Ebony Cross
4 Terceiro Capítulo - A Prova do Amor
Notas iniciais
Devo avisar que este capítulo tem cenas, uhm, quentes? Enfim, acho que vocês me entendem. Boa leitura!
“Tobi, te amo.” Essas palavras escaparam de minha boca uma segunda vez. Ele passava os dedos pelos meus cabelos e nunca tirava seus lindos olhos dos meus.
“Obrigada Luce, por me aceitar apesar da ‘diferença’.” Não aguentei e o beijei novamente. Meus olhos ficaram abertos para ver sua reação. Os olhos azuis do homem lentamente se fecharam, apreciando o momento enquanto fazíamos os beijos ficarem mais fortes e sérios. Senti sua mão deslizar da colcha até minha cintura e a parte de dentro de minha coxa. Eu, ainda de olhos abertos vi quando ele também abriu seus olhos.
Seu olhar me questionava, era permissão que ele queria? “Tobias...”
“Já sei Luce. Desculpe.” Ele se levantou da cama e começou a andar de um lado pra outro do quarto. “Não sei o que está acontecendo comigo Luciane. Não estou conseguindo pensar em outra coisa além de te amar e te ter em meus braços quando estou contigo.” Passou a mão na nuca, pensativo e culpado.
Levantei da cama e passei meus braços pelo seu peito, abraçando-o por trás. Ficamos assim por alguns minutos.
“Tobias, não o culpo por querer isso. Nós já provamos que nos amamos, então não acho errado você querer que nós déssemos esse passo.” O virei até ele ficar de frente para mim. “Não o culpo, também, porque também quero isso, Tobi.”
Ele me pegou pela cintura e me levantou, me beijando. Deitou-me na cama e se colocou mais uma vez em cima de mim. “Você tem certeza Luce?” Respondi tirando sua camiseta, deixando todo seu peito musculoso de tantos anos treinando e caçando à mostra. Ele passou a mão pelas minhas costas, empurrando minha blusa para cima. Levantei minhas costas do colchão para ele poder tirá-la. Comecei a desabotoar sua calça, mas quando cheguei ao zíper, ele emperrou. Senti os lábios do loiro rirem nos meus. Ele tirou suas mãos de meu corpo e me ajudou com sua própria calça. Em seguida foi para a minha, e as tirou num piscar de olhos.
Agora, só com roupas íntimas, começamos a explorar o corpo um do outro com as mãos, porém, nossos lábios não se partiram por um só momento. Uma das mãos de Tobi segurava minha coxa e ao mesmo tempo passava de baixo do meu joelho até minha virilha. A outra estava em meus cabelos, mas passou a acariciar meu seio direito. Deixei escapar um gemido pelos meus lábios e Tobi sorriu. Ele então começou a beliscar meu pescoço com seus dentes, o que me deixou mais louca ainda.
Não aguentando mais, estiquei minha mão ate sua cintura e comecei a tirar o resto de roupa que havia nele. Ainda beijando e brincando com meu pescoço, o loiro tirou toda minha roupa íntima, quase rasgando meu sutiã. Senti seu membro, já enrijecido, roçar minha coxa.
“Luce, isso vai doer no começo. Mas prometo para você que vai ser a coisa mais incrível que você já experimentou na sua vida.” Ele pressionou sua masculinidade em minha entrada. “Pronta Luce?” Assenti e ele se empurrou para dentro de mim uma única vez. Apertei minhas mãos, que estavam em seus braços, fincando minhas unhas em sua pele. Acho que acabei machucando-o um pouco, mas estava sentindo muita dor. Ele ficou parado, esperando eu dizer quando continuar.
“Pode ir Tobi...” Ele assentiu e me beijou. Continuou nossa linda dança, e agora eu também me movia conforme o ritmo. Ele tinha razão, era a melhor coisa do mundo, principalmente porque era com ele. Senti seus lábios acariciando meu seio. Soltei vários grunhidos e chamei o nome do loiro várias vezes.
Tobias soltou um alto gemido de prazer quando teve seu orgasmo e berrou meu nome. Só de ouvi-lo senti que ele realmente me amava e me queria. Tive meu próprio orgasmo pouco depois e Tobi me virou em cima dele. Pouco depois adormeci com minha cabeça no peito forte do loiro.
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Naquela mesma tarde eu já tinha terminado de arrumar minha pequena mala. Bem, não era bem uma mala e sim uma mochila.
Uma hora mais ou menos depois de fazer amor com Tobias, o mesmo me acordara, me alertando de que precisávamos arrumar as coisas para partirmos de uma vez, então fui correndo terminar essa minha tarefa para poder voltar a ficar com ele o quanto antes.
Agora, estava correndo pelos corredores com a mochila nas costas, até o quarto do Tobi. Porém, quando cheguei lá, a porta estava fechada e ouvi vozes lá dentro. O Raffy só podia estar lá. Encostei meu ouvido na porta e me esforcei ao máximo para não fazer barulho.
“Rafael, você não entende. Eu não a forcei a nada. Muito pelo contrario!” Ele suspirou. “Eu a amo. Mate-me se isso for um crime.”
“Eu sei! Eu sei Tobias.” Ficaram em silêncio por um tempinho. “É só que, bom, o fato de vocês dois serem minha família já é estranho o suficiente. Você ser quatorze anos mais velho não ajuda em nada sabia?”
“Olha cara, eu tenho muita noção dessa situação, e ela também.” Rafael parecia querer interrompê-lo, mas Tobias o cortou antes que o moreno o fizesse. “Acho que nós sabemos mais que ninguém que a Luce precisa e merece alguém que a ame, a proteja, a queira e que possa fazê-la feliz.” Ele fez uma pequena pausa. “Não concorda que essa é a coisa mais importante que precisamos garantir para nossa Luciane?”
“Sim Tobias.” Murmurou o mais novo.
“Então, Rafael. Eu posso ser essa pessoa.”
“Mas...”
“Olha Rafael, eu posso protegê-la, eu a quero, te garanto que a amo e com certeza posso fazê-la feliz, cara!” Tobias riu. “Se está preocupado com o que os outros pensarão, que vão pro inferno! Ninguém dentro da Ebony Cross pode sair, e ficamos mais com nosso grupo do que outra coisa! Uma hora ou outra isso ia acontecer com alguém.”
O moreno continuou a protestar. “Irmão, isso até pode acontecer como acontece.” Ouvi uma risadinha vindo do loiro, como quem está satisfeito com o que ouviu. “Mas não com uma menina de dezenove e um cara de trinta e três, porra!”
“Rafael,” Tobias estava começando a perder a calma. “tem tanta gente aqui nesse buraco! Você realmente acha que nunca houve relações com pessoas com grande diferença de idade? Aposto que já cansou de ter! E é iminente ter mesmo! E mesmo assim, eu não ligo a mínima para o que os outros têm a pensar sobre isso. Desde que eu e a Luce estejamos felizes, estou cagando e andando. E tenho certeza que ela concordaria.” Pausou. “Ela vai ser feliz comigo, você sabe disso. Então pra que esse drama?”
“Não sei Tobias. Só vai demorar a acostumar.” Rafael suspirou. “Estou do lado de vocês. Saiba disso.”
“Obrigado cara.”
Decidi entrar, já que o assunto provavelmente estava encerrado. “Tobi, já arrumou as coisas? Ah, oi Raffy! E você, tudo arrumado já?” Fingi que não sabia que o moreno estava lá.
“Luce...” Ele afagou meu ombro. “Tobias me contou.”
“Ah...” Me fiz de boba.
“Você estava ouvindo, não é?” Ouvi o loiro questionar.
Olhei para ele. Eu era tão fácil de ler assim? Ou ele me conhecia bem demais? “Sim, Tobi. Ouvi quase tudo, creio.”
“Desculpe Luce... Mas vou acostumar, é apenas choque. Juro que estou feliz por vocês.” Abracei o moreno e sussurrei um ‘obrigada’ em seu ouvido.
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“Vamos! Vocês estão mortos aí atrás já?” Estávamos atravessando toda a floresta até o começo da civilização, em caminho ao nosso ferro velho. “Não é possível, suas velhas!” Gritei para os dois bem atrás. Eu estava com muita energia por algum motivo.
“Tobias, o que exatamente você fez com ela?” Riu Raffy, para variar, tirando conosco. “Tudo bem que a Amanda fica de bom humor depois das nossas ‘seções’ mas isso aqui é simplesmente assombroso. Luce, você tá me dando medo.” Tobi só conseguia rir nesse momento. “Não quero nem ver quando vocês voltarem da lua de mel. Jesus, vou me esconder daquela coisa ali na frente.
Quase me matei de rir, mas, apesar da vista embaçada pelas lágrimas de humor, consegui acertar uma pinha no moreno.
“Luce! Achei que você tava de bem com a vida! Salva essa agressão pro ‘Sebastian’.” Falou o nome com um ar gozador de terror. O que era mais engraçado era que ele realmente era perigoso. Mas, na verdade, não tinha nada de engraçado nisso.
“Sabe que eu tinha esquecido isso...” Tobias falou, meio rindo, meio sério.
“Nossa, é verdade.” Percebi.
“Nem se preocupem, esse bom humor todo da gente só vai fazer nós termos sucesso na missão. Vocês vão ver.”
“Explique isso, Raffy.”
“Simples Luce: vocês dois vão estar loucos para voltarem para cá para aproveitarem um ao outro, não que vocês não vão aprontar na missão, que vão chutar o traseiro infeliz daquela peste!” Todos nós rimos. Nosso bom humor estava até contagiante, o que fez nossa viagem até e o ferro velho não ser um pesadelo e cansativa, como sempre era.
Notas finais
Por favor deixem comentários. Obrigada pela leitura!
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