Echoed

8 Onde existe Luz e Escuridão - Parte 3


Eu não ousei fazer o menor movimento, preso ali entre a cruz e a espada. Eu estava em um lugar que não deveria estar, interagindo com algo que eu não poderia ver, e sendo pego por um dos professores com pior fama ali de dentro... Não que eu já tivesse tido algum dia aula com Tresz para saber do que ele era capaz, mas ouvíamos as vezes algo dos Exorcistas... Tresz parecia ter um pequeno experimento entre alguns professores por fora das nossas aulas normais, alguns alunos de diferentes turmas eram selecionados e postos extra-oficialmente em uma turma especial para passar por treinamentos avançados que envolviam desde participar de certas aulas dos Exorcistas, como também terem aulas de combate prático, tecnologia e ciências... Exatamente o que você poderia dizer que não havia razão para aprendermos ali dentro! Por isso muitos de nós preferia nem tocar nesse assunto, pois o que quer que aqueles alunos fizessem e aprendessem, não parecia ser um assunto seguro de se envolver... E acima deles, estava Tresz, que conseguia se impor ali dentro para dar esses tipos de aula sem que ninguém ficasse em seu caminho...
Aqueles fatos eram o suficiente para sabermos que ele não era qualquer um dentro do Instituto.

E lá estava eu, bem na sua frente, sem nenhuma testemunha por perto... Eu que nem mesmo era um aluno importante naquele instituto para que ele pudesse ter pena em me ter em suas mãos... Eu tinha certeza de que teria que esperar tudo de Tresz, e deixei meus olhos caírem lentamente para o chão, temendo o pior.
...Mas ele apenas... Sorriu...
Foi quando eu tivê a certeza que Tresz não estava olhando para mim diretamente... Ele começou a andar até a nossa direção parando do meu lado, tudo sem sequer tirar o olhar daquela criatura que tão grandiosa e belamente parecia um Anjo fora dos céus...
Por um segundo, eu me senti ignorado como se eu fosse invisivêl, e pude então sentir meu corpo relaxar mesmo que meu coração ainda batesse alucinadamente por ter sido pego em flagrante.

– "Fascinante... não acha...?"

Ele repetiu de novo, fazendo eu retornar da ilusão de que estava sendo ignorado, e novamente enrijecer meu corpo com o medo, e a vontade de apenas me submeter ao que ele quisesse para não testar sua paciência!

– "Uma criatura tão... Enorme... Tão... Vil... Corrompida pela própria natureza do homem... E ao mesmo tempo, tão... Submissa..."

Eu encarei rapidamente aquela bela criatura que de longe parecia ser a mesma que Tresz mencionava, e meus olhos se abriram um pouco mais, confusos.
Finalmente ele se virou para mim com seus olhos brilhando, e um sorriso perturbador, mantendo um silêncio que parecia me analisar... Eu tentei retornar minha atenção rapidamente para ele, mas ainda estava um pouco desconcertado com suas palavras...

– "... Você também a vê, não é?... Essa gigantesca escuridão... Essa forma humana profana..."

Perguntando para mim diretamente, eu voltei meu olhar para ele sabendo que mesmo se eu o respondesse, ele iria ter a certeza de eu estar mentindo ou não... Era como se ele conseguisse com aqueles olhos, despedaçar qualquer barreira que eu tentasse levantar para me esconder por trás... Então eu apenas não disse nada, voltando a olhar para ela... Eu sabia que aquilo o responderia, sem que eu conseguisse me entregar mais do que já estava entregue.
Seguindo minha deixa, Tresz também olhou para a mesma direção, dessa vez com uma voz mais séria e menos empolgada...

– "... Você não tem medo... como uma pessoa normal teria por ver algo assim... Essa não é a primeira vez que você vê um demônio pessoalmente, correto...? ...Fico feliz."

Suas últimas palavras me assustaram mais uma vez, me fazendo encará-lo novamente com dúvidas em minha expressão! Aquele jeito imprevisivel de Tresz era acima de qualquer outra coisa naquela sala, assustador.

– "Sabe... Para a Ordem, só existem dois caminhos a se seguir... Ou como um Padre, servindo ao homem... Ou como um Exorcista, servindo a Deus... Uma visão completamente linear, limitada... Quando surgem pessoas como nós no caminho deles, eles encontram um modo de nos pressionarem a também sermos limitados, nos escondendo para baixo de um tapete como se estivéssemos desafiando suas próprias regras... E então sem opção, começamos a ter que obedecer, nos perguntar quão eficientes eles realmente são por desperdiçarem tão facilmente a oportunidade que trazemos..."

Tresz começou a falar, como se estivesse na verdade falando consigo mesmo, onde aos poucos parecia perder aquele brilho em seus olhos, concentrando sua expressão em algo muito mais distante do que eu conseguia acompanhar... Mas por alguma razão, eu comecei a querer ouvir o que ele tinha a dizer... Era estranho admitir, mas talvez eu e Tresz pudéssemos ter algo em comum, algo que eu nunca imaginei ter em toda minha vida com outra pessoa... E sem minha interrupção, ele continuou...

– "Exorcistas... O que eles são além de músculos?... O tempo que gastariam para aumentarem suas inteligências, foi apenas para treinar seus corpos, e faze-los decorar livros... Eles jamais vão questionar, jamais vão tentar entender o que fazem... Por isso só servem para trabalho de campo... Eliminar qualquer coisa que não devesse estar ali, é só isso que eles aprendem a fazer. E sobra apenas para nós, Padres, o árduo trabalho de tentar ocupar um buraco na Ordem, que também é impossivel, já que nosso conhecimento é limitado apenas ao mundo físico!... Com tantas falhas nesse sistema... Perdemos a razão ao querermos nos por como superiores nessa guerra... Já que diferente de tantas outras culturas, nos recusamos a não aproveitarmos destes dois mundos... E tudo que ele poderia nos oferecer-..."

De repente como em um estalo, Tresz parou de falar e olhou para mim em choque! Logo recompondo sua expressão em algo mais tranquilizador, e com um sutil sorriso, ele pois suas mãos sobre meus ombros...

– "Desculpe por falar sobre o que não precisa chegar até você, mas você também os vê, então compreende, não? Compreende que há vantagem se estas duas realidades não fossem tratadas separadamente, não é? Compreende que há tanto para se fazer, além de apenas eliminá-los como se fossem uma praga...!"

Eu não consegui deixar de me envolver nas palavras de Tresz que de algum modo pareciam entender aquele meu solitário mundo, e com sinceridade, lentamente balancei minha cabeça concordando com cada palavra que ele havia dito... Era estranho para mim ouvir aquele tipo de assunto, especialmente de um professor, mas...
Talvez fosse por isso que eu não consegui deixar de me envolver naquela conversa, e procurar entender o que ele queria dividir comigo. Aquele ponto de vista que tanto parecia ser especial e incompreendido...! E que eu tinha o necessário para tentar entender...
Finalmente satisfeito, Tresz voltou seu olhar para aquela criatura, com um certo desprezo escapando lentamente das lembranças distantes que voltaram a perturbá-lo...
Ele então olhou para mim depois de um tempo em silêncio, e me direcionou para a saída do meio...

– "Vamos, vou levá-lo para a saída... Você ainda é muito jovem para se envolver com os assuntos da Ordem..."

Falando isso com uma voz reconfortante, ele me fez começar a andar ao seu lado até a porta... Eu havia por um instante esquecido que estava em uma situação perigosa, e apenas me senti junto de alguém que estava sinceramente querendo cuidar de mim! Alguém que eu podia confiar, por que parecia entender meu mundo.

Um silêncio se fez por um tempo enquanto saíamos dali, até que foi quebrado pelo súbito e violento movimento das correntes, atadas nas asas daquele anjo...!
Roubando nossa atenção, Tresz me puxou para trás, se pondo entre mim e a criatura que parecia aflita por um instante, mas que logo voltou a se encolher, parecendo arrependida de ter sua atenção novamente...! Ela olhava para mim, com um certo lamento em seu jeito acuado, mas não conseguiu me afetar mais do que recuperar minha noção de sua presença ali... Enquanto Tresz me mantinha parado, analisando-a por um momento...

– "... Não se preocupe... Ele não tem como vir atrás de nós..."

Ele disse para mim, sem me olhar diretamente, fixado nas correntes que a prendiam ali...

– "Essas correntes foram uma das poucas coisas boas que "aqueles caras" conseguiram fazer depois de tantos anos de pesquisa jogada fora... Nenhum demônio tem força suficiente para quebrá-las, mesmo que ele tente... Nem mesmo um demônio forte como esse que não pode ser exorcizado... Por isso o mantemos aqui embaixo, seguro e longe de outras pessoas... Já perdemos muitos homens por termos subestimado essa criatura... Se ele estivesse livre por aí, nem mesmo toda nossa força seria capaz de detê-lo novamente..."

"Demônio"... Cada vez que eu ouvia Tresz falar aquela palavra com tanta certeza, mais me fazia pensar que ele conseguia ver algo que eu não podia... Ele via as mesmas coisas que eu, e ainda sim, as via de outra forma...? Além de mim, ele foi o único que eu já conheci que também podia ver espíritos, então eu queria poder acreditar nele mais do que tudo, para poder sentir que eu não estava mais sozinho...
Talvez, Tresz pela experiência, tivesse uma enorme certeza que eu, um mero jovem que cresceu no interior não podia ter ainda... E talvez Omnos por si só, também já carregasse essa certeza através dos Exorcistas... Uma certeza que eu jamais poderia adquirir em apenas uma vida completa... De que havia mais coisas sobre os espíritos, do que apenas meus olhos podiam ver, ou que as palavras de Ama pudessem explicar...
Foi naquele instante que eu comecei a duvidar um pouco mais, além de apenas aceitar aquilo que eu até então ouvi... Eu jamais iria dizer que Ama ou aquele Coelho fossem criaturas ruins... Mas eu jamais percorri o mundo para criar a certeza de que todos os outros também seriam, e era aí que aquilo que eu sabia começava a lentamente ruir, diante do que Tresz e Omnos pareciam tão confiantemente saber.
Quem era eu, para achar que podia saber mais...?

– "Vamos..."

A voz de Tresz me fez retornar à aquele momento seguindo-o finalmente para fora, ainda olhando para trás para tentar encaixar meus pensamentos naquela imagem tão bela e decaída...
... Aquilo realmente matou outras pessoas...? O que a tornava tão radicalmente diferente de Ama e dos outros...?

Passando por um enorme corredor iluminado, e diversas salas e portas diferentes, eu me senti sozinho em um labirinto com apenas Tresz como minha certeza de encontrar a saída... O caminho inteiro parecia silencioso, e a presença do coelho andando do meu lado também não parecia atrair sua atenção que focava no caminho a frente... Aos poucos eu parei de pensar em tudo que Tresz havia me dito, e foquei um pouco mais na maior dúvida que eu possuía a alguns minutos atrás... Sentindo maior confiança, eu resolvi perguntar diretamente para aquela pessoa que no fundo só parecia ser tão incompreendido quanto eu, mas não necessariamente ruim...

– "... Você... não vai fazer nada comigo...?"

Ouvindo minha pergunta, Tresz parou pela primeira vez de andar, quase me fazendo esbarrar nele! E se virou lentamente, com uma expressão um pouco surpresa e pensativa...
Ele parecia querer a principio me perguntar sobre o que eu estava falando, mas sem demorar muito, ele logo entendeu sobre o que se tratava, e apenas sorriu novamente...

– "... Eu jamais faria isso..."

Talvez ouvir ele me ameaçar ou dizer que acabaria comigo naquela hora, tivesse sido muito mais tranquilizadora do que sua resposta real... O que eu, um aluno qualquer tinha, para fazer com que alguém poderoso como Tresz não quisesse se certificar de manter aquele lugar em segredo?
Eu podia estar confiando em suas palavras, mas eu não era idiota em ignorar o fato de que aquilo tudo lá embaixo não estava lá para ser descoberto.
Vendo meu silêncio e surpresa, Tresz soltou um riso sincero e voltou a me dar as costas para prosseguir o caminho...

– "Não é sempre que eu encontro um aluno como você em meu caminho... Notas altas... Muito dedicado a qualquer tarefa... Jamais se envolveu em uma confusão, a não ser por-...! Bem, eu nunca julgaria alguém por perder a cabeça com um Exorcista... Eles realmente abusam das poucas migalhas que recebem... Pequenas migalhas, em troca de suas vidas... E depois somos nós Padres que somos julgados inferiores, quando esses tolos se deixam vender tão facilmente..."

Ok, cada vez ficava bem mais óbvio o quão Tresz não gostava de Exorcistas.

– "Você já não é um aluno dispensável, considerando a péssima qualidade com a qual Omnos forma Padres só pelo intuito de ter mais presença através do interior, aonde aquelas pessoas simplistas não saberiam a diferença entre uma missa de Omnos e um ritual de Zevrahs... Realmente...!"

Sentindo que sua voz estava mais uma vez transparecendo raiva, Tresz fez uma nova pausa para recuperar o controle e voltar a falar...

– "Haah... Então eu jamais irei fazer algo impulsivo, sob o custo de eliminar um futuro Padre do seu nível, e arriscar que acabemos sendo representados dentro da Ordem por inúteis que vão acabar nos reduzindo ainda mais diante de todos os outros... Sem falar que... Você também é... Diferente..."

Diminuindo seu passo e sua voz nas últimas palavras que disse, por alguma razão isso fez um frio descer pela minha espinha! Mas eu não soube naquela hora, adivinhar o custo que seria cobrado de mim mais tarde, por ter minha presença finalmente reconhecida por Tresz. E nem mesmo teria feito alguma diferença naquele momento, já que no instante que eu resolvi seguir aquele coelho, eu me selei em um problema bem maior do que minha própria vida.

Finalmente Tresz abriu uma última porta, que iluminou a sala em que estávamos com a luz forte do dia! Que horas eram? O frio da manhã já havia sumido, e o sol já estava impiedoso no céu! Ao que eu pretendi passar pela porta, Tresz me segurou do seu lado, e falou com uma voz séria...

– "... O que aconteceu hoje, foi o destino que precisava te por em meu caminho, como a última dúvida sobre você que eu precisava ter respondida. Eu sei que você não falará nada do que viu lá embaixo, porque você terá muito a perder se não souber guardar segredos... Então não existe razão para me temer, enquanto você não me der ela... Freyjah."

De repente, ouvir meu nome sair da boca de Tresz me fez sentir como se eu fosse jogado em um poço escuro e vazio, sem ideia de como eu sairia dali de dentro. Ter a certeza que Tresz já sabia quem eu era desde o inicio me envolveu em uma sensação intimidadora e apavorante, independente da fé que ele também criou em mim... Eu olhei para ele, sem conseguir responder ou agir, apenas espantado com seu sorriso que destoava de um olhar novamente sério e analítico...
Sem tirar seus olhos de mim, Tresz abaixou seu braço finalmente me permitindo ir, após esse aviso que simplesmente quebrou toda a tranquilidade que ele construiu em mim lá embaixo...
Sem deixar de conseguir olhar em seus olhos, eu andei em direção a saída, finalmente passando por ela e quebrando aquele encanto que um predador teria sobre sua presa... Aquela sensação de que ele jamais tivesse deixado de me encarar, mesmo que pelas costas, me fez respirar fundo, e sair dali apressadamente sem ousar olhar novamente para trás!

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Um riso contido destoou aquele clima apreensivo, enquanto Tresz olhava Frey escapar de sua vista como um animal acuado. Ele andou até o batente da porta, admirado pelas coincidências que se seguiram até aquele momento, e como aquilo tudo o estava animando cada vez mais...!
De repente uma figura grande apareceu atrás dele nas sombras daquele corredor do qual saíra, como se ali estivesse escondido vendo tudo em silêncio até então...

– "Você realmente vai deixá-lo ir?..."

A voz perguntou, em um forte tom que poderia assustar quem quer que estivesse ali desprevenido...
Sem nem mesmo parecer surpreso, ou olhar para aquela sombra atrás dele, Tresz que parecia já saber a muito tempo de sua presença, apenas soltou novamente um riso contido de prazer...

– "Sim, está tudo sobre controle, e você também não tente fazer nada ao garoto, ele é meu."
– "Hum... Vejo então que você teve uma ideia..."
– "... Sim... Não é sempre que tenho a sorte de esbarrar em um aluno com tais... "qualificações"..."
– "Ele era um dos que você já estava observando?"
– "... Sim, mas ele me parecia bem regular, então não estava dando tanta importância... Até agora..."

Um silêncio invadiu aquele quarto, com uma assustadora aura surgindo entre aqueles dois...

– "...Pobre garoto..."

Aquela voz misteriosa falou com pena, já imaginando o que estaria esperando aquele aluno que jamais conhecera antes. Mas mudando completamente de sentimento, ele completou sob certa ameaça.

– "Bem, faça como quiser, apenas como sempre, fique longe dos MEUS alunos..."
– "... Não se preocupe, você sabe que eu nunca tocaria nos seus preciosos Exorcistas... Não servem para meus planos..."

Uma voz ríspida e enojada saiu de Tresz, finalmente ajeitando sua postura e retornando para dentro, fechando a porta antes que outra pessoa pudesse encontrá-lo naquela parte do Instituto...

– "Vamos voltar para os testes, ainda não acabei por hoje."

Como uma última voz que pudesse ser ouvida antes que ambos voltassem para a escuridão de que saíram, Tresz e a outra figura desapareceram de volta para aquele quarto de onde nada que eles permitissem, conseguira um dia sair... Mantendo apenas para trás, aquela certeza de que eles não eram meros professores ali dentro...

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Ele sabia sobre mim, o que o impedia de saber sobre minha vida ali dentro também...? E porque ele sabia? Oque em mim podia ter chamado seu interesse desde antes de nos encontrarmos naquela sala? Será que eu estava exagerando, e ele apenas era um professor maluco que gostava de estudar a ficha de todos os aluno ali dentro como um hobby...? Até onde era coincidência e até onde não era, Tresz já me conhecer sem que eu o conhecesse?
Por dias aquele pensamento me atormentou, aliviando apenas ao que os dias se passavam e Tresz voltou a não me dar atenção pelos corredores, assim como sempre fez com todos... Talvez eu estivesse exagerando, talvez eu apenas estivesse me preocupando atoa, já que ele não parecia realmente se importar com a minha existência ali no Instituto... Se ele fosse fazer algo comigo, ele já teria feito! E porque me preocupar se eu sabia de algo que não devia? Depois de mais uns anos, eu finalmente iria sair para sempre dali, e nunca mais veria Tresz, Lud ou Ezra...! Não tinha nada de tão ruim que eles conseguiriam fazer comigo ao que aquela torturante contagem regressiva diminuía cada vez mais com os dias que passavam! Eu devia apenas esquecer e apenas esperar ansiosamente o fim.

Acreditando cegamente nisso para me reconfortar, logo minha preocupação voltou a toda potência, ao que dias depois, descobri que minha grade de aulas tinha mudado por completo...! E agora eu começaria a ter aulas avançadas das quais eu nunca tinha antes ouvido falar! Aulas de luta desarmada, manipulação de armas de fogo, teorias e pesquisa, táticas de batalha e outras coisas que pareciam lidar diretamente com a guerra, e não com a religião...! Inicialmente parecia um engano, porque eu, um simples estudante, um Acólito quase formado, jamais teria o porte ou a necessidade desse tipo de estudo! Não existia razão para terem me posto nessas matérias!
...Isso é... Até finalmente descobrir quem havia exigido minha transferência... Tresz.



Notas finais
Nya! Finalmente acabou!! K.K. está muito satisfeita por finalmente ter terminado essa revisão enorme, já que eu tive que reescrever quase que por completo essa Parte 3! E ela também está muito muito contente por ver que vocês sobreviveram até aqui, mesmo podendo ouvir a distância seus xingamentos, toda vez que interrompia o capítulo em uma parte importante!! Também é ótimo poder finalmente ter escrito sobre Lud e um pouco mais sobre Tresz, que são dois personagens com motivações muito interessantes nessa história! E K.K. fica feliz em contar que graças a esse tempo que ela teve para pensar sobre como encaixar as peças todas, ela finalmente definiu o final para a história!! Mas não temam (ou comemorem), isso não quer dizer que a história está perto de um fim...! Muitas águas ainda precisam passar por baixo dessa ponte, e muitos personagens ainda precisam aparecer ainda~~ Especialmente aquele certo personagem que divide a capa da história com Frey, não acham?? Então peguem seus energéticos com café e barras de chocolate! Vamos continuar essa bela jornada juntos!! (Ps. Por culpa do trabalho, talvez K.K. tenha que diminuir um pouco seu ritmo de postagem de novos capítulos, ela tentará ao menos soltar 1 capítulo por semana, mas espera que isso não tenha que ser por muito tempo! Obrigada por entenderem!)