Notas iniciais
Como prometido, aqui está o epílogo. Desculpem se tiver muitos erros, estou com o tempo muito corrido pois viajo hoje. Espero que gostem :)

Dois meses depois

—Como assim o bolo não está pronto? A festa vai começar em 3 horas e vocês ainda não prepararam o bolo?! – Flora dizia irritada para os cozinheiros que corriam apressados pela cozinha.

—Acalme-se Flora – eu disse quando ela se aproximou da porta, onde eu assistia toda aquela cena – É uma festa normal, ainda temos 3 horas, como você disse.

—Mas senhorita, é seu aniversário! A festa deve ficar perfeita, afinal agora além de princesa a senhorita é a maior heroína da região.

—Não precisa exagerar Flora – rolei os olhos, odiava quando falavam como se eu tivesse sido uma heroína, eu só estava tentando salvar minha família – Melody acabou de chegar no reino, vou espera-la lá na frente, tente não ter um ataque do coração.

Segui para a entrada do palácio e fiquei esperando por alguns minutos até os carros de Promatéria chegarem. O rei Jorge desceu acompanhado por suas duas esposas, e Alexander, Melody e Natalie vieram logo atrás.

Cumprimentei a todos e recebi muitos parabéns, além de vários presentes. Digamos que após salvar seu reino virei a favorita do rei. Mas tinha alguma coisa estranha, Melody estava diferente, não sei explicar como.

Pedi que alguns mordomos levassem nossos convidados para seus quartos, como Melody já sabia onde era o seu decidiu esperar comigo em uma das salas de visitas.

—O tratamento está dando certo? – ela perguntou quando nos sentamos em um dos sofás.

—Não sei dizer. Comecei a pingar o colírio criado pelo doutor Hale no dia 13 de Janeiro. Hoje faz exatamente um mês e não sinto melhora nenhuma, ainda não enxergo nada com o olho direito.

—Não perca as esperanças, ele disse que poderia demorar já que é um medicamento novo.

—Melody aconteceu alguma coisa? Você está diferente.

—Eu não pretendia contar até o baile – ela disse sorrindo – Mas eu estou grávida!

—Grávida? Você está esperando um bebê? – ela rolou os olhos.

—Geralmente mulheres grávidas estão esperando um bebê.

—Nossa, parabéns. Quando descobriu?

—Duas semanas atrás, no meu aniversário. Lembra que eu não estava me sentindo muito bem? Então já eram os sinais da gravidez. Fiz os exames e foi constatado, nessa sexta completo sete semanas.

—Então logo serei tia! – ri e ela me acompanhou – Mas falando sério, você tem se cuidado? Acho que nem deveria ter vindo na festa, pelo que sei grávidas não devem fazer esforço.

—Não se preocupe, eu não viria se não pudesse, sem contar que Alex vai fiar de olho em mim o tempo todo, ele está bobo com achegada do primogênito.

—Se seu bebê é o primogênito, ele será o herdeiro a coroa?

—Não exatamente, o primeiro filho da primeira esposa que é o herdeiro. A não ser que ela não tenha filhos, o que espero que não aconteça. Natalie é uma pessoa ótima e merece ser mãe, sem contar que ser rei é muito perigoso, é melhor que o meu viva apenas como príncipe ou princesa.

Ficamos conversando um pouco mais sobre o bebê até os outros convidados voltarem. Nesse meio tempo meu pai chegou da reunião com o Ministro da Economia e ficou com eles para que eu pudesse começar a me arrumar.

Estava já no corredor dos quartos quando encontrei Arthur parado na frente do antigo quarto de nossa tia. Meu irmão tinha mudado muito nesses dois meses, agora ele era muito sério, responsável. Como ainda não atingiu a maioridade, nosso pai controla Griffen, mas daqui dois anos meu irmão será coroado rei, então ele vem se esforçando, até demais, para aprender tudo que deve.

—Arthur está tudo bem?

—Sim, é claro. – ele sorriu triste – Só estava pensando em Ágata, nenhuma patrulha que mandamos a encontrou, e os reinos mais próximos também disseram que ela não apareceu.

—Ela algum dia entenderá que eu nunca quis matar nossa tia. – eu disse sem emoção. – Ela não pode ficar com raiva para sempre.

—Imagino que não, mas acho que ela nunca nos perdoará por ter perdido a mãe e o pai.

—Erik ainda está vivo, você foi nobre em não matá-lo e ter lhe dado uma sentença se prisão perpétua. Eu não teria feito isso, mamãe teria orgulho de sua atitude.

Ambos sorrimos e lhe deu um abraço antes de ir para meu quarto. Chegando lá encontrei Flora com mais três assistentes. Meu pai mandou que eu tivesse mais damas agora que não enxergava muito bem, mas eu achei muita coisa, afinal eu podia me virar sozinha.

—Olá Flora, Lila, Joana e Cléo.

—Boa noite Alteza – respondeu Flora – Já preparamos o seu banho.

—Obrigada. Joana, por favor, vá buscar meu vestido.

Fui para o banheiro e passei meia hora relaxando. Quando terminei vesti minhas roupas íntimas e meu roupão, em seguida fui para frente do espelho. Lila e Cléo fizeram minha maquiagem enquanto Flora e Joana faziam um lindo coque em meu cabelo. Quando terminaram coloquei o vestido que elas tinham feito. Ele era tomara que caia, na cor roxa, justo até a cintura e depois era um pouco bufante, e caia em camadas até o chão. Coloquei um sapato de salto alto e minha coroa bem a tempo de meu irmão bater na porta.

—Está bonita em – ele disse enquanto eu enlaçava meu braço no seu – Acho melhor aumentarmos a quantidade de guardas nessa festa.

—Olha quem fala, você está um gato com esse smoking, aposto que a princesa de Foxy irá ter um chilique ao vê-lo assim.

Arthur sorriu ainda mais. Eu sabia que ele estava de olho em Alice faz um tempo, mas era difícil ver meu irmãozinho crescer. Na idade, por que ele já era uns 10 centímetros mais alto que eu.

Fomos andando calmamente até o salão de eventos, o qual estava cheio. Todos queriam ir na festa de aniversário de 14 anos de Helena Black, afinal ela lutou na Grande Guerra. Era assim que todos falavam, mas até que tinham vários amigos presentes ali. Assim que entramos vários fotógrafos nos fotografaram, mas eu não liguei. Essa cicatriz queria dizer que eu tinha salvado minha família, mesmo ela tendo sido feita por Ágata.

—Obrigada por virem. – eu disse em um microfone em cima do palco, meu irmão e meu pai ao meu lado. – Fico muito feliz de compartilhar esse momento com amigos e familiares. Mas uma festa não é nada sem música não é? Vamos agitar pessoal!

Começou a tocar uma música agitada e descemos até a mesa principal, onde estavam as pessoas mais chegadas e importantes. Fiquei dando voltas pelo salão, cumprimentando todos, até que alguém puxou meu braço.

—Cameron! – sorri ao vê-lo ali. – Você veio.

—Claro que eu vim, acha que perderia a festa da minha garota? Só peço desculpas por ter cortado a barba, minha mãe não saia do meu pé.

—Não faz mal, você é bonito de qualquer jeito. – corei após dizer essas palavras. Por que eu tinha que ficar nervosa perto dele?

—Então, aceita dançar com seu rei aqui?

—É claro.

Fomo para o meu do salão e começamos a dançar. Atraímos muitos olhares, e com certeza sairíamos nas primeiras páginas de todos os jornais, mas o que importava para mim era estar com ele.

Passei o resto da noite dançando com Cameron, Arthur e meu pai. Cortamos o bolo de 14 camadas (isso mesmo, 14 camadas) e nos divertimos bastante. Era uma meia noite e o pessoal que não ia dormir no palácio começou a ir embora.

—Vamos lá fora um pouco. – eu disse para Cameron, pois já estava cansada de ficar no salão.

—Ok.

Fomos caminhas até o jardim, e paramos em frente a uma fonte de água. Não sabia o que dizer, e não sabia o porquê tanto nervosismo, ele era só o Cameron!

—Acho que seu irmão está se divertindo. – ele disse após um longo tempo. Olhei para onde ele olhava e vi Arthur e Alice se pegando.

—Nem vou comentar. – me virei novamente para Cameron e percebi que ele me olhava intensamente.

Ai meu pai!

Cameron se aproximou delicadamente e enlaçou minha cintura, ainda me olhando nos olhos. Não reclamei de sua atitude, na verdade eu estava parada igual uma idiota.

—Feliz aniversário. – ele disse coma boca próxima da minha, e me beijou.

Fiquei um segundo tentando assimilar o que estava acontecendo, até ter alguma ação. Segurei a gola de sua camisa com as duas mãos e aprofundei um pouco o beijo. Cameron tomou isso como um bom sinal, então começou a explorar minha boca com a língua.

Nossos lábios e línguas ficaram um longo tempo dançando, enquanto nos apertávamos mais do que já estávamos. Sério, como ele beijava bem. Nos separamos para respirar, mas ainda mantínhamos as testas coladas, minhas mãos em sua camisa e as dele em minha cintura.

Não dissemos mais nenhuma palavra naquela noite. Antes dele e a mãe voltarem para Tíron ficamos nos jardins nos beijando, e pela primeira vez tive vontade de me casar com Cameron.

Notas finais
Bom Natal e Ano Novo gente, até ano que vem! Bjs da CorujaMor PS: A segunda temporada já está no Nyah, leiam Choices :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!