Notas iniciais
Olá gente, espero que gostem do cap

Assim que tia Morgana saiu da biblioteca encarei minha mãe. Nos últimos meses eu tinha passado por muita coisa, mas não podia acreditar que essa história era verdade.

–Helena não é bom remoer o passado.

–Eu tenho o direito de saber a verdade sobre essa história mãe! – respondi fria e minha mãe engoliu em seco – Por favor, me conte sobre isso.

Ela suspirou e se sentou em um sofá. Fez um movimento com a mão para eu me sentar ao seu lado, mas preferi uma poltrona à sua frente.

–Você sabe que eu me tornei rainha com dezoito anos. Eu sentia muito medo de não consegui controlar Griffen e... Sentia muita falta de meu pai. – ela deu uma pausa como se estivesse lembrando do meu avô – Bem, um dia eu estava sozinha na sala de reuniões quando senti o cheiro de um intruso. Mas eu conhecia aquele cheiro, e de repente uma mulher entrou na sala.

–Quem era ela? – perguntei ansiosa

–Era a minha mãe. – fiz uma cara de espanto e minha mãe sorriu – Sim, ela voltou para ver como eu estava. Acontece que eu não a via desde os seis anos de idade, e fiquei revoltada por isso. Perguntei por que ela tinha nos abandonado, e ela disse que não era de nosso mundo, e sim de um lugar chamado Terra.

–Existe esse reino?

–A Terra não é bem um reino, mas um conjunto de vários. Ela disse que devia cuidar dos filhos de... Alguns reis poderosos, por isso não pode ficar por muito tempo com meu pai. Também fique chocada quando ela disse que seu nome era Lupa, e não Luna.

Ok, isso me chocou muito, mais muito mesmo.

–Ela também veio me fazer um aviso – minha mãe continuou – Que meu pai havia irritado algum tempo atrás um dos... Reis e que ele iria vir atrás de mim se vingar.

–O que a senhora fez?

–Eu disse que era Clara Black, e que ninguém era mais poderoso que eu. Ela disse que podia interceder por mim, mas eu a mandei embora. Disse que podia cuidar de mim mesma e que faria esse d... Rei pagar caso entrasse em Griffen.

–E o que aconteceu? – perguntei desconfiada das pausas que minha mãe fazia antes de falar “rei”.

–Mais ou menos uma semana depois de minha vir me visitar um homem apareceu. O estranho é que ele surgiu do nada no meu quarto, como se tivesse vindo em um portal. Tentei matá-lo, mas minha transformação não era nada ao poder dele. No fim ele me agarrou e... E me... E me estuprou.

Algumas lágrimas escorreram dos olhos de minha mãe. Eu não podia acreditar que um homem pode fazer isso com a rainha de Griffen, não podia acreditar que era filha de um monstro.

–Mãe me... Me desculpe. – sussurrei e ela me abraçou.

–Você não tem culpa de nada querida. Me casei com César para te proteger, e no fim acabei ganhando. Ele, você e seu irmão são as pessoas mais importantes da minha vida, e amo muito vocês. Morgana tem razão, devo contar isso a César, mas sei que ele ainda te verá como a garotinha dele.

Sorri e ela se levantou para falar com meu pai. Eu disse que iria ao meu quarto descansar um pouco, e quando cheguei tive uma surpresa.

Um buquê de rosas negras estava em cima de minha cama junto com uma caixa cheia de furinhos. Abri a caixa e dentro estava o filhotinho de bulldog que eu mais tinha gostado quando fui tirar fotos com Cameron.

O cãozinho pulou para fora da caixa e veio para o meu colo. Enquanto o segurava rindo de tanta fofura, percebi que o buquê tinha vindo com uma carta. Com um pouco de dificuldade consegui abri-la e comecei a ler e percebi que era um bilhete.

Helena, me desculpe pela minha letra, sou horrível em ortografia. Em fim, gostaria que soubesse que estou muito triste pelo seu tio. Espero que esteja bem, mas para alegrá-la mandei um buquê das flores que gostou (não, não me esqueci) e o filhotinho que percebi que mais gostou. Espero que sua tia não brigue com você, mas qualquer problema fale que é um presente de noivado. As fotos ficaram ótimas.

Um abraço

Cameron

PS: Não faça nada arriscado em relação aos vampiros, não quero que se machuque.

Sorri quando terminei de ler. Mesmo não gostando de me casar com um estranho daqui dois anos, até que Cameron era bem simpático.

Não, você não pode começar a sentir afeição por ele. Isso é apenas um truque, é um casamento político e você tem que se vingar dos vampiros. Pare de ser idiota Helena.

Toquei a campainha que ficava em meu quarto para chamar minhas criadas. Minha dama principal, Flora, apareceu imediatamente.

–Deseja alguma coisa Alteza? – ela perguntou se curvando.

–Sim Flora, coloque essas flores em um vaso perto da minha área de leitura, e chame meu irmão. Preciso falar com ele.

Ela saiu para chamar Arthur. Tinha feito um plano para me vingar dos vampiros, e precisava lhe contar caso algo desse errado. Depois de alguns minutos Flora voltou com meu irmão e foi arrumar as flores.

–O que você quer Helena? – ele perguntou mirando meu novo cachorro – E desde quando tem um bulldog em miniatura de estimação?

–Ele foi presente de Cameron, mas isso não vem ao caso. Quero me vingar dos vampiros pela morte de tio John, e vou te contar meu plano.

Arthur me olhou desconfiado e se sentou ao meu lado na cama.

–Estou ouvindo.

–Descobri que o fogo pode matar os vampiros. É mais eficaz que nossa mordida, pois pode matar vários em pouco tempo. Amanha a noite irei até a fronteira e colocarei fogo em toda a Terra do Norte.

–Está maluca? – Arthur perguntou com os olhos arregalados – Existem guardas por toda a parte na fronteira, e como você poderia sair do palácio? Além disso, o plano de mamãe irá punir os responsáveis e impedir novos ataques, não precisamos matar uma nação inteira.

–Meu irmão eles são demônios, não merecem nada mais que a morte.

Arthur se levantou e me olhou irritado.

–Acho que só que atenção. Está brava por ter que se casar e quer destruir a reputação de nossos pais. Acho que quem está se comportando como sanguinária é você.

Ele saiu batendo a porta. Fiquei irritada por ninguém mais querer se vingar. Será que só eu me importava com tio John e sua honra?

Estava tão envolta a pensamentos que meu cãozinho lambeu meu rosto. Consegui dar um breve sorriso.

–Você precisa de um nome – eu disse segurando-o em frente ao meu rosto enquanto ele abanava o rabinho – Hum... Que tal Wolly?

Ele latiu em aprovação, então o batizei de Wolly. Ouvi batidas na porta e Flora foi atender. Minha tia apareceu e com um aceno de mão dispensou minha dama.

–Sabe que não gosto quando dispensa minhas criadas. – reclamei.

–O que esse animal faz aqui? – ela exclamou brava apontando para Wolly

–É um presente do príncipe de Tíron. – ela suavizou o olhar.

–Tudo bem então. Sua mãe te explicou tudo?

–Sim tia, mas isso não deve vazar. Meu pai é o príncipe César, e sempre será. – estranhamente ela pareceu aborrecida por eu não estar mais furiosa.

–Bem, então posso dizer que seu pai deseja vê-la.

Notas finais
Comentem ai galera nem que seja pra me xingar kkk Bjs da CorujaMor