CAMPO
Preso em voos baixos
De uma realidade rasa
Imerso na massificação; na impossibilidade da grandeza de si
E derrotados sonhos anis
Onde sentimentos febris
Exortam-se de mim em tom cabisbaixo
Em desejo transcendente à pequenez rasteira do ser meu
Correr é tudo:
Atingir o alegre momento
Abraçar esse breve contentamento em vida entorpecida
Corre-se, entanto, em minado campo
Florido de flores belas
Empecilho é gozar do odor suave daquelas:
Onde cada aroma assimilado é um membro amputado pelo
Metal frio que se rompe em doutas explosões
De flor em flor
E ferro em ferro
Compõe-se o berro, a alegria e a agonia:
Companhia de quem vive.
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