ENTRE SOMBRAS E CÓDIGOS

4 Capítulo 4 – O Mestre do Tiro Fantasma


O escritório da unidade estava mais animado naquela tarde. A chegada de um novo integrante agitava o ambiente.

A porta se abriu com um estrondo, e um homem alto, com olhar penetrante e postura confiante, entrou na sala.

— Billy — anunciou Alex, com um leve sorriso — especialista em armas e meu parceiro desde o exército.

Billy acenou com a cabeça, um sorriso maroto no rosto.

— Ouvi falar muito da nossa hacker de olhos azuis — disse, olhando para Clary, que estava concentrada no computador.

Ele não olhava para ela como um galanteador, mas com aquele olhar de irmão mais velho que protege e às vezes implica.

Nate, que estava ao lado, lançou um sorriso de cumplicidade para Billy.

— Prepare-se, Billy. Vai ser divertido cuidar da ‘irmãzinha’ — disse Nate, piscando para Clary.

Alex entrou na brincadeira, mas com o semblante sério:

— Vocês dois parem de brincar. Eu cuido da Clary.

Billy riu e respondeu:

— Relaxa, Alex. Sabemos que você é o “Assassino”, mas até mesmo o melhor precisa de ajuda pra cuidar da menina.

Nate bateu no ombro de Alex:

— É, vai ter muito ciúme no ar.

Clary observava a interação com um sorriso discreto. Pela primeira vez, sentia que tinha um time — e que, mesmo com a zoação, havia ali um cuidado genuíno.

Mais tarde, enquanto treinavam, Billy mostrou porque era chamado de mestre do tiro fantasma: disparos precisos, silenciosos e letais.

Clary ficou impressionada, e Billy, percebendo o impacto, sorriu e disse:

— Se algum dia precisar de proteção extra, é só chamar. Irmãzinha, tô aqui.

Alex observava, meio dividido entre a vontade de rir e a vontade de manter o controle.

E assim, o time de elite começava a se formar, com uma dinâmica forte de proteção, respeito e aquele toque de leveza que só irmãos sabem proporcionar.

**

A noite caía pesada na cidade quando a equipe recebeu a missão mais urgente até então: infiltrar uma organização criminosa que estava planejando um ataque.

No galpão abandonado, a tensão era palpável.

Clary sentia o peso da responsabilidade no peito — não podia falhar. Seu talento no sistema era o único caminho para impedir a catástrofe.

Com os olhos fixos no tablet, ela começava a invadir o sistema de segurança do galpão.

Enquanto digitava freneticamente, sons de passos e vozes se aproximavam.

Alex, Nate e Billy estavam posicionados na linha de frente, armas em punho, olhos atentos.

Um grupo de capangas armados apareceu, e a equipe entrou em confronto.

Alex estava colado em Clary, bloqueando tiros e golpes, segurando a linha para que ela tivesse tempo.

Clary sentiu o calor da adrenalina e a pressão aumentar.

— Estou dentro! — sussurrou, com os dedos voando no teclado.

Mas o sistema estava protegido por firewalls complexos e um intruso digital começava a contra-atacar.

Clary desviou a cabeça de um golpe de um capanga que tentava atacar o tablet.

Alex agarrou o homem, derrubando-o no chão.

— Foco, Clary! — gritou.

— Quase lá... — respondeu ela, os olhos brilhando de determinação.

Finalmente, uma confirmação: o sistema caiu.

Os alarmes silenciaram, e os capangas começaram a recuar.

Alex ajudou Clary a se levantar.

— Você foi incrível — disse ele, olhando nos olhos azuis dela.

Ela sorriu, ofegante.

— Não teria conseguido sem vocês.

Nate e Billy apareceram logo atrás, também sorrindo.

— É, não tem pra ninguém quando a equipe tá junto — disse Nate.

Alex colocou a mão no ombro de Clary, firme.

— Isso é só o começo.