Era mais um daqueles dias em que Dougie tentava me deixar feliz a todo custo. Ele sabia muito que esse dia era horrível pra mim.

Assim que minha mãe morreu, o mundo acabou pra mim. Hoje faziam exatamente três anos.

- Não consigo te ver assim. — Dougie disse, com uma certa cara de dor, enquanto estávamos sentados no jardim, sob o Sol da manhã.

- Pensei que já estivesse acostumado. — Eu disse, levantando minha cabeça pro céu, fechando os olhos e absovendo o calor do Sol.

- Posso não ser humano, mas tenho os mesmo sentimentos que você. — Ele disse. — Tudo o que você sente, eu sinto em dobro.

- Como você é fofo, Dougie. — Disse, irônica.

- Só estou cuidando para que eu não fique paranóico como você. — Ele falou, sorrindo debochado.

Olhei para ele, incrédula.

- Sinceramente, não sei porque ainda me impressiono com você. — Eu disse, levantando logo em seguida.

Dougie me puxou pelo braço, me fazendo sentar novamente.

- Hey. — Ele acariciou minha bochecha. — Me desculpa. Sei como você fica nesse dia. — Ele me deitou delicadamente em seu colo, com a cabeça apoiada em suas pernas. Ficou mexendo nos meus cabelos. — Apenas fique aqui e aproveite. Não é sempre que estou bonzinho.

Sorri de leve, apreciando aquela sensação nova dos dedos de Dougie se embrenhando nos meus cabelos.

Die estava diferente.