Notas iniciais
A historia vai explorar temas como viagem no tempo, multiverso e o Efeito Borboleta e será protagonizada pelos personagens Leon que continuará sendo um policial da RPD e a Ada Wong que nessa historia será uma Professora de Física e cientista. Sem mais delongas, vamos ao Prólogo!

"Quanto tempo dura o eterno?

Às vezes apenas um segundo."

(Alice no País das Maravilhas)



Em Algum Lugar Perdido No Espaço-Tempo...

— Olá, Ada! Até que enfim você acordou. — Diz um homem velho vestido com um manto preto aveludado. Ele estava sentado no que parecia ser uma espécie de Trono como se fosse um Rei.

— Que lugar é esse? E quem... Quem é você? — Ela havia acabado de despertar naquele lugar estranho se sentindo desorientada e com medo daquele velho, embora algo nele lhe parecesse familiar.

— Alguns me conhecem como Senhor do Tempo, ou o Destino... Ou até mesmo o Destruidor. — De fato ele parecia irradiar uma energia forte, poderosa e muito, muito tenebrosa.

— Por que não disse logo que você é Deus? — Isso a fez parar e pensar sobre o lugar ao seu redor e o que tudo aquilo significava. — Mas, se você é Deus... Então, aqui é o paraíso? E se estou aqui, então... eu morri?! — Por um breve momento, ela pensou sobre isso e sobre o próprio estranho que estava diante dela. — Isso quer dizer que eu estou aqui para o meu julgamento final? E o Senhor Todo Poderoso, vai decidir agora se... Se eu devo ser absolvida, ou punida pelos meus pecados. — O velho deu uma gargalhada medonha que fez suas entranhas se contorcerem de medo e incerteza.

— Você é uma cientistas que só acredita em equações e fatos comprovados. Você sempre agiu mais pela lógica do que por suas emoções. Aliás, você sempre põe o seu coração em segundo plano.

— Uau! Parece que o senhor sabe tudo sobre mim. Então, vai me fazer acreditar que é Deus?! — Ela usou de ironia para enfatizar o quão descrente se sentia sobre toda aquela conversa e aquele estranho lugar. Aliás, aquele lugar em nada lhe fazia lembrar de algo semelhante ao céu descrito pelos cristãos. Não parecia um lugar de paz, ou cheio de luz e de beleza divina. Parecia mais um espaço escuro, frio, distante e, perturbadoramente, silencioso cujo o único som que se podia ouvir era de suas vozes ecoando por toda parte. E com certeza, aquele homem não podia ser Deus.

— E eu também sei que você, Ada, nunca acreditou em Deus e, nem tampouco, na existência de um céu ou inferno. — O velho tinha razão, ela nunca foi religiosa e apenas era crente em suas próprias convicções.

— Exatamente. Eu sou uma cientista que trabalha com a lógica. Que sempre necessita encontrar um significado que faça sentido para cada mínima coisa que existe no universo. — Ela parou e reavaliou a situação em que se encontrava e constatou que nada daquilo parecia real. — Por exemplo, nós aqui e agora, nesse lugar tão estranho... Eu acho que é tudo fruto do meu subconsciente. E na verdade eu estou dormindo em meu quarto e tendo esse sonho louco. — Subitamente, o velho se levantou de seu trono e caminhou até ela sem vacilar nenhum momento, com seu manto preto deslizando pelo chão. Ele parou na frente dela fazendo-a ficar assustada e recuar um passo para trás.

— E se eu te provar que isto é bem real. Que eu sou bem real e que não sou um desconhecido? — De forma inesperada, Ele pegou a mão dela e segurou entre as suas mãos frias e pálidas. E naquele instante em que suas mãos se tocaram, o rosto do velho marcado pelo tempo foi se transformando em um rosto jovial, bonito, sem nenhum resquício de imperfeição, seus cabelos grisalhos deram lugar a cabelos castanhos sedosos e aqueles olhos azuis impetuosos, logo, se tornam familiares e calorosos. E, repentinamente, a jovem cientista começou a ter alguns vislumbres de memórias vividas ao lado daquele homem. Desde o momento em que se conheceram e de como essa relação cresceu através do tempo e gerou um fruto que deveria uni-los pela vida toda, até o momento em que tudo se perdeu e terminou de forma tão trágica.

— Mas, o que é isso?! — A sua voz não passava de um sussurro fraco.

— Você não se lembra? São memórias... São pequenos fragmentos de suas memórias. — Dizia novamente o velho.

"Droga! Isso não é real! Não pode ser real!" Assim que conseguiu se afastar dele, ela passou a brigar com a sua própria mente, desesperada por fugir daquilo que achava ser um pesadelo terrível. Ada bem que tentou encontrar alguma porta de saída, ou qualquer rota de escape. No entanto, quanto mais se movia por ali e tentava escapar do velho, mais foi percebendo que era impossível encontrar uma saída, ou descobrir onde era o começo ou fim. Era como se estivesse presa dentro de um labirinto e a única coisa que podia guia-la e impedi-la de se perder por completo, era a voz impetuosa dele.

— Você sempre acreditou na ciência. E através da sua fé inabalável na ciência, você se tornou obcecada por uma única coisa... Uma coisa que era inatingível. — A cientista fechou os olhos e tentou dar as costas ao velho, na tentativa de ignorar as suas palavras, porém a voz dele estava ecoando por todo o lugar, tornando aquilo muito real. — Você decidiu desafiar outros cientistas e até as próprias leis da física para construir uma máquina do tempo... Você se lembra disso?

De repente, a sua mente se encheu de flashbacks e Ada passou a se lembrar de como a sua obsessão havia se iniciado. Ela queria construir uma máquina do tempo para voltar ao passado e rever as pessoas que havia perdido ao longo de sua vida, além de poder mudar as suas escolhas erradas. Nesse instante, outro flashback surgiu em sua mente... Era uma lembrança do momento em que teria sido sugada pela força gravitacional de um gigantesco buraco profundo e escuro e depois acabar, incansavelmente, caindo e caindo e caindo e nunca conseguindo chegar a lugar nenhum. Era como se tivesse despencado num profundo e obscuro abismo sem fim.

— Eu preciso, desesperadamente, saber que lugar é esse? E por que eu estou aqui? Se isso não é um sonho, então, o que é? O que significa tudo isso? E você... Quem é você de verdade?

— Eu já disse quem eu sou!

— Para mim você continua sendo um estranho e louco que acha que é Deus. Então, apenas pare com esse joguinho doentio! — Ela estava gritando insanamente.

— Eu nunca disse que era Deus. Mesmo assim, eu sempre estivesse com você em todos os momentos de sua vida, até antes de você nascer. — E o velho permanecia tão imperturbável e tranquilo. —Em algum ponto da sua história, eu fui o homem que um dia você amou e em outro eu fui uma força invisível que você não podia ver, mas podia sentir. Você me transformou no próprio Destino.

— Isso não faz sentido. — Imediatamente, um sentimento de pânico a dominou.

— Vou lidar algo que seja lógico pra você acreditar. — E, como num estalar de dedos, o Senhor do Tempo lhe mostrou toda a sua vida como se fosse um filme passando em câmera lenta e ela fosse um mero telespectador. — Eu sou fruto daquele Buraco de Minhoca que vocês cientistas tentaram construir. E este lugar é o resultado da distorção do espaço-tempo. Aqui você não está nem viva e nem morta. Você ainda está lá dentro do buraco de minhoca em queda eterna.

— Como eu faço pra parar isso? Isso tem que ter um fim! — A cientista praticamente estava lhe suplicando.

— Você só conseguirá chegar ao final, se descobrir como tudo isso começou.

— O quê? Eu não estou entendendo nada.

— Por que você realmente decidiu construir uma máquina do tempo? — O velho lhe perguntou de repente parando o tempo em uma cena aleatória, onde mostrava uma menina em seus 4 anos que parecia tão inocente e feliz, sem imaginar o destino cruel que lhe esperava.

— Eu queria voltar ao passado e mudar algumas escolhas. Ou melhor, eu gostaria de resetar tudo. — A cientista acreditava que mudar o passado, também mudaria o futuro. Uma segunda chance para fazer tudo diferente e mudar a sua vida e, talvez, impedir que outros desastres acontecessem.

— Como o Senhor do Tempo, eu posso te levar de volta para qualquer momento no passado... Porém, quando retornar, você nunca lembrará desse momento aqui e nem lembrará de cada escolha errada que já fez antes. Talvez, você será bem sucedida e consiga mudar tudo... Ou, talvez, irá falhar e tudo vai se repetir, exatamente, do mesmo jeito. Mas saiba que, de uma forma ou de outra, haverá consequências no final.

Para voltar ao passado e mudar o seu destino, eles vão descobrir que cada pequena decisão pode mudar, inesperadamente, o futuro.


Notas finais
Eu espero q vcs curtam e embarquem nessa nova jornada comigo. Afinal, "A ESCOLHA Q VOCÊ FAZ HOJE, DETERMINARÁ O SEU FUTURO AMANHÃ." Bjus e até o próximo capítulo!