Eclipse-Nova Versão
4 Nascimento do bebê milagroso
P.O.V. Jane.
Quem quer que tenha dito que nascimentos são coisas maravilhosas nunca viu uma mulher dando a luz.
—Vovô, eu vou morrer!
—Não vai morrer. Nós treinamos lembra? Inspire e expire.
Ela inspirava e expirava. Mas, ela gritava como se estivesse sofrendo a mais hedionda das torturas. Nem as minhas vítimas gritavam tão alto.
—O vestido. O vestido! Tá me apertando!
Ela simplesmente arrancou o vestido na nossa frente.
—Vamos lá querida, eu posso ver a cabeça.
—Alec! Alec a minha mão, vem segurar a minha mão!
—Não discute não filho. Obedece.
E eu vi a criatura saindo de dentro dela. Se eu fosse humana eu com certeza teria vomitado.
—Empurra querida.
E ela empurrava.
—Vai querida, respira fundo e dá um último empurrão!
E ela empurrou.
—Credo! Que nojo.
—O que foi? Tem alguma coisa errado com o bebê?
Então, pra fechar com chave de ouro, ela expeliu a placenta.
—Eca!
—Essa é a coisa mais nojenta que eu já vi.
—Meus parabéns querida, é uma menininha saudável.
—Por favor, por favor, posso segurá-la?
O Doutor enrolou a criaturinha ensanguentada numa manta e a entregou para a mãe.
—Oi querida. É a mamãe. Olha Alec, ela tem olho azul.
A Cullen começou a perder a consciência.
—Esme, leve a criança. Emmett, descendo ás escadas no porão tem algumas bolsas de sangue. Vá buscar.
—Deixa comigo.
—Ela não está respirando.
O Doutor começou a soprar ar nos pulmões da neta.
—Vamos querida reaja. O coração não está batendo! Emmett! Traga o sangue!
—Ta aqui.
Carslile forçou o sangue pela garganta dela. E ela afogou, mas reagiu.
—O que aconteceu? Hope... A Hope está bem?
—Ela está bem. Sua vó está com ela.
Ela deitou na maca e respirou aliviada. Então, ela começou a rir.
—Jesus! Eu não faço isso nunca mais. Espera, eu to pelada?
—É. O vestido estava te apertando.
—Espera, todos vocês viram todas as minhas... partes íntimas?
—Foi.
—Aqui, se enrole na toalha.
—Ai que vergonha!
Ela ficou cor de rosa.
—Eu vou tomar banho pra tirar toda a sujeira e depois eu vou comer.
Carslile teve que ajudá-la a levantar e a mãe teve que ajudá-la a tomar banho.
Quando chegamos á sala de estar Esme estava alimentando a criança com sangue e uma mamadeira.
—Parece que ela tem sim traços de vampirismo.
—Meus parabéns Alec. Você tem uma linda filhinha.
—Me permite?
Perguntou ele á Esme estendendo os braços.
—Claro. Ela é sua filha, afinal.
Ele segurou desajeitadamente a menininha.
—Deixe-me ajudar.
A parceira de Carslile ajudou meu irmão a segurar a criança.
—Assim.
—Eu... Eu jamais pensei que poderia amar algo tanto e com tanta intensidade e isso... isso me assusta. Sendo eu um membro da Alta Guarda Volturi isso faz com que eu tenha muitos inimigos.
Alec olhou para mim.
—Ela herdou todos os nossos inimigos sem nenhuma de nossas defesas. Agora qualquer um que deseje vingança virá atrás dela. E... o simples pensamento de alguém fazendo mal á ela me faz sentir uma dor imensurável.
—Ei maninho, ninguém vai encostar um dedo na pestinha.
—E a mamãe? Onde está?
—Está dormindo. Foi um parto complicado. Menos complicado que o da Bella, mas complicado.
—Mas, a monstrinha vai ficar bem não é Carslile?
—Vai. Nada que uma boa noite de sono não cure. Ela está capotada.
—Bom, agora você tem uma filhinha amigo.
—É. Eu tenho.
—O Mestre Aro está ansioso por conhecer a sua criança.
—Infelizmente, de acordo com a lei, Alec não pode levar Hope sem o consentimento escrito de Renesmee.
—E nós somos vampiros.
—E vocês não vão levar a menina sem a minha neta saber. Porque se fizerem isso, vão arrumar a maior batalha de suas existências. Se Renesmee descobrir que vocês levaram Hope sem seu consentimento ela vai fazer questão de acabar com todos vocês.
—Ele está certo. Não podemos levá-la sem Renesmee saber. Isso não é certo.
—Ela...
—Jane, quando ela ameaçou me tirar o direito de criar a minha filha eu fiquei tão puto da vida... você nem imagina. Depois de muito diálogo chegamos á um acordo, ela me deixa ser o pai e eu deixo ela ser a mãe. Eu serei parte da vida de Hope e ela também. Não quero começar com o pé esquerdo. Começar violando o nosso acordo.
—Mas...
—Jane, agora eu sou pai. Hope sempre será a prioridade. Sempre e pra sempre.
—Tudo bem. Deixe-me pelo menos ligar pra avisar que a criança já nasceu.
—Tudo bem.
P.O.V. Aro.
A secretária veio com o telefone na mão.
—Com licença, é Jane ao telefone.
—Obrigado Gia.
—Senhor.
Ela saiu e eu atendi.
—Qual é o motivo da ligação Jane?
—A criança já nasceu. É uma menina. O nome dela é Hope Cullen Volturi.
—E já estão a caminho?
—Não, Mestre. Alec se recusa a tirar a menina do país sem que a mãe tenha ciência e a híbrida ainda está se recuperando do parto.
—Como assim ele se recusa?!
—Ele disse que... ele e a Cullen fizeram um acordo. Ele deixa ela ser a mãe e ela deixa ele ser o pai. Não sei exatamente o que significa mas, foi o que ele disse.
—Ponha-o na linha.
—Mestre.
—Alec, querido...
—Não tem discussão. Eu não quero ter que entrar na justiça e brigar para fazer parte da vida da minha filha, então eu e Renesmee fizemos um acordo. Nenhum de nós dois vai tomar decisões sem o outro saber. Não se tratando de Hope. Eu sinto muito Mestre, mas eu sou pai agora e... tudo mudou. Ser pai... me mudou. Hope é a minha prioridade sempre e pra sempre. Enquanto a mãe estiver de cama, não vou viajar e não vou deixar a guarda levá-la. Lamento.
Então, ele simplesmente desligou.
—E então?
—Eles não vem. Não até a híbrida acordar pelo menos.
—Acordar?
—Ela ficou debilitada do parto.
—E? Alec é o pai. Ele tem direito de...
—Ele disse que não trará a criança sem o consentimento da mãe. Os dois tem um acordo.
—A guarda pode...
—Ele disse que não permitirá que a guarda traga a criança e pelo seu tom de voz ele estava bem convicto quanto a isso.
P.O.V. Alec.
Demorou três dias, mas ela finalmente se recuperou.
—Oi fofinha. Me dá, deixa eu segurar.
—O Mestre...
—Quer que a gente leve a Hope pra Volterra. Eu sei. Bom, acho que o jeito é ir. Mas, se ele encostar... um dedo na minha filha eu juro que vou fazê-lo sofrer de maneiras que nem aquela mente perversa dele pode entender.
Depois dela fazer as malas e colocar fraldas e mamadeiras e coisas de bebê numa mala separada nós pudemos viajar. Nós viajamos no jato ao invés de pegar um avião comercial.
—Esses badulaques são mesmo necessários?
—Que badulaques?
—As tranqueiras de bebê.
—Sim.
Hope viajou sentada numa cadeirinha, enfiando tudo o que ela via na frente na boca. Quando o jato começou a aterrizar começou aquela crise interminável de choro.
—O que ela tem?
—É a pressão no ouvido.

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