ENTRE DIAMANTES E DESTINOS
24 Capítulo 24 – Assunto Pendente
Mensagem enviada às 07:32 da manhã.
Harry, não conte comigo e Hana pelos próximos dois dias.
Assunto pessoal. Urgente.
— LP.
Harry apenas soltou um risinho malicioso e respondeu:
Diga a ela que rezo pela integridade da coluna.
Lucca só digitou:
Ela vai precisar de apoio. E de gelo.
Quando Hana saiu do banho naquele sábado, secando o cabelo com uma toalha fofa, encontrou Lucca parado na porta do closet. A camisa branca meio aberta, os olhos mais escuros do que nunca, e um sorrisinho nos lábios que gritava "não tem pra onde correr."
— Você me torturou por sete dias.
— Lucca… — ela começou, já rindo e andando de costas.
— Agora, meu amor, vai passar os próximos dois sem saber o que é andar direito.
Ela tentou correr, mas a toalha caiu. Má escolha.
Ele a agarrou pela cintura com um puxão suave e a colocou sobre o ombro como quem carrega o tesouro mais precioso do mundo.
— Lucca! Eu ainda tô molhada!
— Perfeito. Assim economizamos no aquecimento. — respondeu, já a jogando delicadamente na cama.
Duas horas depois.
Hana só conseguia dizer:
— Isso foi... uau...
Lucca, acariciando a coxa dela com a ponta dos dedos, respondeu:
— Ainda nem comecei.
Almoço? Cancelado. Jantar? Repetido.
Lucca só deixava Hana sair da cama pra tomar banho, e ainda assim... acompanhada.
Ela riu, emburrada:
— Você quer me transformar numa ameba.
— Não. Numa esposa com os ossos bem relaxados.
Ela tentou sair da cama.
Tentou. Mas bastou colocar os pés no chão pra sentir o aviso vindo direto das coxas.
— Eu te odeio — murmurou, mancando até o espelho.
Lucca apareceu atrás, de cueca preta e cara de satisfeito.
— Mentira. Você me ama. Inclusive, foi você que pediu bis.
Hana só virou o rosto, bufando com um sorriso envergonhado.
Lucca a abraçou por trás, colando os lábios em sua nuca.
— Sabe qual o próximo castigo?
— Qual?
—Nunca mais me negar um beijo. Ou vou te sequestrar no escritório, trancar na sala de reuniões... e fazer uma apresentação bem... prática.
— Você é impossível.
— E você... é minha.
Harry, ao ver Hana chegar dois dias depois, notou o andar lento e a cara de quem dormiu bem demais.
— Bom dia, futura senhora Palezo!
— Bom dia, Harry — ela tentou disfarçar o embaraço.
— Você quer uma almofada extra pra cadeira? Ou posso trazer um andador personalizado com glitter?
Lucca, do escritório:
— Harry
— Sim?
— Quer ser demitido?
— Ah, chefe... depois desse fim de semana, você devia me promover só por ter segurado a empresa enquanto você… cuidava da ‘agenda pessoal’.
E assim, a empresa Palezo Designs prosperava, e o CEO mais cobiçado da cidade...
tinha olhos, boca, e corpo apenas para uma mulher: a que agora andava com as pernas trêmulas,
mas o coração mais firme do que nunca.
~*~
Então o grande dia havia chego. O salão da cerimônia estava impecável. Luxuoso. Floral. Resplandecente.
Lucca Palezo, CEO, bilionário, aterrorizante no mercado estava tremendo.
— Você quer água, um calmante, ou um abraço? — Harry perguntou, ajeitando a gravata.
— Quero que ela chegue logo.
— Parece que o castigo de uma semana teve sequelas.
— Harry.
— Ok, ok… estou calado. Mas quando ela entrar, vou contar nos dedos quantas lágrimas caem.
E então… A marcha nupcial tocou.
Todos se viraram.
O tempo pareceu desacelerar.
Hana surgiu no alto da escadaria, em um vestido que parecia ter sido tecido com a luz do amanhecer.
O braço entrelaçado com o da avó, Mya, que sorria com lágrimas nos olhos.
A cada passo, Lucca perdia o controle da respiração.
Quando ela parou diante dele, os olhos marejados do CEO fizeram a plateia suspirar.
— Você está linda. — ele sussurrou.
— Você que está chorando? — ela provocou, rindo baixinho.
— Não. Estou... lubrificando a visão. — e enxugou os olhos discretamente.
A cerimônia foi perfeita. Votos emocionantes. Beijos apaixonados. Um “eu aceito” cheio de promessas silenciosas.
A festa foi memorável. Danças, brindes, risos…
Quando os convidados foram embora, restaram apenas os três: Lucca, Hana e Harry.
— Vou me trocar e já volto — disse Hana com um sorriso doce.
— Não demore, esposa. — Lucca respondeu com o coração leve.
Ela sumiu pelo corredor.
Harry e Lucca sentaram em silêncio.
Pela primeira vez em anos, Harry parecia… sério.
— Você sabe que eu sou um palhaço, né?
— Sim.
— Mas... ver você feliz desse jeito? Isso faz tudo valer a pena.
— Harry… — Lucca o olhou com gratidão verdadeira.
— Não me faz discurso. Só cuida bem dela. Ela é luz.
Antes que Lucca pudesse responder
UM GRITO.
Um rasgar de garganta. Agudo. Desesperado. De Hana.
Lucca e Harry correram na direção. O coração de Lucca parou por um segundo.
A porta estava entreaberta.
E tudo o que conseguiram ver foi um homem desconhecido com um capuz escuro, carregando Hana desacordada nos braços Clarice atrás dele, rindo como uma maldita serpente.
— HANAAAAA! — Lucca gritou, correndo, mas a porta lateral já havia sido trancada.
Clarice olhou uma última vez por sobre o ombro.
— Você não devia ter escolhido ela, Lucca. Ela não te merece.
E sumiu na noite.
Lucca socou a parede.
Harry já estava no telefone, ativando os seguranças, rastreando câmeras, gritando ordens.
Lucca, com as mãos trêmulas e os olhos incendiando de fúria, disse apenas uma frase:
— Se encostarem um dedo nela, eu não só destruo essa mulher... eu apago o sobrenome dela da face da Terra.
O casamento acabou. Mas agora... a guerra começava.
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