Notas iniciais
Último capítulo, galera. Quem tiver curtido e quiser me adicionar no facebook, é só colocar depois do endereço, /alinefreiresdacosta Seria interessante ter uma galera que shippa esse casalzinho, lá no fc haha Abraço e boa leitura.

Reddington foi encaminhado para um hospital na capital. Elizabeth seguiu em um outro veículo, juntamente com Dembe e Navabi. Ele foi levado a sala de cirurgia para a retirada do projétil. Enquanto isso, Lizzie foi submetida a uma série de exames, como exige o protocolo, depois de uma situação como a que ela havia passado. Ela sentia um cansaço devastador. Tinha sono suficiente para dormir umas 24 horas seguidas e talvez mais um pouco. Mas ao mesmo tempo, ela relutava. Isso porque ainda estava tensa com o estado de saúde de Red. Após a cirurgia, talvez ela fosse para casa e descansasse.

Depois de algumas horas, ela já havia feito todos os procedimentos necessários e estava sentada em uma cama hospitalar, a espera dos resultados. Haviam sido feitos curativos nos ferimentos ao redor do seu corpo. Naquele momento, um médico aparentemente de meia idade, entrou na ala com um ipad nas mãos.

– Boa noite, agente Elizabeth Keen. Cumprimentou.

Lizzie apenas sorriu educadamente.

– Bom, não houve nenhuma alteração de maior gravidade nos seus exames. Disse ele verificando os dados no dispositivo eletrônico. — Nenhuma fratura, apenas alguns inchaços e escoriações; tudo devidamente tratado. Bom, e o principal, está tudo bem com o bebê. Encerrou o médico sorrindo.

– Oi? Espantou-se Elizabeth. O homem a encarou incrédulo.

– Você está grávida. Disse o doutor soltando um grande sorriso. — Meus parabéns mamãe! O feto está com três semanas.

Elizabeth sorriu, mas sentiu-se confusa. Ela havia pensado mais cedo sobre o assunto, mas agora que havia recebido a certeza, ela havia ficado estupefata. Temia a reação de Reddington ao saber da notícia. Eles não tinham nenhum relacionamento concreto, e depois de uma única noite que tiveram juntos, ela havia engravidado. Diante do bombardeio de pensamentos que havia lhe consumido, ela só conseguiu concluir uma coisa:

Sabe-se lá o que vai passar pela cabeça dele.

Ser mãe era o sonho de Elizabeth. Durante o casamento com Tom Keen, eles planejaram adotar uma criança, e ela sonhava em levar um futuro como mãe mais à frente. Com filhos legítimos e adotados; tendo uma vida normal, como ela julgava merecer.

– Os exames serão entregues a você. Disse o sorridente médico, que logo depois saiu da ala.

O FBI não poderia tomar conhecimento de sua gravidez. Não no momento. Logo, haveriam questionamentos em relação a paternidade da criança. O que seria um tanto complicado, porque o seu último relacionamento havia sido com Tom Keen, do qual se encontrava foragido.

E espero que continue bem longe. Já me trouxe muitos problemas Pensou

Ela se levantou e foi em busca de notícias de Red. O homem havia saído da sala de cirurgia, e todo o procedimento havia sido bem sucedido. Ela foi até o local onde ele estava. Havia um homem na porta do quarto mantendo guarda. Ela se identificou e conseguiu acesso. Lá dentro, Red continuava desacordado. Sentou-se ao lado da cama, e ficou o observando por algum tempo. Com a mão direita, ela segurou carinhosamente a mão de Reddington, e a acariciou. Enquanto a esquerda, ela colocou sobre a sua barriga. Ela estava quase cochilando, quando a agente Navabi entrou na sala e a cutucou.

– Elizabeth, você precisa descansar. Sussurrou ela.

– Eu posso ficar essa noite aqui.

– Não, tenho ordens de Cooper para permanecer no quarto com Raymond. Você precisa ir para casa.

A agente assentiu e saiu do quarto. Um dos veículos do FBI a levou até em casa. Ela aproveitou para tomar um banho gelado e demorado. Cada gota d'água que tocava seu corpo, era como um relaxante sem contraindicação. Ela saiu do banho, desceu para comer algo e depois foi para a cama. Demorou um pouco para dormir, porque não parava de pensar nas cenas daquela noite. Só de lembrar da linha reta, que aparecera no marcador de batimentos cardíacos de Raymond, ela sentia um nó na garganta. Queria ter ficado ao lado dele, mas temia que alguém do FBI percebesse, que a relação dos dois estava muito além do que todos imaginavam que fosse. Precisava ter muita cautela de agora em diante.

...

Red abriu os olhos lentamente. Sua visão estava embaçada e seu corpo todo doído. Ele levou alguns minutos para identificar onde estava. Não havia ninguém ao seu lado, mas com certeza havia algum agente na porta, do lado de fora do quarto. Ele sentiu que haviam pontos em seu peito, o que o levou a perceber de imediato, que havia passado por algum procedimento cirúrgico. Ele precisava sair dali. Não ficaria em um local como aquele, em que a qualquer momento poderia entrar alguém e tentar matá-lo. Red era odiado demais para ficar ali desprotegido.

Naquele momento, seus pensamentos foram cortados por alguém que adentrou o quarto. Era um enfermeiro trazendo um carrinho com vários medicamentos. Ele percebeu que o homem era apenas um funcionário normal do hospital, mas foi naquele instante, que ele teve a ideia de como sairia dali.

...

Ao acordar pela manhã, Elizabeth havia recebido uma mensagem de Cooper, dizendo que precisava ter uma conversa com ela. Ela chegou nos QG e foi diretamente falar com ele.

– Bom dia, Senhor.

– Bom dia, Keen. Sente-se, por favor.

Ela se sentou e encarou o diretor.

– O que exatamente aconteceu ontem? Questionou Cooper. — Reddington saiu ferido e segundo informações da agente Navabi, você parecia totalmente sem inteligência emocional para a situação.

– Navabi disse isso com essas palavras, senhor?

– Não, mas o seu relatório apontou para isso.

– Eu praticamente o vi morrer. Informou, Elizabeth.

– Mas nesse trabalho, Elizabeth, nós iremos nos deparar com muitas mortes.

– Isso eu tenho certeza, senhor. Mas não é sempre que alguém levará um tiro por você.

Ao ouvir as palavras da agente, Cooper a encarou por alguns instantes.

– E com todo o respeito, mas na minha opinião, foi uma ação um tanto desastrada. Eu estava sob a mira de uma arma e Reddington estava negociando o meu resgate...

– No entanto, Raymond não manteve contato conosco ou sequer compartilhou de alguma informação. Fizemos o que achávamos necessário para capturar Ravelo e libertar você.

Elizabeth se manteve calada.

– Bom, por enquanto, é somente isso.

A agente concordou e se retirou da sala. Enquanto descia as escadas, sentiu o celular vibrar. Era Navabi.

– Elizabeth, temos um problema. Informou

– O quê?

– Reddington sumiu.

– Como assim sumiu? Faz o seguinte, depois você me fala. Estou indo aí. Disse Elizabeth encerrando a ligação.

...

Ao chegar no hospital, Navabi explicou o que acontecera.

– Não sei como ele fez isso, mas um dos enfermeiros veio aplicar a medicação e acabou desse jeito.

Disse Navabi apontando para um homem desacordado sobre a cama onde Red estivera antes. O enfermeiro agora estava vestido com uma roupa de paciente. Ou seja, Raymond havia saído do quarto com as roupas do funcionário.

– Ele está bem, só está dopado.

Elizabeth observou a cena e sentiu vontade de rir.

– Raymond Reddington é mesmo um cara difícil. Zombou

Durante o dia todo, ela tentou contato com Red, mas o celular estava indisponível. Da mesma maneira tentou falar com Dembe, mas não conseguiu localizá-lo. E assim seguiram-se os dias. A toda hora ela aguardava por uma ligação, ou até mesmo por uma mensagem, mas o tempo se passava e Reddington parecia ter evaporado. A gravidez começou a mexer mais ainda com o seu psicológico. E se ele a tivesse abandonado? Depois de tudo que haviam passado, isso seria de uma covardia sem precedentes.

Aos poucos, a força-tarefa começava a definhar. Cooper havia resolvido dar três dias de folga para a agente. Ela ficaria em stand by. Caso acontecesse algo, daí ela seria chamada de volta. Quando estava pegando o elevador para ir embora, Ressler, que já havia se recuperado, a acompanhou.

– Parece que ele escorreu pelos nossos dedos. Disse

Elizabeth segurava seu casaco nos braços, e ao ouvir tais palavras, abaixou a cabeça antes de responder.

– Deve estar se escondendo dos holofotes. Vai saber o que se passa na cabeça dele.

Ressler a encarou com o seu jeito muito característico. As mãos na cintura, que mais parecia a marca registrada do agente.

– Você está bem? Questionou

– Estou sim. Só muito cansada. Essas folgas caíram como uma luva.

– Que bom. Disse Ressler.

– Até mais, Donald. Despediu-se Elizabeth seguindo até seu veículo.

Ao chegar em casa, a agente abriu a porta e colocou seu casaco em um suporte que ficava bem na entrada. Seguiu caminhando até a cozinha, tirou sua pistola glock e o distintivo, e os colocou sobre o balcão. Logo depois, aproveitou para tomar um gole d'água. O restante da casa permanecia em escuridão. Ela foi até a sala e acendeu a luz, mas permaneceu de costas para o restante do cômodo. Ligou o som para relaxar um pouco e continuou em pé até escolher uma música que a fizesse relaxar. De repente, uma voz veio à distância por trás dela.

–Boa noite, Lizzie.

Elizabeth sentiu suas pernas ficarem bambas, do enorme susto que ela levara naquele momento. Ela se virou e viu Reddington sentando no sofá. Sentiu um alívio ao ver o rosto dele e por ouvir aquela voz.

– Red...

Naquele momento, ele se levantou e a encarou com o sorriso característico. Ela correu e o abraçou. O abraço que ela tanto almejou dar naqueles últimos dias, finalmente conseguira. Ele a envolveu completamente, seus corpos altamente colados. O cheiro, a pele, o olhar, até a respiração dele foi fundamental para acabar com aquela abstinência. Ela não resistiu e deu-lhe um beijo completamente apaixonado. Red retribuiu da mesma forma. O braço direito dele, a envolvia pela cintura; enquanto a outra mão, percorria toda a nuca de Lizzie. Apesar da enorme vontade de continuar o beijo, Elizabeth foi quem decidiu dar um basta. Ele se olharam por alguns instantes, mas o momento romântico e delicado, foi interrompido quando a agente deu um tapa no rosto de Reddington.

– Por que você fez isso? Gritou

Red ficou espantado com a reação da mulher, que em um minuto o beijava carinhosamente, e agora havia tido tamanho impulso.

– Elizabeth, me desculpe...

– Red, você sumiu por 10 dias! Nenhuma ligação, nenhuma mensagem sequer. Você tem um acordo com o governo americano!

– Acho que o meu acordo com o FBI é de menos aqui. Disse ele sorrindo e com sarcasmo. Elizabeth estava pasma com a audácia de Reddington.

– Você ainda tem coragem de brincar com isso?

A agente estava aos berros de tanta raiva. Red a encarou calado.

– Eu vi você morto por dois minutos, Red.

– Eu sei que viu. Eu sei de tudo que aconteceu naquela noite, Lizzie.

Nesse momento, Keen deu as costas para o homem.

– E é sabendo de tudo, que eu quero te agradecer por não desistir de mim.

Uma lágrima caiu dos olhos de Elizabeth, que a enxugou imediatamente. Ele se aproximou dela, e a envolveu por trás e começou a falar bem próximo do seu ouvido.

– Lizzie, eu não poderia ter ficado naquele hospital. Não desprotegido daquela maneira. Depois de tudo que aconteceu, eu precisava sumir um pouco. Tanto para me recuperar, quanto para esperar baixar a poeira densa, que restara de tudo isso.

Red a segurou e a virou lentamente.

– Me perdoe. Disse

Elizabeth não resistiu e deu-lhe novamente um beijo. Dessa vez, um beijo molhado de lágrimas. Ela começou a desabotoar o colete de Reddington, e sem se perceberem, já estavam no sofá. Ela sobre o colo dele, e desabotoando-lhe a blusa.

– Lizzie, espere... Disse ele, com dificuldade, porque a agente o beijava vorazmente. Ele sorriu ao perceber a cara de Elizabeth, que parecia frustrada com a interrupção. — Preciso de um favor seu, antes de fazermos qualquer coisa.

– Um favor meu? Impressionou-se

– Sim. Você sabe tirar ponto?

Elizabeth franziu o cenho.

– Tirar ponto? Pensei que quando você disse que tinha ido se recuperar, englobava a retirada de pontos.

– Eu não podia tirar antes do tempo, e eu mesmo poderia ter tirado. No entanto, acho que prefiro pelas suas delicadas mãos. Disse Red, beijando a mão de Lizzie.

Ela o olhou e fez uma cara de desconfiada, mas depois soltou um sorriso. Raymond ainda permanecia com os pontos ocasionados pela cirurgia, e a agente foi cuidadosa no momento de atender ao pedido. Ele sentou a vontade no sofá, com a camisa totalmente desabotoada. Lizzie se manteve calada durante o processo. Enquanto isso, Red a assistia. Ao terminar, ela passou o dedo cuidadosamente sobre a cicatriz.

– Mais uma... Sussurrou ela.

– Se for preciso para mantê-la salva, aguentarei mais algumas.

– Não brinca com isso, Red. Repreendeu Elizabeth

– E quem disse que eu estou brincando?

Ele alisava o rosto da agente.

– Estou um pouco cansada. Você espera eu tomar um banho?

Ele assentiu e a agente deu-lhe um beijo. Ela saiu da sala e seguiu para o andar de cima. Red ficou por um tempo sentado e encarando uma mesa central na sala. Viu alguns papéis, e dentre eles havia um encarte do hospital. Era o mesmo onde ele estivera internado. Obviamente eram da agente, e parecia ser uma série de resultados de exames. Ele se inclinou e começou a ler os documentos.

Enquanto isso, Elizabeth tirava a roupa e entrava no compartimento do banho. Sentiu a água percorrer todo o seu corpo, e foi dessa maneira que ela permitiu quase se desligar do mundo por alguns minutos. Sentia-se mais aliviada ao ver que Reddington estava bem e finalmente havia aparecido. De repente, ela sentiu alguém a envolvendo-lhe. Sentiu um frio na espinha, mas não chegou a se assustar, porque o toque havia sido muito delicado.

– Posso? Questionou Red cheio de luxúria

Ela sorri e respondeu:

–Por favor.

Reddington deu uma risada e beijou Lizzie.

...

Beijei-a carinhosamente. Eu estava muito excitado e não precisaria de muito, pois meu desejo por ela já era algo gigantesco. Elizabeth segurou meu membro com força e eu estremeci. Eu podia sentir o fogo que emanava dela, e do quanto ela vinha ansiando por outro momento como aquele. Assim como eu, claro. Ela brincava com meu pau e eu a beijava. Meus dedos desceram até a sua buceta e eu comecei a masturbá-la. Ela gemia no meu ouvido e chegou a morder o lóbulo da minha orelha. Eu senti que se continuasse naquele ritmo, logo ela gozaria. Por isso, tirei meus dedos e a agarrei pela cintura. Voltei a beijá-la e depois migrei para o pescoço dela. Ela me afastou um pouco, desceu até meu mastro e começou a chupá-lo. Me apoiei com um dos braços na parede, tamanha foi a sensação de sentir a boca de Lizzie. Ela, naturalmente, se sentia mais a vontade do que a primeira vez que fizemos amor. Ela me olhava nos olhos e eu conseguia ver a língua dela lambendo meu pau, sem pudor.

Eu a levantei, mas ela se virou de costas para mim e se apoiou na parede. Naquele momento, eu enfiei meu membro na buceta dela, por trás, e comecei a fazer movimentos de vai e vem. Eu a segurei pelos cabelos e isso a fez se inclinar para trás. Meu pau estava quase todo nela. Em um determinado momento, parei de me mover e a assisti fazendo o movimento por conta própria.

Perfeição! Pensei

Ela tirou meu pau e se virou para mim. Eu a levantei e a penetrei novamente. Dessa vez de frente. Ela se apoiava com uma das mãos, no boxe do banheiro; enquanto a outra, envolvia meu ombro. Ela me encarava com um olhar tão cheio de luxúria, que aquilo me excitava dez vezes mais. O estopim para mim foi quando ela começou a ordenhar meu pênis, com um controle impressionante. Naquele momento, gozamos juntos. Eu me apoiei novamente na parede, e permaneci dentro dela por alguns instantes. Nossos rostos frente a frente e encostados.

– Eu...

Ela hesitou em me dizer algo.

– Amo você, Lizzie! Interrompi.

Ela me encarou e sorriu.

– Também amo você.

...

Elizabeth estava diante do espelho do banheiro. Passava hidratante no rosto, quando Red se aproximou e deu-lhe um cheiro.

– Você vem agora? Questionou ele.

– Daqui a pouco.

Ele sorriu e saiu do banheiro. Elizabeth encarou a si mesma através do espelho. Talvez aquele fosse o momento ideal para dar a notícia para Red. Ela levou alguns minutos para terminar de passar o hidratante pelo corpo, e sentia-se nervosa diante do passo que daria a seguir. Ao terminar, respirou fundo. Depois disso, saiu do banheiro rumo ao quarto onde Red estava.

– Red, eu tenho que...

Sua fala foi interrompida porque Reddington havia adormecido. Assim como ela, ele também estava muito cansado, por isso não quis acordá-lo. Ela se aproximou e deitou. Esticou-se para desligar a luz ao lado da cama, e apoiou a cabeça no peito do homem. Pensou por alguns minutos, até adormecer também.

...

Na manhã seguinte, Red se acordou e viu que Elizabeth estava ao seu lado, com a cabeça levemente encostada nele. Ele se levantou, vestiu-se e pegou seu chapéu. Não fez nenhum barulho para não acordá-la. A agente dormia feito um lindo anjo, por isso, seria um pecado atrapalhar aquele momento. Antes de sair, ele a observou por alguns instantes, até pegar o seu chapéu marrom e colocar sobre a barriga de Elizabeth. Ele sorriu e saiu.

...

Elizabeth acordou naquele manhã e olhou para o lado. O canto que estivera ocupado por Red, agora estava vazio. Sobre ela, estava um dos icônicos chapéus dele. Um barulho chamou-lhe atenção. A vibração do celular anunciava uma ligação. Ela verificou e viu que era Reddington.

– Bom dia, Lizzie! Espero não ter acordado você.

– Não. Sorriu Lizzie, com a voz ainda sonolenta. — Acordei há pouco, mas não com a ligação.

–Ah, tudo bem.

Eles ficaram calados por alguns segundos. Elizabeth sentiu que não podia mais adiar o que tinha que falar para Red.

– Red, eu preciso te contar uma coisa.

O homem percebeu a tensão na voz da agente.

– Pode falar.

– Red, eu... eu estou...

– Grávida?! Apressou-se Red.

Elizabeth percebeu que ele estava sorrindo.

– Como você sabia? Questionou incrédula

– Por dois motivos. Primeiro porque eu conheço você muito bem. Seus sinais de humor e tudo mais. Sou muito observador. O segundo foi porque ontem, quando você foi tomar banho, eu acabei vendo o resultado de alguns exames, que estavam sobre uma mesa, na sala de estar.

Elizabeth sorriu e disse:

– Acho que você só descobriu mesmo por causa do segundo motivo.

– Garanto a você que não. Porém, dois motivos trazem mais certezas do que um.

Os dois sorriram, mas o silêncio mais uma vez se fez presente.

– Lizzie, por que você não me contou isso ontem?

– Eu estava com medo, Red.

– Medo? Elizabeth, se em algum momento eu demonstrei alguma reação a você, que te fez pensar que num caso como esse, eu teria outra atitude que não fosse a de um homem de verdade, eu peço que me perdoe. Eu sei o que você deve estar passando. Sou um criminoso e você uma agente do FBI. Mas nós passaremos por isso juntos.

Elizabeth sentiu um enorme alívio ao ouvir aquilo.

– Para ser sincero, o meu único medo, é porque não sei se ainda lembro como trocar a fralda de uma criança.

Os dois riram. A tentativa de tirar a tensão de Keen, estava funcionando.

– O que acontece agora, Red?

Red estava em um avião seguindo para o Chile, a negócios.

– Me espere, Lizzie. Eu vou voltar.

Os dois se mantiveram em silêncio novamente

– Eu amo você. Disse Red — Não esqueça disso.

Lizzie ouviu por alguns instantes e sorrindo ao ouvir aquilo, disse:

– Também amo você, Red.

Notas finais
Se essa fanfic fosse um filme, aí imaginem agora os créditos e a música Dum Dum Girls - Coming Down. hahahaha Bom, pretendo dar continuidade com outro criminoso, que inclusive abordei durante essa história. Miki Eleanor (No 25) Espero que tenham curtido pra valer! Super abraço e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!