Eclipse

1 Capítulo 1


Um encontro clássico

De Sol quente e Lua fria

Porque nessa noite escura

O sofrimento tem abertura

A engolindo aos poucos

Com paixão e fervor

Dois canários recém soltos

Se deixavam ir lentamente.

Seu beijo a envolvia

O abraço quente o enlouquecia

O sangue borbulhava suas veias

Enquanto sua voz galanteia

Ele chegava ao seu centro

Se desapegando dos laços que restavam.

Os dois lábios suaves se afastavam

As mãos anseiam outro encontro

Movimentava as correntes que transbordavam o coração dele

Aquecia as crateras profundas do corpo dela

A vida florescia dentro do ventre carinhoso

O coração batia forte dentro do peito receoso

Honrando os guerreiros das batalhas

Astro que na superfície entalha

Os protegidos pelos escudos de ferro e cobre

Perdoando cada erro nobre

Silenciando os gritos amargurados

Com seu brilho avermelhado

Como a escala do teclado

A dor fada dos aclamados

Nada mais importa

A lua nos eleva

Viramos estrelas mortas

O renascimento nos acarreta

Assim a vida surgiu

Cada alma que caiu

Tem um lugar nos céus guardados

Reivindicado nos pilares adornados

O ritual se cristaliza

Com a delicadeza da poetiza

Que cada personagem escrito

Tem um potencial infinito

Somos todos personagens

Esperando ver mais uma vez

Senhor e a senhora, meus reis

Porque nessa noite escura

O sofrimento tem abertura

Notas finais
Pilares adornados - Pilares da criação
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