Ebony Cross
22 Vigésimo Primeiro Capítulo - Acordar
Notas iniciais
Pra quem não sabe onde eu estive, é só ir no meu perfil e ler o aviso que eu coloquei lá. Já faz um tempo que está lá, mas alguns de vocês podem não ter visto. c:
Enfim, vamos pro tão esperado capítulo!
Algo estava me incomodando, mas eu no conseguia dizer o quê. Jáfazia uma meia hora que essa sensação de incômodo estava me perturbando.
Eu havia deitado embaixo de umaárvore perto da nossa lagoa para tirar um cochilo de algumas horas, mas essa estranha sensação me acordara. Suspirei e abri meus olhos — ou pelo menos tentei abrir meus olhos. Entrando em desespero, tentei de novo e de novo, mas sem sucesso.
“Josh! Josh!” Decidi gritar por ajuda. “Joshua!”
Como o esperado, ele veio correndo, sempre disposto a ser meu cavalheiro e me salvar de qualquer situação.
“O que foi Luce?” Ele perguntou, ajoelhando-se ao meu lado. “O que aconteceu? Por que a gritaria?”
Com a voz carregada de pavor, respondi: “Eu nao faço ideia do porquê, mas nao consigo abrir meus olhos! O que está acontecendo, Joshua?!”
“Ah não...” Ele murmurou baixinho, mas alto o suficiente para eu ouvir.
“ Ah não? Como assim ‘ah não’?” Perguntei, com a voz um pouco mais estridente do que o normal. “O que isso quer dizer?”
Ele suspirou e ouvi o movimento de seus braços. Imaginei que fosse pra segurar a cabeca nas mãos. “Falaram que isso poderia acontecer...” Ele disse, sua voz triste. Esperei em silêncio por um tempo até ele prosseguir. “Às vezes... Ah, Luce... às vezes as forcas da vida e da morte se enganam. Ou, às vezes, forcas externas interferem.”
“Do que voce esta falando, Joshua?”
“Da sua morte.” Josh respondeu, com mais um suspiro.
“Como assim da minha morte? Quais forcas externas teriam interferido?”
Ele demorou para responder, levando algum tempo para pensar. “Eu — eu não sei, Luce.” Ele acariciou minha bochecha. “Você consegue ver alguma coisa?”
'Encarei' a escuridão. Meus olhos estavam fechados e não abriam, eu não via nada, so o preto sem fim. “Não...”
“Venha aqui,” Ele disse, me levantando e depois me carregando nos braços. “Vou lhe deitar, está bem?”
Concordei com um “mhm” e senti ele me deitar na grama fofa do nosso novo lar. Senti sua respiração se aproximar do meu rosto e logo senti seus lábios roçarem os meus. Tímidos, eles logo saíram, mal tocando-me e, ao invés disso, beijaram-me a testa.
Josh nunca havia me beijado, nem aqui no paraíso, nem quando éramos vivos.
“J-Josh...” Sussurrei.
Assim que soltei essas palavras, ele inclinou-se sobre mim novamente. Beijou-me. Seus lábios agora não mais tímidos. Foi um beijo calmo e inocente, um beijo que uma criança de dez anos daria em uma de oito. Mas foi o suficiente para nos. Eu o amava, ele era o meu Joshua, e seu beijo fora a coisa mais doce que eu já experimentara.
Quando seus lábios deixaram os meus, ele disse: “Eu ainda vou esperar por você.”
E, de repente, minha visão, antes negra, foi invadida por várias pequenas explosões, como fogos de artifício, até que ficou tudo branco. Tentei, mais uma vez, abrir meus olhos, mas não conseguia.
“O que foi, Luce?” Perguntou, notando meu desespero. “O que você vê?”
“Branco! Josh, tá tudo branco!”
Mais uma vez ele acariciou minha bochecha e depositou mais um beijo em minha testa. “Tchau, Luce. Até sua próxima visita.”
Eu estava chocada com o que ele dissera, mas, por algum motivo, não consegui falar ‘O quê?’ ou ‘Como assim?’. Ao invés de tudo isso, acabei apenas falando:
“Tchau. Josh.”
“Abra seus olhos, Luce.” Ele me disse, e pude ouvir a tristeza e a saudade em sua voz.
Como se as palavras de Joshua fossem mágica, abri meus olhos.
Notas finais
Desculpem pela demora, por ser muito curto, e pela possível falta de acentos e cedilhas em algumas palavras. Estou usando um teclado internacional, então estou tendo que copiar e colar TODOS os acentos e cedilhas, e é bem provável que eu tenha deixado um passar sem querer.
Espero que tenham gostado! :3
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