Eat You Up

18 Capítulo XVIII -> Diablo


Notas iniciais
Oiiie!! Demorei? Bom, um pouco sim néh! Nyah gostaria de agradecer a Ana Clara Garcia por favoritar minha fanfic! Obrigada sweet!!! Enfim, esse capítulo vai contar como foi que Luffy conheceu o Doflamingo! Espero que vocês gostem! Música tema do capítulo: Diablo - Simon Curtis! http://letras.mus.br/simon-curtis/1593478/traducao.html#selecoes/1593478/ Aqui está a letra e a tradução, embora eu tenha apenas colocado a tradução no capítulo! Sem mais delongas... Enjoy!

By: AleixiLady

O negócio é o seguinte, nós começamos como amigos

Mas esta não é uma canção de Kelly Clarkson,

E ela não termina assim

Tudo o que eu pensei que você era, era mentira

Pensei que eu conhecia você,

Mas você estava mentindo

Tudo o que eu pensei que você era, era falso

Falo em nome de nós dois

É hora de dizer adeus

Trafalgar arregala os olhos perplexos do que acabou de ouvir do seu pequeno. Podia ser verdade aquilo? Luffy se apaixonou por aquele ser?

Antiga paixão? Significa que já o esqueceu. Certo?

–Antiga?... Como isso aconteceu Luffy? – Indaga com uma voz tremula.

–Foi no acidente de carro... – Começou baixo- Há cinco anos...

Flashback On...

A família de Luffy voltava de mais uma viajem. Estava quase perto da rodovia principal que dá acesso a cidade onde moravam, entretanto, estava de noite dificultando bastante à visão da estrada e para ajudar ainda mais, começava a chuviscar.

–Droga... – Murmurou Dragon, o pai de Luffy.

Sua mulher que estava ao seu lado ouviu o seu murmuro e logo entendo a situação. Talvez fosse melhor eles parar em um acostamento e esperar a chuva passar, porém, seu marido era cabeça quente e teimoso, muito provavelmente não iria escutar sua mulher, então deixou como está.

No banco traseiro estava o pequeno Luffy e seu irmão mais velho Ace; discutindo, brigando dentre outras coisas e fazendo um barulho estressante.

–Calem a boca! – Ordenou Dragon já apresentando nervosismo.

Ambos os garotos ficaram em silêncio por um período, entretanto, eles eram muito hiperativos e logo voltaram a fazer bagunça.

Após mandar os garotos ficarem quietos várias vezes, porém, não adiantando, decidiu aceitar a derrota e se concentrar na estrada no qual estava bem difícil. Devido à umidade do lugar, uma neblina densa começou a se formar e bloqueando a visão da estrada.

Ace e Luffy perceberam o quanto estava sendo difícil para seu pai dirigir naquela situação, e decidiram por enquanto fazer silêncio até chegarem a sua residência... No entanto, uma travessura do destino os fez adiar isso.

Dragon ao longe viu quatro faróis vindo em sua direção, constatou que, seria de automóveis e um estava querendo ultrapassar o outro, porém, não eram de porte pequeno e sim gigantesco... Eram caminhões.

Salve a sua cara, e saia da cidade

Leve o carro que você está dirigindo

E dê meia volta

Porque você é um

Inútil

Você está me enlouquecendo

Eu sinto muito que você me odeia, porque eu não estava para baixo

O chefe da família se assustou e tentou achar apavoradamente um lugar onde podia parar e esperar os caminhões passar, no entanto, já era tarde de mais para fazer algo. Antes de poder falar qualquer coisa, o caminhão que vinha em sua parte da estrada chocou-se com seu carro.

Dragon e sua mulher morreram na hora; Ace teve traumatismo craniano e hemorragia interna, foi morrendo gradualmente; O pequeno Luffy teve duas fraturas no braço esquerdo e arranhões por todo o corpo.

O menor permaneceu desacordado por volta de três horas. Quando enfim acordou, sentiu seu corpo completamente dolorido, abriu os olhos lentamente e se movimentou pouco.

Olhou para o lado e viu seu irmão desacordado – já estava morto- e seus pais a sua frente. Quase vomitou seu estomago ao ver a cena de seus pais, eles estavam completamente arrebentados e mais da metade de seus órgãos para fora do corpo e obviamente, todo ensanguentados.

Luffy parou de olhar para eles e tentou se desprender do sinto de segurança que ainda o mantinha preso. Após realizar isso, tentou abrir a porta ao seu lado, mas estava enterrada então pegou seu tênis e quebrou a vidraça da porta e assim conseguindo sair do carro.

O pequenino olhou em volta perplexo, ainda estava difícil de aceitar qualquer pensamento subjetivo de que poça ter acontecido para ocorrer tal acidente com sua família.

Viu o caminhão que o atingiram e foi até o mesmo. Chegando perto o suficiente, percebeu que este estava desocupado, muito provavelmente o motorista foi embora sem prestar socorro.

Tentou gritar, mas sua voz simplesmente não vinha. Estava prestes a delirar, era jovem demais para um acidente e seu psicológico não estava preparado para isso. Andou sem rumo pela rodovia, cambaleando como um bêbedo.

Você é o diabo

Você é um pedaço sujo de lixo

Tenho que me limpar

Vou deixar você beijar minha bunda

Você é um diabo

Você é tão mal

Você é um diabo

Seu merda, você é mal

Chegou a certo ponto e acabou caindo, sem forças para continuar ou qualquer motivação para isso. Antes de fechar seus olhos novamente devido ao extremo cansaço, viu um carro se aproximando vagarosamente dele, no qual parou centímetros de seu corpo e observou que uma pessoa sairá do automóvel e vinha em sua direção.

–Ora. Ora, pequeno... – Ouviu apenas essas palavras e desmaiou.

[...]

Sua cabeça doía, seu corpo doía, até sua alma lamentavelmente doía. Tão jovem tão pequeno tão imaturo.

Abriu seus olhos vagarosamente para se acostumar à maldita claridade do local. Após se acostumar, olhou em volta com uma expressão confusa e duvidosa.

Estava em um quarto extremamente luxuoso e gigantesco, a cama que se encontrava podiam caber dez pessoas sem problemas. Fez menção de se levantar, mas fora impedido por algo o segurando em seu peito.

Olhou para baixo, para entender o que estava o segurando e percebeu que era uma mão. Fez o cominho com os olhos da mão até o rosto, para ver quem poderia ser a pessoa.

Conseguiu distinguir o ser. Era homem, tinha cabelo loiro curto, sua pele era morena; usa um óculo um tanto chamativo e por fim, usava uma roupa não muito chique.

O homem não estava sorrindo, parecia que ele estava um tanto apreensivo. Luffy abriu a boca para falar algo, mas sua voz não saiu novamente.

–Deve descansar! – O loiro pronunciou-se num tom calmo e ronco.

O maior fez menção de se levantar de onde estava sentando e deixa-lo descansar, mas fora impedido por uma pequenina mão que segurava a sua. Olhou para o menor que estava prestes a se derramar em lágrimas de sofrimento e perda.

Esse homem não era nada gentil ou solidário, no entanto, não gostou de ver essa expressão na face alva do pequeno, sentiu um pouco de remorso e angustia.

–Não chore! – Pediu com uma voz incompreensiva.

Porém, dizer isso para uma pessoa que acaba de perde seus parentes não é uma ótima ideia. O garoto deixou suas lágrimas rolarem de seus pequeninos olhos para seu alvo rosto. O maior não vendo opção acabou abraçando-lhe e deixando-o chorar tudo o seu sofrimento que não estava mais conseguindo conter.

Tão pequeno e indefeso. Uma vitima perfeita e adorável.

[...]

Você está louco?

Porque você está tão fora de linha

Eu juro que um dia você vai pirar e me furar os olhos

Oh espere, você fez isso

Oh baby, baby

Ela foi pegar um pedaço de limão

Para o drink que comprou

Oh espera essa música não é minha

Passaram-se duas semanas após o acidente ocorrido com a família do pequeno Luffy. Os corpos de seus entes queridos foram sepultados dias atrás e nisso o menor ficou órfão, pois não tinha nenhum outro parente para pegar sua guarda.

Não estava comendo direito, dormindo e nem mesmo sorrindo estava mais. Sua vida parecia não ter mais sentido ou motivo... Queria no fundo morrer e se encontrar com sua família.

Tentou diversas vezes se suicidar, no entanto, o homem que o salvo não deixou isso acontecer, por um simples motivo: Estava começando a ter afeto pelo menor.

–Doflamingo me solta... Eu quero morrer! – Fala o menor sentando se soltar das grandes mãos que o prendiam.

–Está doido? Eu não vou deixar você fazer isso! – Diz o loiro segurando-o forte.

–Não é você que perdeu sua família! – Fala tremula.

–Escuta Luffy... Eu não vou deixar você morrer! Você é importante para mim! – Se pronuncia sorrindo verdadeiro.

O menor para de lutar e o abraça fortemente, sendo correspondido imediatamente.

“Ele é só um pirralho... Então por quê?” – Indaga pensativo Dofla.

[...]

Assim se passaram um ano. Luffy teve muita ajuda de Doflamingo para se recompuser e junto a Robin que fora sua psicóloga todo esse tempo.

A cada dia que se passava, Dofla começa a nutrir pensamentos nada puros do menor. Sempre vinham aqueles maléficos e deliciosamente quentes, deixando seu corpo completamente e em euforia.

Uh oh, você está soltando

Se não fosse tão freqüente então eu tentaria subjugar

Mas você é um

Psicopata

Todos sabem disso também

Eu não posso esperar até o dia em que eu vou

Finalmente me livrar de você

Não conseguindo mais conter esse sentimento pecunioso, decidiu atacar o menor. Aproximou-se do garoto gradualmente, já que este estava concentrado no videogame. Abraçou-lhe por trás e beijou seu pescoço.

O menor assustou-se completamente pelo ato repentino do maior e se arrepiou por inteiro ao sentir a língua do mesmo passar em seu pescoço.

–Dofla... Arg... O que está fazendo? – Indagou com dificuldade.

–Desisti de me segurar a você! – Responde pouco centímetro do ouvido do menor.

–Do que você está falando? – Indaga novamente, tentando se livrar do maior.

–Acho que estou apaixonado por você! –Murmurou.

Doflamingo o vira de frente, deixando seus rostos bem próximos. O mesmo tenta beija-lo diretamente, no entanto, o menor vira o rosto em modo de defesa, fazendo o maior beijar sua bochecha.

–Dofla eu não quero! – Falou em um único suspiro.

–Por que não? Sei que você gosta de mim... – Revela Dofla, fazendo Luffy corar.

–Como v-você sabe? – Indaga surpreso.

–Eu já ouvi você falar isso enquanto dormia! – Esclareceu o maior sorridente.

Luffy corou ainda mais, nunca se dera conta que falava dormindo, e ainda por cima falou que gostava do Doflamingo.

–Eu gosto de você... Mas, não muito profundo! – Comentou Luffy ainda corado.

–Mas, eu posso fazer você sentir algo mais profundo por mim... Dei-me uma chance? – Indagou sorridente.

O garoto estava ainda indeciso com seus sentimentos pelo maior, então decidiu dar-lhe uma chance, para ver se realmente é aquilo que sente ou apenas ilusão.

– Uma chance! – Respondeu o garoto o olhando fixamente.

Doflamingo abriu um sorriso largo de pura malicia, enfim, seria hoje que iria possuir aquele corpo que sempre lhe tirava o sono. O mesmo o pegou no colo e o levou para sua enorme cama, o colocando cuidadosamente e se colocando por cima deste.

–O que vai fazer? – Indaga não entendo a situação.

–Vou te levar no caminho da luxuria! – Responde prontamente.

–O que? – Indaga novamente, porém, dessa vez não houve resposta.

O maior em um rápido movimento retira a camisa que o outro usava e começa a traçar um caminho de beijos do pescoço até um dos mamilos. Luffy ficou ainda mais assustado e odiou estar sendo tocado daquela maneira pelo maior.

–P-pare! E-eu não quero! – Exigiu o menor o empurrando com suas mãos, mas era em vão.

Doflamingo prende as mãos de Luffy acima da cabeça, o deixando indefeso. O olhar, expressão do menor era de aterrorizado estava sendo horrível ser tocado daquela maneira.

–Pare... Por favor! – Implorava o menor, mas Dofla não lhe deu ouvidos e continuou o que estava fazendo.

Desceu seus beijos pelo abdômen do garoto, onde este ainda estava em fase de desenvolvimento, mas fora interrompido por batias frenéticas na porta do quarto.

–Joker? – Uma voz familiar para Dofla ecoou no quarto.

– O que você quer? – Indagou ríspido, por ele interromper o que estava fazendo.

–Os primeiros ministros estão aqui, e desejam sua presença! – Responde o ser por de trás da porta.

–Manda eles se fuder! Eu estou ocupado! — Berrou Doflamingo.

–Creio que, seu eu falar isso a eles você perderá metade das ações que estava tentando conseguir a três anos! – O ser falava calmamente.

–Droga! – O maior levantou-se um pouco e pegou uma fita que estava sobre a cama, amarrou os braços do pequeno juntamente à cabeceira da cama – Daqui a pouco eu volto! – Saiu de cima do pequeno e foi na direção da porta, enfim, saiu do quarto.

Luffy tentou se soltar inúmeras vezes, queria sair dali, não queria ser estuprado por aquele ser que lhe dava uma sensação ruim. Após vários puxões na fita, enfim, conseguiu se soltar e foi para o jardim, escalou o muro e fugiu.

Andou sem rumo por várias horas. A cidade era conhecida, no entanto, o lugar onde estava não. Andou e andou, até encontrar uma espécie de escola e adentrou no lugar.

Uma mulher que fazia a faxina se assustou ao perceber que não estava sozinha naquele cômodo.

–Quem é você pequeno? – Indagou a mulher surpresa.

–Sou Monkey D. Luffy! – Respondeu olhando ao seu redor.

–Onde estão seus pais? – Indagou novamente a mulher.

O olhar de Luffy ficou triste e desolado – Estão mortos! – Respondeu.

–Mortos? Você tem algum parente? – Perguntou não mais assustada e sim solidara.

–Não! Estou órfão! – Respondeu segurando as lágrimas.

A mulher sorriu minimamente e ao mesmo tempo tristemente. Aproximou-se do garoto e o abraçou.

–Gostaria de ficar aqui no orfanato? – Indagou a mulher.

–Sim! Eu não tenho para onde ir... Então quero sim! – Respondeu sorrindo minimamente.

–Sou Vivi, prazer meu doce e novo irmão! –Sorriu largamente a mulher, no qual fez o pequeno Luffy sorrir novamente.

Flashback Off...

–Foi assim que aconteceu! – Terminou Luffy.

Law sentiu mais ódio pelo Doflamingo. Esse ser quase o estuprou e agora vêm aqui na procura dele com a maior cara de pau! Realmente esse ser é um desgraçado.

–Você está bravo comigo? – Indagou Luffy vendo a expressão nada contente de Law.

–Bravo com você? Claro que não! Estou morrendo e raiva desse maldito Doflamingo! – Esclareceu o cirurgião.

Luffy pega as mãos gélidas do maior e o coloca em seu peito, mas precisamente onde fica o coração.

–Não fique bravo com ele! Você sabe que o único que tem meu coração é você! – Falou sorridente.

Law apaixonou-se por uma pessoa tão meiga e fofa, realmente é o oposto dele. O maior se aproximou do menor e o deitou na cama novamente, ficando por cima deste.

–Gosta quando eu te toco? – Indaga com um sorriso nada puro nos lábios.

–Você é o único que eu gosto! – Sorriu da mesma maneira que o outro.

Law então roça deus lábios nos do Luffy algumas vezes, até enfim beija-lo ferozmente.

“Ninguém pode toca-lo, ou tê-lo... Pois ele é apenas meu!” – Pensa Trafalgar.

Ah, agora eu realmente quero ver você pedir ajuda

Eu realmente quero ver você superar a si mesmo

E eu te desejo tudo de bom

Mas devo dizer que estou feliz por você ter ido

Ah, e eu estou pensando que você pode ficar nervoso

A primeira vez que você ouvir essa canção

Mas eu não fiz nada errado

Exceto deixar você ficar em minha vida.

Notas finais
E ai gostaram? O final ficou meio melado, mas espero que vocês tenham curtido!!! Até a próximo meus/minhas vip's!!