Eden - O Reinado

2 O Ferreiro das Montanhas


Notas iniciais
Bom pessoal, aqui está o segundo capitulo, espero que gostem. E não deixem de comentar! Sério, eu não mordo, cada comentário e feedback é importante para eu me melhorar e em consequência trazer histórias cada melhores. Então, eu conto com vocês!

O sol da manhã iluminava o céu limpo e azul das montanhas, coberto pelas copas das arvores, uma estrada de terra se formava, o clima era fresco devido as sombras projetadas pela rica natureza do local.

Por aquela estrada, uma dupla de viajantes vagava, cada um carregando uma mochila de viagem, a primeiro era uma jovem de cabelos castanho escuros, olhos azuis e vestia uma camisa rosa clara junto de uma saia xadrez vermelha, meias três quartos e um par de sapatilhas brancas completavam a vestimenta da moça que não aparentava ter mais de dezessete anos, uma adolescente em plena maturidade apesar da baixa estatura, seu parceiro de viagem era um rapaz, cabelos negros bagunçados e curtos, bandagens cobrindo o lado direito de seu rosto, do lado esquerdo, um olho de tom vermelho carmesim, vestimentas que lembravam a de um barman, em uma de suas mãos estava um guarda-chuva que o mesmo usava como bengala para ajudar em sua caminhada devido ao fato de sua perna esquerda ser de madeira, também de estatura baixa, sendo apenas alguns centímetros mais alto que sua companheira.

A dupla parecia estar caminhando já fazia algumas horas, mas graças ao clima fresco fornecido pela copa das arvores, estavam conseguindo lidar bem com o trajeto. O rapaz, que possuía a alcunha de raposa da inveja, pegou um cantil em sua cintura e bebeu um gole de água, após isso enxugou um pouco de suor que havia em sua testa com as costas do braço direito.

— Quer um pouco d’água Yume? – Red falou oferecendo o cantil para sua companheira.

— Ah, eu agradeço! – Com um doce sorriso, a jovem pegou o cantil e bebeu um pouco da água.

O motivo dessa viagem era para fugir da perseguição, afinal todos que possuíam a alcunha de sete pecados capitais eram caçados como criminosos pelo reinado, cada um com seu próprio crime cometido, todos haviam sido capturados cinco anos atrás, mas assim como todos foram capturados, também conseguiram fugir, o que resultou na fuga de mais de vinte criminosos perigosos. E devido a acontecimentos recentes, alguém descobriu o paradeiro de Red e estão tentando mata-lo, agora é uma fuga pela sobrevivência.

— Quando sairmos da floresta, chegaremos a um vale montanhoso, lá provavelmente encontraremos outro membro da equipe, ouvi de alguns clientes nos últimos dias que há um rapaz trabalhando como ferreiro por lá, ajudando viajantes que sofreram avarias nos armamentos no meio da viajem. – Comentou Red enquanto continuava a caminhada.

— Tomara, seria muito bom reunir todos o mais rápido possível. – Yume sorria ao falar, mostrando ficar animada.

O moreno apenas concordou com a cabeça e ambos continuaram a viagem e menos de uma hora depois haviam saído da floresta, se deparando com uma grande serra de montanhas com chão de pedra. Devido a vista alta que a dupla possuía do local, era possível observar todo o horizonte a frente, havia o que parecia ser uma pequena aldeia entre as montanhas do local, talvez ali obtivessem mais informações sobre o paradeiro da pessoa que buscavam.

Foram mais algumas horas de caminhada até finalmente chegarem as serras, Yume era quem segurava o mapa e guiava ambos pelo caminho. Apesar de muito nova, a jovem possuía grandes habilidades em se guiar por mapas e pelas estrelas.

— Interessante, de acordo com o mapa, essas serras se chamam “O berço do dragão dourado”, me pergunto porque ela recebeu esse nome. – A jovem falava de forma intrigada enquanto lia o mapa, e realmente, a curiosidade da mais nova era somente superada por sua gentileza.

— Talvez o povo daquela aldeia saiba o motivo, podemos perguntar a eles quando chegarmos lá. – Comentou Red enquanto olhava para o céu, estava começando a escurecer, seria perigoso continuar a viagem durante a noite e no escuro. – Vamos montar acampamento, amanhã continuamos a viagem.

A companheira do ex barman concordou e assim ambos começaram a armar o acampamento, enquanto o moreno montava as barracas, a garota começava a acender uma fogueira e preparar a comida, haviam trazido provisões e alimentos que durariam em torno de uma semana de viagem. Após esse período, precisariam abastecer, mas isso não era um problema para se preocupar agora. Com a fogueira pronta, a barraca preparada, a dupla apreciava uma modesta refeição, um macarrão com molho de tomates frescos que Yume havia preparado com grande habilidade.

— Isso está muito bom Yume! – Red elogiava a comida enquanto assoprava outra garfada do macarrão e o sugava com voracidade.

— Obrigada, mas não foi nada, foi o senhor que me ensinou a fazer esqueceu? – A de cabelos castanhos lhe dedicava um pequeno sorriso.

— Ah, é mesmo, eu tinha me esquecido, mas isso não tira o seu mérito, está mesmo incrível! – O rapaz continuou a elogiar a culinária da menor, o que deixou o rosto dela ruborizado.

Ambos conversavam de forma tão casual e descontraída que parecia nem terem notado os movimentos entres as pedras altas que rodeavam ambos, eles estavam sendo vigiados. Agora se aqueles que os vigiavam eram amigos ou inimigos, não havia como saber.

A noite seguiu sem nenhum problema aparente, e com o sol já iluminando o caminho novamente, Yume e Red seguiram viagem, foram apenas mais duas horas de caminhada e chegaram na entrada da vila, haviam diversas casas de madeira reforçadas com pedras por toda a pequena aldeia, porem nenhuma pessoa era vista, fosse jovem, criança ou idoso. O local aparentava estar deserto. Ambos caminhavam pela pequena aldeia tentando encontrar alguém, mas aparentemente não havia ninguém, as cortinas das casas estavam fechadas e as portas trancadas.

— Olá! Têm alguém ai?! – Yume gritava tentando chamar por alguém, mas não recebia nenhuma resposta.

Enquanto Yume tentava encontrar alguém na aldeia, Red observava os arredores, foi quando ele percebeu uma sutil movimentação dentro das casas, era como se as pessoas que estavam dentro delas estivessem observando a dupla as escondidas, através das cortinas e janelas de suas residências, todos pareciam bastante desconfiados com a presença dos dois.

Foi então que a porta de uma das casas se abriu, um homem alto e musculoso saiu de dentro da casa, seus cabelos eram lisos e iam até os ombros, sua pele era bronzeada e seus olhos castanhos, ele usava roupas tribais e portava um cajado de madeira, era possível notar algumas crianças ainda dentro da casa, elas tinham expressões de insegurança em seus rostos enquanto encaravam Red.

— O que desejam em nossa aldeia forasteiros? – O homem se pôs presente, chamando a atenção de Yume, enquanto Red apenas encarava o mesmo.

— Somos viajantes, soubemos de um ferreiro muito habilidoso por aqui, gostaríamos de saber onde ele está para podermos conversar com ele. – Quem disse isso foi o rapaz, se colocando a frente.

— Entendo. – O homem encarou a dupla de cima a baixo de forma séria. – Me chamo Dellyan, sou o chefe dessa aldeia, irei indicar o caminho ao ferreiro para vocês. – O chefe da aldeia anunciou e então começando a andar, fazendo sinal como se pedisse para que a dupla o seguisse.

O trio seguiu para uma das extremidades da aldeia, lá havia um caminho de pedras cercado por montanhas rochosas, ao que tudo indicava aquele era um caminho único, sem bifurcações. Dellyan parou de andar ao chegar na entrada do caminho e então se virou para encarar a dupla.

— Esse caminho os levará até seu destino. – O chefe da aldeia olhava para a dupla seriamente. – Não irão encontrar problemas a respeito de se perderem, pois o caminho é único, quando chegarem no final dele, haverá uma caverna, lá encontrarão a pessoa que desejam. – Com seu último anúncio, o homem começou a voltar o caminho que havia feito, sem dizer mais nada.

— Obrigada. – Yume agradeceu com seu sorriso mais gentil, enquanto Red só fazia encarar líder da aldeia se distanciando. – Red, é melhor irmos logo. – A garota acabou tirando o moreno de seus devaneios.

— Vamos. – E então o rapaz tomou a linha de frente.

O caminho a ser percorrido era relativamente fácil, não haviam obstáculos ou bifurcações, assim como Dellyan havia dito, o maior empecilho era a distância, mas mesmo ela estava sendo superada com facilidade. Ao final chegaram a um terreno pedroso que dava de frente a uma enorme montanha de pedra, com uma enorme caverna abrindo o interior dela, fora exatamente como o líder da aldeia havia descrito.

— Encontramos! – Yume parecia animada enquanto andava na direção da caverna.

Tudo ocorreu muito rápido então, grunhidos puderam ser ouvidos, uma lança voou, quase acertando a jovem ajudante, se não fosse pelo barman que de forma ágil, puxou-a para perto de si, impedindo o ataque que provavelmente iria feri-la gravemente.

— Quem está ai?! – O barman bradou, se preparando para um possível confronto.

E então, descendo com ferocidade e velocidade, pode ser visto, lagartos humanoides, com provavelmente um metro e oitenta de altura, eles vestiam armaduras de aço que cobriam o peitoral, os ombros e a cintura, em suas mãos espadas e lanças, provavelmente foram pegas de viajantes desavisados que não tiveram tanta sorte em seu encontro com as feras. Com um salto, as bestas terminaram de descer a montanha, chegando ao solo, eram sete deles aos todo, eles grunhiam e sibilavam como cobras, se movendo e cercando a dupla.

— Homens lagartos....Eu sabia, era uma armadilha... – O jovem olhava ao redor de forma atenta, seu guarda-chuva novamente tomando a forma de espada. – Yume, fique próxima a mim. – A garota apenas concordou com a cabeça.

Red avaliava seus inimigos, seis dos lagartos eram de um tom verde musgo, enquanto o ultimo era de um vermelho alaranjado. As bestas rodeavam lentamente a dupla, os encarando com seus olhos frios. Foi então que dois lagartos avançaram, Red puxou as bandagens e revelou seu olho, novamente o mesmo possuía aquele estranho símbolo igual aos da espada, o primeiro lagarto teve a espada interceptada pela lâmina do menor e em seguida um chute bem aplicado contra o peito, que foi realizado com a perna de pau do mesmo, a criatura foi empurrada para trás devido ao impacto. Enquanto a segunda besta que atacou, tentou empalar o moreno com sua lança logo em seguida, mas com um salto e girando seu corpo, Red conseguiu decepar a cabeça da criatura com grande habilidade, sangue esguichou do local onde uma vez havia a cabeça da fera, para então o corpo da mesma cair inerte e sem vida no chão.

Os algozes do barman ficaram atentos, se vacilassem teriam o mesmo destino que seu companheiro, com olhos frios eles começavam a analisar os movimentos que Red fazia. Quanto a Yume, aproveitando a chance que o inicio do confronto criou, ela conseguiu se afastar das bestas enquanto elas se concentravam no moreno, escondida atrás de uma pedra ela observava toda a cena, não queria atrapalhar o rapaz em seu combate.

— Que saco...- O menor bufou, como era dia, seus poderes estavam reduzidos por haver pouca escuridão no local, precisaria terminar aquilo de forma rápida e precisa.

Segurando a katana com ambas as mãos, a arma novamente tomou a forma de uma esfera negra, cobrindo ambas as mãos de Red, foi então que com um movimento rápido ele separou a esfera em duas, e logo em seguida, ambas as partes se tornaram ninja-tõs, que nada mais eram que uma versão menor da katana utilizada pelo rapaz anteriormente.

— Então caras escamosas. – Um sorriso de canto brotou no rosto do moreno enquanto ele girava ambas as lâminas em suas mãos. – Vamos dançar! – Ele parou de girar as lâminas e rapidamente avançou contra as feras.

As bestas ficaram atentas, Red avançava na direção de dois homens lagartos que portavam espadas, ambos ficaram alertas, apertando o cabo de suas espadas com força e rugindo para seu inimigo. Ao mesmo tempo que o menor avançava, por trás dele vinham dois homens-lagartos com lanças. As lâminas se cruzaram, Red lutava contra ambos os lagartos com espadas em uma troca de golpes rápidos e ferozes, era notável que o rapaz estava colocando pressão nas criaturas que eram forçadas a recuarem a medida que o moreno avançava e atacava cada vez com mais velocidade, porém com a aproximação da dupla que lagartos que portavam lanças, foi necessário uma rápida mudança na estratégia, um leve salto, seguido de um giro rápido com seu corpo em diagonal fez uma das lanças passarem rente ao seu rosto. O pecado capital não vacilou, cortando ao meio a lança na parte da madeira, quando seus pés tocaram o chão, ele estava de costas para a dupla com espadas, ele avançou contra o lagarto desarmado e perfurou a região do estômago que não estava protegida pela armadura. O monstro cuspiu sangue e grunhiu de dor, mas sem se render ele agarrou os ombros de Red e com um rugido abriu sua enorme bocarra, o mordendo no ombro, seus companheiros também vinham com grande velocidade prontos para perfurar o moreno.

Red grunhiu baixo devido a dor, foi necessário um pensamento rápido, com grande esforço ele ergueu o homem-lagarto e girou seu corpo, usando o corpo do mesmo como escudo enquanto as duas espadas dos companheiros do mesmo perfuravam o corpo do aliado, a ação havia sido rápida demais para a dupla de bestas conseguir parar o ataque. Aquele era o momento perfeito, movendo suas duas ninja-tõs, Red cortou o corpo do lagarto ao meio no sentido horizontal e avançou contra a dupla de espadas que estavam a centímetros do mesmo, perfurando seus estômagos e os cortando no sentido horizontal dessa vez.

— Já foram quatro, faltam apenas trê- — A sua linha de pensamento foi cortada por uma enorme sombra que surgiu atrás de si, quando se virou, se deparou com dois homens lagartos verdes prontos para perfura-lo.

Aquele poderia ser o fim do moreno, se não fosse por fios de luz dourada que envolveram os pescoços da criatura e as puxaram para longe, apesar de serem feitos de luz, os fios eram resistentes e estavam lentamente estrangulando as bestas. O olhar do pecado capital se direcionou a dona dos fios, era Yume que lhe dava suporte a distância, uma expressão determinada e séria em seu rosto, novamente um sorriso brincou nos lábios do rapaz, ele juntou suas espadas e estava armado com sua katana novamente. Só havia mais um inimigo, o lagarto vermelho e possivelmente o líder do bando.

— Parece que somos só eu e você vermelhão. – O pecado da inveja riu, apoiando sua katana em seu ombro.

A criatura de sangue frio rangia os dentes de forma furiosa, em seus olhos a pura expressão de descontentamento e raiva, mas aquela expressão logo mudou para terror, Red estranhou o comportamento, achou que ela estava com medo do próprio a princípio, porem o olhar da criatura parecia ver através do mesmo. Quando o menor virou o olhar para a direção de seja lá o que fosse que aquela criatura encarava, um vulto passou pelo seu lado direito de forma rápida, o pecado da raposa arregalou os olhos de forma surpresa. Gritos da besta sendo abatida puderam ser ouvidos, mas o mesmo nem se virou para encarar a cena.

Atrás de si estava um rapaz, o mesmo vestia um casaco pesado aberto, deixando amostra o colete de couro que usava, seus braços também estavam protegidos pelo mesmo material do colete, em seu braço esquerdo, uma longa corrente estava envolvida no mesmo, em sua cintura, duas espadas de tamanho mediano, e por fim em sua mão direta uma enorme espada suja com o sangue da besta recém-abatida, não era possível ver o rosto do rapaz, pois o mesmo estava coberto por uma máscara. O mascarado, antes ajoelhado no chão analisando sua presa, agora se colocava de pé, não parecia ser muito mais alto que Red, apesar de não ser possível ver seus olhos, a forma como ele movia a cabeça dava a atender que ele parecia avaliar a situação do que havia ocorrido no local.

— Então é você o tal ferreiro né? – Questionou Red se virando na direção do mascarado. – Seus amigos daqui armaram para nós e quase morremos sabia? – Um olhar frio se encontrava na face do moreno.

— ... – Apenas silêncio e respiração baixa, nenhuma resposta vinha do mascarado.

— Hey, eu estou falando contigo. – Lentamente, o pecado da inveja começava a caminhar na direção do ferreiro. – Responda quando eu falo contigo! – Ele saltou contra o homem, prestes a lhe desferir um soco contra a face.

O mascarado nada fez, apenas ergueu sua mão esquerda e segurou o punho de Red, porem se surpreendeu quando o menor girou e lhe desferiu um chute no queixo, fazendo sua mascara voar longe. Agora o rosto do rapaz podia ser visto, cabelos negros bagunçados e espetados, olhos dourados, uma barba levemente por fazer, uma aparência em torno de vinte anos, a cabeça do ferreiro pendeu levemente para trás e quando voltou, ele tinha uma expressão irritada no rosto.

— E TIRA ESSA MASCARA DE RETARDADO QUANDO ENCONTRAR SEU LÍDER! – Bradou Red com uma expressão furiosa e ao mesmo tempo cômica.

— VAI SE FUDER RED! ERA MESMO NECESSÁRIO ME CHUTAR?! – O rapaz misterioso era quem gritava agora com a mesma expressão furiosa e cômica de seu “líder”.

Ambos os rapazes se encaravam e gritavam insultos um para o outro, era uma conversa infantil, repleta de puxões de bochecha, cascudos, socos, mas logo as expressões de raiva foram substituídas por risadas e logo um aperto de mão foi dado entre ambos. Yume encarava toda aquela situação um tanto decepcionada, não estava surpresa com a forma que aqueles dois agiam.

— É bom vê-lo novamente Shinja. – Red sorria enquanto olhava o velho amigo.

— Também é bom revê-lo líder. – Shinja também sorria, ambos davam um aperto de mão firme. – Ah Yume! É bom te encontrar também! – O rapaz de cabelos espetados acenava para a garota.

Finalizados os cumprimentos, o trio voltou para a aldeia, lá Shinja reuniu a todos e explicou a situação, a grande verdade era que ele estava vivendo junto dos habitantes daquela aldeia, ao mesmo tempo que eles estavam mantendo-o escondido dos mercenários enviados para matar todos os componentes dos pecados capitais. O líder da aldeia estava apenas querendo proteger Shinja, temendo que Red e Yume fossem parte dos caçadores, enviaram ambos para uma rota perigosa onde era território dos homens lagartos na esperança que as feras eliminassem os dois, foi por acaso que devido as descrições da aparência da dupla que Shinja recebeu quando voltou da caçada, ele reconheceu ambos como seus companheiros de longa data.

— Então vocês fazem parte do mesmo grupo? Todos são membros dos pecados? – Dellyan parecia surpreso com a notícia.

— Exatamente, a raposa da inveja, me chamo Red. – Agora com sua tatuagem revelada, era fácil reconhecer o menor.

— E eu sou Shinja, o Dragão do orgulho. – Shinja levantava sua camisa, revelando a tatuagem de dragão que possuía no peito.

O líder da aldeia por fim encarou Yume, estava perplexo, aquela garotinha seria mesmo membro dos sete pecados capitais? Ela aparentava ser tão frágil e inocente...

— E-Eu me chamo Yume, sou o pecado da preguiça do gato. – Com o rosto corado, ela ergueu um pouco sua camisa, revelando a tatuagem que ficava na lateral de sua cintura.

Toda a vila ficou perplexa, mas se desculparam novamente com o grupo pelos problemas que causaram e como oferta de paz, os três receberam mantimentos que iriam ajuda-los em sua viagem. Apesar de um pouco triste e preocupado, Shinja se despediu de todos da vila, tinham uma missão maior agora, tinham que reunir o grupo novamente e tentar limpar seus nomes, ou se preparem para uma verdadeira guerra contra o reinado. Com isso em mente, o trio partiu em viagem.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Não deixem de comentar o que acharam, coisas que gostaram, ou que não gostaram, sua "teorias" a respeito do rumo da história também são bem-vindas! Até o próximo capitulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.