Eclipse
1 Capitulo Único
Notas iniciais
Dizem que a luz não tem forma., assim como dizem que a escuridão é apenas o escuro.
Estão todos errados.
São seres que existem a muito tempo, muito antes da vida, da morte, das coisas, de tudo.
O escuro a muito tempo existiu e sozinho reinou todos os cantos do mundo, mas com o tempo a solidão tomou conta de seu coração. Não havia nada no universo a não ser o vazio. Nada nascia, nada existia. Apenas o escuro e solitário breu.
Um dia de algum modo, sem explicar, uma pequena luz se ascendeu. Era pequena se comparada ao tamanho da escuridão a sua volta.
Por anos e anos aquela luz permaneceu ali, imóvel e pequena. Com o passar dos séculos ela foi crescendo e tomando forma e a sua volta coisas começaram a florescer e nascer. A vida começou a se formar. Foi então que aquele que reinava na escuridão conheceu a luz. Uma pequena forma delicada, mas poderosa. Algo que podia tornar uma pequena fagulha uma chama imensa e que podia se sobrepor ao seu poder.
Aquilo não o assustou de forma alguma, pelo contrário. Cada passo mais próximo que dava daquela pequena luz, fazia-o encantar-se mais e mais.
Levou vários dias para que pudesse aproximar- se dela e quando se aproximou viu o rosto de uma criança no corpo de um adulto. Não era como seu semblante, forte, destemido e amedrontador. Era algo frágil e delicado, algo que parecia precisar de proteção.
Envolveu aquele pequeno corpo em seus braços e fez sua cabeça repousar em seu peito. Seu toque fez algo como um coração bater dentro de seu peito e era uma sensação muito quente. Após alguns minutos aquele pequeno rosto se moveu e seus olhos se abriram para o universo. A primeira coisa que viu foi a criação, pura e frágil. Era simples, mas continha toda a sua essência. E então se maravilhou com todas as cores que havia criado e modificado. Cores que antes não existiam. Um céu azul, um mar esverdeado, um amanhecer dourado. Não acreditava em toda a luz que havia criado.
Sentiu então o frio da escuridão tocar sua pele e viu seu guardião o segurar em seus braços. Olhou para seus negros olhos e cabelos pretos compridos e o admirou. Tocou sua branca pele e em seus pálidos labios e então sentiu que havia criado algo novo. Chamou-o de sentimento. Algo que serviria tanto como uma benção como uma maldição.
Seus corpos se alinharam e ficaram um em pé um em frente ao outro. E os dois contemplaram suas criações, pois aquele que vivera e reinara as trevas não queria deixar a criação apenas para seu novo companheiro. Queria dar-lhe algo especial. Algo para mostrar-lhe sua alegria por ter algo preenchendo seu gélido peito.
E a escuridão deu espaço a luz em seu interior. Não era nada estrondoso como o sol, mas fazia-o sentir também a felicidade. E então no céu da noite escura e eterna foram criadas estrelas em lembrança à pequena luz que um dia tomou espaço em toda a escuridão.
E foi assim dia após dia. Um criando à imagem do outro. E a pequena luz agora havia se tornado algo fabuloso. Uma grande chama que nunca se apagava. E seu corpo se desenvolveu, tomando a forma agora de um homem. Não como aquele que dominava o escuro, mas um homem delicado, frágil, de aparencia feminina. E cada dia que passava Luz e Trevas se uniam cada vez mais. Seus corpos agora não podiam mais negar. Um desejava o outro. A luz que sempre fora delicada e timida. Tomara posição em frente à escuridão. Tocou seu rosto cheio de cicatrizes e uma barba fina. Era um semblante forte e imponente no qual era respeitável. Sua delicada mão transitou de um lado ao outro tocando cada linha e centimetro daquele rosto pálido e amedrontador. E mesmo sem nenhuma reação de seu companheiro de vida, ainda assim deu-lhe um sorriso caloroso. Aquele sorriso deu forma a várias coisas e a cada sentimento novo que era criado por aquele ser brilhante coisas novas se formavam e logo havia a terra e suas criaturas. E então num amanhecer o ser da luz pôde contemplar cores novas em tons de alaranjado e púrpura e seu coração se encheu de alegria. Então logo a baixo em formações de terra próximas agora existia um campo verde e em meio a esse campo uma pequena flor brotou. E essa flor recebeu todo o amor e carinho do ser da luz. E ali, proximo aquela flor nasceu outra e mais outra e quando percebeu havia um campo de flores, brancas, vermelhas, amarelas, rosas. E todas aquelas cores novamente encheram o coração do pequeno ser da luz de alegria e ternura. E ali em meio àquele campo florido ele se deitou e deixou a luz do sol banhar sua pele e seus lindos cabelos dourados e ali ficou por horas e horas admirando todas as coisas a sua volta.
Em meio às rochas, numa sombra próxima ao campo florido, o ser da escuridão observava seu pequeno companheiro brilhante. E estava maravilhado em como uma pequena luz podia e havia criado tantas coisas. E seu peito novamente aqueceu ao observar aquela luz deitada em um campo florido, banhando-se no sol, do qual tirava e depositava sua energia. E então o entardecer apareceu e o sol logo estava a se pôr e o ser das trevas podia então sair das sombras e se pôr ao lado de seu companheiro.
E juntos admiraram o pôr do sol e o aparecer das primeiras estrelas, brilhantes como pequenas jóias no céu. E novamente um sorriso se pôs nos lábios da criatura da luz e nesse sorriso aquele que dominava as trevas sentiu agora aquilo que havia sido nomeado sentimento. Era algo quente e que fazia sentir seu gélido coraçao bater rapidamente. Pegou então novamente a criatura luminosa em seus braços e a fez repousar em seu peito. E o aconchegou e fez-se criar um calor em seus braços para que aquela pequena luz descanssasse em paz. E ali naqueles floridos campos coloridos, banhados agora pela luz das estrelas e do luar ele sentou-se com, em seus braços, aquele que lhe deu um coração e ali ficou por toda a noite, passando a mão em seus cabelos e ninando aquele que parecia mais uma criança que um homem. Em seu sono parecia fragil tanto quanto delicado. Tocou seu rosto e seus lábios que outrora abrigara um sorriso doce e inocente. Lembrou-se das pequenas coisas que o alegrara e que o tornavam tão encantador.
Iria protegê-lo.
Havia decidido isso muito antes de ter sentimentos. Então com suas mãos na grama macia na qual estava sentado com a criatura brilhante em seus braços, pôs uma pequena semente, parte de seu sentimento que agora era real e maior que qualquer outro, e dessa semente nasceu uma flor, branca como a luz das estrelas. Seu pólen era dourado como seu amado que repousava em seus braços e nela sabia que podia refletir o melhor dos dois juntos.
Logo amanhecera e novamente aquela luz que descansava agora estava de pé e contemplou então os sentimentos de seu protetor, ali em um pequeno espaço por entre as outras flores. E era mais lindo que qualquer outro. E desse sentimento brotaram lágrimas em seus olhos, não de tristeza, pois não havia tristeza naqueles tempos nem em seu coração. Eram lágrimas de alegria, lágrimas da mais pura emoção e dela nasceu seu amor que agora era não só direcionado à sua criação, mas também e principalmente para seu protetor e agora amado. E novamente repousou em seus braços, não para descançar, mas para sentir seu coração pulsante junto ao dele. E ali se puseram diante do amanhecer e sob os primeiros raios de sol se uniram em um beijo que criou muitas outras coisas. E fez se a chuva sobre o sol e dela nasceram as cores em um arco-íris e debaixo deste estavam borboletas e pássaros a carregar pétalas de flores e sementes para todos os lados e logo em volta daquele campo de flores nasceu uma floresta, verde e saudável, com suas árvores de folhas escuras e algumas com frutos vermelhos e doces e desses frutos nasceram outras árvores e logo a vida se alastrou por todos os cantos do mundo, não deixando nenhum espaço em branco.
Logo entre as árvores nasceram córregos e rios, da mais cristalina água. E entre as árvores estava um lago com a queda de uma cachoeira que ali se formara e ali se banhava aquela luz, deixando a pele morena e brilhante totalmente limpa. E por entre as árvores ainda na sombra de um grande carvalho estava o dominador das trevas, observando seu amado sob a luz do sol e ali ficara e deixara brotar seu primeiro sorriso por entre os lábios. E ali tanbém percebera que sua existência agora dependia de seu amado. Sua felicidade, seu coração que outrora não existia e que agora pulsava fortemente, tudo estava ali graças aquele que nascera de uma pequena luz.
Estava ali parado vagando em seus pensamentos quando sentiu um calor em seu rosto. Eram as mãos de seu amado acariciando suas bochechas, sua barba cerrada fazia cócegas na palma de sua mão. Tocava suas cicatrizes formadas em seu rosto por uma existencia vazia. O ser das trevas olhou em seus olhos e só o que viu foi ternura, uma ternura que não compreendia. Retirou suas delicas mãos de seu rosto, pois achou que não era digno de receber carinhos de criatura tão bela, sendo ele bruto e de pele levemente desfigurada. Seus pensamentos alcançaram seu amado que então tocou seu queixo e beijou sua cicatriz em x abaixo do olho. E ali depositou todo seu carinho e ternura de uma só vez, para que seu amado soubesse que agora aparencia não mais importava, pois sua existência agora era única e apenas por ele. E em seu coração, o ser das trevas sentiu a nescecidade de abraçar seu amado com todas as forças, para que nunca tal amor se afastasse dele. E assim foi durante muitos anos, pois agora não haviam apenas trevas, havia também uma luz que se ascendia em tudo que podia sentir.
E anos de carinho se passaram e a criação se completou. E agora não mais sozinhos estavam pois haviam criado a natureza e seus seres. E tudo que podiam haviam feito por eles. E agora em seu leito sagrado de sono a criatura da luz repousou e por cem anos ali permaneceu, imóvel e serena e a criatura das trevas reinara novamente. E por cem anos ele cuidara e protegera seu amado. E por cem anos a dúvida e o medo nasceram em seu coração, pois agora estava sozinho, em um mundo no qual havia criado juntamente com seu amado. E ali formaram-se outas criaturas, nascidas dessa parte triste de sua alma. E logo após o nascer dessas criaturas, o ser da luz despertara. E mesmo após cem anos sua luz não diminuira nem um pouco. E após despertar foi ao encontro de seu amado, pois cem anos sem sua compania pareciam eternos. E ao procurar seu amado notou que tudo aquilo que havia criado estava agora murchando, e tudo aquilo que havia recebido sua essência estava doente. Não entendia o porque de aquilo estar acontecendo. Tudo parecia estar do modo que havia deixado e mesmo assim, plantas, animais e até mesmo as estrelas estavam morrendo. Pela primeira vez em sua existência sentiu desespero. E junto havia a vontade de chorar, mas nenhuma lágrima saía de seus olhos. Onde estaria seu amado diante de toda aquela cena?
Procurou em terra, em meio às florestas e em cada caverna e lugar escuro quepodia encontrar e nada. Apósdias de procura se deparou com algo que nunca havia visto. Era o Desespero. Tinha forma, assim como o ser da luz e seu amado. Seus olhos eram vermelhos brilhantes e em seu fundo continham malicia. Teve receio em se aproximar, mas queria de todas as formas saber onde seu amado estava. Diante disso se viu cercado, não só por Desespero, mas lá estavam também Medo, Ódio e Inveja e todos tinham forma assim como o ser da luz. E de todas as formas tentaram submeter a luz às suas vontades. E dor e agonia tomaram conta do corpo da pequena luz. Não sabia o porque de aqueles sentimentos terem tomado forma e nem o porque do desaparecimento daquele o qual havia dedicado sua existência. Tinha medo, não pela dor que sentia, mas sim pelo fato de estar só. E estar só significava também que estaria no escuro, sem as mãos de seu amado para lhe confortar e aquecer. Seus pensamentos foram escurecendo e logo sua consciência se foi.
Momentos se passaram até que despertasse em uma caverna, era escura e úmida e parecia doente assim como tudo o que aqueles seres tocavam. Ouviu uma voz ao fundo da caverna. Era uma voz conhecida e estava baixa como se não tivesse forças para sair. Forçou os olhos e aumentou o quanto pôde seu brilho. Era aquele que governara a escuridão. Estava ali preso ao fundo da caverna. Não tinha um arranhão sequer, mas seu corpo estava fraco. Parecia não ter forças nem mesmo para respirar. Seu coração que um dia pulsara como o mundo, agora já quase não batia.
Lágrimas escorreram pelo resto da pequena Luz. Estava feliz por ver seu amado, mas triste por perceber que seu corpo estava morrendo. Não entendia como alguém que um dia fora tão temido e imponente agora estava naquuela situação. Pegou seu corpo gentilmente para que não o machucasse e deitou sua cabeça em seu colo, passando a mão por seu rosto e em seus cabelos negros. Sentira falta de tocar sua barba fina. Sentira a falta de sua pele grossa, de suas feições sérias e árduas. Beijou carinhosamente seu rosto, tocando seus lábios e todo o seu rosto até ir de encontro com os dele. E em seu beijo longo e carinhoso aquele que dominava a escuridão abriu seus olhos e tudo que viu foi a luz, imensa e brilhante e estava ali, ao seu alcance, diante de seus olhos. E ela tocava seu rosto e beijava seus lábios e ninava seu corpo que outrora fora forte e poderoso. E a escuridão novamente sentiu uma alegria invadir seu coração que começava a bater ritimado e então pela segunda vez em sua longa existencia deixou que seus lábios formassem um sorriso. Agora mais simples por apenas estar sem forças.
Em meio a alegria de estarem juntos, novamente foram separados, pois ali em meio a sua alegria estavam aqueles que haviam separado os dois amantes.
A Dor e o Desespero estavam ali com o ser das trevas, pois queriam todo o seu poder e dominio sobre todas as coisas. E de pouco em pouco foram roubando sua essência e enquanto via aquilo a Luz deixou que se formasse uma voz em sua garganta e então gritou para que parrassem de machucar seu amado. De nada adiantou, pois nenhum deles deu ouvidos a sua voz.
Então em meio ao desespero ele viu os lábios de seu amado se moverem. E em atenção a isso conseguiu entender breves palavras. Ele dizia que não era para se desesperar, mas sim para sorrir, pois a muitos e muitos anos que sonhava com aquele sorriso caloroso e gentil que só a Luz podia lhe proporcionar. E disse denovo e novamente por várias vezes seguidas, sorria, e apenas isso ele pronunciava.
Em meio a todas as lágrimas que derramava a pequena Luz conseguiu puxar um pequeno sorriso e ali ele o manteve. E seu brilho novamente aparecera e o fizera parecer a mesma criança gentil que o ser das trevas carregara em seu colo todas as noites por muitos e muitos séculos.
E então um sorriso caloroso despertou nos lábios das Trevas e seu poder de outrora retornara para seu corpo. E aos poucos sua força voltava a se reerguer. E a cada novo sentimento bom que era colocado por seu amor ali, os dois ganhavam mais força. E a luz brilhava agora como um sol, tirando toda a força de seus raptores e a escuridão absorvia todo o mal para si e os mantinha trancados em uma parte de sua alma que desejava nunca ter nascido. E aos poucos os dois foram tomando para si todo o poder e o mal que aqueles sentimentos que haviam forma haviam se alimentado. E de tudo o que sobrou havia a penas a escuridão. E a luz o ergueu e o pôs de pé.
E assim caminhou mundo a fora, curando a doença que havia se espalhado pela natureza, trazendo devolta as cores e as formas que antes havia criado e os animais e as árvores e os rios, tudo estava denovo correndo como havia sido criado. Cada coisa em seu devido equilibrio, mas ainda assim sentia que aquele mal que havia adoecido o mundo ainda estava ali presente e mesmo que tudo parecia como antes, algo de todo aquele mal ainda estava presente ali. E fez-se chover em todo o mundo, para que toda a terra fosse lavada e que o sol novamente pudesse banhar as terras e seus habitantes.
E logo retornou para os braços de seu amado, que mesmo recuperando suas forças ainda assim sentia seu poder fragil. E estavam ali novamente juntos, em uma caverna, protegendo-se da chuva e ali em meio às pedras ascendeu-se uma fogueira pois o frio dominava tudo agora. E em abraços e carinhos os dois se mantiveram aquecidos. E em meio a todo esse amor aquele que dominava as trevas sentiu um grande pesar em seu coração, pois sentia que a culpa de toda aquela doença e destruição fora sua. E seusbraços agora afastavam os de seu amado que mesmo passando por grande dor ainda se mantinha puro. E se afastou para um canto escuro onde achou que a Luz não o alcançaria. E a Luz percebendo a dor de seu amado aproximou-se dele eo beijou terna e calorosamente e apesar dos esforços do ser das trevas de o afastar ele o segurou e apertouseu corpo no dele. E ficaram assim abraçados por um tempo. E logo após ele parar de lutar a Luz separou seus lábios e o olhou firme e deixou pequenas palavras saírem de sua garganta. Foi um "Eu te amo" que saiu de seus lábios. E aquilo surpreendeu o ser das trevas, pois como alguem tão puro quanto aquele pequeno podia sentir algo como amor por ele. E novamente seus lábios se encontraram agora mais bruscamente e o ser das trevas deitou a pequena luz no chão, perto da fogueira calorosa e aos poucos foi beijando seu rosto e pescoço, causando leves arrepios e tremores em seu corpo. E um calor percorreu o corpo dos dois e eles se olharam por alguns minutos e tocaram um o corpo do outro, sentindo cada linha e cada espaço em seus corpos. E a luz abraçou seu amado, e os dois já não estavam mais em suas vestes. Agora seus corpos se tocavam da mesma maneira que haviam nascido. E a pele fina e macia da pequena luz era tocada pelas mãos de seu amado. E logo sentiu um calor imenso invadir seu corpo e no começo foi doloroso, pois como homem nunca havia sido amado por outro homem. E com carinho sentiu aquele calor aumentar cada vez mais e sentiu sua respiração ofegante assim como seu coração bater desritimado. Não sabia mais como agir ou o que pensar, só o que sabia era que não queria que aquele momento acabasse. E estavam os dois em seu momento de amor profundo a luz sendo invadida pela escuridão e ambos dividindo o calor que o amor deles emanava. E por bastante tempo Luz e Trevas se uniram em apenas um. E o senhor das trevas sentiu seu calor invadindo a pequena luz em seus braços e desejou por alguns instantes que aquele momento nunca acabasse e que aquele sentimento de prazer e amor durasse a eternidade junto com suas almas. E logo todo o seu amor deu fruto a algo novo. Algo que nunca na existencia da vida havia sido feito ou criado, algo que uniu em beleza tanto a luz quanto as trevas. Um chamado Eclipse, onde a lua se pôe em frente ao sol e a luz e trevas permanecem unidas por um longo tempo. E por muitas vezes em muitos e muitos séculos esse foi o fruto de seu amor. E todas as vezes que eles se amavam Luz e Trevas no céu dividiam espaço e demonstravam que tudo na vida e nanatureza tem equilibrio, até mesmo luz e escuridão.
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