Eat You Up
2 Capítulo II -> Dúvidas
Notas iniciais
By: AleixiLady

Eat You Up
Law Pov’s
Já se passaram quarto dias depois do incidente com o Luffy. Todos do hospital o nomearam de sorriso guloso, ele fez amigos e nem gosta de hospitais. Porém o mesmo não pode andar ainda, por causa da cirurgia, mas mesmo assim ele não perde o sorriso alegre e largo o qual tem.
Eu estava em minha casa, a qual não é muito grande e nem muito pequena, todavia é o suficiente para duas pessoas... Eu acho. Dark, — meu gato — não parava de passar pelas minhas pernas, ele estava muito manhoso ultimamente, afinal fazia tempo o qual não lhe dava um bom carinho.
O peguei no colo, massageei sua costa; se meu Dark falasse diria com certeza “Ah delicia”, ”Isso mais, mais”. Eu não duvido nada, afinal ele é meu gato. Depois de um tempo fazendo uma boa massagem nele, eu o coloquei no chão e fui tomar um banho para ir para hospital.
Despi-me, liguei o chuveiro e adentrei em baixo da água, me arrepiei um pouco por causa de estar gelada, contudo aos poucos fui relaxando. Ah adoro água gelada!
Sai depois de um tempo e me vesti. Coloquei o jaleco na mochila e voltei a me arrumar, após isso peguei as chaves do carro e da casa, mas antes de sair coloquei ração para o bichano, eu não quero ser um horrível dono. Em seguida sai, indo em direção ao carro e para o hospital.
Não demorei a chegar, pois, eram apenas dois quarteirões da minha casa, coloquei o jaleco e fui para o quarto de Luffy, onde o mesmo estava ainda dormindo. Achei graça de como ele estava dormindo, todo largado.
Fui até onde se encontrava o soro e a ficha, dei uma olhada em ambos para ver se tudo estava correto, até ouvir o garoto me chamar.
— Law... — Falou sonolento.
— Sim?... — Após alguns segundo sem resposta, eu o olhei e ainda estava dormindo.
Ele está sonhando comigo? Por quê? Pergunto-me.
Após conferir tudo, saio, entretanto antes olho mais uma vez o dorminhoco para ter certeza que Luffy estava dormindo e para minha resposta... Sim, ele estava!
(...)
Já estava na hora do almoço, vou até o quarto dele, com um monte de comida. Ai se ele não estiver acordado, vou dar um belo puxão de orelha nele, alias, sou o seu medico e não sua babá.
Adentrei no quarto e vi que já estava acordado, olhava pela janela vendo algumas crianças brincando.
— Logo você sairá daqui! — Me pronuncio, chamando sua atenção.
— É... — Diz com num suspiro pesado, quando ele olha para comida, seu humor muda completamente — COMIDAA!!!
Apenas suspirei e entreguei-lhe a comida. Sentei-me na cadeira e me pronunciei novamente:
— Depois que você terminar, quero te perguntar algumas coisas. Tá bom? — Apenas balançou a cabeça positivamente-
Eu continuei sentado em um canto quieto, esta o observando atentamente todas as feições o qual outro aparentava ter, observei tudo o que fazia Luffy.
Nunca fiquei tanto tempo assim, observando uma pessoa a qual nem aos menos conheço... Ele me interessava... Por quê?
Luffy não demorou a terminar e me olhou duvidoso.
— Bom... — Pego a ficha dele novamente — Você tem algum parente ou uma pessoa o qual é responsável por você?
Luffy apenas balançou negativamente.
— Quando você entrou no hospital, eu fiz vários raios-X e pude ver que seus ossos ainda estão em fase de crescimento... Quantos anos você tem?
— 17... — Respondeu baixo.
— Hum! — É apenas é uma criança.
Levantei-me e fui até ele, me sentei na cama, coloquei minha mão em sua testa para ver se estava com febre, pois estava vermelho.
— Está se sentido bem? — Indaguei normalmente.
— S-sim! — Luffy não me encarava.
— Hum! — Retirei a mão e me levantei — Como vo — Fui interrompido por batidas na porta
— Silencia? — A ruiva entrava no quarto — Posso entrar?
— Você já entrou! — Retruquei ríspido, no qual fez a ruiva dar um leve suspiro de ignorância.
— AHH VOCÊ NÃO! DE NOVO? — Luffy falava tão alegre quanto a um morto.
— Como assim você? Ninguém mandou roubar de novo! — Ela fala se aproximando do garoto.
Não me importava com a situação no qual Luffy se encontrava, apenas fui para a saída deixando-os as sós.
Narradora Pov’s
Nami se aproximou do garoto furiosa, puxando assim suas bochechas.
— Quantas vezes eu já falei para parar de roubar comida? — Ela falava como se fosse uma mãe para o garoto.
— E quantas vezes tenho que dizer para me deixar em paz? — Contra pôs com autoridade.
— Luffy. Esse é o seu quarto mandado de prisão. Até quanto pretende fazer isso?
Ele nada falou, apenas olhou para a mesma, sem resposta a pergunta. Nami apenas suspirou.
— Luffy por que você fez isso? — A ruiva perguntou se sentando na cama.
— Fez o que? — Estava confuso.
— Porque você foi atropelado?
— Por que o carro bateu em mim oras! — Respondeu com um tom de deboche.
— Idiota! Não é isso! Quero saber o moti — Nami interrompida por uma enfermeira dizendo que o horário de visita acabou — Bom. Luffy depois nós conversamos!
— Okay!
Nami se levantou e saiu, então se deparou com o doutor Law ao lado da porta encostado e com os braços cruzados. Ele ouviu a conversa? A mesma ficou se questionando.
Nem mesmo Law sabia que o estava fazendo.
— Posso falar com você em particular Doutor? — Pergunta Nami séria.
— Do que se trata? — Disse normalmente.
— Seu paciente!
Law apenas suspirou e assentiu a cabeça positivamente. A mulher começou a andar pelo corredor e o mesmo a seguiu. Nami foi para a sala dele, sentando-se na cadeira ali presente a frente da mesa do doutor.
— Do que se trata? — Perguntou sentando em sua grande cadeira rotatória.
(...)
Após um tempo de conversa, eles estavam acabando.
— Posso contar com sua ajuda? — Questiona à ruiva.
— Vou pensar no caso! Não gostou de me envolver com pacientes ou não pacientes, não gosto de amizades! — Explicou ríspido.
— Eu só quero ajuda-lo, nada mais!
— Como eu disse vou pensar... E muito!
— Pense com clareza doutor! — Levantou-se — Com licença! — E saiu.
Trafalgar apenas suspira.
O dia passou rápido, no entanto enjoativo para o menor, ele ficou sozinho boa parte da tarde e agora noite, não será muito diferente.
O maior entra no quarto, trazendo a janta junto de sua assistente.
— Torao! — O doutor o olhou torto, Torao? Que porra de nome é esse?
Law vai até ele, olha de cima a baixo e pergunta:
— Você está se sentindo bem?
— Hã? Por quê?
— É só uma pergunta de rotina!
— Ah! Sim estou. Só estou com fome!
— Certo! — Trafalgar chama a atenção da assistente, e prontamente entrega a comida ao garoto.
A mulher fica deslumbrada com tanta beleza que o rapaz tinha. Amor à primeira vista.
— Er... Como é seu nome? — Questiona a mulher encabulada.
— Luffy! — responde de boca cheia
— Pra-prazer Hancock Boa! — Diz ela se aproximando do menor.
“Falo nada só observo!“— Pensa Law.
A mulher só não babou, pois seu chefe está ali, no entanto se não fosse isso, já teria arrancado um beijo dele. O doutor se levanta e chama à morena, a qual com muita força sai junto com ele.
— Ah que lindo — Elogia ela toda corada e com pensamento longe.
— Não tente beija-lo, escutou? — O maior se pronuncia, tirando a mesma do traze;
— E-eu não f-faria isso Doutor!
— Sei! — Law, percebe que estava sem sua prancheta, e havia a esquecido no quarto de Luffy. Dá meia volta, indo para o quarto do mesmo. A mulher não percebe tal ato, pois estava no mundo da lua.
Trafalgar entra no quarto de menor sem aviso prévio e o vê chorando, imediatamente se assusta com a cena.
Luffy quando percebe a presença no mais velho no quarto, cessa completamente o choro e se cobre por completo. Law apenas pega a prancheta e sai do quarto.
Ele queria perguntar o motivo do choro, porém, seu orgulho de não se socializar com pacientes, não deixou.
— Droga! Ele tinha quer ver? — Fala num murmuro o pequeno.
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