Eclipse-Nova Versão
13 Adeus, Steve Clark
Notas iniciais
P.O.V. Steve.
Agora que ela deu não consegue mais parar. Ela me trouxe para o meio da floresta.
—Gosta de selvagem gatinha?
—Adoro.
Ela colocou a minha mão no seio dela.
—Tá sentindo meu coração Steve? Ele tá partido. Por sua causa.
Ela abriu a blusa e não tinha nada lá embaixo.
—Eu... me dei bem.
—Não. Você se deu muito mau.
Eu vi os olhos dela mudarem.
—Que... merda é essa?
—Tá assustado né? Mas, eu quero você desesperado!
Ela quebrou meu braço com uma mão, deu pra ver o osso.
—Por favor! Por favor!
—Acha que pode colocar a minha intimidade na internet pra todos verem? Acha que pode me fazer desconfiar do meu namorado?
—Me desculpe! Me desculpe!
—Meio tarde pra isso.
P.O.V. Hope.
Minha primeira vítima. Eu fiz uma bagunça, eu comi ele vivo. Eu não só chupei o sangue dele, eu eviscerei o desgraçado.
—Não é que a sensação é boa? É uma emoção extra. Adorei. Ouvir ele implorar e chorar como um bebê.
Eu sai com um sorriso no rosto e deixei o corpo daquele nojento lá para ser comido pelos bichos.
Eu acho que é por isso que eu sempre carrego uma muda de roupa extra. Fui nadar no lago pra tirar o sangue e depois, eu voltei pra escola.
P.O.V. Scott.
Era hora do almoço quando ela apareceu no refeitório, ela estava toda sorridente e mais sexy do que nunca, ela estava radiante. O cabelo estava molhado, mas fora isso ela estava bem. Melhor do que bem.
—Oi amor!
—Nossa! Que bicho te mordeu?
—Eu só... to muito feliz hoje.
—Tudo bem, eu não vou questionar isso.
Na hora do treino do time de futebol, o treinador perguntou:
—Alguém viu o Clark?
—Não.
Ele foi perguntar para as líderes de torcida.
—Alguém viu o Clark? Steve Clark?
—Não.
No dia seguinte, eu só ouvi o grito. Depois vieram os carros de polícia e o legista. E a mãe do Steve estava lá, ela estava chorando desesperada.
—O que aconteceu?
Eu perguntei para o xerife que era amigo da minha família. E ele falou:
—Encontraram o corpo do menino que sumiu. Estava usando uniforme do time de futebol.
—Steve morreu?
—Sim. E foi brutal. Acho que foi atacado por um animal. Uns montanhistas acharam o corpo, estava bem fundo na floresta. O que será que esse menino tinha na cabeça pra se embrenhar no meio desse mato?
—Como ele morreu?
—O menino foi eviscerado. O corpo foi estraçalhado. Mas, o braço foi quebrado antes, uma fratura exposta e aparentemente ele não tem mais nenhum pingo de sangue. O menino foi comido vivo.
Nada de sangue, comido vivo. Quer saber o que veio na minha cabeça? Vampiro e Hope.
O meu irmão ia numa festa em algum lugar essa noite e ele foi mesmo. Mesmo depois de um de seus companheiros de time ter sido eviscerado. Eu chamei a Hope pra vir em casa.
—Oi! Ops.
—É verdade? Foi você?
—E eu achando que íamos transar.
—Foi você?
Ela entrou e fechou a porta.
—Sim! Sim! Sim, eu quebrei o braço dele, sim ele viu a minha verdadeira face, sim ele implorou pra viver, sim ele pediu desculpas vazias e sim... eu comi ele vivo. Eu estraçalhei ele e deixei ele pra ser comido pelos bichos.
Eu fiquei em choque.
—Pensei que...
—Ele foi meu primeiro. Eu descontei toda a minha fúria nele. É incrível o que os humanos fazem e dizem quando suas vidas estão em perigo. E matar o Steve, não foi só pra me alimentar. Foi vingança. Se fosse só pra me alimentar, eu não teria feito ele sofrer tanto. Iria direto pro pescoço, teria compelido ele a não gritar, mas eu queria ouvir ele gritar. Mas, simplesmente morder não faz o humano sentir dor na hora como você bem sabe. Ele não merecia se sentir bem depois do que fez comigo, conosco.
—Foi por causa do áudio?
—Foi. Ele nos expôs. Eu tive que ouvir todo mundo me chamando de vadia, verbal e mentalmente o dia todo! Ser telepata não é dom, é maldição. Você ouve a verdade nua e crua. Se tivesse que ouvir as coisas sujas e repulsivas que ele estava pensando...
Eu tinha trazido um copo de água pra ela, já que ela estava fervendo de raiva.
Ela quebrou o copo de vidro cheio d'água com a mão. Mas, os cacos não a machucaram.
—Hope. Você está bem?
—Sabe como é raiva de vampiro? Imagine, uma panela de pressão com a válvula entupida... então, a dona de casa Steve Clark coloca água na panela de pressão e a coloca no fogo. Fogo alto. Coloca ela na fogueira e então... a panela de pressão explode e a dona de casa acaba morta no chão da cozinha.
—Eu já quis me vingar dos amigos do meu irmão, mas eu nunca tive coragem. Eles sempre me ridicularizaram.
—Você pode escolher. Podemos ficar aqui e transar até cansar ou podemos, nos arrumar, aparecer na tal festa, esfregar na cara deles que você tem a namorada mais gostosa daquela escola e depois, voltamos e transamos até cansar. O que acha? Você escolhe.
—Vamos esfregar nas caras deles.
—É o meu garoto. Eu já volto.
Eu estava começando a me arrumar e ela já estava de volta e prontinha da silva. Aquela blusa tomara que caia preta e aquela saia, a roupa era tão apertada que parecia uma segunda pele e marcavam todas as suas curvas e a jaqueta de couro.
—Uau!
—Uau pra você também.
—Vamos?
—Vamos.
P.O.V. Hope.
Eu não sei como alguém consegue escolher o Jack ao invés do Scott. E com aquela blusa marcando todos os músculos que eu e aparentemente só eu sabia que ele tinha, aquela calça jeans desgastada. Só de olhar eu já ficava molhada.
E assim que nós chegamos na festa todo mundo parou para olhar. Os que estavam bebendo se engasgaram.
Ouvi o Scott sussurrar no meu ouvido.
—Isso porque eles nem fazem ideia do quanto você é letal.
—Meramente letal.
—Ai, vamos fazer um brinde em honra ao Steve.
—Arruma um copo ai. Nossa, eu fiquei sabendo, foi terrível o que aconteceu.
—Pessoal! Atenção! Um brinde, ao Steve. Nosso amigo.
—Ao Steve!
—Ao Steve.
Eu brindei, mas eu realmente não podia estar mais pouco me fodendo.
P.O.V. Scott.
Ai como ela era boa. Ela brindou em honra ao cara que ela matou.
—Tá todo mundo olhando. Até as meninas. Você gosta de meninas também?
—Não. E elas não tão olhando pra mim gênio.
—Então, pra quem estão olhando?
—Pra você. Mas, você é meu.
—Sou?
—Curiosidade sobre vampiros, quando encontramos o nosso parceiro ou parceira, somos muito ciumentos, possessivos e não é só da nossa parte. É uma conexão inexplicável. Você é meu e eu sou sua. Pra sempre.
—É?
—É.
—Mas, eu não sou ciumento.
—Jura? Então, tudo bem se eu dormir com aquele bonitão do time de futebol, olha só aqueles músculos...
P.O.V. Scott.
Fui tomado por um ciúme louco.
—Nem pensar!
—Viu? É disso que eu to falando amor.
Nós dançamos e a festa foi ficando chata.
—Que tal voltarmos pra casa?
—Ótimo ideia.
Andar no carro dela é uma experiência incrível, mas fazer amor com ela é melhor ainda.
Eu dormi e quando eu acordei, ela não estava do meu lado. Então, eu ouvi o barulho do chuveiro.
Decidi interferir. Eu levantei e fui até o banheiro e ela estava de costas pra mim.
—Bom dia. Eu já estou saindo.
—Não sai não.
Eu entrei no chuveiro com ela. E logo estávamos fazendo sexo no chuveiro.
Só não contávamos com um visitante inesperado.
P.O.V. Jack.
Eu voltei pra casa mais cedo. Sabe lá Deus porque. Acho que depois da morte brutal do Steve eu não conseguia pensar em mais nada.
Cheguei e fui ver como o Scott estava, ele é bem mais sensível com essas coisas. A cama dele estava desarrumada, revirada. Mas, eu ouvi o chuveiro e como nós dois temos as mesmas coisas e ele é o meu irmãozinho eu simplesmente entrei. E fiquei horrorizado com aquela cena.
Eu vi o meu irmão pelado, prensando a namorada contra a parede do box, completamente enterrado dentro dela. Mas, isso não foi o mais chocante.
A namorada dele tinha presas e então... pra fechar com chave de ouro... ela enfiou os dentes no pescoço do meu irmão. Ela estava chupando o sangue dele.
Eu fiquei tão horrorizado que eu não conseguia me mexer. Eu estanquei no lugar. E ela, se mordeu e deu o sangue dela para o Scott beber e ele bebeu, sem protestar. Ele não estava horrorizado, não estava assustado, estava completamente calmo.
O meu irmãozinho está fodendo uma vampira.
Fale com o autor