Robin chegou tarde. Atravessou o canteiro e caminhou pelo jardim que intermediava os apartamentos até estar frente à porta laranja com o número 305. Bateu duas vezes na porta com os nós dos dedos e rapidamente a mesma foi aberta. Já era tarde da noite, e fazia bastante frio. Megan abriu um lábios em um largo sorriso assim que o viu.

“Robbie.”

“Oi Meg.”

Ela abriu espaço e ele a seguiu, fechando a porta atrás de si. O apartamento equipado com aquecedor à gás estava bem quente, o contraste de temperaturas fez seu rosto arder um pouco. O apartamento pequeno e aconchegante tinha um leve aroma de baunilha; estantes suspensas nas paredes estavam repletas de livros e as paredes tinham um tom lilás fosco. Ele a seguiu até o quarto; Roland estava adormecido com os cabelos cacheados caindo sobre os olhos, e enrolado em um cobertor florido.

“Faz tempo que ele dormiu?” Perguntou o loiro e ela olhou para o garoto com os olhos cheios de carinho.

“Deve fazer uma hora, uma hora e meia.”

“Desculpe ter vindo tão tarde. Meu chefe inventou uma reunião na hora de vir embora.”

Ela o observava em silêncio. Havia algo de extremamente galanteador no segurança, algo que emanava proteção e ainda assim uma pequena, quase ínfima parte dele que desejava incessantemente ser cuidada. Imaginou que talvez estivesse se envolvendo demais e que estaria lendo livros demais sobre o comportamento humano, usando o pobre homem como cobaia de suas análises. “Não tem problema. Eu passo bastante tempo sozinha e Roland é um garoto doce e educado. Ele é uma boa companhia.”

“Se tiver compromisso amanhã me avise que levo ele para o camping.”

“Eu o aviso, Robin.”

Robin sorriu. Caminhou até a beirada da cama e afastou o cobertor, pegando o pequeno no colo; sua cabeça rapidamente caiu no vale entre sua clavícula e seu pescoço, ele segurou o corpo do menino contra o seu. “Obrigada, Meg. Eu não sei o que faria se não fosse você.”

“Se depender de mim, você jamais descobrirá.” Brincou, o sorriso retornando aos seus lábios. Ela era realmente muito bonita, pensou ele. Com cuidado, ele se debruçou e sem tirar Roland do lugar beijou-a na bochecha.

Robin refez o caminho até a saída, despedindo-se dela e atravessando o canteiro de volta para seu apartamento. Retirou as chaves do bolso frontal do jeans e abriu a porta, entrando em seu próprio apartamento. Uma mistura de simplicidade sofisticada e bagunça infantil o aguardava. Robin tinha um gosto minimalista. Quantos menos móveis, menor a bagunça e o trabalho em manter limpo. A maior parte da bagunça ali presente resumia-se a brinquedos e cadernos de seu filho, espalhados por todo canto. Fechou a porta atrás de si e caminhou até o quarto do mesmo. Não acendeu a luz para não atrapalhar o sono do mesmo; o conduziu até a cama no meio do quarto. Com a mão livre, puxou o edredom grosso com a estampa de flechas. Deitando-o ali, cobriu o corpo pequeno e frágil, mas não rápido o suficiente para escapar dos olhinhos grandes e redondos que agora o encaravam no escuro.

“Papa.”

“Volte a dormir, Rollo."

O pequeno abriu um sorriso. "Papa, você gosta da tia Meg?" Perguntou, os olhinhos piscando com curiosidade enquanto os pequenos dedos bagunçavam o cabelo do pai.

"Gosto. Ela é legal."

"Eu acho que você podia casar com ela e ela ser minha mamãe de mentirinha."

Os olhos de Robin abriram-se repentinamente após a fala do garoto. Sabia da carência materna de seu filho, ele tinha apenas seis anos e sua mente não era exatamente límpida com respeito à relacionamentos adultos. Em sua concepção aquela era uma solução fácil e simples. Desmenti-lo bruscamente só o deixaria chateado e eles poderiam conversar melhor em outro momento. "Não posso namorar com ela porque eu estou esperando a namorada dos meus sonhos."

"Que cor é o cabelo dela?"

Reconhecendo que o pequeno não estava interessado em voltar a dormir, Robin suspirou e o colocou alguns centímetros para o lado, ganhando espaço para se deitar ao lado dele. Descansou o tríceps no colchão e apoiou a mão na lateral do rosto. "Igual ao seu. Castanho escuro, liso, com ondas."

"E os olhos dela?"

Robin começou a rir. Por que mesmo ele entrara nessa brincadeira? "Os olhos dela são castanhos, com um fundinho caramelo, quase como a cor daqueles chocolates que a gente derrete pra fazer muffins."

Um sorriso lindo brotou nos lábios finos do garoto. "Ela vai ter um sorriso bem bonito?"

"Sim, me lembra o seu." Robin apertou com cuidado as bochechas do mesmo, fazendo-o rir deliciosamente. "É doce, tímido mas ao mesmo tempo brilha efusivamente."

"Papa?"

Os olhinhos dele começaram a fechar novamente, cedendo ao cansaço.

"Sim, Rollo."

"Essa mulher não existe. É melhor você procurar outra."

Robin soltou um riso espontâneo, e debruçou o rosto para beijar a têmpora do filho. "Tudo bem, macaquinho. Vou pensar em outra namorada. Bons sonhos."

O menino fechou os olhos e segundos depois a respiração calma e suave se fez audível. Robin fitou o teto do quarto, decorado com pequenas estrelas que brilhavam no escuro. Riu da inocência de seu filho e então percebeu que essa mulher existia sim. Ele tinha acabado de descrever Regina Mills.

***

Margot Bishop ergueu a taça cheia de Don Perignon e tocou a taça de Jake. Ele sorriu. Seus olhos detalharam sem pressa o contorno das pernas firmes, e o lugar onde a pele terminava e começava o vestido de linho branco.

"Nem pense nisso." Alertou ela, olhando-o por cima da taça.

Ele riu, dando meia volta na sala e focando sua atenção em um quadro pendurado na parede escura. Desde que fora destituído do B613 por uma manobra de Fitz e Cyrus, ele buscava nada menos do que a mais saborosa retaliação. E ajudar criminosos tornara-se o seu mais novo passatempo. A notícia de que a Kensington Empire estava expandindo seu território para a América estava em todos os lugares; e ele como amigo íntimo não perderia a chance de morder um pedaço desse bolo.

"Qual o seu alvo?"

"Me diga porque eu ousaria confiar em você, Ballard."

"C'mon, sweet. Eu sou seu amigo há anos."

"Sexo não é exatamente um atestado de genuína amizade e companheirismo. Se fosse, Ben ainda estaria comigo."

Ele a encarou. "Ainda?"

"Ainda."

"Ele sempre um ponto sensível para você."

Margot terminou de beber seu drink e sorriu. "Assim como Olívia é para você."

"Por que nos permitimos amar as pessoas erradas?"

"Não nos cabe decidir. O coração impõe o que quer, Jake."

"Vai me contar sobre o alvo?"

Ela riu. "Não." Caminhou até ele e pousou ambas as mãos em seus ombros, fincando o polegar em sua clavícula e iniciando uma massagem suave. "Eu espero que você me tire algumas dúvidas sobre Frank Delfino."

"Depende o que eu ganho com isso." Murmurou ele, cedendo ao seu toque.

Ela se inclinou na ponta dos pés e plantou um beijo na linha da sua jugular. Em seguida tocou sua orelha com os lábios. "Estou disposta a negociar." Sussurrou.

Jake mordeu o lábio inferior, cogitando o que poderia lucrar. Sim, valia a pena. "Faça as perguntas."

***

Desgosto salpicava no céu de sua boca. Ela havia passado horas entre escolher o penteado perfeito, a maquiagem perfeita, o vestido que lhe caia como uma luva e exaltava seu corpo curvilíneo; e ele sequer se dera ao trabalho de permanecer ao seu lado. Cercada por dois seguranças e uma mesa vazia, ela sentiu como se fosse um lobo solitário sem uma alcateia. Como se não pertencesse a lugar algum, a nada ou a ninguém.

Bebeu mais um longo gole de seu vinho. A banda tocava algo com referências de pop rock; o salão lateral estava preenchido por uma espécie de valsa que ela acreditava ser cantada por Edith Piaf. Casais enamorados dançavam devagar, os pés moviam-se com suavidade e atenção, as mãos pousadas com carinho sobre os ombros ou sobre a base do quadril. Ela adorava a elegância e a sofisticação de uma dança de salão mas podia contar nos dados quantas vezes o marido a agraciara com tão demonstração de afeto.

Olhou para ele, que conversava elegantemente com uma loira alta de cabelos curtos. Ele sorria como há muito tempo ela não via, tocando o braço dela e olhando em seus olhos. Sentiu seu peito ardendo de ciúmes, de decepção e ressentimento por ele fazer dela uma presença invisível em sua vida. Bebeu outro gole do vinho. Sua cabeça começou a pulsar e ela gemeu com a súbita dor. Levantou-se, e Stuart a acompanhou a uma distância segura até que ela chegou ao parapeito da grande sacada. O jardim era gigantesco e as árvores haviam sido decoradas com luzes de led, criando assim uma atmosfera luminosa que a lembrou do natal que passou em Paris.

Robin estava encostado no parapeito a alguns metros de distância, com um cigarro nos lábios. Desconfiou que ele não a tinha visto e sua desconfiança se confirmou quando os olhos dele se arregalaram ao notar sua aproximação, o cigarro quase escapando por entre seus lábios. "Sra. Delfino."

"Sr. Lockhood."

Ele riu com o cumprimento e ela sorriu. Stuart permaneceu afastado dos dois, os olhos fixos em algum lugar distante. Robin tragou o cigarro, inalando a fumaça e depois deixou que a mesma escapasse lentamente por entre seus lábios — e por alguma razão que ela atualmente desconhecia, achou aquele movimento absurdamente sexy.

"Eu não sabia que fumava."

"Não é um hábito. Fumo quando estou estressado." Ela ergueu as sobrancelhas, surpresa com a afirmação. Ele percebeu o gesto e seus músculos cederam, denunciando seu cansaço.

"Talvez eu devesse fumar."

Ele virou-se para ela. Regina estava encantadoramente linda. O cabelo estava preso em um coque cujos fios soltos lhe traziam romantismo, os brincos de esmeralda contrastando com o vestido verde musgo que apertava o pequeno corpo e o tornava ainda mais tentador do que costumeiramente, revelando pequenos pedaços de pele descoberta por todo o corpo. Seus lábios cheios estavam cobertos por um batom quase do mesmo tom da sua pele, harmonizado com os olhos escuros e aprofundados pela sombra escura e cílios postiços. A mulher era uma verdadeira obra de arte, a personificação das mais belas pinturas feitas por mãos humanas.

"Estragaria seus dentes perfeitos."

"Então você acha meus dentes perfeitos?"

Ela tinha um sorriso desafiador nos lábios e sua vontade de rir passou da suportável quando a pele do rosto dele ficou ligeiramente vermelha. Ela gargalhou, fazendo-o fitar o chão. "Você é engraçado, Robin."

O nome dele escapou por entre seus dentes antes que ela pudesse segurá-lo. Como um movimento ensaiado, ele ergueu o rosto e nenhum dos dois poderia explicar como, mas seus rostos estavam perigosamente próximos. O coração dela disparou com aquela proximidade que por algum motivo até então desconhecido a deixava nervosa. Os olhos de Robin estavam fixos nos seus, como se ele tivesse caído em uma súbita hipnose. Segundos depois, ela sentiu quando as íris azuis firmaram seu foco em seus lábios. Por um segundo, ela cogitou que ele fosse beija-la e ela percebeu que a ideia não lhe incomodava.

Como se um sino tocasse em seu cérebro, ela despertou do transe e se afastou. "Eu... Vou procurar meu marido."

No minuto seguinte ela havia atravessado às portas que lhe davam acesso ao grande salão.

***

Stuart Grant não estava pronto para todas as ramificações de seu trabalho. Ele não esperava que o casamento de algum rico lhe traria tantos dilemas. O fato de ter percebido que rolava alguma química entre seu mentor e a esposa de seu chefe era por si só mais do que ele gostaria de saber.

Mas aquilo fora absolutamente nada. Ele a seguiu quando ela subiu as escadarias da gigantesca casa, e quando atravessaram o grande salão. E ele estava exatamente atrás dela quando a mesma abriu aquela porta, deparando-se com uma morena seminua sob o colo de seu chefe. Entretidos na maneira como ela subia e descia sobre seu corpo e pela maneira com que ele lambia seu pescoço, nenhum dos dois sequer notou que eram assistidos. Stuart fechou a porta sem fazer barulho, ainda sem saber o que fazer. Regina ficou parada, fitando a porta fechada. Ele olhou em volta e considerando que a maioria das portas naquele corredor eram quartos, ele ousadamente tocou o braço dela. O toque pareceu desperta-la e ele a guiou respeitosamente para uma das outras portas.

Chamou Robin pela escuta, fechando a porta e deixando-a dentro do quarto. Ele ficou parado na porta, sentindo-se extremamente mal por ela. Do que havia convivido com Regina, a via como uma mulher educada e sensível e apesar de ciente das frequentes traições do marido, bem, vê-las acontecendo era imensamente mais doloroso.

Demorou apenas alguns minutos para que Robin aparecesse na ponta do corredor. Ele caminhou até Stuart com o semblante preocupado. "O que houve? Eu não posso ficar segurando sua barra todas as vezes que tiver alguma dúvida, Grant."

"A esposa viu o chefe com outra mulher. Não tinha isso no treinamento, senhor." Respondeu Stuart. Ele parecia aborrecido, e Robin entendeu que aquilo ia muito além do profissional. Era um dos ossos de ofício da profissão, os raros momentos onde a humanidade era requerida para o controle dos danos.

"Tudo bem, garoto. Fique aqui. Vou ver o que podemos fazer."

Robin bateu na porta e colocou o rosto na fresta da mesma. "Senhora Delfino, posso entrar?"

Ela respondeu quase que inaudivelmente entre um soluço e outro, mas ele ouviu e com isso deu um passo à frente. Entrou na suíte espaçosa e fechou a porta atrás de si. Regina estava sentada na beira da cama e ele aproximou-se, mas procurou respeitar seu espaço. Ela o encarou, e ela percebeu que era a segunda vez em pouco tempo que ele a via chorando, compactuando com sua vulnerabilidade. Não sentiu pena ou piedade vindo do olhar dele e agradeceu internamente por isso. Robin a encarava com respeito e talvez, preocupação.

"O que a senhora deseja?"

Ela teve vontade de rir. Talvez nem ela mesmo soubesse a resposta para aquela pergunta. Talvez estivesse tão perdida em sua dor que qualquer coisa que parecesse real fosse aceitável. Qualquer migalha de atenção — e era exatamente isso que Frank lhe dava: migalhas de afeto as quais ela se segurava desesperadamente.

"Eu só queria que ele me olhasse como olha para essas mulheres. Eu gostaria que meu marido me enxergasse. Você faz ideia há quanto tempo ele não me toca? Mas lá está ele transando com uma desconhecida no casamento de um amigo nosso. Como se eu fosse desinteressante. Como se não tivesse valor."

Regina recusou-se a olhar para o segurança, mas sentiu-se aliviada por poder falar o que sentia em voz alta. Confiava no segurança, e sabia que podia falar o que quisesse — mesmo que no dia seguinte ela ficasse envergonhada demais para olha-lo nos olhos.

Robin por sua vez usou todo o autocontrole existente em sua essência para não dizer nada que o comprometeria. Nada que o colocasse em uma posição de vulnerabilidade perante o homem que pagava seu salário. Não podia dizer a ela o que pensava — de fato ele não podia sequer pensar o que pensava. Era transpassar seus valores morais. Seus princípios. Infringir o código de conduta. Falar o que pensava denunciaria sua falta de imparcialidade e denunciaria que ele tinha julgado as atitudes da chefia. Ele optou pelo silêncio, o coração pesado por ver uma bela mulher sentindo-se profundamente quebrantada.

"Eu me arrumei especialmente para ele e Frank não fez sequer a gentileza de me tirar para uma dança."

Robin levantou-se e caminhou até ela, parando na sua frente. Ela o fitou com confusão estampada em seus belos olhos cor de chocolate. "O que é isso?"

Ele estendeu a mão na sua direção, nunca quebrando o contato visual. "Dance comigo."

"Robin, não podemos fazer isso." A voz dela saiu esganiçada em um sussurro.

Ele sorriu, os dentes alinhados e brancos aparecendo. "A senhora quer dançar e meu trabalho é providenciar a essa família exatamente o que precisarem. Não farei nada inapropriado, Sra. Delfino."

O argumento era válido. Ele estava apenas cumprindo sua função — trabalhando. Ela colocou a mão sobre a dele; o toque fez com que arrepios percorressem todo o seu corpo. Robin delicadamente desceu as mãos até a linha de seu quadril e a segurou, seus dedos encontrando a pele desnuda e fazendo com que ela deixasse escapar um baixo suspiro. Ela deslizou os dedos até pousar a mão sobre seu ombro. Ela o fitou, e ele deu os primeiros passos, guiando-a. Eles estavam valsando sem valsa e se não estivessem tomados pela eletricidade resultante do toque entre suas peles, eles teriam rido daquilo.

Robin a levava com cautela, passos cuidadosos e harmoniosos; um branco apossou-se da mente dela — ela adorava dançar e fazia tanto tempo que sentiu-se sequestrada momentaneamente por um familiar prazer — e ela fechou os olhos. Ele continuou, o ritmo suave; ergueu a palma em que ela segurava e com um leve toque impulsionou-a para um giro delicado, retomando o passo duplo lento em seguida.

Ela não sabia explicar mas naquele momento ela sentiu-se plena, como se o problema que há minutos a atormentava já não fosse tão intenso assim. Robin rodopiou a mais uma vez e ela acelerou o giro, batendo com tudo contra o peito dele e quebrando o movimento. Ele ainda estava com a mão na base de seu cóccix e agora ela estava pressionada contra o tórax dele, as duas mãos pousadas sobre seu peito. Ela olhou através da profundidade dos olhos azuis, perdendo-se no tempo. Um toque na porta os fez despertar daquele momento. Robin afastou-se de maneira suave e ela o encarou enquanto ambos ouviram Stuart dizer que seu marido havia pedido o carro. "Obrigada, Robin."

"Às suas ordens, Sra. Delfino. Estou aqui para servi-la."

Ela sorriu para ele, e caminhou até a porta. Quando a mesma se abriu, ela encarou o jovem loiro a sua frente e depois seguiu caminho pelo corredor, sem dizer nada. Stuart virou-se para Robin, que continuava parado no mesmo lugar, ainda tentando decifrar o que havia acontecido ali.

"Se me permite dizer, senhor, parece que não sou o único encrencado aqui."

Quando Robin ergueu a cabeça, o rapaz já havia desaparecido. Confuso e ainda sentindo a deliciosa eletricidade que o toque das mãos dela causaram em si, ele ajeitou sua postura e seguiu caminho até a saída dos carros.