Efeito Borboleta

10 Capítulo 9


Notas iniciais
Oi pessoal, eu sei que o último capitulo foi tenso e neste tem ainda alguns momentos tensos, mas no final tem um momento muito doce. *_*

Os corredores branco encardido, repletos de pessoas em macas improvisadas em toda a sua extensão, eram ainda mais frios e tristes do que os corredores do San Magno. Ainda assim, era uma frieza diferente daquela que Félix se lembrava. No seu antigo local de trabalho, era tudo claro, bonito e bem cuidado, mas a frieza estava nos rostos das pessoas que ali circulavam, pessoas que, assim como ele, só pensavam em ganhar dinheiro, sem ter uma preocupação real por aqueles que lhes rodeavam. Obviamente, haviam exceções, mas no geral eram pessoas superficiais com muito pouco entendimento sobre o que é realmente importante na vida, ele inclusive. Aqui no entanto, era possível ver em cada rosto o sofrimento, mas também algo mais, algo que Félix apenas começou a entender, a duras penas, porém ainda não sabia explicar, algo puro, algo vindo da alma. Resiliência? Talvez. Ou talvez fé.

O homem alto de andar elegante, percorria a passos largos e apressados os corredores daquele pronto atendimento, olhando atentamente para cada semblante a procura de um rosto loiro de cabelos escovados. Sua pressa lhe impedia de prender a atenção neste ou naquele caso, embora, algumas vezes era impossível ignorar o olhar sofrido ou as feridas e marcas deixadas pelos acidentes que ali os trouxeram. No seu encalço vinha Jonathan tentando parar o pai que praticamente fugira da sala de observação.

— Pai, espera, vai mais devagar. Você está machucado devia estar em observação.

— Não posso Jonathan, eu tenho que encontrar o Niko. Preciso saber como o filho dele está, aquele carneirinho deve estar desolado igual a um carneirinho tosquiado. Félix falava sem parar ou olhar para o filho que o seguia.

— Você está esquecendo que ele te bateu. Pai! Jonathan puxou o pai pelo braço, fazendo-o parar e se virar para encará-lo.

Félix olhou atentamente para o filho que o fitava preocupado e as imagens do atropelamento algumas horas atrás vieram vivas em sua memória.

Uma chuva fina havia começado a cair embaçando lentamente o para-brisas a sua frente. Félix olhou para o lado, no banco do passageiro seu filho cochilava com a paz de uma homem sem pecados. Félix respirou fundo , ele queria ter essa mesma paz ao pousar a cabeça no travesseiro à noite. Seus pecados eram grandes demais, ele suspirou conformado e quando olhou pra frente viu um garoto a poucos metros de distância atravessar a rua correndo. Felizmente a velocidade que ele vinha dirigindo era bem abaixo da normal para aquela via, e Félix juntou os pés no freio, mas a camada fina de água formada pela chuva fez o carro derrapar e não foi possível impedir o contato com o garoto.

Ele ouviu o barulho ensurdecedor causado por aquele contato e depois sentiu um dor intensa na ponta de sua testa, mas aquilo não o impediu de sair do carro e ir ver como estava aquele garoto que Félix não sabia de onde tinha saído.

Ainda atordoado com o acidente Félix não percebeu o homem que veio em sua direção e o socou tão forte que o fez cair no chão. Foi por instinto que ele cruzou os braços acima de sua cabeça na defensiva a espera dos próximos golpes, que não vieram, e, ao olhar novamente qual não foi sua surpresa quando ele viu Niko sendo segurado por seu filho. _Niko!!! Ele pronunciou seu nome, mais para si mesmo do que na tentativa de chamá-lo. Mas por alguma razão, sua voz surtiu efeito e o carneirinho o olhou nos olhos, e, por um instante Félix desejou que ele não o tivesse feito. Sua expressão sombria e pávida não combinavam com a imagem doce, meiga e serena que o moreno tinha daquele homem.

A partir dali o caos se formou, Niko se desvencilhou dos braços de Jonathan e foi socorrer o filho que agora se levantava todo coberto de sangue. Suas palavras não eram eloquentes e ele repetia a mesma pergunta várias e várias vezes. Um grupo de pedestres se aproximaram, entre eles Félix reconheceu a Dra. Silvia que ao lado de Niko tentava manter o garoto deitado no chão. Félix ouviu o filho chamar seu nome. _Pai, pai... pai, olha pra mim. Ele desviou o olhar do garoto coberto de sangue para encarar o filho.

—hum...

—Pai. Você está machucado.

— O quê?

—Sua testa esta sangrando.

Ele pôs a mão na testa e depois viu o sangue em seus dedos, mas aquilo não era nada perto do garoto que Niko agora acariciava debulhado em lágrimas. _ Eu tô bem Jonathan. Ele é quem precisa de ajuda. Chama uma ambulância. De repente ele se deu conta de tudo o que estava acontecendo.E continuou a gritar. _Chama uma ambulância!!!

_Calma pai. Jonathan tentava acalmá-lo enquanto ele gritava suplicando por ajuda. _Pai. Jonathan o segurou quase o sacudindo para que ele parasse de gritar. _Eu já chamei o socorro, eles já devem estar chegando.

—Pai. Você está me ouvindo. A voz de Jonathan trouxe Félix novamente de volta para o presente.

— Jonathan eu atropelei o filho dele, você viu, o garoto estava caído sangrando... Ai meu Deus, não quero nem pensar no que pode ter acontecido. Félix pôs as mãos no rosto e se virou em seguida para continuar a sua busca seguido de perto por seu filho.

— Não foi sua culpa pai, o garoto entrou na sua frente do nada, inclusive você estava andando bem de vagar.

— Eu sei meu filho, mas é o filho dele, eu acho que eu teria a mesma reação se visse você caído no chão todo ensanguentado daquele jeito. Félix se virou parando para encarar o filho que ficou emocionado com a inesperada declaração de amor do pai.

— Ele não vai querer falar com você pai. O rapaz concluiu.

— Eu sei, mas eu preciso saber como o filho dele está, preciso saber se ele vai ficar bem. O olhar aflito de Félix foi o suficiente pra convencer Jonathan. Ele ainda não achava aquilo uma boa ideia, seu pai havia batido a cabeça no volante ao frear o carro e ainda levado um soco, que agora estava ainda mais nítido devido a sua pele alva, mas ele entendia a sua angústia. Sem falar que, ele também estava preocupado e queria notícias. Então ele acenou concordando e ambos continuaram a busca.

Eles andaram por mais alguns minutos pelos corredores do hospital até que avistaram um homem loiro, sentado numa cadeira encostada na parede. Seus cabelos estavam desajeitados de maneira tal que os cachos que ele sempre insistia em esconder eram bastante visíveis agora. Sua cabeça estava encostada na parede e o rosto um pouco inclinado para o alto, numa clara demonstração de exaustão, bem diferente do Niko que o atacara minutos atrás.

Félix se aproximou devagar analisando atentamente cada detalhe do amigo que ele não via há anos, seus olhos estavam fechados mas o sofrimento em seu rosto era pungente. O ex administrador ficou mais alguns segundos observando-o atentamente. Embora seu corpo estivesse jogado sob a cadeira ele não parecia relaxado. O rosto claro e alegre que Félix se lembrava, estava triste e sujo com algo que ele não tinha certeza, mas concluiu que fosse sangue. Os traços de seu rosto estavam mais finos, e a barba escondia parcialmente algumas linhas brancas que formavam um caminho de seus olhos até se perderem no meio de sua barba rala, provavelmente causadas por lágrimas que ali estiveram a pouco. O moreno seguiu aquele caminho de lágrimas até chegar ao seu maxilar que estava enrijecido mostrando toda a tensão escondida naquela postura calma. Aquela imagem distraiu Félix por alguns segundos, mas o barulho de uma porta batendo ali perto, fez Niko se mexer alerta e voltar o rosto na direção de Félix.

— O que você está fazendo aqui? Niko perguntou com a voz abalada.

— E-Eu... eu queria...

Félix não teve tempo de responder, pois o homem loiro levantou-se num impulso, como se tivesse recebido uma injeção de adrenalina direto no cérebro. _ Por sua causa meu filho está dentro daquela sala. Niko falou enquanto caminhou em direção ao homem moreno parado ali na sua frente, mas se deteve brevemente ao ver o rapaz ao seu lado segurar-lhe o braço protetoramente.

— Niko eu...

— Você o quê? Você sente muito? O grande Félix Khoury sente muito? Niko sorriu sarcasticamente.

Félix abriu a boca mas não disse nada.

— Você atropelou meu filho Félix. Niko aumentou o tom de voz, enquanto apontava o dedo em direção ao homem, que ele um dia fora extremamente grato por lhe ajudar a recuperar seu filho, este mesmo filho que agora estava trás da outra porta sabe-se Deus em que estado.

— Niko...

— Eles costuraram a cabeça dele... Niko o interrompeu. _ ele pode ter quebrado a cabeça... sabia? E se isso aconteceu, se ele tiver quebrado a cabeça, se cair sangue em seu cérebro ele...ele... Niko não conseguiu acabar de falar, pois foi tomado pelas lágrimas.

Félix ficou olhando aquele homem a sua frente, aquele homem que sempre fora alegre, positivo e de bem com vida, mesmo quando estava sendo quase expulso de casa pela falsa amiga e o ex companheiro ele ainda conseguia ser sarcástico sem tanta acidez. Ele agora estava ali, aos prantos, arrasado com as terríveis possibilidades que poderiam suceder ao seu filho. Aquilo mexeu com Félix tão profundamente que num impulso ele puxou-o pelo cotovelo e o abraçou, deixando que ele chorasse em seus braços.

—SShhhiii... sshh. Ele falava enquanto acariciava os cabelos e as costas daquele carneirinho indefeso.

O som da voz de Félix sussurrando em seu ouvido, o toque leve em seus cabelos e os braços protetores em volta dos seus, foram o suficientes para derrubar as barreiras que Niko construiu, durante os últimos quatro anos, entorno de si. Niko, então, fechou os olhos e se deixou envolver por aquele abraço. A verdade é que ele estava muito cansado, cansando de lutar sozinho, sofrer sozinho, chorar sozinho....

Há anos eram apenas ele e Jayminho, não que ele não fosse feliz. Ele era! Apesar da falta que ele sentia de Fabrício, ele amava a vida que construiu com seu filho, ele o amava muito. _ Vamos pensar positivo... Ele ouviu a voz anasalada de Félix novamente em seu ouvido. _ ...vai ficar tudo bem. Aquelas palavras foram o incentivo que faltava para dar ânimo ao loiro.

Niko então soltou-se dos braços de Félix, passou as mãos nos olhos com determinação e olhou firme para os dois homens a sua frente. _Você tem razão! Ele vai ficar bem. Niko falou esperançoso e olhou para a porta atrás de si. _ Ele tem que ficar bem. Ele repetiu menos confiante, porém ainda positivo.

— Vai! Félix reforçou confiante, e pegou no braço do amigo puxando-o novamente para a cadeira ali próxima. _ Vem Niko, senta aqui. Félix o sentou na cadeira, sentando-se ao seu lado. Jonathan ficou em pé encostado na parede em frente olhando-os atentamente um tanto surpreso com a paciência que ele não se lembrava de ter visto antes em seu pai.

Niko se deixou levar pelo moreno, seja pelo cansaço que lhe acometeu, ou pela doçura hipnotizante na voz de seu amigo. E quando ele sentou-se novamente na cadeira, voltou a olhar para a porta a sua frente e começou a falar. Desta vez, porém, com mais calma. _ Eu dei um tapa nele. Ele disse repentinamente. _Nós estávamos brigando e ele disse uma coisa e eu... eu perdi a cabeça e dei um tapa nele. Um lágrima caiu de seus olhos. _ Eu nunca tinha levantado a mão pra ele antes Félix, eu juro. Niko olhou para Félix, que apenas acariciou lhe os cabelos mas, permaneceu calado. _ Por isso ele saiu correndo. A voz de Niko continuava calma. _Eu corri atrás dele, tentei alcança-lo, mas quando eu vi, ele já estava atravessando a rua. Eu gritei, mas ele não parou. Félix, ele não parou e... é tudo culpa minha.

— Hey... hey... Félix levou as duas mãos ao rosto de Niko e segurou com firmeza fazendo com que ele o olhasse nos olhos. _ Foi um acidente. Niko balançava a cabeça negativamente, mas Félix manteve a firmeza. _Foi um acidente. Ouviu! O fato de vocês terem brigados não te faz culpado de nada. Foi um acidente. Félix repetiu.

Niko fixou o olhar naqueles olhos negros, eles eram intensos, profundos e sinceros. Aquele homem a sua frente, não sabia o que tinha ocorrido, foi injustamente acusado e, oh meu Deus levou um soco meu e, ainda assim, insistia em ajudá-lo. Niko desviou levemente o olhar para observar a marca roxa que estava cada vez mais nítida em sua bochecha. _ Obrigado! Ele disse docemente.

Félix tirou as mãos do rosto de Niko antes de soltar uma de suas brincadeiras. _ O quê? Tá pensando que é assim, obrigado e acabou? Na-na-ni-na-não... Félix falava e gesticulava com as mãos. Niko franziu a testa pois não conseguiu perceber a brincadeira a princípio. _ São pelo menos 3 meses de sushi e sashimi. O Moreno fez o nr 3 com os dedos. Em seu rosto um sorriso malicioso, tentando descontrair o clima tenso com a espera interminável por notícias.

— Seu bobo. Niko sorriu timidamente e colocou as duas mãos no peito do amigo batendo devagarinho. _Só você mesmo pra me fazer rir numa hora destas. Em seguida ele pousou sua mão direita no maxilar esquerdo do homem a sua frente e com o polegar acariciou a região do rosto onde um colorido roxo e púrpura era cada vez mais aparente. _ Me desculpe. Ele falou abalado. _ Eu... eu estava nervoso e... Félix balançou a cabeça indicando que aquilo não era importante. _ Não Félix, eu não tinha o direito, eu vi o que aconteceu, eu sei que não foi culpa sua... Félix levou sua mão esquerda ao rosto e segurou a mão de Niko cujo toque ainda beijava-lhe a face. _ Você não precisa pedir desculpas carneirinho.

Mas antes que Félix pudesse, falar mais alguma coisa, a porta ao lado de Jonathan se abriu e um homem vestido de branco com um jaleco da mesma cor saiu lá de dentro segurando uma pasta nas mãos.

—Senhor Nicolas Corona. Ele olhou para os dois homens que imediatamente se levantaram e foram em sua direção, mas apenas Niko respondeu.

— Sou eu.

O médico o olhou um pouco cético. _Você é o pai de Jayme Corona?!

— Sim, eu mesmo. O médico olhou-o e depois para Félix com uma desaprovação que Niko conhecia bem, e que vinha se intensificando bastante recentemente, mas preferiu não dizer nada para evitar problemas.

— Eu tenho aqui o resultado da TC do seu filho. O médico entregou a pasta branca para Niko que começou a lê-la convulsivamente enquanto o médico falava, mas ele não sabia o que ele entendia menos, aquilo que estava escrito no papel ou as palavras que o médico à sua frente falava em voz alta, ele ouviu a palavra “preservada” e depois “não há focos de hemorragia” e Niko não sabia se ficava aliviado ou ainda mais preocupado.

Vendo a agonia no rosto de Niko Félix interrompeu o médico.

—Pelas contas do rosário doutor. Fala em Português. Como o menino está?

O médico levantou o olhar e encarou Félix não muito feliz com a interrupção, mas depois aliviou a expressão e com um leve movimento na boca que ambos interpretaram como um sorriso, ele concluiu. _ Seu filho está bem, sem lesões craniana, o que normalmente é nossa preocupação.

Niko respirou aliviado, mas logo lembrou-se de todo o sangue que cobrira seu filho. _ Tem certeza doutor... o médico o olhou sério. _ ...quero dizer... desculpa é que tinha tanto sangue...

— A região onde se deu o corte é muito irrigada e por isso tanto sangue, mas você não tem com o quê se preocupar. Mas em todo caso, pelo seu relato o garoto desmaiou na hora do acidente e apresentou confusão mental, desta forma, vamos mantê-lo aqui em observação por 24 horas.

Niko pôs a mão direita no peito e novamente voltou a se preocupar, mas o médico logo percebeu e tratou de acalmá-lo. _ Não se preocupe, trata-se apenas de precaução, uma vez que houve uma concussão.

— Obrigado Doutor. Niko sorriu aliviado.

— Infelizmente não temos leitos disponíveis, e como o caso de seu filho não é grave ele ficará na pré-internação.

— O senhor quer dizer no corredor né doutor? Félix interrogou, já acostumado com hospitais públicos. O médico assentiu desconfortável. _ Estamos num hospital público e infelizmente temos mais doentes do que leitos.

Niko assentiu compreensivo, mas Félix estava menos tolerante. _ É claro que eu sei né doutor. Porque neste país, eles são bons pra cobrar imposto, mas pra fornecer hospital de qualidade... Ele criticou fazendo uma careta.

—FÉLIX!!! Nico o repreendeu.

— Que foi Nico, falei alguma mentira? Nada contra o senhor doutor, mas é um absurdo as condições deste lugar. Félix olhou ao redor, para as pessoas que perambulavam, algumas razoavelmente bem, outras se contorcendo em macas.

— O senhor tem razão, mas infelizmente eu tenho que trabalhar com o que tenho, e no momento não temos leitos, e seu filho está bem, eu sinto muito, mas ele precisará esperar na pré-internação.

— Não ele não... Nico tentou esclareceu mas Félix o interrompeu.

— Tudo bem doutor, mas podemos transferí-lo para um hospital particular não podemos? E sem esperar a resposta ele pegou o celular e começou a procurar por algo enquanto falava. _ Eu vou ligar para Paloma Carneirinho, tenho certeza que há leitos disponíveis no San Magno.

— Félix, não precis...

— Eu não aconselho remover o garoto agora. O médido interrompeu. _... ele já foi medicado, e precisa descansar. Além do mais, os procedimentos de remoção são burocráticos e vocês podem conseguir a liberação quando ele já estiver tendo alta.

— Pai, ele tem razão, é madrugada, não acharemos nada aberto pra tentar esta transferência agora.

—É Félix. E você ouviu o doutor, o Jayminho está bem. Graças a virgem santíssima. Niko falou contente.

— Ah, mas eu devo ter dançado um funk no sermão da montanha, pra ter que ficar aqui de braços cruzados deste jeito.

O médico apenas acenou, informou que em alguns minutos eles trariam o Jayminho e seguiu o corredor, parando logo em seguida para atender uma emergência.

— Niko, você tem certeza eu pos...

— Tá tudo bem Félix. Muito obrigado! Se não fosse você acho que eu tinha morrido aqui de tanta angústia este tempo todo esperando por notícias.

— Imagina Niko, eu já disse que não foi de graça, afinal a companhia de Félix Khoury é preciosa. Félix piscou sorridente e ficou ainda mais contente ao perceber que conseguiu novamente ver um lindo sorriso no rosto do Sushiman.

Notas finais
E aí gostaram? Comentem, please... :* Apenas para esclarecimentos, não entendo nada de medicina e a explicação dos sintomas do Jayminho e do resultado da TC eu tirei de experiência própria. Sim, há dois anos meu marido caiu da escada e vocês não acreditam quanto sangue, e meu desespero foi maior quando ele começou a repetir a mesma pergunta várias e várias vezes, como se tivesse esquecido o que eu falava. Mas no final, graças a Deus, não houve fratura (assim como o Jayminho) foi apenas um corte horroroso. Sobre o hospital público, enfim, não sei como é em SP, mas em BH o SAMU sempre leva o acidentado para um hospital público.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.