Notas iniciais
Gente demorei pra postar pelas provas e pq o site entrou em reforma ou coisa parecida

Meu queixo caiu. Meu tio e meu pai eram príncipes, o que estavam fazendo lutando contra um bando de vampiros? E como a notícia vazou se só nossa família e alguns guardas sabiam?

–Morgana, por favor, providencie para que Helena possa ir até Tíron em segurança.

–Mas mãe, não posso deixar a senhora sozinha!

–Eu vou ficar bem filha, e um problema do reino não pode atrapalhar seu futuro casamento. – ela me abraçou e apertou o ombro de minha tia antes de ir para a sala de reuniões.

–Tia estou com medo que algo aconteça – falei e o rosto de minha tia endureceu.

–Você é a princesa, não pode temer nada.

Ela foi em direção há um dos oficiais e mandou que se apressasse em arranjar uma comitiva para que eu pudesse ir até Tíron. Nunca entendi o porque de tia Morgana ser assim toda rígida. Ela deve sentir falta do marido, mas não me lembro dele. A mãe de Mel morreu há alguns anos, mas não me recordo do pai de Ágata.

Estava avoada em pensamentos quando ela me mandou me trocar, pois em dez minutos o carro estaria pronto. Subi rapidamente para o quarto e minhas criadas me vestiram com um vestido vermelho simples, mas bem bonito.

Eu e mais sete guardas demoramos apenas quarenta minutos até chegarmos em Tíron. Devo admitir, até que era um reino bem bonito, bem mais arborizado que Griffen.

O carro estacionou já dentro dos muros reais. Vi que o rei, a rainha e Cameron estavam me esperando, então fiz uma entrada bem triunfal. Já que eu devia fingir estar interessada no príncipe, dei umas olhadas “discretas” em sua direção enquanto fazia minha reverência aos monarcas. Acho que os fotógrafos iriam adorar isso.

O rei Mark disse que tinha que voltar ao trabalho e me desejou uma boa tarde, deixando-me com sua mulher e filho.

–Ainda falta meia hora até que possam tirar as fotos – disse a rainha Paloma – Por que não passeiam pelo jardim?

–É claro mãe – Cameron disse e logo me ofereceu o braço – Senhorita?

Sorri aceitando seu gesto e nos despedimos da rainha. Até que ela era legal. Cameron me conduziu até o jardim e parei em frente a um canteiro de flores que eu nunca tinha visto.

–Gostou delas? – ele perguntou sorrindo

–São muito bonitas, o que são?

–São rosas negras, nunca as tinha visto?

–Não, em Griffen não existem muitas flores, e as únicas que conheço são orquídeas.

–Rosas são comuns aqui em Tíron – ele me contou – Mas essas são raras.

Ele ficou me explicando sobre a flora de seu reino até que chegamos em um banco onde decidi me sentar. Como perdemos o assunto lembrei-me de meu pai e fiquei com uma expressão preocupada.

–Ei – disse Cameron se sentando ao meu lado – São apenas algumas fotos, não se preocupe, elas não vão ficar feias comigo ao seu lado.

Tentei sorrir, mas estava abalada demais para isso.

–O que houve, disse algo que a incomodou?

–Não, o senhor...

–Me chame de Cameron – ele cortou

–Certo. Você não fez nada Cameron, é que está acontecendo uma batalha em Griffen e estou preocupada, pois meu tio e meu pai foram lutar.

–Não fique assim, eles vão ficar bem. Agora venha comigo, não quero vê-la infeliz em minha casa.

Ele me puxou até um cercado onde estava uma cadela com quatro filhotinhos. Automaticamente sorri, eu amava animais.

–Depois de batermos fotos voltamos aqui e você escolhe um de presente. –ele disse afagando um dos filhotes.

–Duvido muito que minha tia permita um cachorro em casa.

–Eu a convenço, meu sorriso é arrasador.

Ri da cara que ele fez. Percebi alguns fotógrafos nos observando, mas não liguei. Um mordomo apareceu e disse que já estava na hora das fotos.

–Me acompanha senhorita? – ele me estendeu o braço

–Me chame de Helena.

Ficamos a tarde inteira batendo fotos. Primeiro fizemos a tradicional com ele atrás de mim segurando em minha cintura, depois eu segurando em seu braço. Então começamos a inventar um monte de poses engraçadas e o fotógrafo aproveitou nossa brincadeira.

Estávamos tão entretidos nos divertindo que só percebemos a rainha quando ela nos chamou. Rapidamente repusemos nossa compostura.

–Algo errado mãe? – Cameron perguntou ao ver o rosto aflito de sua mãe.

–Recebemos notícias de Griffen – ela disse e apurei os ouvidos – Sinto muito querida, mas seu pai e seu tio foram feridos gravemente.

O que se passou depois disso foi apenas um borrão. Não me lembro das despedidas nem da viagem no carro. Só me lembro de correr até o quarto de meus pais, mas quando cheguei minha mãe impediu que eu entrasse.

–Mãe, quero ver meu pai!

–Filha, por favor, me acompanhe até seu quarto. – mesmo querendo ver meu pai decidi obedecer minha mãe, pois ela parecia prestes a chorar. Assim que entramos em meu quarto minha mãe se sentou em minha cama e desabou.

–Eu não devia ter deixado seu pai sozinho, ele sempre tenta bancar o herói – nos abraçamos e ficamos chorando por um longo tempo até que nos acalmamos. Depois que o choro passou a raiva subiu em meu peito.

–Mãe, vamos matar todos os vampiros!

–Isso não iria resolver nada filha, justiça não se resolve com morte. – me levantei furiosa

–Vai deixar essas bestas impunes mesmo tendo atacado dois príncipes só porque sente que deve algo a um deles?! – ela também se levantou

–Vou tentar fazer uma aliança com eles. Quero justiça com que fez isso com seu pai e meu irmão, e se eles me derem isso poderão ser incluídos em nossa sociedade.

Ela saiu antes que eu pudesse demonstrar minha fúria. Como assim ela iria se aliar com vampiros? Eles tentaram matar meu pai e meu tio, merecem morrer de forma violenta!

Mais tarde naquela noite Melody veio visitar o pai. Como eu ela não acreditou no que minha mãe iria fazer e ficou revoltada com isso e por não poder ver o pai. De acordo com os médicos quanto mais descanso eles tivessem maiores seriam as chances de sobreviverem.

Ela veio até meu quarto para conversarmos.

–Não acredito que tia Clara não vai fazer nada contra essas criaturas!

–Também estou revoltada Mel, não podemos admitir que esses seres inferiores pensem que mandam no reino.

–Espero que eles fiquem bem... – ela sussurrou

–Também espero... – respondi engolindo o choro.

Escutamos uma batida na porta e tia Morgana entrou. Ela nos olhou com um olhar estranho e disse para Melody:

–Sinto muito Melody, mas seu pai não resistiu aos ferimentos e acabou de falecer.

Notas finais
Se gostarem comentem pf :) Bjs da CorujaMor