Ecos do tempo
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Dessa vez, o peso do cansaço parecia insuportável. Eu não conseguia me mexer por alguns segundos, apenas encarava o assento à minha frente, tentando reunir forças para levantar.
Quando finalmente consegui me mover, cada movimento parecia uma batalha. Caminhei pelo corredor, ignorando as vozes ao meu redor, e fui direto para a primeira classe, onde sabia que Carlisle e Edward estariam. O ciclo havia recomeçado, e, mais uma vez, eu precisava convencê-los da terrível realidade em que estávamos presos.
— Carlisle... — Minha voz soou fraca quando o encontrei sentado em seu lugar habitual. Ele levantou os olhos, surpreso ao me ver, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, continuei: — Aconteceu de novo. A explosão, a queda... Eu estou presa aqui, Carlisle. Nós estamos todos presos.
Carlisle me observou por um momento, escutando atentamente tudo o que eu dizia, a preocupação estampada em seu rosto. Ele percebeu que eu estava à beira do colapso. Meus olhos estavam vermelhos, as lágrimas escorriam sem que eu sequer tentasse contê-las.
— Eu não aguento mais — minha voz quebrou enquanto eu olhava para ele com desespero. — Estou tão cansada de tudo isso... De morrer, de acordar, de tentar e falhar... Eu não sei o que fazer.
Edward apareceu ao meu lado, seu olhar transbordando preocupação e dor. Ele se aproximou de mim com uma expressão de aflição, seus olhos se suavizando quando se encontrou comigo. Sem hesitar, ele me envolveu em seus braços, a sensação de seu toque trazendo um consolo inesperado. Os soluços continuaram a escapar de meus lábios, e eu me deixei ser envolvida pelo abraço, me permitindo finalmente desmoronar.
— Está tudo bem — ele sussurrou perto da minha orelha, sua voz um sussurro reconfortante. — Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas vamos encontrar uma solução. Eu prometo.
Seu abraço era um ancla no caos, uma promessa de que não estava sozinha nessa luta. As palavras dele, cheias de determinação e empatia, foram um alívio momentâneo no meio do desespero. No entanto, a sensação de estar presa em um ciclo interminável de morte e reinício ainda pairava sobre mim, mas, por um breve instante, o conforto no abraço de Edward me deu uma centelha de esperança.
Carlisle se aproximou de nós, seu rosto preocupado.
— Pode nos explicar o que aconteceu? — Carlisle perguntou, olhando diretamente nos meus olhos. — Vamos tentar te ajudar, não se preocupe. Você não está sozinha.
Assenti lentamente, tentando absorver o apoio que Carlisle e Edward me ofereciam. Eu me separei de Edward e contei toda a verdade com detalhes. Apesar do cansaço que ainda pesava sobre mim, a promessa de Edward e a firmeza de Carlisle me deram um pouco de força para continuar. Sabia que precisávamos trabalhar juntos, e talvez, desta vez, encontraríamos a chave para finalmente escapar do loop temporal.
Carlisle, percebendo a necessidade de agir rápido, olhou para nós dois com uma expressão séria antes de se levantar.
— Vou investigar o avião novamente, ver se consigo encontrar algo que deixamos passar nas últimas tentativas — disse Carlisle, com uma determinação renovada. — Fiquem aqui e tente descansar um pouco, Bella.
Assenti, ainda sentindo o peso do cansaço e da frustração que me dominavam. Observei Carlisle se afastar pelo corredor, e então voltei meu olhar para Edward, que permaneceu ao meu lado. Ele parecia ponderar por um momento, antes de se sentar na poltrona ao lado da minha.
Por um instante, o silêncio entre nós foi palpável. Eu estava perdida em meus pensamentos, revivendo as memórias dolorosas dos ciclos anteriores. Mas então, Edward quebrou o silêncio, sua voz suave e envolvente.
— Eu sei que tudo isso parece interminável — começou Edward, tentando infundir um tom gentil em sua voz, como se sua serenidade pudesse oferecer algum alívio. — Mas quero que saiba que estamos juntos nisso. Não vamos desistir enquanto não encontrarmos uma solução.
Olhei para ele, sentindo uma onda de gratidão pelas suas palavras reconfortantes. Em meio ao caos e ao medo, o apoio dele parecia um fio de esperança.
— Você parece tão calmo — murmurei, quase como um pensamento em voz alta. — Como consegue lidar com tudo isso?
Edward ofereceu um sorriso ligeiramente triste, mas genuíno. Era um sorriso que misturava empatia com uma sombra de dor.
— Bella, eu sei que estamos todos presos nesse loop, mas você é a única que carrega o peso de lembrar de tudo. Não sou eu quem está vivendo várias mortes e recomeços sem parar. — Ele hesitou por um momento, parecendo ponderar suas palavras antes de continuar. — Como você está... Lidando com tudo isso?
Olhei para baixo, o olhar perdido nas linhas do tapete. A verdade estava presa na minha garganta, uma mistura de impotência e desespero.
— Bella? — insistiu Edward, sua voz suave e encorajadora.
— Eu finalmente havia conseguido — comecei, minha voz tremendo, revelando a dor e a frustração que eu tentava esconder. — Finalmente havíamos nos livrado da bomba e tudo parecia ir... Bem. Mas então, tudo se repetiu. Eu não sei mais o que fazer.
A voz falhou, e uma sensação de desesperança se apoderou de mim. Edward se inclinou mais perto, seus olhos cheios de compreensão e uma determinação silenciosa.
— Não está sozinha nisso — ele garantiu, a mão dele encontrando a minha de maneira reconfortante. — Vamos descobrir como quebrar esse ciclo. Você já passou por tanto. Nós encontraremos uma maneira de resolver isso.
O calor de suas palavras e a sinceridade em seus olhos foram um breve alívio, um sinal de que ainda havia esperança, mesmo quando tudo parecia sem saída. A dor e a frustração eram esmagadoras, mas a presença de Edward e seu compromisso em encontrar uma solução me ofereciam um pequeno conforto em meio ao caos contínuo.
— Sabe, Edward, eu... — comecei, tentando mudar de assunto para algo que pudesse desviar a mente do pesadelo constante. — Como era a sua vida antes disso tudo? Quero dizer, como era a sua vida?
— Sempre foi bastante monótona — ele respondeu, um sorriso encolhido no canto dos lábios. — Eu não tive muitas aventuras, vivo com minha família, nós somos 5 irmãos. A casa sempre está cheia e às vezes barulhenta, mas nós costumamos nos dar bem.
Ele parecia pensativo por um momento, talvez refletindo sobre uma época mais simples ou, talvez, apenas tentando entender como suas experiências se encaixavam no presente caos.
— A vida era bem previsível, não havia nada particularmente emocionante ou novo ao meu redor, as coisas seguiam um ritmo que eu já conhecia bem.
Eu o ouvi com atenção, tentando absorver cada detalhe que pudesse ajudar a entender melhor a pessoa ao meu lado. A ideia de uma vida rotineira, ainda que monótona, parecia quase reconfortante em comparação com a instabilidade e o medo que eu estava enfrentando.
— Deve ter sido uma vida tranquila, de certa forma — comentei, tentando buscar algum sentido nas palavras dele.
Edward deu um leve aceno de cabeça, seu olhar se perdendo na distância.
— Tranquila, sim. Mas também havia uma certa monotonia que se tornava um fardo. Às vezes, eu desejava que houvesse algo mais emocionante, algo que quebrasse a rotina.
Houve uma pausa, onde o silêncio se fez presente entre nós, e a realidade do momento parecia um pouco menos opressiva.
— E você? — Edward perguntou de volta, puxando-me da minha introspecção. — Como era a sua vida antes de tudo isso?
Eu hesitei por um momento, tentando organizar meus pensamentos confusos e escolher as palavras certas. As lembranças do meu passado ainda estavam nebulosas e entrecortadas. Eu não queria que Edward soubesse a verdade, do quão quebrada minha mente parecia estar e, por esse motivo, decidi mentir.
— Bem, minha vida antes de tudo isso era... bastante simples, na verdade — comecei, forçando um sorriso para ocultar o turbilhão de incertezas em minha mente. — Eu cresci em uma pequena cidade com meus pais.
Quem eram meus pais? O que eu sabia sobre eles? Eu me esforçava para criar uma imagem coerente.
— Tínhamos uma casa... pequena, de dois andares — continuei, tentando me lembrar de detalhes. — Eu costumava passar a maior parte do tempo na escola e com meus amigos.
Eu falava de uma forma que tentava parecer natural, mas meu cérebro estava em um frenesi para preencher os espaços em branco. As lembranças eram fragmentadas e os detalhes da minha vida antes do loop pareciam se desintegrar, tornando-se cada vez mais imprecisos.
Uma imagem borrada me veio à mente, uma visão que parecia pertencer ao passado distante. Eu era jovem, devia ter uns 9 anos, correndo em um jardim cheio de flores. A sensação de liberdade e alegria era palpável. Uma mulher estava correndo atrás de mim, seu rosto estava suavizado por um sorriso, e a sensação de felicidade parecia real. Mas, ao tentar me agarrar a essa memória, ela se desfazia, deixando-me com uma sensação de vazio e confusão.
— Eu costumava... — comecei novamente, tentando lembrar dos detalhes específicos. — Ir à escola, encontrar amigos, e fazer... atividades normais. Havia... um grupo de amigos que eu sempre via. Nós costumávamos... Sair e nos divertíamos muito.
Minha mente estava lutando para preencher os detalhes com informações que se alinhavam com a narrativa que eu estava tentando criar. Eu não conseguia me lembrar claramente dos nomes ou das atividades, mas tentava dar uma aparência de normalidade à história que estava construindo.
Edward me observava com uma expressão de curiosidade, sua atitude atenta me lembrava de como ele estava ali, tentando entender o que eu estava passando. Ele parecia interessado, mas ao mesmo tempo, havia um brilho de preocupação em seus olhos, como se ele pudesse sentir a hesitação em minhas palavras.
— E seus pais? — ele perguntou suavemente. — Como eram eles?
Eu engoli em seco, lutando para manter a compostura. Eu tinha que continuar a história, mesmo quando minha mente estava caindo em pedaços ao tentar lembrar de algo que parecia tão distante.
— Meus pais eram... muito amorosos — eu disse, tentando oferecer um sorriso que parecesse sincero. — Sempre estavam lá para mim, apoiando-me em tudo que eu precisava. E a vida era tranquila, simples.
Enquanto falava, a sensação de desconexão aumentava. Eu estava construindo um passado fictício para lidar com a realidade de uma mente quebrada, e, embora tentasse manter o controle, a verdade era que eu estava completamente perdida, buscando desesperadamente alguma forma de coerência em meio ao caos das minhas memórias fragmentadas.
— Parece que você teve uma infância bastante estável — ele comentou, o tom de voz suave e contemplativo.
Eu assenti, embora por dentro estivesse lutando para reconciliar a verdade com a história que acabara de criar.
— Sim, era... estável
Meus pensamentos se desenrolavam como um filme mal projetado: rostos de pessoas que eu não conseguia identificar completamente, lugares que pareciam familiares, mas cujo nome eu não conseguia lembrar, e momentos que eu sabia serem importantes, mas que se dissipavam quando eu tentava agarrá-los. Era como tentar pegar água com as mãos — cada vez que eu pensava que tinha uma lembrança segura, ela escorregava para fora do meu alcance.
Eu me sentia perdida, como se estivesse flutuando em uma névoa de incerteza. Tentava desesperadamente me agarrar a qualquer coisa que fosse familiar, qualquer detalhe que pudesse ancorar minha mente fragmentada, mas tudo parecia escapar, como se o próprio tempo estivesse me impedindo de recuperar minha identidade.
As lembranças da minha família, das conversas que tivemos e dos momentos que compartilhamos eram como flashes rápidos e distantes. Lembro-me do calor do abraço da minha mãe, da risada de meu pai, mas esses sentimentos estavam distantes e imprecisos, como ecos de um sonho que eu não conseguia recordar totalmente.
Enquanto conversava com Edward, eu sentia a pressão de esconder a confusão crescente dentro de mim. Eu precisava manter uma fachada de normalidade, mesmo quando a verdade era que cada momento de minha vida passada parecia um enigma sem solução. Eu me esforçava para construir uma história coerente para compartilhar, mas, no fundo, minha mente estava um campo de batalha de frustrações e medos não resolvidos.
Havia uma luta constante para forçar minha mente a trabalhar, para lembrar os rostos das pessoas que amava e as conversas significativas que tivemos. Eu tentava me lembrar do tom de voz de minha mãe quando me dizia que tudo ficaria bem, ou da última briga que tive com ela, mas tudo se desfazia em uma confusão de sons e imagens desconexas. As memórias pareciam se esconder, cada vez mais evasivas, enquanto eu tentava desesperadamente reconquistar o que havia perdido.
No momento em que Edward e eu conversávamos, eu estava lutando contra uma tempestade interna de emoções e memórias fragmentadas, tentando construir um passado fictício que pudesse aliviar a tensão, enquanto o verdadeiro passado permanecia um mistério opressor. Cada tentativa de lembrar se sentia como um esforço fútil, e eu me sentia cada vez mais distante de quem eu realmente era. A frustração e o medo de nunca conseguir reconectar com meu passado verdadeiro eram esmagadores, e, no final, eu apenas desejava encontrar alguma forma de paz e clareza em meio à confusão que me consumia.
Enquanto eu tentava manter a fachada de normalidade, Carlisle se aproximou, seu semblante sério e preocupado. Ele interrompeu o que eu estava dizendo com uma expressão de frustração e cansaço.
— Bella, eu não consegui encontrar nada — ele disse, a voz carregada de pesar.
Aquelas palavras me atingiram como uma ducha fria. Eu sabia que a situação estava prestes a se repetir. A inevitabilidade do ciclo parecia quase palpável, uma sombra que pairava sobre nós, pronta para se manifestar novamente.
O desânimo se instalou em mim, e a realidade do que estava por vir parecia esmagadora. Eu olhei para Carlisle e depois para Edward, que ainda estava ao meu lado, sua expressão de preocupação não diminuindo.
— Nós nunca encontramos nada, não é? — murmurei, mais para mim mesma do que para Carlisle. — Sempre procurando, sempre falhando. É como se estivéssemos presos em uma piada cruel.
Carlisle baixou os olhos, sem palavras para responder. Edward me observava atentamente, notando o cansaço que parecia pesar sobre mim como um manto invisível.
— Então, vamos... — minha voz saiu arrastada, quase inaudível. — Vamos ter que passar por isso de novo.
Olhei para minhas mãos, o olhar distante, como se estivesse perdida em algum lugar dentro da minha própria mente.
— Antes, eu tinha tanto medo da morte — confessei, minha voz quebrando o silêncio pesado. — Mas agora... agora a morte não me assusta mais. O que me assusta de verdade é a ideia de continuar revivendo esse momento eternamente. De nunca escapar desse ciclo infernal.
Edward me escutou em silêncio, a dor nas minhas palavras ecoando dentro dele.
— Edward... — comecei, erguendo o olhar para encontrar o dele. Meu coração estava pesado e meu desespero se manifestava na fraqueza da minha voz. — Você acha que tudo isso é real? Ou será que estou presa em um pesadelo? Eu só... eu só quero acordar. Rezo para que tudo isso seja apenas um sonho ruim.
Edward hesitou, sentindo a profundidade do desespero que eu estava tentando esconder. Ele sabia que não havia uma resposta fácil para minha pergunta. Mesmo assim, desejava poder me dar algum tipo de consolo, alguma certeza em meio ao caos.
— Eu não sei, Bella — disse ele finalmente, sua voz carregada com uma tristeza sincera. Ele se aproximou e colocou uma mão sobre a minha, entrelaçando nossos dedos com um toque gentil, mas firme. — Mas saiba que, independentemente do que aconteça, nunca se esqueça que eu sempre vou estar do seu lado.
Observei Edward por um longo momento, sentindo uma mistura de gratidão e tristeza. O fato de ele estar ali, disposto a lutar ao meu lado, trouxe um pequeno consolo, mas o medo de nunca escapar desse ciclo interminável ainda pairava sobre mim como uma sombra.
Carlisle percebeu a profundidade da minha angústia e se aproximou, colocando uma mão suave em meu ombro. Seu toque era reconfortante, uma âncora em meio ao caos.
— Vamos encontrar uma maneira de sair disso, Isabella — ele prometeu com uma voz firme, tentando infundir uma centelha de esperança em meio ao desespero. — Eu não sei como, mas não vamos desistir.
Sua determinação era palpável, e eu tentei me agarrar a isso, mesmo sabendo que o tempo estava contra nós.
— Edward... — minha voz tremia levemente, a ansiedade tornando as palavras quase inaudíveis. — Não solte minha mão, por favor.
Edward, percebendo o desespero em meu olhar, apertou a minha mão com mais força. Seu toque era firme, uma promessa silenciosa de que ele estava ali para mim, não importa o que acontecesse. Seus olhos se encontraram com os meus, e eu pude ver a determinação e a preocupação refletidas neles.
— Não vou soltar — ele assegurou, sua voz suave e cheia de uma sinceridade que eu precisava ouvir naquele momento.
Ambos fechamos os olhos, e, em questão de segundos, o som ensurdecedor da explosão nos envolveu, trazendo o fim que eu já conhecia tão bem.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta ao ponto de partida, como sempre. A familiaridade da situação me encheu de uma exaustão profunda, quase insuportável. Eu sabia que não poderia continuar assim por muito mais tempo, mas também não sabia o que mais poderia tentar.
Sem um plano claro, levantei-me e comecei a vagar pelo avião, meus passos guiados mais pelo desespero do que por qualquer intenção real. As mesmas faces passavam por mim, os mesmos sons, o mesmo ambiente que agora parecia uma prisão. Eventualmente, meus passos me levaram de volta à primeira classe, onde Edward estava sentado, alheio ao ciclo repetitivo em que estávamos presos.
Hesitei por um momento, mas então me dirigi a ele e sentei-me ao seu lado. Desta vez, não mencionei o que estava prestes a acontecer, não falei sobre a explosão ou o ciclo interminável. Em vez disso, comecei a conversar com ele, como se fôssemos dois estranhos se conhecendo pela primeira vez.
Ele me contou novamente sobre sua vida, enquanto eu, mais uma vez, repeti a história que havia inventado, memórias que pareciam pertencer a outra pessoa. Por alguns minutos, nós dois nos perdemos na conversa, quase esquecendo o que estava prestes a acontecer.
Mas então, o inevitável aconteceu. O avião tremeu violentamente, seguido pelo som ensurdecedor da explosão. Fechei os olhos, sentindo o aperto da mão de Edward mais uma vez antes que tudo se dissipasse.
E então, mais uma vez, acordei. O ciclo havia reiniciado
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