Eat You Up
20 Capítulo XX -> O começo de um plano maldoso!
Notas iniciais
By: AleixiLady

Ainda era de noite na cidade de Viena, e Luffy e Law ainda estavam apreciando os fogos de artifícios; juntos e apaixonados.
No entanto, eles não perceberam que certas pessoas tinham o seguido e ficaram observando-os de longe. Eles eram nada menos do que capangas do temido Joker!
Não muito longe da praça, havia uma casa luxuosa; uma sala sofisticada e uma pessoa nada elegante sentada em sua poltrona... Donquixote Doflamingo!
O mesmo estava com uma taça de vinho na mão esquerda e celular na mão direita.
–Maldito Trafalgar! – Berrou o loiro tacando o eletrônico na parede cor lilás da sala.
Sua raiva era visível a todos os presentes no cômodo. Suas veias soltaram de sua testa em fúria, seu humor estava de ruim passou para pior.
–Ele me paga... ME PAGA! –Esbravejou novamente.
Monet entra na sala ao ouvir os berros de Dofla (que dava para escutar no outro lado da rua) e se depara com a raiva do maior. A mulher para na porta mesmo e fica encarando-o com uma expressão passiva.
–Eu vou acabar com ele! – Esbraveja novamente – Monet não interfira! Terei que fazer isso!
–Por que você tem que mata-lo? Ele é pai do meu filho! – Indaga mudando sua expressão.
–Ninguém mandou ficar em meu caminho! – Responde controlando a raiva.
–Você não vai machucara-lo! – Muda seu tom de voz.
Doflamingo se enfurece novamente; ele se levanta e vai até a esverdeada e olha bem em seus olhos. Demostrando toda sua autoridade sobre ela.
–Quem é você para me dar ordens? Que eu saiba esse filho... – É interrompido.
–É do Law! – Esbraveja.
–Dele? Você entrou em depressão por causa dele e queria um filho... Mas, esse filho não é dele Monet! – Berra.
–É sim! – Coloca sua mão na volumosa barriga- É dele!
–Você está ficando esquizofrênica? Você sabe a verdade... Esse filho é... – Novamente é interrompido, porém, com um tapa em sua face.
–Não ouse falar o nome dele na minha frente! – Fala rispidamente e sai apressada.
–Cretina! – Murmura colocando sua mão no lado do rosto que fora levado um tapa.
Monet andava apressada, amaldiçoou profundamente Doflamingo por dizer que esse bebe, do qual esta esperando, não é do cirurgião.
Mas, o que ele diz é verdade. Quando Law terminou com Monet, ela acabou entrando em depressão profunda, chegando quase perto de morrer, no entanto, Doflamingo e seu leal escudeiro Vergo, a ajudaram a se recompor.
Porém, ela ainda estava em estado de choque e querendo muito um filho – mas, precisamente de Law-, entretanto, não tinha como eles dar isso a ela naquele momento. Então Vergo acabou dormindo com ela – se aproveitou da situação- e engravidou-a.
Por causa disso Monet pegou uma raiva profunda por esse ser e como já estava com alguns problemas mentais por causa da depressão, acabou concluindo que o filho é do Law e não de Vergo.
Monet ainda estava loucamente apaixonada pelo médico, faria qualquer coisa para tê-lo novamente em seus braços nem que seja preciso sumir com uma certa pessoa que lhe causa tantos problemas.
Quando um amor passivo passa para uma paixão obsessiva, isso provoca no individuo uma reação de ganancia obscura; quer sempre ter a pessoa amada para si; tem crises de ciúmes sem motivo e faz qualquer coisa para ganhar a atenção da pessoa.
O amor pode lhe trazer coisas muito boas, entretanto, se a pessoa não sabe como distingui-la e usar com consciência, isso acaba se tornando uma tortura emotiva e sentimental.
A esverdeada sente uma contração forte no ventre e se escorra na parede para não cair. Leva sua mãos para a volumosa barriga e acaricia levemente, em seus lábios aparece um sorriso caloroso.
–Você é filho do Law... Sei disso!... – Murmura a mulher.
[...]
Após o show de fogos de artifícios, os noivos voltam para o hospital conversando aleatoriamente.
–Eu tenho que ficar no hospital mesmo? –Indaga o menor saindo do carro.
–Lamento, mas tem! Você não está totalmente recuperado! –Responde casualmente.
–Você fica comigo? –Pergunta inocentemente indo para perto do maior.
–Se desejar... – Leva um das mãos ao rosto do menor e acaricia sua bochecha.
–Claro que eu quero... –Luffy pega a mão do cirurgião e entrelaça a sua – Quero te mostra o que eu escrevi naquele caderno! – Guia o maior até seu quarto.
Ao entrar no quarto, Luffy se desprende de Law e vai procurar seu caderno – no qual este não se recorda aonde tinha o colocado-, enquanto isso, o cirurgião tira as roupas pesadas e fica apenas com uma camiseta de manga comprida, já que dentro do quarto não estava frio.
O maior sentou em uma cadeira ali e ficou observando o menor –surtar- procurando o tal caderno. Formou em seus lábios um sorriso maldoso, já que, o hospital estava quase deserto e nesse corredor apenas Luffy estava internado... Mas, seria certo?
Enfim, depois de muito procura Luffy acaba encontrando seu caderno, onde estava debaixo dos lençóis limpos em um armário.
–Por que você o colocou ai? – Indaga Law sem intender como ele poderia ter colocado o caderno ali.
–Não me pergunte isso, porque eu também não sei! Hihi – Responde Luffy indo na direção onde se encontrava o maior.
Já que o cirurgião estava sentando em uma cadeira, o menor aproveitou a situação e sentou em seu colo com a costa virado para ele. Law ficou um tanto surpreso com a atitude dele, já que este sempre foi difícil de fazer isso.
Luffy abriu o caderno e começou a esfolheá-lo, tentando encontrar a página no qual tinha escrito algo para Law, no entanto, estava difícil, pois o maior começou a mordiscar seu pescoço lentamente.
–Arg... – Geme baixou.
–Você gosta né? – Fala baixo e rouco.
Law tira os tampões de ouvidos do menor, e começa a mordiscar sua orelha. Luffy fica sem reação por um período, sempre se sente assim quando o maior começa a toca-lo. É uma sensação única e embriagante.
–Es-espera um pouco! – Se pronuncia Luffy, tentando assim achar a página que gostaria de mostrar a Law.
–É difícil me controlar com você assim! – Informa-o com um tom de voz sensual.
–Então eu vou sair... – Luffy faz menção de sair, mas fora impedido pelo maior que passa seus braços em torno de sua cintura, puxando-o mais para si; colando seus corpos novamente.
–Eu não quero isso! –Diz Trafalgar repousando sua cabeça na costa do garoto.
O cirurgião escuta o coração pequeno de Luffy bater fortemente e forma em seus lábios um sorriso doce e ao mesmo tempo maldoso. O mugiwara começa novamente a procurar o tal página, no qual não demora a encontra-la.
–Aqui! – Entrega o caderno ao mais velho que sai de seu aconchego.
–Esse texto é para mim? – Indaga o cirurgião sorrindo de canto.
–Sim! –Respondeu sorrindo largo.
Law se ajeitou melhor para assim poder ler. O maior ficou perplexo, o que ele escreveu eram seus desejos mais profundos, mais maliciosos, mais pecaminosos. Este ficou muito surpreso com o que lia.
Luffy inocente? Ele já não o via mais assim.
–Desde quando você tem esses desejos? – Indaga curioso.
–Desde quando eu te vi pela primeira vez! – Respondeu prontamente e bastante ruborizado.
Luffy se levanta e fica de frente para o maior. Senta-se novamente no colo de Law, só que está vez encarando-o com olhos luxuriantes.
Trafalgar abre a boca para falar algo, mas fora interrompido por um beijo ardente do menor, no qual não foi desprezado.
Beijavam-se como se suas vidas dependessem disso; beijavam com volúpia, desejo, ganancia e amor.
Após um tempo nesse beijo ardente se separam por falta de ar em seus pulmões, mas ainda se mantinham conectado por um fio de saliva.
–Feliz Natal! – Pronuncia Luffy, quebrando o silêncio.
Law sorriu maldosamente.
–Feliz Natal e... Cadê meu presente? – Indaga maliciosamente.
–Eu sou seu presente! – Responde maldosamente.
–O melhor presente de todos! – Law puxa Luffy para mais um beijo necessitado e com muita urgência.
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