Efeito Borboleta
6 Capítulo 5
Notas iniciais
O restaurante estava com pouco movimento naquela tarde de domingo. Niko havia passado a manhã com filho, eles foram ao parque, jogaram bola, tomaram sorvete, Niko tentou mais uma vez puxar a língua do filho sobre as coisas da escola, amigos, namoradas, mas este se fechou e Niko achou melhor não insistir. Eles almoçaram juntos, depois Niko foi para o restaurante, pois havia ficado com o turno da noite naquele dia. Enquanto o movimento ainda era fraco, ele aproveitou para colocar em ordem a contabilidade do restaurante. Sentado em uma mesa de canto mais ao fundo, Niko usou esta desculpa para pensar nos últimos acontecimentos. Seu filho mais velho, aquele que ele acolhera com tanto amor, estava com ciúmes de seu filho mais novo. Uma crianças que nem mesmo fazia parte de suas vidas e ainda assim... Aquilo fez Niko avaliar o quão bom pai ele estava sendo para Jayminho. Será mesmo que ele estava excluindo o filho mais velho? Porque esta era a única explicação para que ele ficasse assim tão magoado. Lá atrás quando ele e Eron decidiram adotar um criança, ele acreditou que estava realizando o seu sonho de ter uma família completa. Mas depois de tudo o que aconteceu, Niko não conseguia mais imaginar aquela família como antes... Uma família em que havia ele, seu companheiro e os filhos. Agora a sua ideia de família completa era ele e os dois filhos. Talvez por ter doído tanto a traição de Eron, talvez por ele ter aprendido a viver sozinho, só ele e o filho. O fato é que Niko não conseguia mais imaginar dividindo sua vida com outra pessoa, se entregando ao amor sem reservas. A única coisa que ele ainda sonhava era em ter o Fabrício na sua vida novamente. E ele ficou tão obcecado com isso que deixou de lado seus sonhos e até mesmo seus desejos. Mesmo porque aquela concepção de relacionamento que ele tinha era falsa. Não existia. Amor, romance, fidelidade... Isso era coisa de livros.
É verdade que ele às vezes sentia que não iria conseguir, na verdade neste exato momento ele sentia que tudo estava indo por água abaixo e que ele sozinho havia fracassado, mas por outro lado, já dizia o ditado ‘antes só do que mal acompanhado’. O problema é que às vezes Niko sentia uma solidão tão grande, sentia a falta de um ombro amigo, de ter alguém para dividir seus medos, de ter um corpo quente nas noites frias lhe acariciando o peito, beijando o pescoço...
Seus pensamentos foram cortados quando ao esbarrar sem querer na pilha de papel em cima da mesa, os mesmos voaram se espalhando ao seu redor. Niko olhou novamente para o computador à sua frente e em seguida para os papéis espalhados pelo chão. Ele se levantou calmamente e abaixou-se para pegar cada um daqueles documentos e recoloca-los sobre a mesa. O volume de papel só vinha aumentando dia após dia, e Niko sabia que precisava organizar aquilo tudo. Seu contador já vinha alertado há anos que ele precisava de um Administrador para ajuda-lo já que ele fazia questão de continuar como Chef e o movimento do restaurante vinha aumentando consideravelmente. Niko sabia que ele estava certo, mas ele vinha adiando esta decisão. Cada dia por um motivo diferente, mas estava ficando cada vez mais difícil para ele conseguir administrar tudo sozinho e Niko acabava super atarefado tendo que trabalhar até tarde da noite, ultimamente depois que Jayminho ia dormir, para conseguir dar conta de tudo. O loiro acabou de pegar os documentos, deu um longo suspiro e colocou-os novamente em cima da mesa.
Ele olhou ao redor e observou que e alguns clientes já começavam a preencher as mesas. Ele sabia que tinha que terminar aquele trabalho, mas hoje ele realmente não estava com cabeça para números, foi neste momento que ele viu Silvia e Patrícia entrarem no restaurante. Ao longo dos anos eles se tornaram bons amigos, primeiro devido a todas as atribulações que o Niko passou com relação ao Fabrício, depois a Silvia (ele não a chamava mais de doutora) veio se aconselhar com ele sobre a adoção. Niko ficou comovido em saber que advogada, agora amiga, não podia ter filhos, e, quando chegaram as crianças, tanto Patty quando Silvia sempre falavam com ele sobre suas dificuldades com os filhos, família, etc. Quando Niko viu suas amigas sentarem ele abriu um largo sorriso e decidiu por postergar aquela parte enfadonha do seu trabalho e ir falar com elas. Ele fechou o notebook, guardou os papeis em uma caixa e levou tudo para o escritório no fundo do restaurante.
Quando Niko voltou já estava vestindo sua indumentária habitual e foi falar com suas amigas. _Oi meninas como vão? Ele falou sorridente.
—Tudo bem. Ambas responderam de maneira não síncrona. _Obrigada pelo menina. Silvia emendou sorrindo.
—Que bom vê-las aqui, faz um tempo que vocês não vêem no Gian. Niko continuou com seu jeito simpático e sorridente, mas na sequencia pôs a mão na cintura e falou seriamente. _ Não me diga que vocês me trocaram por outro. Soltando uma gargalhada.
— Imagina Niko, não trocaríamos você por nada neste mundo. É mais fácil eu trocar o Michel. Paty brincou e Niko colocou a mão na boca para abafar o riso, tal qual outro par de olhos verdes, porém em tamanho miniatura fizera três dias atrás.
— Mas falando sério Niko, estes últimos dias foram muito complicados eu estou com uns processos de divórcio bem difíceis, e pra piorar a Julia teve uma virose. Sabe como é né, febre, vômito, etc.
— Ai tadinha. Sei sim querida. Niko confirmou sabendo exatamente como isso funciona.
— E eu, nem te conto. Fiquei sem babá então o Michel teve que ficar com os plantões noturnos pra gente revezar pra ter alguém pra ficar com o Michelzinho depois da aula. Ficamos numa correria que você nem imagina.
— Ah eu imagino. É assim comigo toda vez que a Adriana tira férias. Niko falou movimentando as mãos. _ Agora tem sido mais fácil por que o Jayminho já está maior. Se bem que, depois do que aconteceu esta semana, nem sei... Niko falou sem pensar.
— Porque o que aconteceu? Foi a Paty quem perguntou.
—Ai meninas, o Jayminho está numa fase tão difícil. Arredio, conversa comigo só por monossílabos, quer ficar só nestes joguinhos de internet. Niko sentou à mesa com as amigas. _ Sabe o que ele me disse outro dia quando eu o mandava largar o computador e estudar? Ele disse que vai ser um Game tester e que pra isso ele não precisa estudar, basta continuar jogando. Vocês acreditam? Niko não conseguia esconder sua amolação, enquanto as duas mulheres a sua frente riam da perspicácia do garoto.
— Ai Niko, isso é normal na idade dele, você não precisa se preocupar, você vai ver, quando ele tiver 17 anos o drama será a escolha da profissão. Fica tranquilo. Silvia tentou tranquilizar o amigo.
— Eu sei Silvia, mas é tanta coisa sabe... O Jayminho é um ótimo filho, não tenho nada que reclamar dele, mas não deixa de ser um desafio atrás do outro sabe. E, às vezes eu sinto que não estou fazendo um bom trabalho, como pai sabe.
— O que é isso Niko! Tá pra nascer um pai melhor que você. Paty foi quem pontuou.
— É verdade. Silvia concordou.
—Ai meninas, obrigada. Niko estendeu os braços ao longo da mesa para segurar as mãos das amigas. _ Mas, não sei... Eu às vezes sinto que sozinho não vou dá conta. Quinta-feira o Jayminho... Niko parou tentando encontrar uma forma de dizer o que aconteceu sem citar o Fabrício. _ Ele tinha eliminatórias de vôlei. Isso é importante pra ele, eu sei o quanto ele gosta do time. E, eu mais ainda, pelo menos não é vídeo game. Niko viu as amigas concordarem com a cabeça. _ Enfim, ele tinha esse jogo importante mas não me contou, quando cheguei em casa a Adriana estava enlouquecida por ele não ter voltado para casa. Eu fiquei enlouquecido junto né. Mas quando ele chegou que eu fui questioná-lo por não ter me dito, ele me perguntou pra quê já que eu não iria mesmo! Niko tentou controlar a emoção na frente das duas mulheres em sua frente.
— Nossa Niko!!!
— Oh meu querido!!!
Elas falaram ao mesmo tempo.
— Mas você não tem conseguido mesmo acompanha-lo?
— Acho que... Niko engoliu em seco antes de continuar a falar. _Ai não sei, é tanta coisa. Tem as coisas do dia a dia lá de casa, a escola e agora o Jayminho na pré-adolescência... é cada dia uma coisa e ainda tem o restaurante, que está cada dia mais movimentado, graças a Deus, longe de mim reclamar, mas o problema é que durante o dia não consigo fazer essa parte burocrática sabe e aí tenho que varar noite pra conseguir fazer tudo a tempo de mandar pro contador... Niko falou tudo de uma vez sem nem parar para respirar direito.
— Nossa Niko, eu sei muito bem como é isso. Esses dias mesmo que o Michelzinho estava sem babá e com Michel fazendo plantão à noite, estava uma correria sem tamanho. Leva menino pra escola, deixa a roupa na lavanderia, faz janta e aquele hospital que demitiu mais da metade dos funcionários quando o Dr. César foi preso e nada de contratar de novo. Olha vou te falar que nos últimos quinze dias nem deu tempo de ter assim... uma noite quente com meu gato. Paty falou já com ar provocante. _ Tô quase esquecendo como é o... Ela fez um movimento com a mão brincando com o tema.
— Nem me fale, há anos que eu não sei o que é isso.
— Como assim?
— Anos?
Silvia e Patrícia falaram quase ao mesmo tempo.
— Hã? Eu falei anos?
— Falou sim.
— Eu ouvi anos...
— Imagina gente... Niko ficou ruborizando.
— Niko, fala sério. Anos?
— Ah... O shushiman foi ficando cada vez mais vermelho.. _ Então sabe como é né. Desde que eu me separei do Eron.
— O quê?
— Niko você não transa desde que separou do Eron?
Novamente Silvia e Patricia falavam quase em conjunto.
— Sssshhhh. Quê isso meninas está todo mundo olhando.
— Niko! Isso já tem quatro anos? Silvia baixou o tom de voz pra falar.
— Quatro anos sem sexo!!! Patrícia também falou mais baixo, mas ainda assim foi mais alto do que Niko gostaria o que o deixou vermelho como um pimentão.
— N-Não exatamente gente. E-Eu tive um ou dois...
— Um ou dois??? Patrícia não conseguia disfarçar a surpresa.
— Talvez três... Ai gente eu não lembro.
— Você não lembra se transou uma ou duas vezes nos últimos quatros anos!?! A Patrícia foi quem falou novamente levantando a voz.
— Patrícia!!! Niko a repreendeu olhando ao redor pra ver quantos clientes ouviram.
— Desculpa Niko, mas é que eu estou horrorizada.
— Ah... também não é pra tanto vai.
— Como não! Tá maluco! O que você fez, voto de castidade?
— Não, claro que não... eu só... não sou do tipo que tem um encontro casual. Eu gosto de conhecer a pessoa e... Niko travava todo pra falar sobre isso, mesmo sendo com duas amigas queridas. _ Eu não vou pra cama sem estar apaixonado. Pronto falei!
— Niko, de que planeta você veio? Paty continuou incrédula.
— Eu tenho que concordar com a Patricia Niko. Nem a minha mãe pensa assim.
— Eu sei gente, mas eu... eu tenho isso comigo... eu até saí com esse ‘amigo’ algumas vezes e... “rolou”. Ele sorriu sem graça. _Mas aí a gente viu que não tínhamos os mesmos interesses e, enfim... foi isso.
— E isso tem quanto tempo? Que mal lhe pergunte.
— Ah...
— Nikooo.
— Mais de um ano.
— Mais de um ano?!? Patrícia quase gritou.
— Shhhsss!!! Niko a repreendeu.
— Mais de um ano?!? Ela repetiu em voz baixa.
— Eu já disse, eu não gosto de encontros casuais, e, mesmo que eu gostasse. Não tenho tempo pra isso gente. Vocês ouviram o que eu disse? Casa, filhos, restaurante, contas...complicado, né? Niko gesticulava as mãos com os cotovelos apoiados na mesma e arqueava a sobrancelhas como quem quer tentar explicar seu ponto.
— Niko, a Patricia tem razão meu amigo. Você precisa de alguém, nem que seja uma amizade colorida.
— Amizade colorida! Niko falou descrente.
— Um relacionamento sem compromisso, ou com compromisso...
— Ou uma boa duma transa...
— Patrícia!!! Silvia repreendeu a amiga.
— O quê?
— Você não está ajudando.
— Como eu não tô ajudando? Silvia ele tá há mais de um ano sem molhar o biscoito, amiga isso enlouquece qualquer um.
— Patrícia, às vezes eu acho que você precisa de um médico viu?
— Eu?!?
— Sim, Você. Não ouviu o que o Niko falou? Ele é romântico.
— Amiga, depois de 3 meses na seca, que se dane o romance...
— Heloooo. Eu ainda tô aqui, vocês não estão vendo não?
— Desclupa Niko.
— É desculpa. Mas meu querido, você vai mesmo enlouquecer deste jeito. Enquanto Silvia falava, Patricia concordava veementemente com a cabeça. _ E eu Não estou falando só de sexo não. Silvia frisou a palavra sexo olhando para a amiga. _ Todo mundo precisa de alguém, um companheiro, um namorado...
— Ahh Silvia, eu também pensava assim sabe. Eu sempre quis ter uma família, desde muito cedo, este sempre foi meu sonho... Mas quando o Eron me traiu daquela forma. Niko engoliu em seco, mas se controlou pra não chorar. _ Sabe o que foi pior do que me trair com a Amarylis, foi ele tirar meu bebê de mim como ele fez. Niko frisou o nome da Amarylis e fechou o punho pra controlar sua raiva ao falar sobre a perda do Fabrício.
— Niko. Pensei que você já tinha superado essa história do Fabrício. Silvia falou preocupada.
— C-Claro que eu superei Silvia... Niko percebeu a gafe que havia cometido. Q-Quer dizer, eu sei que o fabrício é filho daquela ‘fura-olho’ com o Eron... Eu sei disso, sei que ele tem que ficar com eles. Mas... Niko respirou fundo tentando controlar as lágrimas. _ Mas eu nunca vou deixar de amá-lo, não importa quanto tempo passe ou quantas horas de terapia eu faça. Eu sempre vou sentir como se tivesse perdido meu filho, se eles pelo menos deixassem eu me aproximar dele... Desta vez ele não teve força suficiente para controlar as lágrimas.
— Ai Niko, não chora que eu vou chorar também. Patrícia falou já enxugando as próprias lágrimas.
— Oh meu amigo!!! Silvia acariciou seu braço se solidarizando com ele. _ Eu queria muito poder fazer alguma coisa por você. Neste momento um brilho surgiu nos olhos de Niko.
— Você pode Silvia. Você pode me ajudar a derrubar aquela ordem de restrição para que eu possa pelo menos me aproximar do Fabrício novamente. Vê-lo crescer...
— Niko! A gente já conversou sobre isso não conversamos?
— Já. Eu sei. Desculpa. Ele falou, enxugou os olhos e respirou fundo se recompondo.
— E a gente estava falando em te arrumar um namorado. Patrícia tratou logo de voltar ao assunto original pra quebrar aquele clima ruim.
— Oi?
— É isso mesmo. A Patrícia tem razão. O que você precisa é de um namorado.
— Meninas, eu sei que vocês tem a melhor das intenções...
— Niko. Silvia falou docemente. _ Deixa a gente te ajudar? E Niko não resistiu ao olhar da amiga. Além do mais, ele estava mesmo sentindo falta de ter alguém ao seu lado. Tudo bem que ele não acreditava mais em amor eterno, como se vê nos romances e nas novelas. Mas ele podia encontrar alguém de quem ele se afeiçoasse, alguém por quem ele fosse ter um sentimento bom, uma cumplicidade...
— Tudo bem. Mas eu ainda tenho minha vida gente, não dá pra ignorar isso... Minha casa, o restaurante, um filho pré-adolescente que eu não posso, principalmente agora, me afastar. “E o Fabrício” ele pensou mas não ousou dizer em voz alta. _ Como vou arranjar um namorado? E eu espero que vocês não pensem que eu vou flertar com meus clientes. Ele falou pra não deixar brechas.
— Num site de relacionamento.
— Eu posso te apresentar um amigo.
Silvia e Patrícia, falaram ao mesmo tempo novamente. Mas desta vez foi Silvia quem olhou pra amiga incrédula. _ Como é que é? Enquanto Niko ficou apenas parado olhando pra ela sem acreditar.
— Ah gente, não me olha assim, tá cheio de gente que marca encontro por estes apps de relacionamento. Não tem nada demais. Deixa eu te mostrar. Patrícia pegou o celular do Niko e em poucos movimentos pôs baixar o app ao qual ela se referia. Niko estava tão atônito com a proposta que nem mesmo tentou evitar que ela pegasse seu aparelho de celular.
Silvia balançou a cabeça enquanto a amiga habilmente manipulava o aparelho e olhou pra Niko que ainda estava de boca aberta. _Não liga pra ela Niko. Esta aqui é doida varrida. Mas eu estava te falando, eu posso te apresentar um amigo.
— Ai, não sei Silvia. Niko fez o que Silvia disse e ignorou Patrícia que continuava no celular, aparentemente configurando o aparelho.
— Niko, olha não precisa responder agora. Eu vou falar com ele e combinamos um jantar lá em casa. Você leva o Jayminho os meninos adoram brincar com ele. Assim fica sendo uma coisa informal e descontraída. Se vocês não se entenderem, não fica nenhum clima ruim. Silvia esperou uns segundos percebendo que Niko pensava no assunto. _ Então? Topa?
— Tá bom eu topo. Ele disse finalmente com um sorriso doce.
— Pronto! Patrícia falou alheia a conversa dos dois. E quando viu que eles não entenderam o que ela estava falando ela explicou. _ Você já tem uma conta no app, veja, preenchi alguns dados básicos seus. Lindo, loiro, olhos verdes, empresário... Ela falou insinuante. _ Não se preocupe, usei um apelido pra você não ficar exposto. Falta você, preencher mais alguns dados, idade, altura, quais seus interesses, opção sexual... ah e anexar uma foto.
— Gay né amiga por favor. Niko falou rindo com a mão na boca.
— Ah sei lá, vai que você é flexível.
— Paty, você me conhece há quantos anos? Será que não deu pra perceber que eu sou completamente gay.
— Ah.. tá bom, então você preenche aí. E depois é só usar o app, curtir quem te interessa, bloquear os que você não gostou. E não se preocupe este app já vai selecionar os perfis de acordo com seu interesse.
— Obrigado Paty, mas acho que vou passar viu. Este negócio de conhecer alguém por um app é muito... Não sei... impessoal. Aliás, obrigada a vocês duas meninas por tentar me ajudar.
— Nós somos amigos Niko. É claro que você pode contar com a gente. Aliás, a próxima vez que você esconder um coisa destas da gente por tanto tempo nós vamos ficar chateadas.
— Ahh não, meninas... Eu amo vocês... eu só.... eu não sou muito de falar dos meus relacionamentos mesmo.
— Tá bom Niko. Mas me fala, não se come neste restaurante não?
— Claro que sim... vou preparar algo especial pra vocês. Niko deu umas batidinhas no braço das amigas, levantou e foi para o balcão. Mas enquanto preparava um barco caprichado para as duas, não deixou de pensar que talvez esta seria mesmo uma oportunidade de... quem sabe, talvez... encontrar mesmo alguém. Nem que fosse alguém pra fazer companhia por um e diminuir sua solidão...
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