Efêmero
7 Capítulo VI: A Proposta de Yaxley
Notas iniciais
Capítulo VI: A Proposta de Yaxley
Escrito por: Wenky (Andréia)
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Na segunda semana de Janeiro as coisas no Ministério estavam quase voltando ao habitual, o ano havia se instaurado de vez e os ânimos já haviam se acalmado, o que, para Draco, era um verdadeiro alívio.
Foi na metade da semana, em um dos dias mais frios do mês, que ele decidiu sair de vez da mansão dos Malfoy. Embora sua mãe pudesse ser bastante persuasiva quando lhe fosse conveniente, Narcisa fez pouco uso de seu poder de convencimento na ocasião, e Draco foi embora com a impressão de que parte dela achava que sua partida seria a melhor decisão que ele pudesse tomar naquele momento. Por outro lado, seu pai não expressou opinião pessoal alguma, apenas fez uma carranca e comentou algo sobre o Lorde das Trevas não aprovar a decisão quando retornasse a fosse informado do ocorrido.
No entanto, fazia pouco mais de um mês que Voldemort não aparecia na mansão dos Malfoy e, àquela altura, Draco duvidava se ele realmente pretendia voltar a ocupar o espaço como ocupava antes. Pessoalmente, aquilo era a última coisa que poderia realmente lhe gerar preocupações, só que Lucius, porém, ainda cultivava esperanças de que seria perdoado e reconquistaria seu espaço.
Draco e Narcisa, ambos sabiam, que quando menos esperassem o veriam de volta à Azkaban, era só uma questão de tempo. E, levando em conta seu comportamento mais recente, talvez aquilo acontecesse mais breve do que imaginavam.
O tratamento ao qual foi submetido durante os dois últimos anos contribuiu muito para que a lucidez do patriarca da família ficasse severamente comprometida. Não somente em função das sessões de tortura, que para Voldemort se traduziam mais como sessões de entretenimento, ou do tempo que passara na prisão dos bruxos, mas especialmente por conta de seu orgulho perdido, que era sobre o qual Lucius Malfoy se sustentava. Com seu nome na lama, muito pouco restara para manter sua sanidade mental, ele não tinha no que se agarrar. Nem mesmo a família era o suficiente.
Era fato que Lucius aceitaria qualquer coisa para que pudesse reconquistar seu antigo lugar de prestígio na sociedade bruxa, mas conhecendo seu histórico de erros, e conhecendo o Lorde das Trevas, ficava suficientemente claro que mais um deslize e ele não seria perdoado.
Draco no momento não poderia dizer que sentia muito pelo pai, desde muito tempo os dois agiam como se fossem estranhos vivendo sob o mesmo teto. A antiga adoração que sentira por ele durante a maior parte da sua vida já havia se perdido. Embora admitisse que era um verdadeiro alívio se ver livre do fantasma de Lucius e de sua tia Bellatrix, que insistia em chama-lo de inútil sempre que possível, deixar Narcisa para trás tornou o processo quase desagradável, se não fossem pelos pontos positivos para pesar a seu favor.
Em seu íntimo, prometeu reverter a situação, confiante de que conseguiriam ser bem-sucedidos no plano contra Yaxley, senão pelo resto de sua família, que fosse por sua mãe. Afinal, ele ainda cultivava esperanças de que os dois conseguiriam se reerguer de alguma forma. Por pior que estivesse a situação, recuperar o prestígio de seu nome ainda estava em seus planos.
Para aumentar seu desejo, deitado sozinho em sua cama e observando sua mais nova moradia, um apartamento pequeno e mal mobiliado, que ele considerava como nada menos do que medíocre, tudo o que Draco conseguia pensar era em maneiras de se reerguer e deixar aquilo para trás. Se possível, agir como se todos os acontecimentos terríveis dos últimos anos não tivessem passado de um sonho ruim.
Sendo assim, visando afastar aqueles pensamentos, dedicou alguns minutos a repassar mentalmente o plano tal como Hermione havia previsto. Evidentemente não foi fácil até que chegassem a um acordo sobre qual direcionamento deveriam tomar, porém, a garota havia assumido uma postura apassivadora naquele dia e, apesar das discordâncias, os dois não chegaram a realmente discutir. Ele inclusive foi obrigado a ceder em alguns momentos quando se deu conta de que ela era uma estrategista bastante perspicaz.
No fim das contas, Hermione deixara com ele um pequeno mapa rabiscado sobre como deveriam prosseguir, mas aquele era o plano B. O plano A, que era consequentemente o mais seguro e que levantaria menos suspeita, ainda estava completamente em suas mãos. Caberia a ele atrair Yaxley até a Ordem, mais especificamente falando, até o Largo Grimmauld, número doze.
Draco demorou alguns minutos observando os rabiscos que Hermione fez, não passavam de um croqui, mas havia certa precisão acerca das entradas no Ministério, só que nesse ponto, ele foi obrigado a interferir. Por justa causa, desde que o trio havia conseguido se infiltrar no local há três anos atrás, a segurança e os métodos de identificação dos funcionários ficaram deveras mais rígidos. Assim, Draco sugeriu que ele mesmo fosse responsável por introduzir Harry e Hermione sob um disfarce no local.
Contudo, ambos haviam concordado que aquilo além de extremamente arriscado, só seria utilizado caso seu poder de persuasão não fosse suficiente e, por conseguinte, render Yaxley se apresentasse como a melhor opção. Como Hermione ainda adotava uma postura relutante sobre o uso de violência, cabia a ele fazer o trabalho sujo
Na manhã daquele dia, antes de ir para o trabalho, Draco finalmente decidiu que já era hora de fazer uso de magia para melhorar sua aparência. Reduziu o tamanho de seus cabelos loiros que já estavam passando o limite do aceitável e vestiu-se da forma mais apresentável possível. Muito embora ele ainda não estivesse certo sobre a data prevista para o retorno de Yaxley, supôs que a partir de então deveria ficar sempre alerta. Quanto mais rápido agisse, maiores seriam as chances de obter uma vantagem, por menor que fosse, sobre o inimigo.
Não houve muito o que fazer no Departamento de Controle do Mau Uso dos Artefatos dos Trouxas de maneira que a manhã fora bastante lenta e tediosa para ele, porém, durante o horário do almoço, seu antigo colega de casa em Hogwarts, Theodore Nott dirigiu-se até sua sala. Não era como se Draco apreciasse pessoas que tiveram a mesma criação do que a dele o vissem naquela sala pequena e malcuidada, de forma que quando Theodore abriu a porta, uma careta quase que involuntária se formou em seu rosto.
— Yaxley solicita sua presença na sala dele o mais rápido possível, Malfoy — disse e, antes mesmo que Draco formulasse qualquer resposta, Theodore já havia saído do local. E bastou aquela sentença para que sua fome passasse e fosse substituída por uma sensação nauseante.
Aquele certamente poderia ser seu dia de sorte. Só que havia algo errado, Yaxley não deveria estar o procurando. Nunca deveria ser o inimigo responsável por dar o primeiro passo, porque se assim fosse, aquilo significaria estar em desvantagem. Não havia como saber quais eram as intenções do outro Comensal, mas também não era como se ele pudesse recusar a solicitação sem parecer suspeito.
Gostando ou não, o jogo já havia começado para ele, agora bastava saber conduzi-lo. Assim, caminhando em passos firmes e constantes, Draco foi até o local como havia sido solicitado. Quando chegou, a porta estava aberta e Yaxley sentava-se confortavelmente em sua mesa de escritório, esperando-o. Tinha uma expressão séria, enrijecida e o encarava com um ar de determinação. Draco foi instantaneamente invadido por uma sensação estranha, como se o homem pudesse enxergar através dele. Sentia como se já estivesse perdendo no jogo que começara contra sua vontade.
— Malfoy — o homem o cumprimentou se pondo de pé e fazendo sinal para que Draco fechasse a porta atrás de si. — Você deve estar se perguntando por que decidi chama-lo até aqui — pausou — Eu estive pensando na conversa que tivemos antes da minha viagem.
Draco se manteve em silêncio, encarando-o com o cenho franzido num misto curiosidade e apreensão acerca de até onde o outro Comensal chegaria com aquilo.
— Eu tive uma breve conversa com o Lorde das Trevas — recomeçou Yaxley, explicando — E acredito que você pode ser digno de um voto de confiança, nós estávamos pensando... você certamente merece mais do que um trabalho medíocre no Departamento dos Trouxas, Malfoy. Apesar de tudo, você ainda tem um nome — completou com um sorriso enviesado surgindo no rosto.
Ao escutar aquelas palavras, por um momento, Draco ficou sem reação. Era como se seu corpo inteiro tivesse ficado dormente e ele perdesse o controle sobre os sentidos, de repente, sentia como se não estivesse ali, tudo parecia surreal demais. Na teoria, um sorriso de satisfação deveria estar estampado em seu rosto, ele estava finalmente recebendo uma chance.
Enquanto sua cabeça girava em confusão, esforçou-se para pôr um sorriso no rosto e só poderia esperar que a sua expressão de incredulidade fosse interpretada por Yaxley mais como surpresa do que como a aflição que ele realmente sentia. Aquilo poderia muito bem ser um blefe para testá-lo, e qualquer deslize seria perigoso demais.
— Eu... — começou a falar, pigarreando numa tentativa de estabilizar seu tom de voz — Estou surpreso com a generosidade do Lorde das Trevas, é uma verdadeira honra! — Exclamou por fim, esperando que parecesse satisfeito o suficiente com a notícia — Eu só não entendo, você mudou de bastante ideia rápido, Yaxley. Você costumava dizer que eu era um covarde — completou, encarando o homem agora com uma expressão de seriedade.
O outro Comensal, porém, abriu um sorriso e se aproximou de Draco, colocando uma das mãos em seu ombro direito num ato quase amigável, como se os dois fossem íntimos.
— Meu caro, no final das contas eu cheguei à conclusão de que precisamos de todos os bruxos sangue puros para se unir à nossa causa. E, apesar do seu pai, concluí que você realmente merece uma segunda chance — ao fazer menção à Lucius, uma expressão de desdém apareceu em seu rosto. — O Lorde das Trevas foi compassivo o suficiente para concordar comigo quando eu lhe disse você pode ser um grande Comensal ainda, você é jovem e tem muito o que aprender. Basta que nos prove o seu potencial e sua lealdade e saberemos do que é capaz.
Ao ouvi-lo falar daquela forma, a despeito de seu coração que batia acelerado contra o peito e da adrenalina que corria por todo seu corpo, Draco Malfoy estava começando a se sentir tentado pelas palavras de Yaxley, apesar de não confiar completamente em sua veracidade.
Instantaneamente, foi levado de volta para a manhã daquele dia enquanto, deitado em sua cama naquele cubículo medíocre para o qual se mudara naquela semana, sonhava em se reerguer na sociedade bruxa e retomar o antigo prestígio de seu nome. Pensou também em Narcisa, sua mãe. Ele poderia livrá-la de toda aquela situação, de alguma forma parecia justo que os dois reconquistassem seu espaço e, por mais absurdas que fossem as atitudes de Voldemort para com os trouxas e bruxos sangue-ruim, pelo menos sua ira não recairia mais sobre eles.
— Eu farei qualquer coisa pelo Lorde das Trevas — disse, enfim, com ar de determinação.
— Ótimo! — Yaxley exclamou, agora dando tapinhas em suas costas — Sendo assim, acredito que podemos providenciar sua promoção para uma das salas de tribunal do Ministério, junto com a Senhorita Parkinson — ao ouvir sobre possibilidade de alcançar um cargo alto no Ministério, foi como se Draco tivesse finalmente alcançado a cereja do bolo e acreditar que o que Yaxley propunha era real soou quase que irresistível — Em troca disso, vamos precisar da sua colaboração direta.
— O que devo fazer?
— Recentemente recebi informações sobre uma bruxa sangue-ruim chamada Hermione Granger ter sobrevivido, ela costumava ser membro da antiga Ordem, além de melhor amiga de Harry Potter.
Ao ouvir o nome de Hermione, Draco caiu num silêncio quase mortal. Um bolo se formou em seu estômago e ele logo foi invadido por uma terrível vontade de vomitar. Que seria um traidor independentemente da direção que tomasse já havia previsto, bastava, agora, que fosse esperto o suficiente para decidir para qual lado deveria virar as costas. Mas seu corpo não reagia muito bem diante da ideia, e sua garganta automaticamente ficou seca. A partir de então, tudo que foi capaz fazer foi assentir ao passo que o outro Comensal falava.
— Você deve se lembrar dela, Malfoy. De acordo com meus registros, vocês dois estudaram juntos em Hogwarts — continuou — Ela tem algo que queremos, trata-se de um medalhão que pertence ao Lorde das Trevas... você capaz de encontrá-la?
— Eu... sou, claro — disse, ainda se sentindo em transe. O que poderia ser mais fácil do que encontrar Hermione Granger?; pensou com amargura. — Mas... preciso matá-la? — Perguntou tentando parecer o mais natural possível em sua fala, embora fosse quase impossível esconder seu próprio receio.
Yaxley enrijeceu a expressão diante do questionamento ao perceber onde o outro queria chegar. Olhava-o como se a pergunta soasse patética ao extremo em seus ouvidos, e a resposta fosse bastante óbvia. Provavelmente pensava que Draco, como um Comensal da Morte, já deveria saber que Hermione era apenas mais uma sangue-ruim inimiga e que a morte era o destino de pessoas como ela. Parecia uma conclusão clara o suficiente para que ele não compreendesse.
— Apenas encontre-a, tome o medalhão e o entregue ao Lorde das Trevas. E se for covarde demais para deixa-la viver, entregue-a para mim — de repente Draco se sentiu novamente como o garoto assustado prestes a matar Dumbledore na Torre da Astronomia em Hogwarts, três anos atrás. — Reconquistar seu espaço não é o que mais deseja? Então prove sua lealdade, Malfoy, e você e sua família serão devidamente recompensados — disse fazendo sinal para que o outro deixasse sua sala — Procure-me quando obtiver resultados satisfatórios.
Draco fechou a porta atrás de si com as mãos trêmulas e fez o caminho de volta em passos largos e rápidos. Ao retornar a seu próprio escritório, deixou-se desabar na cadeira mais próxima que havia ali e se pôs a encarar o teto, enquanto respirava fundo e esperava que seus batimentos cardíacos retomassem ao normal e a adrenalina deixasse de vez seu corpo. Estava tentando se concentrar em se acalmar para que pudesse pensar com racionalidade, mas parecia uma tarefa impossível de realizar diante das emoções que estava experimentando.
Sentia-se desnorteado, as palavras do outro Comensal ecoavam em sua mente, sua moral, seu futuro e as incertezas do que aconteceria dali para frente travavam uma batalha dura de dois pesos e duas medidas em sua cabeça. Naquele momento, ele não sabia o que pesava mais em sua decisão final, mas desconfiava que era sua própria consciência que mais contribuía para deixa-lo daquela forma.
Na primeira vez que Yaxley o dissera para que provasse sua lealdade, a oportunidade ainda não havia sido devidamente materializada. Ele certamente considerara a possibilidade de simplesmente deixar de ser um espião para a Ordem, naquele momento parecia ruim que não cumprisse com o que havia dito a Hermione. Mas pelo o que havia observado, a situação da organização estava decadente demais para que conseguisse se beneficiar, não haveria muito pelo o que se culpar. E caso tivesse tomado essa decisão antes, ele provavelmente não trairia ninguém ali, não trairia Hermione. Agora, porém, caberia a ele entrega-la aos Comensais, caberia a ele entrega-la para morrer em Azkaban.
Deveria admitir, a ideia soava a absurda demais para que ele se projetasse compactuando com ela. Desejou, então, que nunca tivesse falado com Hermione nada além das ofensas durante os anos em Hogwarts, desejou que não tivesse descoberto a garota que defendia direitos de elfos domésticos de forma que ele nunca vira ninguém fazer antes. Desejou simplesmente que nunca tivessem se conhecido, afinal, assim seria mais fácil lhe virar as costas.
*****
A noite estava silenciosa, o que era um alívio para o homem que andava sorrateiramente pelas ruas vazias do pequeno vilarejo de trouxas onde residira durante os quatro últimos meses de sua vida. Usava um sobretudo preto com uma capa que escondia seu rosto e, embora a roupa o não fosse um agasalho completamente eficaz, não era como o frio lhe incomodasse.
Naqueles últimos anos havia sido um processo tedioso viver entre os trouxas e se passar por eles, sentia que suas habilidades como bruxo estavam começando a ficar debilitadas pela falta de uso. Porém, fazia parte do processo ocultar sua existência e sua magia, era essencial para que ninguém descobrisse qual havia sido seu destino. Ele ainda era uma peça fundamental e esse provavelmente era o único motivo pelo qual continuava vivo.
Certamente não havia muito mais coisas no mundo mágico que desejasse presenciar, sentia-se demasiado velho e cansado para continuar com a tarefa que fora lhe incumbida. Além disso, Voldemort havia conseguido se consolidar no poder de tal maneira que era como se não restassem mais esperanças, ainda que não fosse do seu feitio cultivar muitas esperanças, de qualquer forma.
O pequeno vilarejo gelado localizado no interior, ao norte da Escócia, com seus casebres simples e ruas não pavimentadas, parecia um lugar à parte de seu tempo, do novo milênio que havia se instalado. E, sem dúvidas, encontrava-se mais vazio desde que ele chegara ali. As pessoas viviam com tanto medo das tragédias que aconteciam que já não mais se afastavam de suas casas por muito tempo. Pelo o que havia se dado o trabalho de acompanhar através dos noticiários, que estavam ficando cada vez mais raros ultimamente, o Governo já havia mobilizado diversos esforços para controlar tudo o que vinha acontecendo, mas tudo se mostrava inútil.
Pessoas morriam constantemente, os trabalhadores que saíam de suas casas, saíam esperando que fossem capazes de voltar vivos. As crianças, já não mais frequentavam as escolas. Tudo isso sem dúvidas contribuiu para um retrocesso econômico que ninguém jamais havia visto. O mundo estava em decadência.
Ainda que fosse lastimável chegar a todas essas conclusões, o que era problemático para si, pois retomar a convivência com trouxas estava quase fazendo-o sentir empatia por eles, não era algo que pudesse resolver todos aqueles problemas por conta própria.
Carregava consigo alguns pertences e não havia feito questão de avisar ninguém de sua partida. Provavelmente todos assumiriam que, assim como outros moradores que passaram por ali, ele estava morto ou desaparecido. Havia pouca coisa de valor em sua pequena bagagem, tais como a varinha praticamente inutilizada e algumas roupas. E também havia uma espada, o único bem que deveria proteger com sua vida se fosse preciso.
Agora, portanto, tudo o que precisava fazer era se concentrar em encontrar seu antigo protegido, Draco Malfoy. Estava na hora de voltar. E esta seria sua jogada final.
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