quando me deito na cama, me sinto triste. Não sei por qual motivo, minha mãe disse que toda grávida fica com os sentimentos a flor da pele e que nossas emoções são completamente inesperadas e... Loucas. Acho que é isso...
Afundo a cabeça em meu travesseiro, tentando esquecer essa tristeza repentina e as garotas que Josh transou e aos poucos vou pegando no sono.
Ao acordar, sinto que Josh está abraçado em mim, não consigo ver se está acordado por conta da escuridão do quarto, pego meu celular do criado mudo e vejo que são duas e meia da manhã, respiro fundo, olhando para o teto.
–Você ta chateada comigo? – Josh fala baixo com uma voz preguiçosa e tristonha, levo um susto, pensei que ele estivesse dormindo.
–Pensei que você estivesse dormindo... Não, porque eu estaria? – pergunto, abraçando-o.
–Perdi o sono. Por eu ter transado com muitas mulheres antes de você. – ele beija meu pescoço e mordisca.
–Ainda bem que foram antes... Pior seria se fosse depois de mim – rio baixo. – não estou chateada. Só me sinto... Enciumada por não ser a única a ter desfrutado de você. – suspiro.
–Eu também me sentiria assim no seu lugar. Dou graças a Deus por ter sido seu primeiro cara. – ele me dá um selinho – mas sabe de uma coisa?
–O que? – pergunto, aninhando minha cabeça em seu peitoral nu.
–Eu posso ter ficado com muitas garotas, ter transado com muitas...
–Vai ficar jogando na minha cara? – pergunto rindo e apertando seu braço forte.
–Mas... Amar, até agora, eu só amei você. – ele sussurra em meu ouvido, me fazendo arrepiar. – você é tudo pra mim, Alexandra. Meu mundo ganhou uma nova cor quando te conheci. Nunca duvide disso.
–Eu amo você, Josh. Nunca duvide disso.
Nos amamos até o amanhecer, meu corpo e meu coração adormecem felizes, com a idéia de ter sido a única amada por Josh.
Estou atendendo o cliente mais bonito que já vi na St. Mark’s. O cara flerta comigo na maior cara de pau, acho que ele ainda não viu que estou grávida. Ou se viu, ele é mais cara de pau do que eu imaginei. Ele é lindo mesmo, se eu não fosse comprometida e futura mãe de família, me jogava em seus braços na certa.
Viro o rosto enquanto ele escolhe os livros que quer e rio com meus pensamentos idiotas. Quando o faço, vejo Megan em um papo animadíssimo com Adam. O que? Eles se conhecem?
Ela me olha com um olhar venenoso e se despede de Adam, dando um selinho em sua boca, ainda me olhando. Não posso acreditar em meus olhos.
Conto os minutos para o cara bonitão ir embora, estou louca para perguntar para Adam de onde ele conhece Megan. Quando finalmente o cliente paga pelos livros. Vou em direção a Adam que arruma alguns livros distraidamente nas prateleiras de aventura.
– Você namora aquela garota? – pergunto a Adam como não quer nada.
– Namoro, porque? Está com ciúmes, Lex? – ele sorri maliciosamente, sinto meu estômago revirar.
– Não seja tão imbecil, Adam. Só queria saber porque a conheço. Como vocês se conheceram? – pergunto, intrigada, olhando-o.
– Não acho que isso seja da sua conta, Alexandra. Trate de cuidar do seu trabalho e não da minha vida. – ele responde com arrogância, deixando-me sozinha a olhar para as prateleiras de livros.
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