Ecila.

2 Capítulo 1 - Alone.


Notas iniciais
Acho que foi porque eu fiquei realmente feliz com a review linda que eu recebi, o que me encorajou a escrever essa capitulo mais rápido xD
Se alguém mais estiver lendo essa fic por favor comente!
Quanto mais comentários, mais rápido eu me animo e escrevo os próximos capítulos dessa fic!

Capitulo 1 – Alone.

Os raios de luz foram entrando lentamente no quarto, iluminando precariamente o local e a garota que dormia tranquilamente em uma cama de madeira.

Seus cabelos castanhos estavam espalhados pelo travesseiro, e ela estava completamente imóvel. O único sinal de vida era sua calma respiração que levantava e subia seu peito lentamente. A garota aparentava ter cerca de 15 ou 16 anos, de altura mediana, e vestia uma camisola completamente branca sem detalhes nem rendas.

Preguicosamente suas pálpebras foram se levantando quando os raios de sol alcançaram seus olhos, revelando pupilas completamente azuis igualando com a cor do céu.

Naquele quarto não havia outros moveis alem da cama. Não havia cortinas nem cômodas. Nem mesmo uma lâmpada. Tudo o que havia era a cama, a garota e... Um grande espelho que ocupava quase toda a parede oposto em direção a cama.

Ela olhou para seu reflexo no grande espelho e deu um pequeno sorriso.

“Bom dia... Ecila.” Falou ainda sorrindo.

Ela viu o seu próprio rosto no espelho sorrir como ela mesma.

“Bom dia... Alice.” Escutou seu reflexo dizer.

A garota, Alice, se espreguiçou lentamente, enquanto observava seu reflexo fazer o mesmo. Levantou-se da cama e bocejou.

Foi em direção a uma porta do lado esquerdo, onde se localizava um pequeno banheiro com apenas uma pia, privada, um chuveiro e... Um espelho acima da pia.

Depois de lavar seu rosto, enxugou com uma pequena toalha que estava do lado da pia e fitou seu reflexo no espelho.

“Ei, Alice...” Começou seu reflexo. “Você vai brincar comigo hoje, não vai?”

Ela sorriu, e sua imagem repetiu o mesmo.

“Claro que vou, Ecila.”

Não havia outras casas vizinhas, já que mesma estava localizada em uma pequena floresta, ao lado de uma pequena cidade. Não havia naquela floresta, seus únicos habitantes eram uma garota... E seu próprio reflexo.

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O Sol estava a pino. A garota havia passado cerca de três horas colhendo e comendo maçãs que colheu da macieira que ficava do lado de sua casa. Era uma casa simples de madeira, com apenas três cômodos. O quarto da menina, um banheiro e uma pequena cozinha.

Depois de terminar de comer as maçãs sua barriga estava cheia, e ela ficou sem nada para fazer. Olhou para a janela de sua casa e viu sua reflexão no vidro.

“Alice~” Seu reflexo disse com uma voz suave.

Ela não pode controlar o sorriso que veio involuntariamente a seus lábios e viu seu reflexo, não, ela viu Ecila fazer o mesmo.

“Sim Ecila... O que foi?” Respondeu Alice.

“Estou entediada... Vamos para a cidade?”

O sorriso sumiu dos lábios de Alice.

“A cidade...? Faz um tempo que não vamos lá... Bom, já que eu também não tenho muito que fazer podemos.” Terminou a frase voltando a sorrir.

Ecila é claro, repetiu a ação e respondeu:

“Yay~ Vamos para a cidade~!”

“Sim, nós vamos... Assim que eu achar minhas bandagens, então espere um pouco Ecila.”

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Era uma cidade pequena, com um pouco mais de duzentos habitantes. Havia uma única escola e um único hospital. As casas geralmente eram bem simples, algumas sendo ate mesmo de madeira. A rua era devidamente asfaltada, mesmo que apenas algumas pessoas possuíssem carros, afinal, a cidade era tão pequena que você poderia tranquilamente cruza-la em uma bicicleta.

Havia uma pequena garota andando sobre o sol. Seus pés estavam descalços e ela usava um chapéu um pouco grande demais de cor bege. Seu vestido branco se mexia conforme o vento soprava lentamente, o que também fazia seus cabelos castanhos se agitarem. A garota em si, poderia ser considerada completamente normal... Se não estivesse usando bandagens sobre os olhos.

Aquela garota já tinha sido vista muitas e muitas vezes na pequena cidade, e era a razão de muitos boatos e cochichos entre os habitantes graças às bandagens que usava sobre os olhos. A maioria das pessoas já sabia que ela habitava a floresta, pois viam a menina entrando e saindo da mesma um numero significativo de vezes, porém não sabiam absolutamente nada sobre ela. Não sabiam seu nomes, não sabia sua idade, não sabiam se ela morava com seus pais ou sozinha e não sabia nem como uma garota tão pequena, frágil, e cega (bom, não tinha nenhum jeito de dizer se ela era realmente era cega ou não, mais graças às bandagens, presumir que a menina era cega não foi muito difícil.) conseguia dinheiro, pois quando a menina ia a cidade só falava com alguns vendedores, comprava algumas coisas e ia embora.

Alice caminhava tranqüila sem notar os olhares dos habitantes daquela vila pois a mesma não conseguia enxergar nada com as bandagens de qualquer modo. Mas ela ouvia os sussurros... Definitivamente. Ela tinha sentidos muitos aguçados por isso sempre escutava as pessoas da cidade falarem dela.

“Ei, é aquela garota estranha de novo.” Sussurrou uma voz feminina.

“Sim... Eu imagino o que diabos ela faz vivendo na floresta sendo que a mesma é desabitada... Ela provavelmente mora sozinha, já que ninguém nunca viu alguém além dela sair daquela floresta.” Respondeu outra voz.

Since no one knows anything of me, I don't know anything of anyone

Já que ninguém sabe nada sobre mim, eu não sei nada sobre ninguém.

Alice continuava a caminhar tranquilamente, ignorando os sussurros. Aquelas pessoas não sabiam nada sobre ela mesmo... Porque se preocupar com o que elas sussurravam?

Mesmo não podendo enxergar ela não tinha problemas nenhum em andar na cidade, já estava acostumada A cidadezinha era bem limpa, ou seja, não havia quase nada em que ela pudesse escorregar, e também não haviam muitos postes, cerca de uns cinco ou seis... E ela já havia gravado a localização dos mesmos, então não havia perigo de ela bater neles.

As pessoas simplesmente desviavam dela na caminhada, mas ela podia ouvir o som de seus passos, então se os mesmos não desviassem, ela mesma o fazia. Não havia o perigo de ser atropelada já que havia muitos poucos carros, e com sua audição era impossível ela não escutar o som de um motor de carro se aproximando.

Enquanto andava, Alice começou a pensar. Ela veio à cidade por que Ecila estava entediada, porém Alice não tinha idéia do que fazer. Ela geralmente vinha à cidade para comprar suprimentos e depois voltava para casa, mas a sua casa estava com comida o suficiente, se ela comprasse mais iria apenas ser desperdício já que a comida iria muito provavelmente estragar.

Alice não tinha outras atividades se não cuidar e regar sua macieira, arrumar sua casa, cozinhar e... Falar com Ecila. Sua vida se resumia a essa pequena serie de eventos. Para a maioria das pessoas, seria um inferno ter tão pouco para fazer, mais para Alice era uma coisa comum. Era a única coisa que ela tinha... A única coisa que ela sempre teve para fazer...

The clock's hands strike 15 and flip upside-down

O relógio marca 15 e vira de cabeça para baixo.

O Sol estava a pino, e Alice estava começando a sentir calor. Apesar de estar usando seu chapéu de palha que impedia que grande parte dos raios de sol a atingissem e apesar de sua roupa ser bastante leve, já era verão, então o tempo estava mais quente que o normal.

Alice começou a pensar novamente. Não queria voltar para casa, afinal Ecila provavelmente ainda estava entediada e elas não fizeram absolutamente nada a não ser caminhar na cidade... O que não era algo realmente muito interessante...

Alice começou a se concentrar mais e subitamente lembrou da praça que ficava perto da floresta. Nela haviam alguns balanços, trepadeiras e um escorrega, podia brincar um pouco e ir embora.

Não era muita coisa, mais era melhor que ficar em casa sem nada para fazer. Começou a andar em direção ao parque sem dificuldade, pois já tinha um mini mapa da cidade em sua cabeça.

A menina começou a caminhar em ritmo calmo em direção a pracinha, sem idéia de que havia um par de olhos seguindo todos os seus movimentos.

Um rapaz que aparentava ter cerca de 17 anos observava Alice atentamente. Ele havia acabado de mudar para esta cidade e era sua primeira vez vendo a garota que todos da vila falavam.

Ele tinha cerca de 1,74cm de altura, bastante alto em comparação a media de altura da cidade, seus cabelos eram curtos e dourados, chegando a seus ombros. Seus olhos tinham a cor amarelada como os de um gato, e apesar do calor, o mesmo usava uma jaqueta preta junto com boné da mesma cor. A jaqueta estava por cima de uma blusa amarelo clara, quase branca, com calcas da mesma cor da jaqueta e do boné.

Ele fitava a garota com um pouco de interesse. Já havia arrumado todas as malas que trouxe de mudança e não tinha absolutamente nada para fazer. Conversar com as pessoas daquele local estava fora de questão, já que as mesmas achavam que ele era um tipo de gangster só por que usava preto... Ele deu um suspiro. Odiava cidades pequenas como aquela.

A única coisa que aconteceu de interessante ate agora foi ver a garota que andava com bandagens nos olhos de quem todos falavam.

Apesar de ela não estar enxergando nada, ela não parecia ter problema nenhum, ele pensou. Ela desviava de todos os obstáculos a sua frente sem nenhum tipo de dificuldade, como se ela tivesse decorado a localização dos mesmo... E quem sabe, talvez ela tenha.

Ele reviu suas opções. Podia ficar ali parado sem fazer nada o dia inteiro ou podia... Seguir aquela garota e até falar com ela talvez.

Decidiu seguir a garota e ver para onde ela iria. Estava naquela cidade há quatro dias e essa garota era a única que havia visto que tinha uma idade aparentemente aproximada à dele. Todos naquela cidade ou eram velhos demais ou novos demais para ele poder ter uma conversa, então porque não falar com a garota?

Decidido começou a caminhar na mesma direção que Alice estava seguindo.

Mal sabia o rapaz que iria se arrepender dessa decisão pelo resto de sua vida...

Continua.

Notas finais
Cap chato eu sei. Rs.
Mais tem que ter uma calmaria antes da tempestade, ne?
Prometo que o próximo capitulo já vai ter... Digamos bastante sangue RS e.e
Preciso que me digam o que acham do capitulo. Chato demais? Muita pouco movimentado? Comprido demais? Curto demais?
Sempre tenho esse problema, fico com medo de fazer grande e o povo não ler, ou então fazer pequeno e o povo reclamar... Minha sina rs.
Enfim...
Mereço reviews? :x
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.