Notas iniciais
Se pudesse colocaria um aviso: Cuidado com a vida, ela é cruel.

Ecos da Magia

Claro! Você tem todo o direito de não acreditar em magia. Eu também não acreditava, quer dizer, nasci acreditando, mas, de tanto esperar um milagre que matasse minha fome, desacreditei.

Ah! Qual é, meu? Não estou falando desta fome poética que anda por aí não, tipo pão e brioche ou circo com pão e água, ou futebol e cachaça; estou falando é de fome mesmo! Destas que a barriga desiste de roncar, porque sabe que não adianta, pois já roncou a vida toda e foi premiada só com o vazio e o direito de tentar roncar novamente. Fome de ter nascido o número quatro de uma família de uma dúzia.

Boia Fria com certeza você sabe o que é. Não sabe? Claro que sabe! Besteira minha perguntar isso. Todo mundo sabe que é um passa fome atual, mas é politizado, faz carreira nas estradas como sem terra, tem bandeira e até uniforme. Pois muito bem, e o antecessor do Boia Fria? Você se lembra quem era? Não! Pois eu te digo, era meu pai. Naquelas eras, chamavam-no de colono, não sei explicar direito o que isso significa. Talvez porque morássemos em umas coisas parecidas com casas de inseto, destes que vão fazendo suas moradas coladas umas nas outras, alinhadinhas e ordinárias, formando uma colônia, mas, quem sabe, fosse por causa da forma como se submetiam às ordens e explorações do contratador mandante, que ditava a forma como suas colunas deveriam se portar. Quase sempre curvadas em agradecimento pela cortesia do dono da terra ter tido a grandeza de coração de permitir que ele e os filhos, quase inúteis, arrastassem uma enxada “duas caras” na ponta de um guatambu, por sua propriedade. No ano de 1959, enquanto o Juscelino K. construía o milagre de Brasília, a minha mal-educada e barulhenta barriga recebia seu quinhão de folhas de caruru de porco e beldroega, que também servia para tratar de porco, enriquecido com abóbora e, é claro, um carinhoso “cáli-ce”. – É, é desse jeito mesmo que você está vendo, não escrevi errado não. Tente entender, o do Chico Buarque era romântico, de protesto, idealista e o meu era faminto, mas era o mesmo imperativo, só que meu “cale-se” – aqui escrevi errado – era dirigido ao meu estômago e, antes de chegar lá, passava pelo raquitismo do meu corpo e se alojava na minha alma.

— Deixe de choramingar, moleque! Dê-se por satisfeito de ainda ter sal! Cale-se! Não vê que tudo está uma carestia danada?

Era assim. Mas quando o JK começou a carregar tijolo em avião para construir Brasília, a coisa arruinou de vez. O patrão, não era por maldade, a coisa estava feia para ele também, de três em três meses nos mudava de fazenda, ele tinha umas “quantas”. E havia umas que só serviam para dar vida a mato bravo, destes que até bode refuga. Quando nossa horta começava a suprir as folhas do nosso banquete, lá vinha caminhão e ordem de mudança. Nem me avisaram que aquilo poderia ser considerado turismo. Fizemos tour por Osvaldo Cruz, Lucélia, Flórida Paulista, Pacaembu, Flora Rica, Irapuru – não confunda com uirapuru, o canoro – não vou listar todas, estas são as mais importantes porque tenho irmãos que nasceram por lá. Um morreu, à míngua, mas foi só um. Outro morreu depois de velho, acertaram as costas dele com um 38, dentro de um bar da capital paulista. “Tava” bebendo, não! Era o dono do bar. Cadeia? Nem!

Vagabundo? Não senhor! Disso não me chamavam não, nem eu e nem o restante dos meus irmãos e irmãs, pois nosso presente de sétimo aniversário era uma enxada velha, destas que já foram comidas pela lima e que só têm a metade da lâmina e o olho. É! Você sabia que enxada tem olho? Pois tem. E quando fica cega, não se mexe no olho e nem se leva ao oculista, ou “olhista” – sei lá – mete-se-lhe a lima na lâmina para ficar vazadinha e cortando igual à navalha e pronto, não está mais cega. Aí, é só “corrê-la” pela terra do patrão e garantir que ninguém – ninguém, neste caso, significa qualquer filho de Deus – vá te chamar de vagabundo.

Mal-educado? Isso também não. Desde os sete anos, já falei, a família toda era educada no guatambu que servia de cabo para a “duas caras”. Ah! Não tinha discriminação de sexo não, os direitos eram iguais. Meninos e meninas criavam calos nas mãos.

De que me chamavam? Bem, eu não vou negar, tinha lá uns adjetivos que me cabiam, fazer o quê, né? Não nasci para herói. É que eu descobri que aquele meu presente de aniversário de sete anos era mais divertido se fosse utilizado como muleta. Assim, eu vivia escorado nele e deixava que o mato ganhasse uma sobrevida, – acho que eu era um ecologista! Mas ninguém reconheceu meus méritos, começaram a me chamar de escorão, molenga, preguiça, lesma, e teve até um que achou que era pouco e inventou o “molesma”, que era um cruzamento de molenga com lesma. Não me aborrecia não, eles tinham razão, eu não aguentava o peso daquela porcaria mesmo! Só cansava o ouvido um pouco, porque era o dia inteiro. Mas eu não estava sozinho, os vizinhos também tinham os seus “heróis”. Vocês acham que eu fiquei feliz em saber que aquela coisa não era pesada só para mim? Que tinha mais um infeliz que também não aguentava o vai e vem da enxada nossa de cada dia e mais o sol no lombo? Pois eu lhes digo, foi o que me chateou. Exclusividade? Não! Claro que não! Eu nem conhecia esta palavra. O problema é que, naquela miséria toda, não se desperdiçava nada. Assim, qualquer coisa que estragava ou bicho que morria eram aproveitados para fazer sabão, antes que tudo virasse carniça. Mas mesmo assim, de vez em quando, dava-se um jeito de aproveitar a carniça. Pois foi exatamente a história do sabão que me deixou um pouquinho chateado. Um dia destes de sol quente de rachar mamona, no intervalo do cafezinho, as famílias, no tal da conversa vai e conversa vem, chegaram à conclusão de que eu e o meu vizinho, econômico no esforço físico, não servíamos nem para fazer o tal sabão de carniça! Ei! Você está dormindo? Vê se entende aí! Não era para mexer o tacho não! Estavam considerando a possibilidade de entrarmos na composição do produto. Fiquei um pouquinho chateado, mas quando fui dormir, fiquei pensando: “Eles estão com a razão, não sirvo mesmo, nunca vi fazer sabão de osso!”.

A magia? Ah, claro! Desculpem-me, já estava esquecendo que esta é uma história de magia. Não levem a mal, mas eu precisava explicar o que me levou a desacreditar na magia. Esta história do sabão aconteceu no ano de 1961, antes que eu completasse dez anos. Estou contando isso aqui porque acho que foi o primeiro sinal de magia que tive na vida mas, na época, nem me dei conta. O segundo foi quando me botaram na escola, eu já sabia ler, mas como minha mãe tinha formatura de primário, ela queria ter o orgulho de ver um ou dois dos seus filhos repetirem o feito dela. Vocês podem até achar que ir para a escola não é coisa de magia, mas imagina só, quem tinha que pegar sol das seis da manhã até as seis da tarde, ganhar meio dia de sombra e sentado! Maior mordomia! Mas a magia maior foi outra. Na tal escola tinha um professor homem, coisa muito rara por lá, posso dizer que não conheci outro. Este se chamava Piazentin Nabbas. Não vou contar o primeiro nome porque um dos meus irmãos, nascido por lá, recebeu o nome dele, e não estou a fim de incutir no juízo de vocês que sou igual ao Severino, o da Câmara, que mete a família em tudo. Pois é, o Nabbas, que gostava muito de mim e da minha irmã, porque a gente tirava todas as notas que ele queria que a turma tirasse, fez a mágica de enfiar na minha cachola subnutrida a ideia de que o mundo era muito maior que o cabo da minha enxada e que todos tinham o direito de sonhar com algo mais que comida. O homem só podia ser doido, os meus neurônios viviam congestionados com um “sanduba” de mortadela que pulava de um lado para o outro e nunca caía na minha boca, quiçá no estômago, e ele com esta história de sonhar com outra coisa. Não é que o danado acreditava mesmo na ideia? O doido a repetiu por dois anos, todos os dias.

No ano em que tirei aquela foto com roupa cheia de babados – parecia que a turma toda era formada só por meninas – deu uma geada por lá que matou tudo que era pé de café. Era tanto frio que parecia que a gente fumava o dia inteiro. E, ainda por cima, tinha a fedentina das folhas de café queimadas pelo frio. O coração do professor sentia mais o nosso frio que o próprio e nos presenteou com dois pares de “sete vidas”, acho que é o precursor dos tênis, mas tenho certeza que foi o precursor de todos os sapatos que minha irmã e eu usamos. O presente em si não pode ser considerado uma mágica, mesmo tendo sido pago com o salário de um professor, mas como a geada expulsou a família da roça, eu não tive que mudar para a cidade descalço.

Quando o Castelo ocupou o castelo do Planalto, nós mudamos para a cidade. A revolução nos afetara muito menos que a construção de Brasília. Quem só pensa no estômago não tem tempo para a política. A atenção estava focada nas luzes da cidade e nos sonhos que despertavam. Tudo era novidade. É claro que a transição deixou marcas boas e ruins. Bicho do mato, na cidade, sofre também. Tem aquelas coisas que a gente estava acostumado a fazer no mato, longe dos olhos, dos ouvidos e do nariz de outras pessoas, e agora só tinha uma parede separando a gente do mundo. Qualquer assunto da roça vira piada na boca da turma. Então, você se reveste de uma personalidade muda, pois tudo que você conhece não tem espaço nas conversas, melhor virar ouvinte que alvo das chacotas. A vantagem é que você aprende as coisas da cidade e não precisa ensinar as da roça aos expertos. A família se esfacelara. Não se podia contar com mais ninguém, pois cada qual corria atrás da vida em direções diferentes. O mais velho, que já tinha idade para se rebelar, voltou para a roça. Os demais tiveram que encarar o novo mundo. As meninas que eram “expert” em correr enxada na terra tiveram que aprender a limpar chão e a lavar fraldas. Faltou uma mágica que facilitasse a adaptação aos palavreados e aos costumes da cidade, mas foram absorvidos, aos trancos e barrancos. Arrumei emprego de cama e comida. Comida de primeira, um luxo para uma barriga “roncadeira” igual à minha, mas a cama! Calma, não era bem a cama, era a companhia. A cama ficava bem ao lado da cama do patrão, um vira-lata preto e fedorento com quem eu tinha que passear e dar banho todos os dias. Quanto mais eu jogava água nele, mais ele fedia e quanto mais ele fedia, mais as pulgas o abandonavam e corriam para perto de mim, todas me acusando, julgando, condenando e partindo logo para a execução da pena. Mas havia salvação.

O Nabbas não foi uma nuvem passageira, estava sempre dentro da minha cabeça: “Cidadão que não lê, acaba em uma carroça, no lugar do burro”. Então, eu lia a cama do patrão, enquanto ele pegava sol ou se espojava nos canteiros que eu cuidava. Como ele tinha direito a uma cama nova todos os dias, eu podia ler as notícias de ontem antes que ele pudesse dizer o que pensava delas. Eu pensava a mesma coisa que ele, mas não tinha liberdade para me expressar e, o que me interessava, era a leitura. Foi nas leituras que achei: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”. Caramba! Eu não sabia nem por onde andava o relógio, quanto mais fazer a hora! Qual seria a mágica? Comecei a imaginar que a mágica seria deixar de lavar o cachorro, aquele bicho não servia nem para puxar carroça. Aproveitei uma vaga no SENAI e aprendi a profissão do Lula. Ou, calma aí, né! Isso de ser político não é para qualquer “mané”. Estou falando daquela profissão que comeu o dedo dele. Antes que ela comesse o meu, virei barnabé (funcionário público) que era a raça mais escrachada, esculachada e mais próxima do passa fome que eu era. A cama do meu patrãozinho cheiroso falava deles todos os dias. Quer dizer, chorava por eles. Eram a piada de qualquer diário, matutino ou vespertino. Encarei, assim mesmo, pois era melhor que salário mínimo. Passei uns tempos no teatro fazendo papel de capacho, ensinando outros mais ferrados que eu a virar capacho também. Mas o Nabbas nunca me abandonou. Continuei a ler e descobri que tinha uns barnabés que não choravam. E, para você secar as lágrimas, era só ler. Isso era o que eu fazia numa boa! Nem precisei mudar o rumo. Passei a ler palavras estranhas como fidejussória, procrastinar, intempestivo, descaminho, exigibilidade, crédito fictício e outras esquisitices mais. Era para lá de árido, mas não é que aquela chatice toda acabou, em um passe de mágica, por garantir que eu não precisaria mais voltar a pegar sol? Quem diria! Eu, um ex-aprendiz de colono, refugo de tacho de sabão e acompanhante de cachorro, botando o burro na sombra. Sombra e água fresca, é claro. Era só trabalhar com honestidade que a goteira não secaria. Isso era fácil para mim, pois o meu velho, por falta de um vocabulário mais amplo, repetia sempre a mesma coisa: “Cuida do seu e deixe o do alheio de lado, pois nesta vida a gente só se suja com merda”. Estou escrevendo “merda”, porque era a única palavra de baixo calão que ele se permitia dizer. Não sei se ele queria dar uma conotação de duplo sentido, o Q.I. dele era muito baixo para produzir uma ambiguidade que fosse útil. Mas, com tudo que li, vi e ouvi, cheguei à conclusão que o duplo sentido era válido, pois quem se sujava roubando galinha, acabava se lavando na cadeia. Os outros!? Bem, deixa isso para lá. Vamos voltar à magia.

Vocês já viram que a magia do mundo pingou a meu favor, não reclamei nem quando minha barriga roncava, imagina agora que minha goteira umedecia o mês inteiro! É claro que era uma goteira, não era um manancial, então estas coisas de carro do ano e passaporte para tomar banho de cultura na Europa, estavam fora de cogitação. Mas uma brasília amarela e um banho nas águas do Araguaia, do Pantanal ou na praia em que mataram o PC Farias, eram sonhos ao alcance. Mas, por falar no secretário, lembrei-me do diabo. Não é que o cara se elegeu fazendo campanha em cima do barnabé!? O barnabé que não chorava, isto é, eu e mais uns tantos, passou a ser denominado Marajá. Tanto tripudiou em cima dos tais, que acabou aposentando muita gente só para economizar o cafezinho. Mas, de repente, o endeusado caçador de marajás caiu em desgraça, congelou a poupança dos eleitores e perdeu o mandato. O que era só fumaça começou a se materializar diante dos meus olhos: “A magia existe”. Se eu não estiver muito enganado – não me lembro de ter lido algo semelhante na cama do meu patrãozinho – foi a primeira vez que, neste país, o colorido da juventude fez justiça. Você pode até acreditar que foi por vergonha que alguns resolveram cumprir o dever de casa e algemar uns deputados e juizes. Os descamisados? Coitados!

Depois vieram outros. Teve um, aqui da região, que mandou publicar em um jornal a lista dos marajás. Meu nome, orgulhosamente, apareceu lá no meio. O cara gostava das letras, maior intelecto, candidatou-se à reeleição e perdeu para o concorrente que, como eu, tropeça nas palavras. Virou ministro e foi demitido sem direito ao “olhos nos olhos”. Vocês ainda não estão convencidos que magia existe? Então tá! Dou mais um exemplo.

Eu vi, e você também viu! Não é que arrumaram companhia para os ladrões de galinha!? Vai me dizer que você não acha isso uma mágica impressionante! Algemas nivelando milionários do INSS, deputado e juizes aos das penosas. Não!? Cacilda! Tá legal! Tenho tempo de sobra. Só não vá dizer que sou prolixo.

O Brasil e o meu voto elegeram um que era “tudo pelo social”. Lembra da mão espalmada, para mostrar que tinha cinco dedos? Fez coisas boas e coisas ruins e, no alto da sua glória, o homem resolveu me dar outro título honorário. Só que o orgulho que eu tinha de ser marajá, não se aplicou a este, pois o “cara” resolveu me dar um título que meu pai sempre fez questão de que nenhum dos “passa-fome” que ele pôs no mundo tivesse: VAGABUNDO. Pois é, meus amigos. Para desonra do meu pai, lá estava eu, em todos os jornais do país, ostentando meu novo título. É claro que você pode perguntar: “Onde está a magia disso?”. Ora, é só olhar e ver que, aquele que desejava continuar reinando na sombra, acabou por perder a pose, pior, perdeu para um que foi tão “passa-fome” quanto eu.

Não é que o Operário derrubou o Socialista que estava em cima da serra!? Mas tem uma coisa estranha. Operário em castelo!? Só se for para construir! Para morar, precisa de muita magia!

Quer mais? Pô! Está difícil te convencer, heim? Mas eu sou brasileiro...

O Brasil, de novo com meu voto, elegeu o da farofa e da cachaça. Uma Nação cheia de esperanças! Claro, sei disso, país de pobre, o que mais tem é esperança. Mas já não temos tantas, até isso está minguando. Sabe aquelas coisas esquisitas que eu disse que tinha lido para me candidatar a uma vaga de marajá? Pois bem, entre elas havia uma que era “direito adquirido”. É um principio legal que não pode ser desrespeitado. Você já sabe, não é? O rei das nossas esperanças passou por cima dele e meteu a foice na minha goteira. Não estou chorando, ainda não tive que voltar para o sol. Mas não é que o eleito com a força do trabalhador anda escorregando em lodo velho, antigo?! Assim, do nada, sem ninguém querer, sem qualquer sujeito que possa ser nominado, derrubaram – sujeito oculto, indefinido, se fosse alguém com nome, seria o herói deste país – derrubaram os poderosos da cúpula do partido, cuja bandeira era a retidão de caráter, a honestidade. Não sei como isso vai acabar. No momento está apenas começando, mas o odor não é agradável.

Além de persistente, sou um brasileiro otimista, pois estou torcendo para que ele salve os nove que tem, pois os anéis estão indo embora. É com tristeza que vejo o homem em quem depositamos nossas esperanças flutuando por este país, sem base de sustentação, pois, a que tinha está submersa em um mar de lama. Nada ouvi, nada vi e, portanto, nada falo. Executivo? Para quê? Deixe que a magia do Legislativo resolva tudo. Vai uma pizza?

E aí? Conseguiu me entender? Eu não disse que era possível controlar, só disse que ela existe. Está por aí, caindo em cima das nossas cabeças. Bom, se você ainda não viu, eu desisto. Sou brasileiro, mas tenho meus limites. Posso te fazer um pedido?

Tire os óculos escuros, talvez você comece a ver o mar de lama – que está aí , no mínimo, desde que se implantou a reeleição neste país – e a magia que o mostrou ao mundo.

P.S. Quer mais!? Não tive coragem de votar nele, mas não é que o rei dos escândalos, o que não vê nada, não ouve nada e tem raiva de quem sabe, se reelegeu!

Notas finais
Espero que você não se ofenda com as ideias aqui citadas mas são fragmentos da minha memória. Registrei antes que me esqueça.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.