Ecos do Passado
2 O Nome Esquecido e O Último Adeus
Os dedos dela deslizaram sobre a madeira fria da porta antiga. Atrás daquela sala, algo esperava. Empurrou devagar, e o rangido ecoou como um lamento. No chão, fotos antigas.
Ela e… alguém. O rosto da outra criança estava desvanecido. Tentou lembrar-se. Quem era? Porque não se recordava?
Uma brisa fria soprou, e a porta fechou-se sozinha. O coração disparou. Pegou na câmara e tirou uma foto. O flash iluminou a escuridão. No ecrã, uma sombra. Um nome sussurrado na sua mente. Familiar, mas distante.
A verdade estava ali, nas sombras. E queria ser lembrada.
A figura no ecrã parecia estender a mão. O medo e a tristeza misturavam-se. Era ela… a amiga que esquecera. Um acidente. Uma promessa quebrada.
Agora compreendia. Voltou porque devia algo ao passado. “Desculpa.” A palavra ecoou, e a sombra hesitou. Um último olhar. Uma despedida silenciosa.
O flash brilhou, e quando abriu os olhos, a sala estava vazia. A mansão parecia mais leve. O peso da culpa desvanecera.
Caminhou para a saída, sentindo-se em paz. Algumas amizades sobrevivem à morte. Algumas memórias, não importa quão perdidas, encontram sempre o caminho de volta.
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