Eadlyn sem Seleção - Eadlyn e Kile
34 O tapa
Notas iniciais
Ariel P.O.V.
Não aguentava mais ouvir as meninas falando então decidir dar uma volta já que era domingo, e vejam bem a única pessoa que eu não queria ver nesse momento era o Frank e ele estava à minha espera na saida dos dormitórios.
– Há não, nem começa – digo passando por ele e continua a andar.
– Ei, Ariel espere, princesa – ele fala correndo atrás de mim e eu paro bruscamente.
– O que quer? – pergunto fria.
– Nós precisamos conversar – ele fala.
– Acho que não, estou sem cabeça para conversar, quero ficar sozinha – digo.
– Mas eu acho que precisamos – ele fala de novo.
– Mas eu não – respondo.
– Olha já passou da hora disso acabar, você não acha? – ele pergunta.
– Isso ai é com você, não comigo – respondo.
– Olha estou tentando falar uma coisa aqui – ele fala exasperado.
– Ainda não falou por que não quis – eu respondo, estava realmente sem paciência.
– Olha, Ariel... eu.... – ele começa, mas somos interrompidos.
– Frank eu queria falar com você – Jennifer nos interrompe só para piorar o meu dia que mal começou.
– Jennifer eu...
– Pode falar com ela Frank, eu não queria ficar aqui mesmo – digo dando as costas e indo por outra direção.
– Mas... – ele tenta falar.
– Deixa ela, está de mal humor – escuto Jennifer falar, mas já estou longe o bastante para continuar ouvindo.
Mas que saco, eu juro que pensei que iria ouvir alguma coisa boa, mas ele só sabia gaguejar e a Jennifer vem para terminar de estragar tudo, eu não volto para o dormitório por causa das meninas que só sabem falar deles. Eu poderia estar sendo bem chata por causa disso já que não quero ficar ouvindo sobre os namoros delas enquanto eu estou aqui... será que o Frank não consegue ver que eu gosto dele, realmente, eu pensei que todas as minhas provocações tivessem deixado bem claro, ou o Frank é muito burro para não ter notado ou ele notou e realmente não quer nada comigo.
Só sei que eu cansei!
Autora P.O.V.
Uma semana havia se passado, Frank e Ariel se ignoraram por completo até as provocações pararam por parte dos dois, os três casais estavam super bem sem nenhum problema até então, mas mais um casal estava preste a ser formado.
Jenna P.O.V.
Faz uma semana desde o baile e eu e Edmond temos passado muito tempo juntos, e que estas sendo maravilhoso.
– Ei, Jenna – Edmond chama minha atenção. — Já que hoje é domingo nos poderia caminhar um pouco o que você acha? – ele pergunta.
– Eu vou adorar – digo ficando de pé e me colocando ao seu lado e começamos a andar pelo castelo da escola.
– Sabe, eu queria falar algumas coisas – Edmond começa.
– Então fale – eu incentivo.
– Não é tão fácil assim – ele diz rindo. – Eu queria começar falando que você está muito linda hoje... eu gostaria de falar que a gente sempre se falou e tudo mais, só que essa semana foi muito melhor, desde que a gente se via entres os castelos de cada um, eu sentia alguma coisa por você...
– Edmond...
– Deixe eu terminar Jenna... continuando, eu sentia alguma coisa por você só que eu não sabia o que era, mas nessa semana eu descobri – ele fala.
– O que você descobriu, Edmond? – eu pergunto curiosa e já sabendo provavelmente a resposta.
– Que eu te amo, Jenna Lolling e eu gostaria de saber se você quer namorar comigo? – ele pergunta pegando na minha mão.
– Bom tenho uma surpresa para você – digo fazendo uma pausa. – Também até amo, e sim eu gostaria, se eu recusasse eu estaria negando a mim mesma minha própria felicidade – eu digo sorrindo de orelha a orelha e ele me puxa pela cintura e me beija.
– Eu estou muito mais muito feliz – ele diz sorrindo.
– Eu também – digo e dessa vez eu o beijo.
– Será que o meu irmão vai falar alguma coisa? – eu pergunto.
– Talvez, mas acho difícil, qualquer coisa você fala que se você não puder namorar ele também não pode – Edmond fala.
– Verdade, qualquer coisa peço para minha cunhadinha me ajudar – Jenna fala rindo.
Autora P.OV.
Assim que Jenna e Edmond chegaram até o grupo no salão, não tiveram tempo de contar nada pois Holly chegou com um problema.
– Catarina pegou Meli – Holly fala com uma raiva descomunal.
– Como assim? – Fred pergunta.
– Meli fugiu e eu acabei não reparando pois estava pegando meus livros que tinha caído no chão, quando fui procurar ela eu quando espiei no outro corredor Catarina pois ela em uma caixa e correu para o dormitório – Holly fala.
– Não devia deixar Meli por ai – Lorena fala se levantando.
– Onde ela está agora? – Ariel pergunta.
– Quem Meli ou a cobra? – Holly pergunta rindo. – Desculpa, desculpa... mas eu não podia perder a piada, mas voltando a Meli está no dormitório e a Catarina está com as amiguinhas dela do outro lado do salão – Holly fala apontando para o grupo.
– Certo, temos que pegar de volta, Catarine pode matar a Meli ou até mesmo levá-la a diretora e ela não vai gostar nada disso – Kurt fala.
– Temos que ir no dormitório dela, mas alguém vai ter que arrombar a porta, e alguém vai ter que ficar de vigia – Holly fala.
– Jasper vai enrolar as meninas – Ariel fala.
– Não, Jasper não vai ficar no meio delas – Blanca fala.
– Ok, eu vou – Kurt fala.
– Nem pensar – Lie fala.
– Isso é ciúmes? – Kurt pergunta.
– Não, é apenas precaução – Lie responde.
– Ta todo mundo namorando ou se pegando, então ninguém vai – Ariel fala.
– Você é o Frank não – Levi fala.
– Mas Fran é bom em arrombar portas – Fred fala.
– Então eu vou distrair elas, caso alguma vá para o dormitório eu disparo o alarme de emergência – Ariel fala indo em direção as meninas e os outros saíram delicadamente do salão.
Ariel P.O.V.
– Bom dia meninas – eu falo.
– Nossa, o que quer? – Catarina pergunta... vaca.
– Nada, eu só queria conversar, sabe que eu gostaria de saber como é a Espanha? – eu invento alguma coisa e Jennifer abre a boca em um “O”.
– Realmente você quer saber da Espanha ou é só um jeito de descobrir o que está acontecendo entre mim e Frank? — Jennifer pergunta que nem uma cobra.
– Não tem nada entre você é o Frank – eu digo no automático em defesa e ela ri.
– Ai... Ai.... Você e suas amiguinhas não conseguem nem esconder o ciúme – Catarina fala rindo.
– Não é ciúmes é a verdade – eu respondo ainda em modo de defesa.
– Não é o que parece – Fiorella fala sorrindo, aliás todas estavam sorrindo ou rindo de mim.
– Digamos que eu não sou de contar tudo para todo mundo – eu respondo sorrindo. – E não quero saber de nada entre você é o Frank.
– Nossa, tem certeza? Eu posso contar quantas vezes nos beijamos, ou melhor, não posso contar, foram muitas... ou posso contar quando nos agarramos por esse castelo, muitas vezes – Jennifer começa a falar realmente como uma cobra que era, arrastando algumas silabas para ficar mais provocativa.
– Já falei que não quero saber – digo batendo a mão na mesa com força e posso sentir meus olhos marejados, mas eu não vou chorar, forço o choro para dentro. – E cale essa boca e pare de falar que nem uma cobra, os outros não precisam saber a verdade – digo forte e ela se ofende.
– Cobra? – Catarina fala. — Espera um minuto, cadê o resto do seu grupo? – ela pergunta e todas começam a procurar em volta. – Não acredito, tudo isso para aquele ser insignificante ter a cobrinha dela de volta? – Catarina pergunta rindo. – Pra que passar toda essa humilhação por causa da sua irmã? – ela pergunta em forma de deboche, eu chego mais perto e ela muito confiante estufa o peito e eu com sou irmã de Holly dou um belo tapa estralado na cara dela que a faz cair para o lado.
– Primeiro, nunca mais chame Holly de insignificante, segundo, faço qualquer coisa pelas minhas irmãs, irmão, e amigos, terceiro, eu não estou aqui me humilhando por que quem está caída com a cara marcada é você Catarina, e quarto só para terminar, eu não quero saber nada sobre você é o Frank e muito menos sobre a Espanha, e só para constar sim isso tudo era para salvar a cobra, mas como vocês sabem cobras assim como vocês tem nome e o nome dela é Meli, muito obrigada pela atenção, até nunca mais – eu digo de uma forma fria e ainda consigo sorrir para mostrar que não estou abalado, me viro e saio andando deixando Catarina jogada no chão.
Quando saio da sala e começo a andar em direção aos dormitórios sinto que vou chorar, vou chorar pelas palavras de Jennifer, por causa daquela idiota e então entro na primeira sala vazia e começo a chorar.
Frank P.O.V.
Despois que conseguimos arrombar a porta do dormitório das meninas e todo mundo começou a procurar por Meli e Amy acabou achando, eu tranco a porta de novo e cada um se dispersa para não trazer suspeita, e eu fui andando de volta ao salão principal, mas eu vejo Ariel correndo e aparentemente chorando entrar na sala de aula vazia e fechar a porta e eu não consigo me conter e entro sem Ariel perceber minha chegada e realmente ela estava chorando.
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