ENTRE DIAMANTES E DESTINOS
22 Capítulo 22 – Promessas
A empresa havia fechado por uma semana. Harry, ao saber disso, gritou um “Aleluia!” e sumiu com uma mochila nas costas. Todos os funcionários estavam em êxtase.
Menos Hana. Ela não fazia ideia do que Lucca estava planejando.
— Arrume uma mala. Nada de roupas de trabalho.
— Mas... onde a gente vai?
— Ver o azul mais bonito que existe.
O avião pousou em uma cidade litorânea charmosa, com ruas de paralelepípedo, casinhas coloridas e o aroma do mar invadindo tudo. Hana ficou colada na janela do carro, maravilhada.
— Você nunca viu o mar? — Lucca perguntou, sem tirar os olhos da estrada.
— Não. Sempre via nas novelas... nas fotos. Nunca imaginei que veria de verdade.
— Você merece o mundo. Mas por enquanto, o mar serve. — ele murmurou, baixo demais pra que ela escutasse.
No hotel à beira-mar, os quartos se abriam direto para uma varanda com vista para a areia clara e o céu tingido de rosa pelo pôr do sol.
Hana saiu descalça, com os cabelos soltos dançando com o vento. Vestia um vestido leve e estampado que ela mesma escolhera. Lucca, parado atrás dela, observava em silêncio.
— Parece que o céu e o mar estão se beijando... — Hana sussurrou.
— Talvez eles também esperaram a vida inteira pra se encontrar. — ele disse, aproximando-se.
Ela virou-se devagar, e seus olhos encontraram os dele, intensos, mas suaves como a brisa salgada.
Lucca pegou a mão dela e a levou até a areia. Os dois caminharam em silêncio por alguns minutos, apenas com o som das ondas e seus corações. Quando pararam, ele a puxou delicadamente para si.
— Sabe, Hana... você chegou como uma tempestade. E mesmo assim, trouxe calmaria.
— Você chegou como um terremoto. Mas... me fez sentir segura.
Lucca sorriu de canto.
— Se fosse por mim, o mundo inteiro saberia o quanto você é minha. Mas hoje... só preciso que você saiba.
E ali, sob as estrelas que começavam a surgir, ele ajoelhou. Hana arregalou os olhos, cobrindo a boca com as mãos.
Lucca tirou uma pequena caixinha do bolso. Dentro, um anel delicado com uma pedra azul que refletia o céu e o mar. O azul que ela nunca tinha visto até agora.
— Hana Smith... minha força, meu caos, minha cura... quer passar o resto da vida me ensinando como amar?
Ela chorava. Ria. Chorava de novo. E mal conseguia falar, mas balançou a cabeça afirmativamente com toda a força do mundo.
— Sim, Lucca... sim!
Ele se levantou e a beijou como se cada batida do coração precisasse desse momento para continuar.
Mais tarde, os dois deitados numa rede, Hana com a cabeça no peito dele, acariciando o anel.
— Você achou mesmo que eu era doida o suficiente pra dizer não?
— Com você, tudo é possível.
— E se eu tivesse dito não?
— Eu te sequestrava.
— MÁFIA! — ela disse rindo.
— Empresário criativo — ele corrigiu, e os dois riram até adormecerem embalados pelo som das ondas.
~*~
A manhã tinha sido calma. O café da manhã na varanda, beijos suaves entre sorrisos tímidos, e uma paz que Lucca sabia que só Hana podia trazer. Mas... quem disse que a noite seria calma também?
Hana saía do closet do hotel com um vestido curto, vermelho escuro, costas abertas, com uma fenda que parecia feita sob medida para provocar arritmias cardíacas.
Lucca a olhou por alguns segundos... e piscou duas vezes.
— Você quer mesmo que eu me comporte com isso?
— Você que escolheu o vestido.
— Claramente não estava em sã consciência.
O restaurante era sofisticado, com luz de velas, piano ao fundo e garçons muito bem vestidos. Um deles teve a ousadia de elogiar Hana.
— Senhorita, esse vestido... parece ter sido criado para a deusa que a senhorita é.
Lucca parou de cortar a carne. O garfo ficou suspenso no ar.
— Você elogia todos os clientes ou está pedindo pra perder os dentes da frente?
— Lucca! — Hana tentou segurar o riso, tocando no braço dele.
O garçom recuou e sumiu. Hana olhou pro noivo e sussurrou:
— Não pode bater nas pessoas em público.
— Só não bati porque esse restaurante é bom. Mas ele tá no limite do meu autocontrole... igual a dona do vestido.
Após o jantar, eles caminharam na beira da praia. A lua refletia na água como uma trilha de prata. Hana tirou os sapatos, brincando com a espuma das ondas, até que Lucca sumiu por dois segundos e... PLOFT!
— LUCCA! VOCÊ ME JOGOU NA ÁGUA?!
— Tô apenas retribuindo por ter me feito quase matar um garçom. E por andar desse jeito do meu lado.
Ela tentou sair correndo, mas ele foi atrás e os dois acabaram molhados, rindo como adolescentes apaixonados.
— Você vai pagar por isso.
— Espero que com juros.
Já no quarto, ainda com os cabelos molhados, Hana tirava a roupa no banheiro para tomar banho, mas Lucca apareceu na porta, com a expressão mais perigosa da noite.
— Acho que a água salgada despertou algo em mim.
— Lucca...
— Shhh... você prometeu amor eterno. E isso inclui noites como essa.
Ele a puxou para perto, os corpos ainda úmidos, colando como se o calor da pele fosse a única coisa que importava. O beijo foi urgente. As mãos, impacientes. Hana já nem lembrava do banho.
Eles foram para a varanda do quarto, onde a brisa noturna misturava-se com os sussurros e gemidos abafados. As mãos de Lucca exploravam cada centímetro de Hana como se ela fosse sua terra prometida. E era.
— Você é meu lar, Hana. — ele sussurrou entre os beijos em sua pele.
— E você é meu mundo, Lucca.
A noite se prolongou com os dois entrelaçados, no corpo e na alma, como se o mar tivesse selado ali um pacto de amor, desejo e pertencimento eterno.
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