Ecos de Amor

1 Capítulo Único – Gotitas de la Oscuridad!


Notas iniciais
Notas Iniciais da Raposa: Hi my sweets, primeiro, quero dizer que espero que 2016 seja bom pra vocês, e bem, quero trazer minha primeira fic do ano, ela me veio por conta da música abaixo, e… Se não ouvir, não terá a mesma emoção, então eu aconselho… Bem… É isso, dedico pra Roberta pra Ane e pra Lisa ♥ Meninas amo vocês e obrigada por me aguentarem ano passado.

OBS: Drama, num nível bem louco, e… Ok, tá mais leve que Davvero, mas ainda é um drama ♥

Link: Jesse & Joy – Ecos de Amor (youtube.com/watch?v=_WHGlEYaBgU)

Boa leitura e não me matem

ECOS DE AMOR

Capítulo Único – Gotitas de la Oscuridad!

- O que quer? — estava claro sua total falta de vontade de interagir com o ex companheiro de batalhas.

- Conversar. — a resposta simples, um dia, fora algo que desejara escutar, mas naquele instante, não fazia grande diferença, na verdade fazia, mas preferia mentir a tornar tudo mais difícil.

- Com qual finalidade? Me machucar um pouco mais? — tinha se traído, virou o rosto ignorando o olhar intenso do loiro.

- Não. — exasperou-se — Me ouve… Pelos deuses, me ouve. — implorou, e isso era algo bem diferente de seu perfil soberbo.

- Infelizmente não sou surdo, Milo. — mostrou toda dor que sentia, mesmo que boa parte dela fosse sua própria culpa – Pedir perdão não será suficiente. — saiu da porta, disposto a voltar ao que fazia, se ele quisesse entrar que o fizesse, mas não convidaria.

- Cometi um erro. — não pode continuar, vira uma ira, junto com uma dor enorme nos olhos de rubi.

- UM? — gritou, completamente sem paciência e revoltado, apesar de saber sua maior revolta era interna — Um erro? — riu debochado — Você não parou de cometê-los desde que aceitei ficar com você. Foi um erro atrás do outro e eu ignorei, acreditando que poderia mudar, que estava apenas tentando acertar o passo. Fui o maior idiota do universo, porque mesmo sabendo quem você era, me deixei levar, mereço sofrer amargamente por ser tão cretino. — despejou, mandando sua educação pro inferno e deixando claro que o maior problema não era o loiro.

Desperté en la oscuridad

Sin dejarte de pensar

Sigue tu huella en mi almohada”

Despertei no escuro

Sem deixar de pensar

Sigo com sua marca em meu travesseiro”

- Kamus eu sei que fiz merda, sei que não mereço seu perdão, mas… Eu não podia, sabia que estava falhando com você, não queria te condenar a uma vida miserável ao meu lado. — tentou se aproximar, mas o olhar duro e frio que recebera mostrara que não era bom e que provavelmente tinha perdido o francês.

- E resolveu criar consciência no dia do nosso casamento? — cuspiu as palavras — Se não me quer sofrendo, me diga o que faz aqui, me dê uma boa explicação para ter sua insignificante presença em minha frente, neste momento. — cruzou os braços, precisava afastar o loiro, ele era uma criptonita e mesmo sem querer acabava se rendendo, porque o amava, o amava tão loucamente que lhe fazia perder toda razão.

- Por que estou arrependido. — respondeu simples, ouvindo uma gargalhada alta.

- Essa foi a do ano. — se contorcia de rir falsamente — Fala sério, você nem sabe o que isso significa. Pelo amor dos deuses, volte pra sua vidinha boêmia e me esqueça, se é, que um dia, já lembrou de mim. — deu de ombros, se aproximando da porta, esperando ele sair.

- Eu te amo. — disse firme, mergulhando nos olhos dele, nunca tinha confessado aquilo pro ruivo, e fora seu maior erro, mas notou que mesmo espantado e num misto de alegria e tristeza ele não o perdoaria tão fácil.

- Esperei anos por isso… O problema é que veio no momento errado. — deixou uma gota cair — Por mais que eu não tenha te esquecido, por mais que sinta que você ainda é parte de mim… Cansei, Milo… Cansei de dar tudo e receber migalhas, cansei de esperar por um sentimento que você não sabe o que é, cansei de fazer planos e de você não compartilhar deles, cansei de esperar você… — desabafou, sentindo os soluços de seu choro, se controlando para não deixar escapar.

Veo tu rostro frente a mi

Siento que aún estás aqui

Todo mi cuerpo te extraña”

Vejo seu rosto na minha frente

Sinto que você ainda está aqui

Todo o meu corpo sente sua falta”

- Amor, eu mudei, aprendi minha lição e acordar sem você é a coisa mais dolorosa do universo, não ouvir sua voz, não te tocar, não te ter. — segurou seu rosto – Kamus, minha última chance.

- Isso não é um jogo, isso sou eu e minha escassa felicidade em pauta… Sua chance, foi até o dia em que cancelou o casamento, dizendo que precisava “pensar” como um adolescente confuso e não um homem que me tinha pedido a mão, acreditei em um moleque e estou pagando por isso. — queria ter força pra se afastar — Me esquece, pelos deuses, já paguei por todos os meus pecados por mil vidas. — gemeu, virando o rosto para não ver ele.

- Por favor… Fiz o melhor pra você… Eu seria um péssimo marido, eu nem sei se sou bom agora, mas quero ser, como nunca quis antes. — se ajoelhou aos pés dele — Kamus estou enlouquecendo sem você. — disse aos prantos.

- Milo… Para. — o segurou, tentando erguê-lo, mas fora puxado pra baixo, sentindo o peso dele em si — Me solte.

- Diz que não me ama mais… — o encarou, sem fazer nada, apenas chorando e lhe mostrando o quão quebrado estava.

- Milo Kalomiris, saia daqui. — sua voz não passava de um murmúrio — Eu amo você e amarei até o último dia de minha vida, mas você e eu, não mais.

- Por que? — sentou em seu quadril, acariciando seu rosto — Kamus, eu me quebrei inteiro, em três meses virei uma sombra entre os vivos, morri de chorar, me despedacei, te via em cada pessoa, não consegui pensar em mais nada que não fosse você, te vi em pesadelos, e a dor me ensinou tanta coisa, céus… Deixa eu provar que mudei. — soluçava desesperado, os olhos repletos de dor e verdade.

Puedo ver tu sombra en la luna

Cuando mi memoria te alumbra”

Eu posso ver sua sombra na lua

Quando minha memória brilha em você”

- Acha que vivi diferente? — rebateu, sem conseguir conter a vontade de tocar o loiro, segurando sua mão — Isso é torturar nós dois… Somos dois opostos, nos amamos, mas só amor não basta… — segurou seu rosto — Me deixa seguir… Me deixa tentar te esquecer. — sabia que seria impossível, mas tinha que tentar.

- Não posso… Não posso mais sem você. — beijou a mão em sua face — Meu corpo clama pelo seu, ouço sua voz no silêncio, Kamus estou morrendo… Morrendo em vida, preciso de você pra respirar. — passou a mão nos fios, assanhando e olhando firme pra ele — Eu nunca menti pra você… Tenho mil defeitos, mas fui honesto sempre… Estou sendo ainda mais agora… Deixa eu tentar… Te conquistar novamente.

- Non dará certo, conheço esse filme, e mesmo que eu saiba que você está mudado, e até sei que está, Milo… Foram muitas marcas, muitas brigas, muitas dores, meu coração de gelo se derreteu por sua causa, e você fez toda água escoar… Estou vazio, mon amour. — segurou sua nuca, aproximando as bocas — Chorei todos os dias, desde que foi embora… A cama é triste, meu sorriso morreu, eu esqueci de viver, e mesmo que eu queira acreditar que mudará com você aqui novamente, tenho certeza que não será, porque em algum momento pode acontecer tudo de novo, não suporto mais, não restará mais Kamus desse jeito, sou um cristal de gelo faltando pedaços, a sombra de quem fui… Tudo isso por te amar. — céus, dizia tudo aquilo, mas tudo o que queria era poder sentir o ex noivo.

- Ruivo… Eu te amo… Amo tanto, me diz o que devo fazer pra provar que não vou mais embora, não vou pra lugar algum sem você, nunca mais, quero fazer planos, quero recomeçar. — o beijou de leve, estremecendo de saudade.

Ya están desgastadas

Todas las palabras

Lo que queda entre tu y yo

No le alcanza el corazón”

Já estão desgastadas

Todas as palavras

O que há entre você e eu

Não alcança o coração”

- Mas eu não quero mais… — chorou mais forte, intensificando o ósculo, sentindo a maciez da língua do amante, lhe tirando todo juízo — Uma hora a gente cansa de esperar demais de quem não pode nos dar o que queremos, uma hora a gente cansa de dar murro em ponta de faca… — sussurrou, rente a boca macia — Sabia desde o primeiro beijo do corcel indomável que você era, e que será até o fim de seus dias, quis me arriscar a domar um animal lindamente selvagem… Sai machucado em minhas tentativas… Agora chega… — desceu a mão para a blusa dele, disposto a se despedir corretamente — Chega de tentar montar em quem tem alma livre… Não sou livre, Mi, sou um gato criado em cativeiro, com medo do mundo, como você mesmo já me disse… Eu quero o conforto de um lar, uma vida estável, sem grandes aventuras emocionais, já tive minha cota… Sou um jovem velho, com muita bagagem e muitas cicatrizes… — desabotoou a camisa de botão, expondo o peito moreno, acariciando, com cuidado, gravando aquilo com carinho — Tá na hora de cuidar de mim… — lhe encarou firme — Não poderei ser totalmente amado por ninguém se eu não conseguir me amar antes…

- Kamus… — segurou as mãos trêmulas — O que tudo isso quer dizer? — as beijou com adoração, sentindo que aquilo não era bom.

- Que eu te amei mais do que a mim, eu te dei tudo que tinha… Não posso te dar mais nada… Não tenho mais nada. — confessou, sentindo as mãos dele lhe livrarem da camiseta que usava.

- Eu te dou… Deixa eu te repor. — implorou, não gostando do rumo da conversa, sentindo toda dor do ruivo, vendo o mal que fizera.

- “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” — disse baixo — Você vai me encher… Vai me transbordar de você… E eu ficarei satisfeito, até você me deixar novamente, e me esvaziar, e então perceberei mais uma vez que estou vazio de mim e que esse foi meu grande erro. — chorou mais forte, soluçando, acariciando o loiro.

- Kamyu… Pelos deuses… Não faz isso. — beijou seu rosto, desesperado.

Y desde mi pecho

Suena tu recuerdo

Todo lo que fue de los dos

Son ecos de amor

Oh oh oh... Oh oh oh.”

E até meu peito

Soa como sua memória

Tudo que o que foi de nós dois

São ecos de amor

Oh oh oh... oh oh oh.”

- Milo… Eu te amo tanto, tanto que doí, mas não aprendi a me amar… Deixa eu aprender… Vai doer por muitos dias, por meses, por anos… Mas eu quero saber como é… Estar completo… — pediu, segurando seu rosto — Amar você está cravado em mim, como uma tatuagem… Amarei pra toda eternidade, mas nesse momento… Não dá. Não tenho nada pra te oferecer, não antes de saber o que oferecer a mim. — o beijou novamente.

- Vai me deixar pra sempre? — sussurrou contra seus lábios.

- Não tenho capacidade pra te deixar pra sempre… — sorriu fraco entre as gotas mornas — Só… Acho que três meses foi muito pouco pra eu conseguir viver comigo sem te ter como sombra… — enlaçou seus dedos.

- Me diz que vai voltar logo pra mim. — sentou no chão puxando o corpo menor pra seu colo, o abraçando forte e beijando seu pescoço.

- Não sei… Nem ao menos sei se conseguirei me conhecer… Não quero fazer juras, nem promessas nem nada… Só quero me despedir de você, como não fiz quando terminamos… — gemeu baixo com o toque.

- É a última vez que faz amor comigo, Kamus? — perguntou dolorido.

- Esse Kamus é sim… Espero encontrar o outro que está perdido… E ai, deixa o destino se encarregar. — o beijou com calma, brincando com sua língua, rebolando nele, com uma saudade dolorosa, o sabor do grego mesclado com o sabor das lágrimas.

- Deuses… Ruivo… Não… — o apertava com força, com medo de perder ele pra sempre.

- Você vai ficar bem… Você sempre fica, meu amor. — queria odiar o loiro, mas não podia, ele era sua vida, ele sempre seria.

- Não sem você. — confessou, o levando pro quarto que um dia dividira com ele, depositando o corpo menor na cama, ficando entre suas pernas, percebendo a tristeza no olhar de fogo, os fios bagunçados, o rosto molhado, entregue, mais do que em que qualquer outro momento, mas lá no fundo, com um brilho de certeza.

Estoy perdiendo la razón

Me hablas en cualquier canción

Tu nombre está em cada palabra”

Eu estou perdendo a razão

Está me falando de qualquer música

Seu nome está em cada palavra”

- Todos ficam bem, Mi, todos. — o puxou pra perto — Uma despedida em grande estilo… Me apaixonei pelo selvagem que me fez rir abertamente na primeira frase dentro de um santuário hostil e insano, um homem que mesmo sendo um cafajeste, não mentiu pra mim… Senti raiva, Myu, mas, na verdade, foi de mim, que criei expectativas. — sorriu calmo — Eu hoje, quero o meu Milo… Meu loiro, meu inconsequente, aquele que no meio de uma madrugada entrou no meu templo e me tomou com todo cuidado do mundo, aquele que mesmo sabendo que eu ia morrer, respeitou minha decisão… É ele que quero hoje. — pediu, com um filme passando pro sua cabeça.

- Meu cubo de gelo. — sussurrou, contra seu pescoço, lembrando de cada momento, chorando baixo — Me perdoa… Me perdoa… — sabia que de alguma forma ele estava certo… Mas… Não sabia como fazer sem ele — Você terá ele… Meu amor.

- No final das contas eu sempre te perdoo… — riu manhoso, deixando ele lhe despir por completo, decorando cada traço do grego, admirando a beleza dele, mesmo que tivesse medo de se envolver novamente com ele, sabia que era um homem incrível, só precisava organizar algumas coisas por dentro.

- Eu sei… — gemeu, ficando nu pra ele, deitando em seu corpo, roçando seu membro no dele, era intenso. Passou a distribuir beijos pela tez alva como neve, saboreando do amante, acariciando cada parte exposta.

Cada gemido era música para seus ouvidos, extasiado de saudade deles, descendo a boca até o sexo em riste, não pensando duas vezes antes de devorá-lo, com vontade, maestria e devoção, seus olhos cravados em cada expressão dele.

- Milo… — o nome sussurrado em um deleite único, a voz rouca e baixa, o corpo que tremia levemente, as mãos que crispavam nos lençóis de cetim, os suspiros de amor.

- Kamus… Não me deixa. — pediu novamente, acariciando as pernas torneadas, masturbando o membro ereto, lhe encarando firme, o gosto de adeus nos lábios — Deixa eu te fazer feliz. — e os sábios estavam certos quando diziam que quando se perde, é que se dá valor.

- Shiiiii… — segurou sua nuca, puxando o moreno para se acomodar entre suas pernas, abrindo-as para o aconchegar melhor — Non faça disso algo ainda pior… — gemeu, pegando o sexo do moreno e colocando em sua entrada — Por favor.

- Ruivo… — estava quebrado por dentro, e podia entender como o outro se sentira quando terminara tudo. Mergulhou nos olhos de rubi, pedindo confirmação sobre o que fazia e tivera, começando a penetrar o mais velho devagar, sentindo toda resistência do canal, gemendo de prazer.

- Anh… — resmungou um pouco, apertando as madeixas douradas entre seus dedos, os olhos fechados, boca entreaberta, coração aos pulos e… Lágrimas, muitas lágrimas.

Beijou o rosto contorcido de uma dor que passava longe de ser física, tentando de toda forma retirar toda aquela agonia do interior do homem que amava, mas nada faria efeito, o estrago já estava ali e demoraria muito pra sair, merecia sofrer de saudade, merecia se o aquariano nunca mais o quisesse ver, merecia tudo e muito mais… Só não sabia se teria suportaria tanto.

Estás tan cerca y tan lejos

Me aferro sólo a un reflejo

Te pierdo”

Você está tão perto e tão longe

Me prendo apenas a um reflexo

Te perco”

Terminou a penetração, ficando parado dentro dele, respirando pesado, percebendo que o francês evitava lhe olhar, o que machucava ainda mais. Engoliu o próprio choro, beijando seu pescoço, acariciando o corpo menor, decorando cada traço, mesmo com o gosto dolorido, fazer amor com ele sempre seria único e mágico.

- Te amo… Te amo… Te amo. — sussurrava sem parar, talvez assim ele acreditasse que não era uma piada ou algo do tipo, era real, e era uma condição que, tinha certeza, duraria por toda eternidade.

- Também amo você… — correspondeu, sentindo como se cada palava fizesse efeito contrário em seu íntimo, ao mesmo tempo que fechavam alguns cortes, abriam outros mais profundos e mais difíceis de sarar.

Rebolou um pouco para que o grego se movesse, e ele o fez, se entregando ao ato, e silenciando suas juras e confissões, talvez aquele momento falasse muito mais do que todas as suas declarações, podia perceber o desespero em cada investida do loiro, mas não mudaria o fato de que precisava se encontrar, mesmo que soubesse que sem ele, se achar seria praticamente se perder para todo sempre.

Cada nova estocada era como se de alguma forma uma parte de sua alma se desfizesse e escoasse junto com a do moreno, lhe fazendo sentir um misto de vazio, saudade, medo… E um amor tão forte que chegava a doer na possibilidade de acabar tudo para sempre.

Ya están desgastadas

Todas las palabras

Lo que queda entre tu y yo

No le alcanza el corazón”

Já estão desgastadas

Todas as palavras

O que há entre você e eu

Não alcança o coração”

- Mais… — pediu entrecortado, deixando algumas gotas caírem, agarrando o corpo grande, abrindo mais as pernas e se deliciando com cada investida, aproveitando do momento.

- Não me abandona. — sussurrou, segurando seu rosto, beijando as gotas que desciam sem controle, assim como as suas.

Kamus preferiu manter o silêncio, apertando mais o ex noivo, beijando seu pescoço, contraindo-se pra dar mais prazer a ambos, sentindo a mão grande agarrar seu sexo, num masturbar intenso, lhe fazendo arfar e pedir por mais.

O clima do quarto era um misto de cheiros, cores e sensações, o aroma do sexo mesclado aos perfumes e ao cheiro da saudade, as cores enegrecidas da noite, com uma névoa de ausência e a sensação de prazer colada com a sensação latente de perda.

- Para de me torturar… Olha pra mim… — implorou, forçando-se contra a próstata dele, pressionando forte, muito forte — Pelos deuses… — estava perto do fim e sentiam-se cada vez mais perto do abismo chamado: Separação.

- Por favor… — mergulhou nos olhos de mar revolto, sentindo-se tragado por uma onda que lhe afogava mais e mais, ainda mais do que antes e se questionava como poderia não morrer naquele oceano inexplorado de belezas e perigos.

- Não vou conseguir… Te deixar… — confessou com correntes elétricas passando por seu corpo, a medida em que se enterrava mais nele e era preso pelas contrações intensas, fazia questão de acertar o ponto certo, aproximando-o do orgasmo, e foi pensando nisso que diminuiu o ritmo, sem querer que acabasse, porque sabia que no instante em que o vórtice passasse, ele iria embora, e talvez não mais voltasse.

Y desde mi pecho

Suena tu recuerdo

Todo lo que fue de los dos

Son ecos de amor

Oh oh oh... Oh oh oh.”

E até meu peito

Soa como sua memória

Tudo que o que foi de nós dois

São ecos de amor

Oh oh oh... oh oh oh.”

- Vai ficar tudo bem… — gemeu, cada vez mais perto, mesmo que a velocidade estivesse reduzida, era delicioso, fazer amor com ele era sempre perfeito, e apesar do gosto de despedida, estava ansiando pelo gozo, sentir o ápice com seu loiro.

Milo evitou responder, não queria ser ainda mais fraco, então apenas encostou a testa na dele, friccionando o sexo do ruivo contra as barrigas saradas, lhe encarando sem desviar, mostrando o quanto o amava.

O aquariano gemia baixo, acariciando o corpo perfeito, sorrindo fraco, passando uma confiança que não sentia, mesmo que no começo daquilo tudo, fingisse raiva do grego, jamais o odiaria.

Fechou os olhos quando as estocadas se tornaram mais intensas e o ar difícil de respirar, abriu a boca em busca de oxigênio, gozando com um gemido languido, trancafiando o amante em seu interior, arqueando as costas e cravando as unhas nos braços morenos.

Suenan más y cada vez un poco más

Suenan tanto y no me puedo acostumbrar”

Soam mais e cada vez um pouco mais

Soam tanto e não consigo me acostumar”

- Kamus… — rosnou, mordendo o pescoço alvo e gozando nele, duas investidas depois, se perdendo de prazer e angustia.

Desabou sobre ele, respirando pesado, distante, com a mente nublada e os olhos perdidos, assim como o ruivo.

Não demorou muito, sentiu uma carícia gentil em suas costas, lhe lembrando que era hora do sonho acabar. Muito contra vontade, ergueu o tronco, buscando confirmação no olhar de rubi e obteve, suspirando pesado de frustração, saindo dele com cuidado, vendo seu líquido escorrer pelas nádegas durinhas, sabia que ele adorava a sensação, mas o clima tenso que tinha se instalado impedia qualquer brincadeira antiga.

Kamus se levantou com cada fibra de seu corpo doendo, era uma dor emocional, mas, mesmo assim, se levantou e seguiu sem olhar pra trás pra um banho rápido, evitando as lágrimas que queriam cair, não podia mais adiar aquilo.

O loiro permanecia inerte na cama, controlando os soluços que queria a todo custo sair, se não tivesse percebido a necessidade do ruivo de se achar, ficaria de joelhos mais uma vez até ele mudar de ideia, mas… Era pro bem do mais velho… Tinha que se acostumar.

E tão perdido estava em seus pensamentos que demorou a ver que o mesmo já estava vestido e com a mala na mão, o olhando em pé, os olhos cheios de lágrimas, e tremores nas mãos, se sentou, cobrindo sua nudez e lhe fitando de volta, por longos minutos, até o aquariano quebrar o silêncio.

Ya están desgastadas

Todas las palabras

Lo que queda entre tu y yo

No le alcanza el corazón”

Já estão desgastadas

Todas as palavras

O que há entre você e eu

Não alcança o coração”

- Milo… — começou devagar — Eu já ia embora antes de você aparecer… E… — engoliu o choro — Por favor, não me espere… Talvez eu nunca consiga me encher ou me aceitar, ou até mesmo me amar mais do que a você, isso quer dizer que talvez eu nunca volte. — se aproximou da cama, segurando seu rosto e secando as gotas que caiam — Mas quero que saiba que não lhe procurei antes por medo de lhe atrapalhar ou de lhe chatear… Mas acho que foi o certo, mesmo tendo doído e ainda machucando, não termos nos casado… Foi uma coisa boa… Precisamos seguir em frente… Talvez a gente perceba que nosso amor é obsessão, ou talvez a gente aprenda a controlar ele… — mordeu a boca — Fique bem… E… Não me espere… — selou seus lábios, tremendo, era tão diferente ir embora por tempo indeterminado, da separação pós não-casamento, daquela vez sabia que duraria muito mais que três meses, talvez durasse uma vida toda.

Afastou-se, dando as costas, arrastando a mala, seus pés sem querer obedecer, mas não olharia pra trás, não podia.

- Ruivo… — chamou forte, recebendo o olhar dolorido assim como o seu — Quando decidir voltar, amanhã, depois, daqui há dez anos… Eu ainda estarei no mesmo lugar onde me deixou… Por que você me esperou uma vida inteira até eu virar um homem, eu esperarei mais do que isso até você aprender a se amar antes de me amar… — as gotas caiam sem pudor — E em cada um dos dias em que eu sentir sua falta mais do que de ar pra respirar, eu vou lembrar que em algum momento vou te ter de volta, por completo, mesmo que isso seja em outra vida… E se cansar da sua busca solitária… Ainda estarei aqui, pra você e por você… Eu te amo e… Ainda terei ecos do nosso amor pra lembrar… Até você voltar pros meus braços! — terminou, sem saber como estava conseguindo libertar o ruivo daquela forma.

E pro mais velho, o desejo era de voltar correndo pra ele e esquecer tudo aquilo, mas não faria, seguiria em frente, mas dessa vez com a certeza de que fora amado na mesma intensidade.

Não tivera condição de dizer nada, apenas sorriu fraco e saiu, sem olhar mais pra nada, fechando a porta da casa e seguindo sem direção, deixando seu grande e eterno amor a lhe esperar por um tempo que nem sabia quanto seria, mas esperava que fosse o mais breve possível.

Sentiu um peso ser deixando quando abandonou o apartamento, uma dor que não deveria lhe pertencer, mas mantinha em sua mente a última frase do amante.

- Nossos ecos de amor, Milo… — sussurrou, esboçando um sorriso fraco no meio das gotas que finalmente caiam enquanto atravessava o corredor para uma nova vida.

Y desde mi pecho

Suena tu recuerdo

Todo lo que fue de los dos

Son ecos de amor

Ecos de amor... oh oh oh

Ecos de amor... oh oh oh

Ecos de amor... oh oh oh

Ecos de Amor

E até meu peito

Soa como sua memória

Tudo que o que foi de nós dois

São ecos de amor

Ecos de amor... oh oh oh

Ecos de amor... oh oh oh

Ecos de amor... oh oh oh

Ecos de Amor”

FIM

Notas finais
Notas Finais: Perdoem possíveis erros, mas espero de coração que gostem, o tanto que gostei e eu sei que não é uma boa forma de começar o ano, um drama dos infernos, mas faz parte, bem, espero que muita gente comente XD beijos adoro vocês ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!