Efêmera Ilusão

37 Capítulo XXXVII: Apenas nós dois.


Notas iniciais
Capítulo novinho pra vocês!!! Terminei de escrever agora mesmo e espero que vocês se divirtam com ele, lembrando que faltam apenas três capítulos para a primeira temporada de Efêmera Ilusão terminar!!! Só três! Sem mais delongas, boa leitura! s2

– Adivinha só... – Josh me puxa para o quarto, me enchendo de beijos, do pescoço ao queixo e do queixo a boca. Dou risadinhas e ele sorri com minha reação, abraçando-me. – Nós vamos no cinema hoje a noite, assistir Carrie. Eu sei o quanto você quer ver esse filme, então comprei os ingressos, não há a possibilidade de um “não” como resposta.

– Josh... Você é louco? – mordo o lábio, segurando um sorriso, ele me olha confuso e eu prossigo. – Serena vai ficar com quem? Sozinha? Ou você pretende levá-la junto para assistir?!

– Meu amor, eu já preparei tudo. Patt chega aqui em mais ou menos trinta minutos. Nosso filme começa daqui a... Uma hora, é, uma hora. Você não tem tempo para se enrolar. – ele morde meu queixo e sorri alegremente, sinto a animação em sua voz.

– Mas amor... Eu não sei se é uma boa idéia, Patt não vai muito com a cara de Jennifer, não sei se seria legal, as duas ficarem sozinhas... Juntas. – suspiro e Josh me pega no colo, jogando-me na cama e deitando-se em cima de mim em seguida, seu perfume é bom e seus beijos mornos em meu decote me confortam muito.

– Não se preocupe, Charlie virá com Patt e distrairá Jennifer, relaxe e apenas pense em nós dois e no quanto podemos nos divertir essa noite, apenas nós dois. – ele pisca e beija a ponta do meu nariz. – agora vá se arrumar e não demore.

– Você é a melhor cunhada do mundo, juro te pagar com uma caixa de cerveja. Agora vamos, Lex, ou chegaremos atrasados. Tchau filha, amo você. – Josh beija a bochecha gordinha de Serena, que nos observa atentamente no colo de Patt. Charlie logo que chegou se trancou no quarto com Jennifer. Normal.

– Josh! Minha irmã tem dezesseis anos, pague com uma caixa de Coca-Cola. Tchau meu amor, comporte-se, não incomode sua tia, ok? A tia Patt. A tia Jennifer você pode fazer o inferno que quiser, deixe aquele vadia de cabelos em pé. – Serena me olha como se entendesse algo e sua pequena boca se curva em um sorriso sem dente. – Rá! Essa é a minha garota. – Josh revira os olhos e ri, me puxando pela cintura para fora do apartamento.

– Você é impossível, ensinando coisas ruins pra Serena... – ele ri e bate em minha bunda, fazendo-me pular. Sua mão é pesada e minha bunda fica dolorida depois do tapa.

– Ai! Não são coisas ruins, apenas coisas... Certas. – pisco e Josh chama o elevador, me puxando para um beijo lento e carinhoso.

– Doce ou salgada? – o atendente da lanchonete do cinema pergunta para Josh, uma voz de cansaço e tédio.

– Salgada, por favor. – Escolho algumas barras de chocolate e Josh entrega o cartão para o atendente. – eu estou feliz em sairmos sozinhos, como um casal de namorados sem compromisso algum com a vida... – ele sorri dando saliência as covinhas em suas bochechas, sinto uma necessidade de beijar esse homem o resto da vida.

– Eu amo você, sabia? Você sempre me surpreende com algo. Eu não esperava mais do que ficar em casa hoje a noite, comendo alguma coisa que tivesse na geladeira e vendo algum programa tosco na TV. E aqui estamos nós, comprando coisas gostosas e engordantes e esperando para ver um filme que tem tudo para ser ótimo. Definitivamente, eu amo você. – passo meus braços em seu pescoço e ele os beija quando o faço.

– Eu apenas amo ver você feliz. Comigo, de preferência. – ele morde meus lábios juntos e eu gemo baixinho, fecho os olhos e escuto-o rir.

– Senhor... – o atendente quebra o clima, entregando a pipoca, os refrigerantes e os chocolates a Josh. Pego as barras de chocolate de suas mãos e nos encaminhamos a sala de cinema.

Quando o filme começa, Josh passa o braço por meus ombros e beija meu rosto ternamente. Nossas poltronas são bem atrás, umas das últimas e fico feliz por isso. Tenho planos para essa sessão de cinema. Um sorrisinho malicioso passa por meu rosto, mas Josh não percebe, está concentrado na tela e na pipoca.

O filme não dá medo, mas é bem o estilo que eu gosto, com bastante sangue e coisas bizarras, sempre amei Stephen King e Josh sabe disso mais do que ninguém, sendo que vive me presenteando com livros dele. Meu namorado é realmente perfeito. O filme já está na metade e eu resolvo por meu plano em ação. Pretendo deixar meu belo homem louco esta noite.

– Eu sempre odiei pessoas que ficavam de amasso e quase se comiam no cinema... – olho para Josh, seu maxilar rígido iluminado apenas pela luz da tela. Ele volta os olhos para mim, sem entender o porquê de eu estar tocando nesse assunto agora.

– Tem alguém fazendo isso aqui, agora? – ele pergunta intrigado e passa os olhos pelos telespectadores, todos quietos em suas cadeiras, concentrados no filme.

– Não, mas sabe... – escovo seu jeans com as pontas dos meus dedos, em cima do volume de sua calça. – eu estou com muita vontade de foder em um lugar diferente... Com público. – Josh apenas observa minha mão, um brilho diferente passa em seus olhos, seus lábios carnudos entreabrindo-se e soltando um suspiro discreto.

– Você sabe que eu apoio você em todas as suas escolhas, não é? – ele sorri maliciosamente, colocando a mão em cima da minha e estimulando-me a massagear mais. – Você é realmente incrível e inesperada... Pode excitar-se até assistindo Carrie... – dou uma risadinha com o que Josh diz e mordo o lábio.

Tiro a mão de Josh da minha e com as duas mãos, abro sua calça, descendo o zíper vagarosamente, ele observa cada movimento meu, atento a cada detalhe.

Meus olhos percorrem seu corpo e levanto um pouco sua camiseta, deixando a mostra seu caminho da felicidade. Isso é realmente bom de olhar...

Vejo sua ereção apertada em sua cueca boxer cinza, eu apenas sorrio e Josh passa a mão em meus cabelos, retribuindo meu sorriso.

– Nosso amigo aqui quer respirar um pouco. Você não acha? – coloco no rosto a expressão mais inocente que consigo e Josh me encara sem dizer uma palavra sequer.

Coloco minha mão dentro da sua cueca, quando puxo-a um pouco para baixo, seu pênis grande e duro salta para fora, batendo na proximidade de seu umbigo, passo os dedos na ponta de seu membro, sua cabeça rosada e quente. Clamando por um toque de minhas mãos, meus lábios... Superiores e inferiores. Tenho a sensação de que minhas entranhas viram água e me derreto com a visão de um Josh excitado e nervoso pelo fato de que alguém possa nos ver.

Deixo meu celular, que até então estava em meu colo, cair propositalmente no chão e me abaixo lentamente para juntá-lo, permanecendo tempo demais inclinada para baixo. Meus olhos encontram os de Josh e sei que ele entende perfeitamente o que pretendo. Roço minha bochecha em seu pênis e ele aperta os lábios, que ficam ligeiramente brancos, sei que está tentando abafar um gemido.

Passo minha língua na base de seu pênis e subo, arrastando-a por toda extensão de seu membro, sentindo seu gosto. Quando chego à cabeça, sinto na ponta da língua a gota de excitação de Josh. O olhar de Josh é pesado, sua boca vermelha de tanto que a morde e sua respiração ofegante, a qual ele tenta disfarçar de forma fracassada.

Volto a me sentar normalmente na poltrona, passo as mãos nos fios de meus cabelos, tentando ajeitá-los, tento manter uma expressão de normalidade, como se não tivesse acabado de ter feito o que fiz. Sinto os olhos de Josh grudados em mim e passo a língua em meu lábio superior, lentamente, apenas para provocá-lo.

Vejo de canto, de forma embaçada, Josh passar as duas mãos no rosto, exaltado e rio por dentro. Pobre homem, eu sou realmente uma garota má.

– Lex... Pelo amor de Deus, você começou com isso, agora você vai ter que terminar. – ele aproxima a boca de meu ouvido, sussurrando provocadoramente, sua respiração alta em minha orelha me faz arrepiar em todas as partes de meu corpo.

– Você é realmente insano... Não é? – sorrio e encaro seus olhos pesados de tesão, ele ainda tem o pênis fora da cueca, aguardando por alguma atitude minha. – como pretende que eu te chupe aqui, sem que ninguém veja? – falo baixo e volto meus olhos para o filme, ignorando-o. Pego meu gloss de cereja da minha pequena bolsa e passo nos lábios, de forma sensual. Josh apenas observa em silêncio, seus olhos concentrados em minha boca vermelha e brilhosa, ele passa as mãos em suas coxas e para uma delas em seu pênis, passando o dedo indicador e o polegar em forma de anel na circunferência de seu sexo. Sua boca repousa na curva do meu pescoço com meu ombro, abafando um gemido.

– Tenha piedade do seu pobre namorado e ajude-o com isto... – ele susurra, a boca quase colada em minha pele. Seguro o riso.

– Você fica realmente vulnerável quando está excitado! – sussurro em resposta e ele faz beicinho.

– Esse é o efeito que você tem sobre mim, ainda mais quando brinca com nosso amigo aqui, que te proporciona tanto prazer, a hora que você quiser... – ele pega minha mão e a pousa em sua virilha.

Agarro seus testículos e massageio vigorosamente, sem parar por um segundo, Josh não consegue se conter e solta um gemido que é percebido por um cara que está a uns três metros de distância. Tiro a mão rapidamente e Josh tenta esconder seu membro com a camiseta, ele tosse algumas vezes para disfarçar o gemido e eu mal consigo conter o riso. Tento me concentrar ao máximo no filme, até que o cara vira para a frente. Finalmente...

– Se você vai ficar gemendo como um adolescente recebendo a primeira punheta da primeira namorada, nós não vamos poder fazer isso. – provoco-o, meu tom de deboche é notável. Ele revira os olhos e puxa minha mão bruscamente, colocando-a novamente sobre seu pênis e estimulando-me a movimentar meus dedos para cima e para baixo, num ritmo lento, porém firme. – está gostoso assim? – mordo o lábio e olho em seus olhos, intensamente, aumentando o ritmo de minha mão. Josh joga a cabeça para trás e afirma positivamente, ele passa a mão em meu ombro, massageando-o e acariciando, percebo pelas estocadas que ele dá em minha mão que deve estar perto de gozar e paro repentinamente, plantando um beijo na cabeça inchada de seu pênis, envolvendo-o com os lábios em seguida, chupando-o, sugando-o com intensidade, tentando dar-lhe o máximo de prazer que posso e tentando absorver o máximo do seu gosto em minha boca.

– Ah... Eu estou vindo, Lex... – ele sussurra e segura meus cabelos, pressionando minha cabeça em seu pênis, o jato de sua ereção se choca contra minha garganta e desce com rapidez, passo a língua em meus lábios e levanto a cabeça, sentando-me corretamente na poltrona.

– Tome. – tiro alguns lenços de minha bolsa e entrego a Josh, ele sorri e me dá um beijo terno na boca. Pego meu copo de Coca-Cola e bebo, lançando-lhe um sorriso discreto. – Acho que terei de retocar meu gloss... – ele ri e assente, enquanto fecha as calças.

Pego um pequeno espelho na bolsa e dou uma boa olhada em meu rosto, minhas bochechas estão coradas e quentes, meus olhos estão brilhosos demais e minha boca com o gloss todo borrado. Meu cabelo então... Está uma bagunça. Ajeito-me o máximo que posso e guardo o espelho na bolsa, Josh volta a passar o braço por cima de meu ombro e assistimos ao filme, mesmo sem entendermos nada, pois perdemos boa parte dele.

– Onde você quer comer? – Josh tem o braço em cima de meu ombro e a mão segurando as pontas dos meus dedos, está friozinho e nós caminhamos pelas ruas de Nova York, admirando as luzes e namorando um pouco. Está ficando tarde e logo teremos que voltar para casa, mas antes Josh quer comer algo, tipo um jantar, mas não estou vestida para tal, então penso em algum lugar simples.

– Subway. Vamos comer no Subway. Pode ser? – pergunto e tiro uma mecha de meu cabelo que voa em minha face, Josh me puxa para mais perto e beija minha testa.

– O que você quiser.

Depois de mais ou menos uns vinte minutos de caminhada, chegamos ao Subway. Como o cinema era perto de casa, viemos a pé, mas começo a me arrepender disso, poderíamos fazer tudo mais rápido e menos cansativo de carro. Seria uma boa idéia agora pedir colo para Josh. Sorrio comigo mesma.

– Amor, pedi o de frango Teriyaki pra você. É o que você gosta, não é? – Josh larga a bandeja com nossos sanduíches em cima da mesa, sentando-se a minha frente.

– Sim, esse mesmo. Estou morrendo de fome. – o cheiro do meu sanduíche está ótimo, seguro-o com todo cuidado para não deixar cair nada do recheio e dou uma mordida generosa. – sua diversão me deixou com fome, muita fome.

– É? Bom saber. Recomponha suas energias porque você receberá uma pequena recompensa por ter sido uma namorada tão gentil, um pouco teimosa, me deixando com a calça arriada e sem fazer nada por alguns momentos, mas gentil mesmo assim, no cinema. – ele ri e toma um gole de seu refrigerante, olhando-me nos olhos.

– Eu mal posso esperar pela recompensa, estou me divertindo muito hoje. – passo minha mão na sua, que repousa em cima da mesa, ele manda um beijo e assopra em minha direção, solto risadinhas. – Que romântico você é...

– Tudo por você, minha linda. – ele sorri e volta a comer.

– Amor, semana que vem, no dia da sua formatura, mais especificamente, você terá que largar a mim e Serena na casa dos meus pais, antes de ir para a UNY. – termino de tomar meu refrigerante e checo meu telefone, há apenas uma mensagem de Patt.

Sei que vocês devem estar se divertindo e que você deve estar um pouco preocupada com a Se, mas fique sabendo que ela está no bom do soninho no colo de sua titia preferida. Quanto a Charlie e Jennifer: a coisa deve estar pegando fogo dentro do quarto! Bj mana, se comportem.

– Lex? Ouviu o que eu disse? O que foi? – ele levanta o olhar e tenta ver o que eu estava olhando em meu celular.

– Patt mandou uma mensagem a um tempinho atrás. Disse que Serena está dormindo como um anjo em seu colo e pelo jeito Charlie e Jennifer ainda não saíram do quarto. – seguro o riso e Josh estampa sua expressão de arrogância, a boca levemente entreaberta, uma expressão muito, mas muito sexy por sinal...

– Voltando ao assunto... Porque tenho que largar vocês duas na casa dos seus pais antes de ir para a formatura? Você não vai comigo antes de começar?

– Você quer que eu vá? É que Patt vai me arrumar, fazer minha maquiagem e todas essas coisas... Eu pensei que mal vamos poder nos ver antes de começar, e durante também, muito pouco, amor. Sua família e amigos estarão lá. Eu pego uma carona com Charlie, tudo bem?

– Sim, amor. Eu te encontro lá então, mas por favor, não se atrase. – reviro os olhos e bufo com a resposta de Josh.

– Eu não vou me atrasar, é a formatura do meu amor! Você está prestes a se tornar um publicitário! – me inclino sobre a mesa e o encho de selinhos. – Como se sente? Eu acho que vou ficar muito nervosa quando estiver perto da minha formatura...

– Eu estou nervoso... Terei que procurar um emprego na área e espero arrumar.

– Você vai conseguir. Nós dois teremos que ver uma creche para Serena, em breve, muito breve terei que estagiar. Você acha que ela se acostuma? – mordo o lábio e penso no quanto será difícil passar horas longe da minha pequena.

– No início ela irá achar ruim, amor. Certamente, mas nossa gordinha terá que se acostumar. – ele me oferece um sorriso reconfortante e beija minha mão.

Quando saímos na rua, está uma ventania e todas as pessoas se abraçam em seus casacos, por sorte, trouxe comigo meu cardigã preto e visto-o.

Josh passa o braço por minha cintura e pressiona-me contra ele, enquanto caminhamos a passos largos e apertados.

– Vamos para casa, agora? – pergunto com o queixo batendo de frio.

– Antes quero fazer uma coisa. – ele sorri maliciosamente e beija meu rosto carinhosamente. – Amor, sobe. – ele para bruscamente no meio da calçada e se curva um pouco para baixo, indicando-me suas costas. Dou a volta e subo em suas costas, envolvendo sua cintura com minhas coxas, passo meus braços por seu pescoço e beijo seu maxilar por trás em seguida. – se você ficar me beijando assim, eu terei você aqui, no meio da rua, na frente de todos. – ele ri e acaricia minhas coxas enquanto as segura. Voltando a caminhar, encosto minha cabeça em suas omoplatas e apenas deixo o vento fresco bater em meu rosto e observo as pessoas caminharem e olharem para nós dois, estranhando o fato de Josh estar me carregando.

Chegamos em nosso prédio depois de alguns minutos. Entramos no elevador e trocamos beijinhos molhados e demorados, percebo que ao invés de estarmos subindo, estamos descendo.

– Josh... Você apertou errado. – sussurro e olho para os botões do elevador, um deles indicam que estamos indo para a garagem.

– Não, está certo. Tenho que lhe dar sua recompensa de um modo original, não na cama. – ele ri e me cola em seu corpo mordiscando diferentes pontos de minha pele e segurando minhas mãos firmemente ao lado de meu corpo.

Ah... você.

Notas finais
Gostaram? Prometo postar outro capítulo amanhã, e se der tempo, escrevo até dois e posto amanhã mesmo, o que acham?! Comentem e me digam, beijinhos suas lindas s222