Eagle

7 Capítulo VII: Chegada


Notas iniciais
DESCULPEM pela demora. Sim, a culpa foi minha, e quem tá falando é a Mizinha. Eu simplesmente não tive tempo de escrever, por causa do meu tcc. Esse cap tá pronto faz mais ou menos um mes, mas sempre que tentava postar dava overload --'

Espero que gostem.

Eagle

Cap. VII — Chegada

Era tarde da noite quando os carros finalmente chegaram a seu destino. Uma casa grande, mas não muito luxuosa olhando da rua. Era construída em madeira, e no telhado era possível ver uma chaminé.

O andar térreo parecia ser único e dava a impressão da casa ser pequena. O que ninguém imaginava é que a casa era subterrânea. Deveriam ter uns bons sete andares abaixo do térreo.

A garagem era disfarçada por um enorme portão de madeira que abria de forma automática. O espaço era grande o suficiente para abrigar as dez Guardians e ainda sobrava espaço.

- Então aqui estamos. – Riza suspirou.

- A Sede do Eagle. – Lyon completou.

A loura suspirou novamente, e Olivie passou em sua frente, abrindo a porta da casa, e adentrando. Os outros três seguiram-na. Nenhum dos quatro queria estar ali. Nenhum deles queria estar naquela situação.

Aquela casa, histórias passadas de pais pra filhos, lendas que pareciam irreais, o que era e o que não era real numa chacina de duzentos anos atrás. Os quatro pensavam em como tudo aquilo podia ser real, pensavam no que aconteceria se realmente um ataque a eles ocorresse.

- Riza-sama? – Uma empregada tentou chamar a atenção da mais nova do grupo. – Riza-sama?

A outra loira do grupo irritou-se com o estado aéreo da amiga, e deu-lhe um tapa na cabeça. – ACORDA MASCOTE! Tá pensando no idiota do Mustang de novo é?

- EU NÃO TO PENSANDO EM NINGUÉM OLIVIE! – Hawkeye fuzilou a outra com o olhar. – O que foi Amelie?

- Seu quarto. Já está arrumado. Irei levar suas coisas para lá. Seu pai quer encontrá-la na biblioteca. – A empregada parecia meio assustada com o comportamento anormal da senhorita.

Riza suspirou. – Certo. Vou lá, até depois garotos. – Falou, despedindo-se de Lyon e de Gregg.

Ela se afastou dos outros três, indo em direção à única escada que subia da casa. A biblioteca era o único cômodo acima do nível do solo. Os outros andares eram todos subterrâneos.

Parou frente a uma porta de madeira trabalhada, com uma maçaneta que era feita de ouro, assim como todas as outras da casa. Suspirou novamente. Não queria estar ali, naquela situação. Roy, Havoc, Breda, Fuery, Falman... Seus amigos estavam em perigo também, por terem se aproximado demais dela. E agora, ela estava segura, e eles não.

Tomou coragem e entrou no cômodo.

- Queria falar comigo?

- Riza! – O homem que estava sentado olhando a janela levantou-se ao ouvir a voz dela. – Sente-se, minha filha. Precisamos conversar.

Ela suspirou novamente. – Por que só eu tenho de ouvir essa conversa?

- Os três também estão ouvindo. Mas você sabe muito bem o porquê de ter que ouvir mais vezes.

- Sim pai.

- E nenhum deles quase se sacrificou pra tentar salvar outra pessoa. Marie entenda. No momento, só sua vida interessa.

- Pai, eu—

- Nada disso. Pode ser o seu trabalho proteger Roy Mustang. Mas no momento, o risco que você corre é maior do que o que ele corre.

A loura virou o rosto. Estava começando a se irritar com aquela conversa.

- Riza, não vire o rosto pra mim!

- EU SEI ME CUIDAR PAI!

- Não, você não sabe. – Ele também estava se irritando.

- CLARO QUE EU SEI! Eu não sou mais uma criança! – Ela falou pausadamente.

- Se você soubesse se cuidar nunca teria quase morrido nas mãos daquela mulher, por se preocupar demais com o seu superior!

- Mas—

- Nada de mas Elizabeth Marie. Essa conversa acabou. Você vai ficar dentro dessa casa e ponto final. Sem mais uma palavra.

- Certo. – Riza levantou irritada e foi para seu quarto.

Jogou-se na cama de casal que tinha ali, sem se dar ao luxo de tirar os calçados. Afundou o rosto no travesseiro. Sentia um aperto no peito, por deixar os amigos para trás. Todavia, pensar em Roy morrendo... Era algo que apenas piorava tal sensação.

Ouviu a porta abrir e fechar novamente. Logo depois alguns passos, e percebeu alguém sentando ao seu lado na cama, e acariciando seu cabelo.

- Quem tá ai? – Sussurou.

- Sou eu Rizzie.

- Lyon? Que aconteceu?- Disse, já se sentando, para olhá-lo.

- Vim te ver. – Ela o olhou, desconfiada. – E também, te convidar pra ir no Baile comigo.

- Baile?

- É, aquele que sempre tem sabe? Das quatro grandes famílias para a elite amestrina.

- Ahh, esse. Pode ser, vamos juntos sim.

Não era exatamente nesse baile em que a loira pensava, e sim em um moreno que por vezes não a deixava dormir. E agora, seria o mesmo, devido a sua preocupação com aquele homem.

Não estava com a mínima vontade de ir àquele baile. Ele não estaria lá. Como poderia se divertir assim, sem que tivesse certeza de sua segurança?

Iria ao Baile Anual Militar. Sim, fora obrigada por seu pai. Que poderia fazer? Talvez, caso tivesse muita sorte, ele também tivesse sido convidado.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.